segunda-feira, novembro 23, 2020

    Tag: Movimento Negro

    Imagem: Geledés Instituto da Mulher Negra

    Segurança pública e genocídio negro no Brasil

    Pacote anticrime garante licença para matar a policiais por Douglas Belchior e Selma Dealdina no Folha de São Paulo Imagem: Geledés Instituto da Mulher Negra Temos um grave problema de segurança pública no Brasil. Mas, em vez de propostas baseadas em evidências que permitam diminuir o número de assassinatos e roubos e o tráfico de drogas, temos testemunhado investidas marqueteiras cujo objetivo é gerar maior sensação de segurança sem, de fato, possibilitar resultados efetivos. O chamado pacote anticrime apresentado pelo ministro Sergio Moro, mesmo se não for a intenção, fortalece o crime organizado, beneficia a indústria armamentista e garante licença para matar a policiais. Para ficar em apenas um aspecto, o excludente de ilicitude ampliado no pacote dá a militares e policiais civis a garantia de que não serão punidos ante a prática de homicídio. Se até agora policiais poderiam utilizar da força letal em casos extremos, o pacote ...

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    Douglas Belchior

    OEA receberá movimento negro brasileiro para debater pacote anticrime de Moro

    “É muito importante levar para fóruns internacionais a denúncia da barbárie genocida no Brasil", afirma militante Igor Carvalho no Brasil de Fato Douglas Belchior - (REPRODUÇÃO/Facebook) Na próxima quinta-feira (9), 14 integrantes do movimento negro brasileiro serão escutados em audiência extraordinária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). O motivo da reunião é a denúncia feita pelos ativistas contra o pacote anticrime elaborado pelo ministro de Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “O conjunto de propostas, que visa alterar leis federais na área penal, processual penal e de combate à violência, tem gerado, desde sua apresentação pública em 4 de fevereiro de 2019, amplo debate e muitas críticas por parte de juristas, acadêmicos, especialistas e, sobretudo, das organizações da sociedade civil. A gravidade que tais modificações podem representar à segurança pública e à vida de milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras, sobretudo da população ...

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    José Adão (esq.), Regina (centro) e Milton (dir.) e imagens do primeiro protesto do MNU, em 1978 / Colagem com imagens de Memorial da Resistência/Alma Preta/Arquivo Pessoal/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

    Uma história oral do Movimento Negro Unificado por três de seus fundadores

    Regina Santos, José Adão e Milton Barbosa são colocados em diálogo para contar trajetória do MNU Por Bruna Caetano, do Brasil de Fato José Adão (esq.), Regina (centro) e Milton (dir.) e imagens do primeiro protesto do MNU, em 1978 / Colagem com imagens de Memorial da Resistência/Alma Preta/Arquivo Pessoal/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo No ano de 1978, a ditadura militar prendeu, torturou e assassinou o feirante Robson Silveira da Luz, acusado de roubar frutas em seu local de trabalho. No mesmo ano, quatro garotos jogadores de vôlei foram discriminados pelo Clube Regatas do Tietê e o operário Nilton Lourenço foi morto pela Polícia Militar no bairro da Lapa, em São Paulo. A reação imediata da juventude negra para os ataques foi a articulação do Movimento Negro Unificado (MNU), que pedia o fim da violência policial, do racismo nos meios de comunicação, no mercado de trabalho e do regime, ...

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    Fotos = Mariana Belmont

    Carta de entidades do movimento negro ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

    Fotos = Mariana Belmont Senhor Presidente, Historicamente, o Estado brasileiro tem acirrado, em vez de eliminar, os padrões de desigualdade e discriminação a que está submetida a população negra brasileira. Recentes declarações de parlamentares e de membros do poder executivo, bem como a proposição de determinados projetos de lei, indicam o agravamento deste quadro. Solicitamos seu compromisso com os direitos do povo negro. É essencial que, em seu mandato na presidência da Câmara Federal, o senhor se comprometa a não apoiar projetos que coloquem em risco direitos conquistados pela luta história do movimento negro, e que trabalhe para o avanço: Fotos = Mariana Belmont 1. do direito à educação: - pela preservação da Lei no 12.711, de 29 de agosto de 2012, conhecida como Lei de Cotas, que garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia a ...

