quinta-feira, novembro 26, 2020

    Tag: Quilombo

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    Resistência e Memória: Dia Nacional da Consciência Negra

    O “Dia Nacional da Consciência Negra” 20 de novembro, foi instituído em homenagem a Zumbi dos Palmares, preto escravizado, que liderou a resistência no Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga-AL, assassinado 1695. Lutou até a morte contra a opressão dos escravocratas e as mãos sujas de sangue de carne preta em nome do poderio econômico, da soberba e do racismo estrutural! A Serra da Barriga, hoje, Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço de memória coletiva, dolorosas e sensíveis. O Dia, infelizmente, ainda não é festivo, não há muito o que comemorar, os confetes e aplausos para as migalhas gotejadas em nome da igualdade, no país da necropolítica e do mito da democracia racial. Não será mais um “feriado” paradoxal, para celebrações e cortejar autoridades religiosas ou bajular figurões políticos caricatos com status de estadistas, não passando de figuras patéticas, negacionistas e racistas. A histórica e árdua trajetória de um ...

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    Arquivo Pessoal

    Quilombo: A Arte da Memória Negra sobre Palmares

    Uma das máximas do pensamento de Beatriz Nascimento é a de que os quilombos exerceram um papel fundamental na construção da consciência histórica da população africana e seus descendentes no Brasil. Assim, as memórias sobre as experiências quilombolas foram constantes durante e após o período da escravidão. Advindos de tradicionais culturas orais, os povos africanos e seus descendentes encontraram possibilidades de memorização corporal. Suas expressões e formas de ser, viver e relacionar-se foram reatualizadas e incorporadas em diversas práticas culturais. Essas expressões de comunicação são locais privilegiados para o entendimento do processo de transformação histórico-social das culturas africanas no Brasil e em outras regiões da América e do Caribe. A manifestação de temática quilombola surgida nas Alagoas de fins do século XVIII, o quilombo, é uma delas. Realizada em cidades e zonas rurais em tempos de festas natalinas e nas celebrações de irmandades como a de Nossa Senhora do Rosário, ...

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    Comunidade quilombola Rio dos Macacos (Foto: Fernando Vivas/Ag. A Tarde)

    CIDH adota medidas cautelares de proteção a favor dos membros da Comunidade Remanescentes do Quilombo Rio dos Macacos no Brasil

    A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) adotou em 6 de agosto de 2020 sua Resolução 44/2020, mediante a qual outorgou medidas cautelares a favor dos membros da Comunidade Remanescentes do Quilombo Rio dos Macacos. Os solicitantes alegaram que as pessoas beneficiárias se encontram em uma situação de risco devido a ameaças, assédio e atos de violência cometidos no contexto de sua disputa pelo reconhecimento do território, além da possibilidade de ruptura da Barragem Rio dos Macacos nas proximidades. Ao tomar sua decisão, a Comissão tomou em conta que, em sua visita in loco ao Brasil em novembro de 2018, recebeu-se declarações no Quilombo Rio dos Macacos que demonstram um quadro de “ violação sistemática de direitos que inclui homicídios, violência sexual, assassinatos de mulheres por causa de seu gênero, violência doméstica, bem como ameaças, agressões e criminalização de líderes dessas comunidades.” Nesse sentido, a Comissão compreende que as condições de vulnerabilidade às que foram ...

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    Cena da atriz Lucelia Sergio na peça "Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas". O espetáculo faz parte da trilogia "Dos desmanches aos sonhos", que investigou o impacto da escravidão na maneira de amar dos brasileiros. A trama ilustra a vida de mulheres negras e as questões relacionadas à negritude, afeto, racismo e a solidão nos relacionamentos amorosos. Exibida pelo SESC São Paulo em julho ((Foto: Ana Zumas/Divulgação)

    Quilombo teatral, companhia Os Crespos faz 15 anos de luta antirracista

    2004, Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Cinco alunos negros se encontram na mesma turma da consagrada instituição de ensino superior. Era algo inédito: eles representavam 25% da concorridíssima classe de apenas 20 alunos. No ano seguinte, outros quatro chegavam ao curso que não tinha sequer uma disciplina voltada para a história ou expressão do corpo negro nos palcos, no cinema ou nas novelas. Era urgente mudar esse cenário. Enquanto a USP se negava a promover diversidade por meio de ações afirmativas no vestibular, surge entre aqueles estudantes a proposta de criar um grupo de pesquisa para mexer nas aulas e na grade curricular de ensino. Não negros foram convidados a discutir a óbvia lacuna. Mas apenas negros participaram da iniciativa. Nascia, assim, a companhia Os Crespos, o primeiro grupo contemporâneo de teatro negro em São Paulo e o mais longevo quilombo do setor na cidade, ...

