quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: ódio

    O problema do Brasil é o ódio ao pobre

    As noções de patrimonialismo e populismo são as ideias-guia que permitem à elite arregimentar a classe média. Elas, afinal, são as guardiãs da “distância social” em relação aos pobres, que é a pedra de toque da aliança antipopular construída no Brasil para preservar o privilégio, acesso aos capitais econômico e cultural, de 20% contra os 80% de excluídos por Jessé Souza no Diplomatique imagem por Daniel Kondo Este artigo é o resumo parcial de um fio condutor que percorre meu último livro, lançado em setembro pela editora Leya com o título A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Na publicação, busco enfrentar o desafio ambicioso de formular uma gênese histórica alternativa à narrativa hoje dominante, seja na direita, seja na esquerda do espectro político, da sociedade brasileira contemporânea. Como já defendi em outras obras,1 minha tese é a de que o liberalismo conservador é a narrativa oficial do ...

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    “Conheci o nazismo. Não há dois lados para o ódio”, diz Schwarzenegger

    O "governator" Arnold Schwarzenegger mandou um recado duro e incisivo na noite desta quinta-feira (18) para grupos americanos que pregam o ódio e a supremacia branca. "Vamos exterminar o ódio", disse o ator. Do Uol "Não há dois lados no fanatismo. O ódio não tem dois lados. Se você escolhe marchar com uma bandeira que simboliza a morte de milhões de pessoas, não existe dois lados. A única maneira de vencer os gritos de ódio é combatê-los com a voz mais alta da razão. E isso inclui você, presidente Trump. Você tem uma obrigação moral em dizer que não vamos apoiar o ódio e o racismo". Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o ator e 38º governador da Califórnia (entre 2003 e 2011) cutuca o presidente dos Estados Unidos, que é do mesmo partido de Arnold. Em outras ocasiões, o ator já havia se posicionado veementemente contra manifestações racistas e xenofóbicas. ...

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    Vaiado, Aranha diz que é “sempre assim” no Sul: “Vejo ódio na cara das pessoas”

    Pai e filho levam cartaz com pedido de desculpas ao goleiro pelo episódio de injúria racial em 2014, mas comportamento da maioria da torcida incomoda camisa 1 da Ponte: "É triste" Do O Globo Quase três anos depois do episódio de injúria racial, Aranha foi novamente o centro das atenções em uma partida na Arena do Grêmio. Alvo de vaias da maioria dos gremistas durante a derrota da Ponte Preta por 3 a 1, na tarde deste domingo, o goleiro criticou o comportamento da torcida. - Eles não esquecem aquele episódio. Eles são assim aqui. Principalmente na região do Sul do país,é sempre assim. Quando volto aqui, evito ao máximo olhar para a arquibancada, porque cada vez que olho para arquibancada, vejo ódio na cara das pessoas. Eles têm certeza que eu estou errado. É triste ver o conceito de vida que eles têm aqui - afirmou o camisa 1 da ...

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    Quando o discurso de ódio se torna prática de ódio

    A chacina de Campinas promovida pelo assassino misógino Sidnei Ramis de Araújo não é apenas um crime "cometido por um louco". Corriqueiramente, ao feminicídio é atribuído o nome de crime passional, relativizando e invisibilizando o machismo e o ódio às mulheres construídos cotidianamente em nossa sociedade. A carta divulgada em que Sidnei revela o planejamento de suas ações deixa claro que trata-se de mais um crime resultado de um país construído sobre alicerces machistas e misóginos. Fonte: Huffpost Brasil por Luiza Coppieters, A violência contra as mulheres é estrutural no Brasil e antecede os debates entre esquerda ou direita. É fruto de uma colonização que traz em seu bojo uma ideologia religiosista de países europeus que mais queimaram mulheres durante a Inquisição. É fruto de instituições que excluem as mulheres dos cargos de poder e representatividade. É fruto de uma sociedade que reduz a mulher ao espaço privado, afetivo e ausente ...