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    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Movimento negro denuncia pacote anticrime de Moro à OEA por violações

    Quarenta entidades do movimento negro denunciaram o pacote anticrime de Moro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por Maria Carolina Trevisan no Blog Cosme Genoveva foi uma da1s vítimas em processo em que Brasil foi condenado por impunidade contra violência policial na CIDH – Foto- arquivo pessoal Quarenta entidades do movimento negro denunciaram, na última quarta (20), o pacote anticrime de Moro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA). No documento entregue a Antonia Urrejola, relatora para o Brasil da CIDH, Margarette May Macaulay, relatora sobre os Direitos das Pessoas Afrodescendentes e contra a Discriminação Racial, e Paulo Abrão, secretário executivo da comissão, as organizações alegam que há "flagrantes violações de direitos humanos no bojo da proposta do pacote anticrime, apresentado ao Congresso Nacional Brasileiro, pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, do governo Jair Bolsonaro". O documento assinado por ...

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    O desenvolvimento da consciência negra em Salvador foi retratado pelas lentes de Lázaro (Foto: Lázaro Roberto)

    Com 30 mil imagens da cultura afro-baiana, fotógrafo vê acervo ameaçado

    Filho de uma lavadeira de roupas e um estivador. Nascido e criado na periferia de Salvador. Lázaro Roberto sempre se interessou pelos movimentos e festas populares da capital da Bahia. Por Kauê Vieira, do Hypeness  O desenvolvimento da consciência negra em Salvador foi retratado pelas lentes de Lázaro (Foto: Lázaro Roberto)   Há 30 anos, sua vida se transformou e ele conseguiu, finalmente, realizar o sonho de documentar o que seus olhos tanto se interessavam. Com a fotografia, o artista iniciou a construção de um dos maiores acervos da cultura afro-baiana que se tem notícia. “Eu sou uma pessoa que nasci em Salvador. Salvador é minha casa. Nasci e cresci vendo essa realidade. Quando eu consegui uma máquina fotográfica para ir à rua, já estava ambientado”, conta em conversa com a reportagem do Hypeness. Com a humildade e determinação de quem sabe como funcionam as estruturas sócio-raciaissoteropolitanas e brasileiras, Lázaro Roberto luta para manter ...

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    O movimento negro e a Constituição de 1988: uma revolução em andamento

    Arte: Gabriela Lucena “Queremos proclamar a nossa abolição. Não é ódio, nem rancor, apenas um grito de liberdade!" Com essas palavras, Benedita da Silva, deputada constituinte brasileira pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ecoava a voz de negras e negros durante uma das audiências de formulação da Constituição Brasileira. Por  Mayara Paixão, do Brasil de Fato  A Câmara dos Deputados contava apenas com 11 congressistas negros em um universo de 559, segundo dados apresentados na pesquisa de Thula Pires intitulada Criminalização do Racismo: entre política de reconhecimento e meio de legitimação do controle social dos não reconhecidos, pela PUC-RJ. Passados 30 anos desde que a Constituição foi promulgada, diversos estudos buscam entender como os direitos foram pensados pelos deputados constituintes em sua formulação. A pesquisadora Natália Neris, mestra em Direito, quis compreender como o movimento negro agiu para construir o documento. “1988 é um ano importante para o movimento negro, porque ...

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    Marcos de Paula / Agência O Globo

    Após reivindicação do movimento negro, sítio arqueológico no centro do Rio será preservado

    Diferente das ossadas humanas descobertas durante escavações próximas à Igreja de São Joaquim, no centro do Rio, que estão sendo removidas do local, a herança da escravidão de africanos no Largo de Santa Rita, a metros de distância do primeiro ponto, não será remexida. Por Lígia Souto, do EBC Foto: Marcos de Paula / Agência O Globo O antigo cemitério dos pretos novos, situado abaixo do traçado da Linha 3 do Veículo Leve Sobre Trilhos, deve permanecer intacto. Graças aos apelos feitos pelo movimento negro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a concessionária do VLT modificaram o projeto.   O presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro, Luiz Eduardo Oliveira Negrogun, explica que a decisão de preservação dos corpos no local foi tomada pelo grupo de trabalho formado por diversos órgãos, além de integrantes da Comissão da Pequena África.   O VLT vai ...