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    Sem terra protestam contra ação da PM, que provocou tocou fogo na plantação e destruiu uma escola no Quilombo Campo Grande -(Foto: Divulgação/MST)

    Quilombo Campo Grande resiste a show de horrores em MG

    A Polícia Militar de Minas Gerais, a mando do governador Romeu Zema, promoveu uma verdadeiro “show de horrores” durante a reintegração de posse de parte do terreno ocupado pelo acampamento Quilombo Campo Grande, no sul do Estado. É o que denuncia Kelli Mafort, da direção nacional do MST, em entrevista ao TUTAMÉIA. Ela contou em detalhes a ação violenta e criminosa da polícia durante o processo de despejo de seis famílias, que incluiu também a destruição de plantação e a derrubada da Escola Popular Eduardo Galeano. Houve uso de gás de pimenta, bombas de gás e truculência; chegaram ao cúmulo de usar um helicóptero voando baixo para espalhar cinzas e poeira em direção aos assentados. Ao longo desses dias de tensão, a Polícia Militar tentou por diversas vezes avançar sobre uma área maior do Quilombo Campo Grande –não incluída na ação de reintegração de posse. Não tiveram sucesso nisso. Em ...

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    Arquivos Pessoal

    O colar de búzios: religião, gênero, preconceito e ancestralidade na vida de uma quilombola

    Prezadas e prezados leitoras/es do Geledés, mais uma vez venho compartilhar um texto que acredito e espero sinceramente que seja apreciado por vocês, pois é compartilhando experiências que nos fortalecemos. Pois bem! Nasci e fui criada no que chamamos de “um lar evangélico”. Aprendi, desde cedo, com meu pai e mãe, tia e tios e avós o hábito de ir à igreja, agradecer a Deus antes das refeições, orar antes de dormir e outros ritos religiosos. Nós íamos a todos os cultos: domingo, segunda, quarta e nas consagrações¹ de sábado de manhã. Enfim, um exemplo de família cristã evangélica. Mas, nem tudo eram flores. Tivemos uma doutrinação que considero severa e irracional: “tudo era pecado!” Ouvir músicas que não fossem evangélicas era pecado, pintar as unhas (especialmente de vermelho) era pecado (lembro-me de minha tia dizendo que pintar as unhas de vermelho era “coisa de pombagira”, segundo ela “um tipo ...

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    (foto: Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema))

    Quilombolas denunciam desmatamento ilegal em sítio histórico na Chapada

    Autoridades estão apurando um desmatamento ilegal de mais mil hectares no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, na região da Chapada dos Veadeiros, em Cavalcante (GO). A situação foi denunciada pela comunidade quilombola kalunga da região. A Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) apurou que já foram desmatados ilegalmente quase 1 mil hectares desde dezembro do ano passado, sendo que mais de 500 hectares foram degradados nos últimos 15 dias em duas fazendas do local, próximo ao complexo de cachoeiras do Rio Prata. “Eles foram abrindo devagar os primeiros 500 hectares e os últimos 500 fizeram praticamente de uma vez só”, explicou a secretária Andrea Vulcanis, que está indo ao local, mas já tem uma equipe na região. Também está lá apurando a situação a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente de Goiás (Dema). Não há licença Apesar de estar dentro do sítio histórico, as ...

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    "O mar tem dono. Iemanjá para a gente é referência. O desenvolvimento humano está matando as pessoas, mas também nossos ancestrais” , aponta a pescadora e líder da comunidade Porto dos Cavalos - APP/Bahia

    “Que desenvolvimento é esse que traz morte?”, questiona pescadora e líder quilombola

    Eliete Paraguassu denuncia racismo ambiental e falta de ações preventivas na Ilha da Maré (BA) “Eu venho deste lugar de mulher preta, de mulher que defende o território, filha de um pescador e de uma marisqueira, que sempre educou seus filhos com a atividade da pesca”, relata a pescadora Eliete Paraguassu, uma das muitas mulheres que estão na linha de frente da luta pela defesa dos manguezais e dos territórios pesqueiros na Ilha da Maré, que fica na região central da Baía de Todos os Santos. A liderança quilombola da Comunidade Porto dos Cavalos, um dos cinco quilombos que existem dentro da Ilha, atua, desde a década de 1990, no combate ao racismo ambiental e pelo direito de seu povo de permanecer no território –  cercado por indústrias petroquímicas situadas no entorno, como o Complexo Industrial de Aratu (CIA), o Complexo Petroquímico de Camaçari (Copec), e pelo Porto de Aratu-Candeias, onde circula 60% da carga marítima do ...