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    A chacina em Campinas e o ódio que se transforma em máquina de matar mulheres

    Sidnei Ramis de Araújo é autor da chacina de ano-novo em Campinas. Matou Isamara Filier, com quem foi casado, e seu filho, João Victor. No ímpeto de ódio, matou outras nove pessoas da família, com preferência pelas mulheres. Antes de pular o muro da casa e iniciar a matança escreveu uma carta - nela, as mulheres são vadias; os homens, vítimas de leis injustas. Sidnei fez da carta um apelo a que outros homens reajam contra o que descreve como "feminismo das vadias", pois espera que pais se inspirem e "acabem com as famílias das vadias". Fonte: Huffpost Brasil por, Débora Diniz Não me cabe julgar ou diagnosticar Sidnei. Ele mesmo se pergunta se estaria louco, e a sentença comum é que "só um louco faria o que ele fez". A loucura parece explicar o horror e, ao mesmo tempo, nos acalmar, tornando Sidnei alguém distante de nós. Pode até ...

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    ‘Sapatona doida’: Professor da Universidade Federal de Rondônia choca estudantes com ofensas em sala de aula

    “Aquela vagabunda, entendeu? Defensora de aborto, de gênero. Vagabunda. Mande pra ela me processar, que eu provo que ela é.” Por Ana Beatriz Rosa Do Brasil Post Foram essas as palavras escolhidas pelo professor Samuel Milet, do curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), na última quinta-feira (20), para se referir à Sinara Gumieri, advogada e mestra em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética. A advogada foi convidada a participar do evento "Por que é preciso falar de gênero no Direito?”, ocorrido em 13 de outubro e organizado pelo centro acadêmico do curso. O objetivo da palestra era discutir como o gênero se relaciona com a pesquisa e prática jurídicas. Samuel Milet não permaneceu na palestra, pois ele dá "as costas" a quem "aplaude" a discussão do aborto. Porém, o tema da exposição de Sinara foi retomado na aula de Direito ...

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    As vaias ao francês Lavillenie mostram que a cultura do ódio triunfou entre nós. Por Paulo Nogueira

    Por  Paulo Nogueira Do DCM O brasileiro está doente. Socialmente doente. Foi chocante, foi depressivo ver as vaias ao francês Renaud Lavillenie na noite em que o brasileiro Thiago Braz recebeu no Estádio Olímpico sua medalha de ouro. Os sociólogos terão que reescrever o nosso perfil. Éramos um povo cordial, segundo os especialistas. Somos hoje uma nação de gente cheia de ódio. A primeira vaia a Lavillenie já fora um horror. Foi quando ele foi batido por Thiago. Isso não é civilização. A segunda, na entrega das medalhas, foi ainda pior. Não há grandeza na vitória quando o vencedor se comporta desta maneira. É moralmente repulsivo. O francês já experimentara seu castigo: a derrota numa prova em que ele era um dos grandes favoritos. Já é um suplício. Jamais esqueceremos as lágrimas copiosas de Djokovic ao ser batido no torneio de tênis. Sua alma estava despedaçada. Alguém acha que Lavillenie ...

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    Busquemos um jeitinho de sermos mais alegres, mas dessa vez de verdade

    Os atos que desnudam a face sombria da sociedade

    A tarefa de escrever nestes dias não anda nada fácil. Não por falta de assuntos, mas pela enorme quantidade deles. De certa forma isso é muito bom e muito angustiante também, pois a escolha sempre faz a gente deixar de lado algum assunto empolgante e importante. Mas vamos lá, porque não é para falar, ou melhor, escrever sobre dilemas de articulista que estou aqui. Por Mônica Francisco Do Jornal do Brasil As redes sociais não param de destacar a violência crescente nas favelas do Rio de Janeiro, que parecem ter entrado no clima de retrocesso que tomou conta do país e ressuscitou  figuras e situações que pensávamos já superadas na história de nossa sociedade (menos essa guerra particular que continua produzindo caos e morte de uma população inocente). Vivemos um clima cada vez menos favorável e tranquilo nestas áreas. Ao percorrer o bairro da Tijuca, chama a atenção a abundância de ...