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    Movimento negro com mais peso no Valongo

    Comitê do cais toma posse com dez entidades de matriz afrodescendente e meta de acelerar cumprimento de exigências da Unesco Por ROGÉRIO DAFLON, do Jornal  do Brasil  Comitê do Cais do Valongo toma posse (Foto: Fotos de divulgação/Iphan) Transformado em Patrimônio Mundial em 2017, o Cais do Valongo, na Região Portuária, passou a contar, desde ontem, com um comitê gestor. Com 17 membros, a posse dele foi no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo será responsável pelas decisões sobre como o sítio histórico será preservado, seguindo as diretrizes da Unesco, e nasce da necessidade de acelerar o cumprimento das exigências estipuladas pelo órgão internacional, com prazos que variam entre este ano e 2019. A agência das Nações Unidas exige que se crie um centro de interpretação sobre as pessoas escravizadas que chegaram ao Valongo vindas da África. Determina ainda que sejam feitos o projeto educativo, o tratamento ...

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    Foto Reprodução/Correio do Povo

    Mulheres negras avançam, mas ainda há desigualdade

    As mulheres negras no Brasil tiveram considerável avanço em indicadores sociais, principalmente em educação. A igualdade, porém, ainda está longe nas universidades, no mercado de trabalho e na política. Para ficar em um exemplo, a renda média de uma mulher negra é 42% da de um homem branco. No ritmo dos últimos 25 anos, será preciso mais de 80 para que sejam equivalentes. As discrepâncias ganham destaque no momento em que o Geledés - Instituto da Mulher Negra, marco do debate sobre gênero e cor, completa 30 anos. A entidade surgiu a partir da identificação de uma lacuna, afirma sua presidente, Maria Sylvia Aparecida de Oliveira. "Nem o movimento negro nem o feminismo majoritariamente branco tinham respostas para as violações de direitos das mulheres negras", diz. "Apesar dos avanços nos últimos anos, elas são ainda sub-representadas na esfera pública e na privada", afirma.

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    Movimento Negro na atualidade

    Formulário para o projeto de pesquisa: "Movimento Negro na atualidade" Do Movimento Negro na atualidade Coordenador: Prof. Dr. Amilcar Araujo Pereira (UFRJ) Consultor: Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira (UFRRJ) Realizador: AYA - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Antirracista, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (AYA-GEPAR/UFRJ) Financiador: Baobá - Fundo para a Equidade Racial O movimento negro organizado é considerado, aqui, como um movimento social que tem como particularidade a atuação em relação à questão racial. Sua formação é complexa e engloba o conjunto de organizações, coletivos e indivíduos que lutam contra o racismo e por melhores condições de vida para a população negra, seja através de práticas culturais, de estratégias político-partidárias, de iniciativas educacionais, de ações no âmbito da saúde, etc.; o que faz da diversidade e pluralidade características desse movimento social. Em cada momento da história do Brasil no século XX, de acordo com as diferentes conjunturas ...

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    Cais do Valongo: Um alerta á sociedade e ao movimento negro

    Por Giovanni Harvey* Do Mama Press [email protected] [email protected], como alguns devem ter percebido, estou ausente das redes sociais há algum tempo em função de compromissos profissionais que me exigem dedicação integral.   Esta postagem tem, neste contexto, dois propósitos: 1 – O primeiro propósito é externar a minha Gratidão aos que me citaram, sabedores do meu interesse e engajamento, em função do reconhecimento do Cais do Valongo como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Giovanni Harvey O “novo status” concedido ao Cais do Valongo, resultado da contribuição de vários atores sociais, nacionais e internacionais, tem um grande significado para a História do Brasil e para a História da Humanidade. O Cais do Valongo pertence a Humanidade mas cabe a nós brasileiros a responsabilidade de cuidar dele e de fazer com os demais locais que nos permitem compreender a extensão do seu significado tenham condições de receber pessoas de todas as partes ...