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    Imagem enviada para o Portal Geledés

    Covid-19: Quilombo da Parada realiza campanha de auxílio à famílias da região.

    A campanha “Aquilombando contra a COVID-19” é uma iniciativa do coletivo Esperança Garcia, sediado no Centro Cultural Quilombo da Parada, localizado na comunidade Estância Jaraguá. A ação tem como objetivo ajudar mais de 50 famílias a receberem um apoio durante três meses. O valor será revertido em cestas básicas + kit de higiene, e a distribuição será feita através do cadastro já existente, o que facilitará a comunicação e a organização da logística de entrega, atendendo as recomendações da OMS. Como as famílias atendidas estão numa área de morro onde não existe asfalto, o que dificulta a logística de toda e qualquer ação, o coletivo criou pontos estratégicos para as entregas, que são as casas de moradores que se tornaram ponto de apoio da nossa sede. São eles: Amanda, Sr. João e Dona Preta, alguns dos moradores que disponibilizaram suas residências e quintais para a realização da atividade.  Além deles, ...

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    Quilombolas de Alcântara: sem atenção do Estado (Imagem retirada do site DCM)

    Pretos e pretas sofrem mais nesta pandemia, em que a classe média não abre mão de suas escravas domésticas.

    As comunidades remanescentes de quilombos no Brasil sofrem mais uma vez com o descaso do Estado brasileiro. Governos federal, estadual e municipal se omitem no atendimento aos pobres, na sua maioria esmagadora negros. Estão aliados a empresários inescrupulosos que visam o lucro e desprezam a vida e à classe media que não quer limpar o chão e não pode prescindir de suas escravas domésticas. Os negros estão entregues à própria sorte. O ataque às comunidades de Alcântara (Maranhão) em plena pandemia, promovida pelo governo brasileiro, com ameaça de deslocamento, já denunciado em outro momento, se aprofunda agora no auge da crise, com um número elevado da população quilombola em todo brasil, infectada pelo coronavírus. Em recente artigo publicado pela doutora Yanne Teles, denunciando as filas de pobres na Caixa, em busca do auxílio, que deveria ser da vida, mas que tem cheiro de morte, as fotos feitas nas agências dão ...

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    Imagem retirada do site Mega Pop

    Estudo sobre comunidade quilombola abolição

    O trabalho “Quilombo Abolição: História e Identidade (2005-2018)”, de Cléia Batista da Silva Melo, buscou compreender o processo de construção e fortalecimento da identidade étnica dos remanescentes da Comunidade Quilombola Abolição, localizada no município de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, a 60 km de Cuiabá, na BR 364, próximo a Serra de São Vicente durante os anos de 2005 e 2018. Os quilombos contemporâneos são espaços de resistência, de autonomia, de luta por liberdade e simbolizam a afirmação da identidade negra. Os remanescentes dos quilombos lutam por reparações, reconhecimento e valorização de suas histórias e contribuições dadas para a formação da sociedade brasileira. A Comunidade Quilombola Abolição é o objeto dessa pesquisa com suas particularidades e singularidades. Foram analisados documentos tais como: Requerimentos e Cartas de Sesmarias, Certidões de Batistério e Escrituras de Terras. O método de pesquisa foi a prosopografia (biografia coletiva) que possibilitou conhecer a população ...

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    Novo coronavírus tem infectado milhares de pessoas ao redor do mundo — Foto: Reprodução/Getty Images

    Coronavírus chega a comunidades quilombolas de Pernambuco

    A Coordenação Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEACQ) emitiu na manhã de hoje, 16/04, nota pública informando que já há casos confirmados de quilombolas contaminados/as pela Covid-19 no estado, incluindo o registro de um óbito até o momento. Em nota, a CEACQ alerta a população e o Governo do Estado para os graves riscos a que essas comunidades estão expostas, os quais são causados principalmente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde e à água. “As comunidades quilombolas são, em geral, esquecidas e invisíveis ao Estado e sofrerão de maneira acentuada com a expansão da pandemia no Brasil e seus efeitos econômicos”, afirma. Para minimizar os impactos da pandemia nos territórios tradicionais quilombolas, a CEACQ enumera, no documento, um conjunto de reivindicações ao Governo de Pernambuco. Confirma o documento: Do CPT NEII Novo coronavírus tem infectado milhares de pessoas ao redor do mundo ...