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    O Brasil que sempre foi dividido

    “O Brasil está dividido. E quem dividiu foi o PT”. No mar de argumentações a favor do impeachment e condenando o (ainda) atual governo, essa foi e ainda tem sido uma das frases que mais passaram pelas tribunas do plenário da Câmara dos Deputados. Essa argumentação preocupa porque explicita que o que está em jogo nesse contexto é, de fato, muito mais que uma crise econômica, política, a corrupção e troca de governos. Por Nádia Junqueira, do A Redação    Não se trata da divisão verde-amarelo versus vermelho, contra impeachment, a favor de impeachment, fora Dilma e fora Cunha. A referida divisão, como disse, com todas as letras um deputado do Solidariedade, se trata: de homens versus mulheres, negros versus brancos, homossexuais versus heterossexuais, patrões versus funcionários, oprimidos versus opressores (sic). Há dois pontos a serem observados: a divisão em si e o ódio que impera sobre os divididos. Esta divisão ...

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    Niousha Roshani, antropóloga: ‘O discurso de ódio on-line pode matar’

    Pesquisadora do Berkman Center, da Universidade de Harvard, iraniana veio ao Rio para conferência sobre racismo e discurso raivoso na internet POR CLARISSA STYCER, do O Globo  "Sou iraniana, mas cresci na Costa do Marfim. Em Harvard, pesquiso sobre discursos racistas nas redes sociais, comparando a Colômbia, que foi minha casa por mais de dez anos, com o Brasil, onde também já morei, como em outros 20 países. Falo cinco línguas e meia — estou aprendendo árabe." Conte algo que não sei. Vi uma semelhança muito grande entre Brasil e Colômbia, nas dinâmicas culturais, sociais e políticas. São os países com o maior número de afrodescendentes nas Américas, com a Colômbia tendo de 30 a 50%, e o Brasil, de 50 a 70%. Ao mesmo tempo, 70% dos pobres no Brasil são afrodescendentes, e a estatística é maior na Colômbia. Ambos os países são extremamente violentos e de população jovem, ...

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    “Sempre Teremos 999 Pessoas Odiando Para Cada Pessoa Que Pensa. Isso Às Vezes Me Dá Ódio”

    “O ódio é uma interrupção do pensamento e uma irracionalidade paralisadora. Como pensar é árduo, odiar é fácil. Se a religião é o ópio do povo para Marx, o ódio é ópio da mente. Ele intoxica e impede todo e qualquer incômodo. Do Portal Raízes O ódio tem um traço do nosso narciso infantil. O mundo deve concordar conosco. Quando não concorda, está errado. Somos catequistas porque somos infantis. A democracia é boa sempre que consagra meu candidato e a minha visão do mundo. A democracia é ruim, deformada ou manipulada quando diz o contrário. Todo instituto de pesquisa é comprado quando revela algo diferente do meu desejo. Não se trata de pensar a realidade, mas adaptá-la ao meu eu. As crianças contemporâneas (especialmente as que têm mais 50 anos como eu) batem o pé e fazem beicinho, mandam mensagem no WhatsApp e argumentam. Mas, como toda criança, não ouvimos ninguém. Ou ...

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    Rio de Janeiro vai sediar conferência internacional sobre o racismo e o discurso de ódio na Internet

    Pesquisadores e ativistas discutem o aumento dos casos de racismo nas plataformas digitais e as formas de combater essas práticas. Do Correionago Acontece na cidade do Rio de Janeiro-RJ, nos dias 28 e 29 de abril, a conferência “Racismo e discurso de ódio na Internet: narrativas e contra-narrativas”, promovida pelo Berkman Center, da Universidade de Harvard, e pela Plataforma VoJo Brasil. O evento conta com a parceria do Instituto Mídia Étnica, da Fundação Ford, do ECO-UFRJ, do ITS-Rio, da Superintendência de Igualdade Racial do RJ e dos portais de notícias 1Papo Reto, Correio Nagô e Black Pages Brazil. A conferência pretende levantar questões relacionadas ao aumento exponencial dos casos de racismo nas plataformas digitais e apresentar exemplos positivos do uso da Internet para o empoderamento dos cidadãos. De acordo com um dos organizadores do evento, Paulo Rogério Nunes, pesquisador afiliado ao Berkman Center, no Brasil, o racismo tem cada vez ...