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    Movimento Negro Unificado comemora 39 anos em ato no Teatro Municipal

    Celebração conta com a presença dos fundadores do MNU, além de atividades culturais Por Luciana Console Do Brasil de fato O Movimento Negro Unificado (MNU) realizará a celebração dos seus 39 anos em um ato marcado para ocorrer em frente ao Teatro Municipal, no centro de São Paulo. O evento ocorre nesta sexta-feira (7), com início às 17h. Chamado de “39 anos do MNU - Celebração em Luta!”, o ato é organizado pela Frente Alternativa Preta, espaço de articulação de coletivos negros, e visa, além da comemoração do aniversário, fortalecer a luta da população negra como um todo. No ato estarão presentes fundadores e militantes do MNU, como Hugo Ferreira, que conversou com o Brasil de Fato por telefone e comentou as conquistas do MNU durante esses anos: “O que eu vejo de importância no MNU não é como entidade, é como ideia que se alastrou em inúmeras entidades. Todos os coletivos do chamado movimento moderno negro, ...

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    Florestan Fernandes: a luta negra é de todos

    A reedição de "Significado do Protesto Negro" serve de alerta para os movimentos incorporarem a luta contra o racismo aos protestos de hoje Por Eduardo Nunomura, na Carta Capital O ex-engraxate e garçom Florestan entrou na USP em 1941 Não passou despercebida a forma racista com que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, se referiu ao ex-ministro e ex-colega de Corte Joaquim Barbosa. A expressão “negro de primeira linha” oculta, como o próprio ministro admitiu depois, um viés racista presente no “nosso inconsciente”. Uma antiga reflexão do sociólogo FlorestanFernandes lança um diagnóstico mais aprofundado do que os pretensos debates nas redes sociais sobre o problema: “A democracia só será uma realidade quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie de discriminação, de preconceito, de estigmatização e de segregação, seja em termos de classe, seja em termos de raça”. Escrita há 30 anos, essa frase está no livro Significado ...

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    ‘A esquerda rachou!’: 
A militância feminista e o movimento negro estão dividindo a esquerda?

    Em pleno golpe, a direita organizada, as reformas golpistas sendo aprovadas a toque de caixa, até o risco de adiamento das eleições presidenciais foi objeto de debate recente. Por Liana Cirne Lins Do Midia Ninja O momento é de unificação da esquerda. Se não nos unirmos, todas as pautas reacionárias que ameaçam vulnerabilizar a classe trabalhadora serão aprovadas sem dificuldade, prejudicando, aliás, em especial as mulheres e os negros, como é o caso da reforma da previdência. A luta contra o machismo e contra o racismo são sim importantes e urgentes. Porém, não podemos fragmentar a esquerda com brigas internas como as que testemunhamos na última semana com a militância do movimento negro reagindo a um post da Elika Takimoto considerado racista. Ou com a denúncia feita pela ex-companheira de Freixo de que ele é machista. Os linchamentos virtuais promovidos pelas feministas e pelos negros e negras com acusações muitas vezes ...

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    Política de Saúde para População Negra avança em passos lentos e o racismo acelerando as mortes

    Depois de 10 anos da aprovação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN – no Conselho Nacional de Saúde e de 20 anos em que o quesito cor foi introduzido nos Sistemas de Informação de Mortalidade, de Nascidos Vivos e de Notificação de Agravos, o preenchimento do quesito cor torna-se obrigatório nos sistemas de saúde no âmbito do SUS.  Por Emanuelle Góes*, da Revista Afirmativa  A Portaria n. 343 de 1º de fevereiro de 2017, Dispõe sobre o preenchimento do quesito raça/cor nos formulários dos sistemas de informação em saúde, sendo “a coleta do quesito cor e o preenchimento do campo denominado raça/cor serão obrigatórios aos profissionais atuantes nos serviços de saúde, de forma a respeitar o critério de autodeclaração do usuário de saúde, dentro dos padrões utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que constam nos formulários dos sistemas de informações da ...