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    “Há uma lógica racista do Estado brasileiro com as comunidades quilombolas” diz Danilo Serejo

    Uma terrível ameaça de despejo acontece contra 800 famílias de 30 comunidades quilombolas do município de Alcântara, no Maranhão, com a determinação do governo federal em remover essa população em plena pandemia do novo coronavírus. No dia 26 de março, a Resolução 11/2020, publicada no Diário Oficial da União (DOU), determinou a expulsão e o reassentamento dessas famílias a serem executados pela Aeronáutica e Incra, respectivamente. A resolução veio após acordo firmado entre os governos brasileiro e americano, no ano passado, para a cessão da base de lançamento de foguetes e satélites de Alcântara aos Estados Unidos. Em resposta, mais de 160 organizações assinaram carta de repúdio, entre elas o Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (Mabe), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Município de Alcântara (SINTRAF), a Associação do Território Quilombola de Alcântara (ATEQUILA), e o Geledés – Instituto da Mulher Negra. Após a publicação ...

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    Adilson Zavarize

    MPF recomenda à União que não remova comunidades quilombolas de Alcântara (MA)

    Medida precisa ser debatida com as comunidades afetadas de forma transparente e participativa, o que fica prejudicado diante dos impactos da pandemia da covid-19, defende MPF No Ministério Público Federal Quilombo em Alcântara  (Foto: Adilson Zavarize) A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF) recomendou à União, nesta quarta-feira (1), que se abstenha da decisão de remover famílias quilombolas do território de Alcântara, no Maranhão, sobretudo neste momento de pandemia da covid-19. O deslocamento dos quilombolas se deve ao projeto de expansão do Centro de Lançamento Espacial de Alcântara (CLA). O pedido do MPF faz referência à recente reunião do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) que definiu, por meio da Resolução nº 11/2020, a execução das mudanças das famílias, a partir do local onde hoje residem até a área de suas novas habitações. A recomendação será encaminhada ao ...

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    Daniel Marenco | Agência O Globo

    Defensoria recomenda ao general Heleno revogar ato contra quilombolas

    A DPU (Defensoria Pública da União) recomendou ao ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o general reformado Augusto Heleno, que revogue os trechos da sua resolução que revelou o plano do governo de remover de suas casas e terrenos centenas de famílias quilombolas da ilha de Alcântara, no Maranhão. Centro de Lançamento Alcântara, no Maranhão (Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo) Publicada no meio da pandemia, na última sexta-feira (27), a resolução confirma que o governo Bolsonaro está determinado a fazer a remoção das famílias, o que contraria inúmeras entrevistas e informações oficiais repassadas por ministros à imprensa e ao Congresso Nacional nos últimos meses. Segundo as associações de quilombolas de Alcântara, a ação do governo poderá atingir cerca de 800 famílias, revivendo dramas dos anos 80, quando 312 famílias foram removidas a partir do final da ditadura militar para a implantação, pelas Forças Armadas, do ...

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    Nota de Repúdio à Ameaça de Remoção das Comunidades Quilombolas de Alcântara /Ma

    O Sindicato dos Trabalhadores Agricultores e Agricultoras Familiares de Alcântara (STTR), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Município de Alcântara (SINTRAF), a Associação do Território Quilombola de Alcântara (ATEQUILA), o Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Alcântara e o Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE) e as instituições abaixo subscritas, cientes da Resolução nº 11 de 20 de março de 2020 do Gabinete de Segurança Institucional a Presidência da República, publicada no Diário Oficial da União em 27.03.2020, vêm a público repudiar veementemente o teor da referida Resolução, que busca estabelecer, ao arrepio de leis nacionais e internacionais, as diretrizes para a expulsão das comunidades quilombolas de Alcântara de seus territórios. Consideramos a medida arbitrária e totalmente ilegal, uma vez que afronta diversos dispositivos legais de proteção dos direitos das comunidades remanescentes de quilombo, bem como, tratados e convenções internacionais referidos aos direitos destas comunidades. Denunciamos ...