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    Politização da infância? Acirramento chega ao playground e preocupa terapeutas

    No meio da aula, uma criança desenha a presidente Dilma sendo enforcada, provocando polêmica entre os colegas, deixando a professora confusa e a mãe, em desespero. Por Mariana Della Barba Do BBC A cena, ocorrida em uma escola de São Paulo, dá a medida de como o clima de acirramento político que vive o país está afetando as crianças e deixando pais e escolas sem saber como agir. O clima de tensão está inclusive deixando as salas de TV, de aula e as ruas e virando assunto de terapia infantil ou entre terapeutas da área. "Tenho consultório há mais de 20 anos, atendendo crianças de todas as idades. E posso afirmar que nunca vi nada parecido. Nunca um mesmo tema permeou as questões de todas as crianças, seja diretamente ou nas brincadeiras", diz psicanalista Ilana Katz, doutora em Psicologia e Educação pela FE/USP e pesquisadora do Laboratório de Teoria Social, Filosofia ...

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    Rodrigo Zorzi

    Deixe seu filho longe desse ódio todo

    Salvem o Gui. Salvem nossos filhos Por RITA LISAUSKAS, do Estadão Foto: Reprodução/Estadão Quando entro na escola do meu filho e vejo aquelas crianças todas brincando meu coração sempre enche de esperança. Não paro de sorrir para aquela gritaria fininha, e meus olhos nem piscam ao ver a alegria dos meninos e meninas correndo para cima e para baixo, absortos em suas próprias fantasias, brincadeiras e sonhos, sem ter a menor ideia das guerras rolando atrás da jabuticabeira linda colada ao muro da educação infantil. Mas fiquei chocada, semana passada, ao ver que o ódio, esse sentimento comezinho, adulto e detestável, tinha sim pulado o muro e sentado no gira-gira do parquinho das crianças. Tinha invadido também a aula de artes, esse lugar sagrado onde nossos filhos desenham o céu, as nuvens e colam lantejoulas amarelas no sol, para que fique com o brilho igual ao de suas fantasias. Ninguém deveria ...

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    Image processed by CodeCarvings Piczard ### FREE Community Edition ### on 2015-10-13 13:28:28Z | http://piczard.com | http://codecarvings.com

    Breve história do ódio: linchamentos, rolêzinhos e a reação racista à mobilidade social

    Os dia 31 de janeiro de 2014, cerca de 30 rapazes em 15 motos cercaram quatro adolescentes na avenida Rui Barbosa, no bairro carioca do Flamengo, aparentemente sob pretexto de que pareciam suspeitos. Dois meninos abordados conseguiram fugir. Por Luiz Eduardo Do Justificando Os outros dois viram uma pistola 9mm com um dos motoqueiros e não correram. Foram espancados. Um deles fugiu. Seu parceiro de infortúnio, um adolescente negro, foi amarrado pelo pescoço a um poste, onde o deixaram nu, sangrando como uma presa abatida. Os justiceiros foram embora. Logo surgiram mais notícias sobre a gangue de motoqueiros. Outros jovens pobres foram surrados e deixados nus, sob ameaça de linchamento. Enquanto batiam em suas vítimas, os motoqueiros as acusavam de terem cometido roubos e outros delitos. Os sinais parecem claros, mesmo que não fossem conscientes. Por que amarrar pelo pescoço a um poste? Por que deixar a vítima nua? Havia mensagens ...

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    Genealogia do ódio: Os direitos humanos e os indivíduos marginalizados (parte 1)

    Um efeito contínuo que tem perpetrado debates violentos e furiosos é a revolta para com o papel atual, ou o que acreditam ser, dos defensores e ativistas dos direitos humanos. Por Wilker Cerqueira, do Brasil Post  Segundo o conceito popular, e igualmente depreciativo, a ação dos direitos humanos é de proteção dos indivíduos criminosos, os párias da sociedade que escolheram a vida dita como fácil, roubando e matando tudo e todos que se atrevam a passar em seu caminho, destruindo famílias e lesando toda a sociedade. Muitos gritam palavras de ódio ou termos de inferiorização buscando externar toda a sua raiva justificada unicamente na crença do suposto prejuízo social. No entanto, o primeiro erro que ocorre é interpretar o termo marginalizado com equivalência do sujeito que não se adapta aos princípios sociais burgueses impostos e busca repouso fora do que chamamos de sociedade, não respeitando leis ou aqueles que preenchem nichos ...