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    Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

    A propósito de uma velha carta de Luíza Bairros

    Acredito que a morte de Luíza Bairros nunca será lamentada o suficiente pelos agentes envolvidos com o que chamamos Movimento Negro. Sabemos todos a posição nele ocupada por sua liderança intelectual e moral, ao longo de décadas. Quanto mais dimensionamos a singularidade de sua contribuição inestimável, tanto mais nos desarvoramos diante de responsabilidades inadiáveis, para cujo enfrentamento não podemos contar mais com sua intervenção decisiva. Não importava a hora, o dia, a circunstância pessoal ou familiar – nunca levávamos em conta essas relações, porque nunca a víamos envolvida com uma situação que impedisse seu pronto engajamento, sua ativa solidariedade. Encontrei em meus arquivos uma velha correspondência de Luíza Bairros, datada de 2 de dezembro de 1993, enviada de East Lansing, Michigan. Nos quatro anos anteriores a sua ida aos Estados Unidos, estivemos muito próximos em duras disputas dentro e fora do MNU. Luíza estava vinculada então ao African Diaspora Reserch ...

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    SP: Representantes do movimento negro tomam posse no Conselho de Promoção e Igualdade Racial

    Representantes do movimento negro e da administração municipal tomaram posse na última quinta-feira (22) no Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, em cerimônia realizada na sede da Prefeitura, na região central. O órgão consultivo será responsável por acompanhar e avaliar políticas públicas de combate à discriminação racial. No evento, houve também a divulgação de pesquisa inédita sobre a diversidade religiosa na Capital. Fonte: Jornal do Brasil “A riqueza de São Paulo está justamente no fato de que nós somos plurais. Essa concepção simples exige um esforço educacional. Nós precisamos de heterogeneidade inclusive na máquina pública, para poder compreender os problemas da cidade”, afirmou o prefeito Fernando Haddad. Durante a posse, Haddad apontou a importância de ações de promoção da igualdade racial, como a adoção da lei de cotas para o serviço público municipal, regulamentada nesta quinta-feira por decreto publicado no Diário Oficial do Município. A lei foi aprimorada para minimizar o risco de ...

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    Entre o Institucional e o contestatório: As lutas do movimento negro no Brasil (1970-1990)

    O trabalho apresentado tem como foco a análise das reconfigurações do movimento negro entre as décadas de 1970 e 1990. Busca-se aqui analisar como as organizações que conformam o movimento negro interpretaram e se apropriaram de distintas oportunidades políticas disponíveis em diferentes contextos políticoinstitucionais e, a partir de suas capacidades, objetivos e estratégias, desenvolveram ações na busca da transformação do quadro de profundas desigualdades raciais no país. Mais especificamente, a pesquisa focaliza a atuação das organizações do movimento negro a partir do processo de redemocratização brasileiro, iniciado na segunda metade dos anos 1970. Uma das características marcantes do período analisado é a abertura de canais participativos na gestão do Estado (como conselhos, fóruns e conferências). Tal processo, intensificado a partir dos anos 1990, vem facilitando a entrada de militantes e lideranças negras e de suas demandas na agenda das políticas de Estado. O movimento negro tem sido um dos principais ...

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    Livro mostra como os bailes de soul ajudaram a construir o movimento negro brasileiro

    Jovens cariocas aprenderam, dançando, o beabá do empoderamento. (foto: Reprodução) '1970 - Movimento Black Rio', dos jornalistas Luiz Felipe Peixoto e Zé Octávio Sebadelhe, será lançado nesta terça-feira, 29, em BH Por Ângela Faria, UAI Com cabelos ouriçados e muito soul no pé, eles enfrentaram – ao mesmo tempo – a ditadura, a intelligentsia, a direita e a esquerda. Venceram. A cada fim de semana, milhares de jovens se reuniam em bailes suburbanos no Rio de Janeiro, nos anos 1970, para dançar hits do soul vindo dos Estados Unidos. 1976 – Movimento Black Rio (Editora José Olympio), escrito pelos jornalistas Luiz Felipe Lima Peixoto e Zé Octávio Sebadelhe, prova que as noites de balada não eram só festa para os súditos brasucas de James Brown. Aliás, ''Sex Machine'', em pessoa, gravou vinhetas para programas radiofônicos de DJs ligados à cena soul fluminense. Nesta terça-feira, 29, o livro será lançado em BH. ...

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