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    Nota de Repúdio Conaq a Res 11-2020-do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro

      A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ repudia, veementemente, as deliberações do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, estabelecidas pela Resolução Nº 11, de 26 de Março de 2020, que prevê a remoção de famílias do Território Ancestral Quilombola de Alcântara, Maranhão. A referida Resolução do Comitê afronta direitos das comunidades quilombolas, assegurados na Constituição Federal de 1988 e em Convenções Internacionais. É inadmissível a elaboração e aprovação de resoluções que não são construídas a partir de um diálogo democrático com as partes interessadas e com os grupos diretamente impactados. Há um total desrespeito às garantias da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, sobre Povos Indígenas e Tribais, ratificada pelo Congresso Nacional pelo Decreto Legislativo 143/2002 e promulgada pelo Decreto Federal 5051/04. A referida Convenção 169 da OIT determina, no Art. 2º, que os governos deverão assumir a responsabilidade de desenvolver, com ...

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    O território kalunga tem 261 mil hectares reconhecidos pelo estado brasileiro. Com cerca de 300 anos de ocupação, o lugar segue conservado. — Foto: Fábio Tito/G1

    Construção de hidrelétrica é ameaça para comunidade kalunga que vive há 300 anos no maior quilombo do Brasil

    Empresa tenta há 20 anos construir hidrelétrica. Emival Caiado, presidente da Rialma, disse ao G1 que 'desiste' do empreendimento, mas vai passar projeto para outra empresa. Impacto seria direto nas famílias que vivem no 'Vão de Almas', uma das 39 comunidades do território. Por Paula Paiva Paulo, do G1 O território kalunga tem 261 mil hectares reconhecidos pelo estado brasileiro. Com cerca de 300 anos de ocupação, o lugar segue conservado. — Foto: Fábio Tito/G1 Há muitas lendas e versões sobre o nome do Rio das Almas, que corta o nordeste de Goiás. Todas elas, porém, envolvem mortes ou algum relato trágico. É por isso que, quando esse curso de água passa em uma parte do território kalunga, um território quilombola, os locais o chamam de Rio Branco. Além das lendas, o rio é alvo de outro temor dos kalungas: o projeto de construção da Pequena ...

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    Pedra do Sal é palco de manifestações artísticas do Rio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

    Crivella veta lei que declara Quilombo da Pedra do Sal Patrimônio Imaterial do Rio

    Especialistas consideram medida uma afronta à cultura e ao movimento negro Por Elis Bartonelli, do O Globo Pedra do Sal é palco de manifestações artísticas do Rio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo O prefeito Marcelo Crivella vetou, nesta quarta-feira, dia 27, o Projeto de Lei nº 346, que declara o Quilombo da Pedra do Sal Patrimônio Cultural Imaterial do Município do Rio de Janeiro. Situado na Zona Portuária do Rio, era ali que escravos africanos descarregavam sal importado de Portugal. Foi naquele local também que nasceu a região da Pequena África, principal reduto da comunidade afro-brasileira no Rio, e onde surgiram e a ainda acontecem diversas manifestações culturais da cidade, como ranchos carnavalescos e o samba. A medida acirra ainda mais a série de atritos envolvendo o chefe do executivo da cidade e bens imateriais referentes ao movimento negro no município. No ano ...

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    O deputado Hank Johnson usou a tribuna do Congresso dos Estados Unidos para criticar o acordo entre Brasil e EUA que prevê o uso da Base da Alcântara, no Maranhão

    Deputado Hank Johnson critica acordo e discursa contra base americana em Alcântara

    O deputado Hank Johnson usou a tribuna do Congresso dos Estados Unidos para criticar o acordo entre Brasil e EUA que prevê o uso da Base da Alcântara, no Maranhão, pelos estadunidenses para lançamento de foguetes e satélites. O discurso ocorreu na última sexta-feira (27). por Igor Carvalho no Brasil de Fato O deputado Hank Johnson usou a tribuna do Congresso dos Estados Unidos para criticar o acordo entre Brasil e EUA que prevê o uso da Base da Alcântara, no Maranhão - enviado por Douglas Belchior “Esse acordo entre as administrações de Trump e de Bolsonaro ameaça remover centenas de famílias quilombolas afro-brasileiras de suas terras, deslocando ainda mais comunidades marginalizadas. A Constituição brasileira providencia proteção explícita às terras quilombolas, e Trump e Bolsonaro quebram, descaradamente, desconsiderando essa proteção e tomando posse da terra”, afirmou o parlamentar, que integra os quadros do partido Democrata. Johnson insistiu que o acordo prejudica ...

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