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    Cultura do ódio, a violência nossa de cada dia

    Qual sentido em discutir e divulgar de modo sensacionalista um crime depois que ele já foi cometido? Por não ser detetive, nem médico legista, a melhor maneira para dissecar a violência é regredir nos milhares de "pequenos" crimes cometidos de maneira sutil, muito antes do gatilho ser disparado. Não há maior violência que a própria cultura da violência, mais nociva que a bomba atômica. Por Toni C.*, do Vermelho "A reconstituição do crime deve ser feita anos antes" (GOG). Quando falamos em cultura de violência, para muitos a primeira coisa que venha à mente talvez seja logo o funk pankadão com sua batida seca e mensagem direta, com papo reto. Mas o funk não é violento quando comparado à realidade onde essa cultura sobrevive. O fluxo, o rap, o samba e a cultura que vem do morro não são nem devem ser associados com as causas da violência. A violência vem ...

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    Ódio aos mais pobres alimenta a direita no Brasil

    “Lula da Silva ainda é eleitoralmente muito forte. A memória do seu governo nas classes populares parece que continua presente (mas não sabemos por quanto tempo)”. Assim o professor e pesquisador Adriano Codato, que coordena o Observatório de Elites Politicas Sociais do Brasil, avalia a conjuntura política do país, em um momento grave da presidência de Dilma Rousseff. Por Marilza de Melo Foucher Do Correio do Brasil Adriano Codato é professor de Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do CNPq. Atualmente está aqui, na capital francesa, como pesquisador-associado no Centre européen de sociologie et de science politique de la Sorbonne (CESSP-Paris) e coordena oObservatório de elites políticas e sociais do Brasil. Daria para você explicar o que representa hoje a direita no Brasil? Qual é o seu perfil? A direita no Brasil está em franca expansão. Essa expansão se dá em três esferas relacionadas entre si e, principalmente, que ...

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    O absurdo de expor crianças ao ódio fundamentalista nos protestos

    — Pai, por que a mãe daquele menino está ensinando ele a mandar a Dilma tomar no c…? por : Kiko Nogueira do DCM Antônio, meu filho, tem 11 anos. Como acontece todo domingo, pegamos nossas bicicletas para dar uma volta. A Paulista, por volta do meio dia de domingo, dia 16, estava começando a encher. Chamava a atenção o número de famílias com crianças. Clima de piquenique, exceto que os garotos e garotas estavam sendo expostos a uma explosão de ódio. Uma meia dúzia de jovens, por exemplo, carregava um estandarte com os dizeres: “Dilma, decida: Jânio ou Getúlio” (a pontuação é por minha conta; no original é dilma decima jânio ou getúlio). Gritavam palavrões enquanto marchavam. O que significa isso? Ou ela sai por bem ou dá um tiro no coração? Uma senhora fofa empunhava um cartaz no qual se lia: “Dilma, pena que não te enforcaram no Doi ...

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    Disse Maiakóvski: gente é pra brilhar com brilho eterno

    Em tempo de fascismo e fundamentalismo explícitos, em que a ressonância das ideias de gente sem repertório humanitário encontra guarida na mídia conservadora, os versos do poeta russo Vladimir Maiakóvski (1893-1930) são sempre um norte: “Brilhar para sempre,/ brilhar como um farol,/ brilhar com brilho eterno./ Gente é pra brilhar/ que tudo mais vá para o inferno./ Este é o meu slogan/ e o do sol.” (“A extraordinária aventura vivida por Vladimir Maiakóvski no verão na Datcha”). Por Fátima Oliveira Do O Tempo O verso “Gente é pra brilhar” inspirou “Gente”, de Caetano Veloso: “Gente é pra brilhar,/não pra morrer de fome”, e ambos estão no eixo político que inspirou Lula a criar o projeto Fome Zero, em 16.10.2001, pelo Instituto de Cidadania, por ele coordenado. Quando Lula assumiu a Presidência da República, o projeto virou o programa Fome Zero, que em 20.10.2003 recebeu um aporte vigoroso: o Bolsa Família, com decisões ...

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