Tag: racismo à brasileira

    Renata Shaw, advogada especialista em propriedade intelectual Renata Shaw, advogada especialista em propriedade intelectual - Ricardo Borges:Folhapress

    Negros são menos de 1% entre advogados de grandes escritórios, diz pesquisa

    Escritórios renomados criam núcleos para aumentar representatividade por Angela PinhoMarina Estarque no Folha de São Paulo Renata Shaw, advogada especialista em propriedade intelectual Renata Shaw, advogada especialista em propriedade intelectual - Ricardo Borges:Folhapress "Olá, tudo bem? Gostaria de falar com a doutora Renata Shaw." A pergunta já foi ouvida mais de uma vez em sua sala pela própria Renata Shaw, advogada especialista em propriedade intelectual. Ela é negra. "Muitas pessoas não esperam encontrar uma pessoa como eu na minha posição", explica —pensam que ela é secretária ou tem outra função administrativa. Pelo mesmo motivo, conta, também não é incomum desconhecidos pedirem-lhe água e café. Cenas como essa revelam o abismo existente entre brancos e negros no país e, particularmente, na advocacia, confirmado por pesquisa recente. O diagnóstico, junto à pressão de clientes, tem levado escritórios a implantar iniciativas para amenizar a desigualdade. Elas incluem a busca ...

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    Mayara Silva. FOTO- INSTITUTO ALANA:DIVULGAÇÃO

    Ninguém nasce racista

    O racismo limita e impede o desenvolvimento de crianças e adolescentes por Mayara Silva de Souza* no O Estado de São Paulo Mayara Silva. FOTO- INSTITUTO ALANA:DIVULGAÇÃO Na última terça, 30, mais um caso de racismo ganhou repercussão, quando uma mãe pintou o filho, uma criança de nove anos como se fosse negra com marcas de chicotadas pelo corpo e colocou correntes, fazendo referência à uma criança escrava, para festa Halloween de uma escola particular. Ela postou orgulhosa: “Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo”. Acontece que a história da escravidão do Brasil não tem nada a ver com o clima festivo, e escravos não eram personagens para serem absorvidos. A mulher orgulhosa, as pessoas que elogiaram e todos aqueles que não veem nesta situação um grande problema, não compreendem que a história da escravidão do país é um profundo estado de ...

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    S11 ARQUIVO 17/08/2018 CADERNO2 CADERNO 2/ CINEMA cena do filme O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes CRÉDITO: Maurício Borges de Medeiros

    ‘O Caso do Homem Errado’ é apaixonante acréscimo à discussão sobre racismo no Brasil

    Filme extrapola o tema com um debate sobre ética e justiça no combate à criminalidade: existe homem certo para matar? por Luiz Carlos Merten no O Estado de S. Paulo S11 ARQUIVO 17/08/2018 CADERNO2 CADERNO 2/ CINEMA cena do filme O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes CRÉDITO: Maurício Borges de Medeiros No Festival de Gramado, Leonardo Domingues apresenta nesta segunda-feira, 20, em concurso, seu longa sobre Wilson Simonal, que traz embutida a questão do racismo no Brasil. No dia 29, começa no Rio o Encontro de Cinema Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe, que busca fortificar a identidade negra no País e estabelecer pontes para diálogos internacionais. Em Minas, terminou no domingo, 19, o FestCurtaBH, que este ano privilegiou a questão racial e teve toda uma seção destinada a discutir o assunto – Cinema Negro no Brasil, Uma História Fragmentada. Com toda essa ...

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    Reprodução/Instagram

    Jaden Smith responde tweet racista de youtuber brasileiro

    O ator e modelo, filho do astro Will Smith, fez uma postagem em seu Twitter oficial respondendo os brasileiros em agradecimento as mensagens de apoio depois de uma piada racista do youtube Jacaré Banguela. por Pedo Vieira no Observatório do Cinema Nesta sexta-feira, Jaden escreveu uma mensagem enigmática: "Como os espelhos podem ser reais se nossos olhos não são reais". Na última quinta, ele já havia mostrado que estava atento ao país ao declarar seu amor: "I love you, Brazil ('Eu te amo, Brasil', da tradução direta do inglês). Na primeira mensagem, ele agradece falando que ama o país. Já na segunda, ele realiza uma ironia com uma antigo tweet em que falava: “como os espelhos podem ser reais se nossos olhos não são reais”, respondendo a fala anterior. A história ganhou repercussão nessa semana quando Banguela disse na mesma rede social: Reprodução Twitter “Tenho quase certeza ...

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    Bruna Piva

    “Mbappé conseguiria fazer uns arrastões top na praia”: Youtuber Júlio Cocielo e a piada racista contra jogador da França

    No sábado (30), Júlio Cocielo foi acusado de racismo por internautas. O youtuber, que estava acompanhando as oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, comentou alguns lances da partida entre França e Argentina e mencionou o jogador Kylian Mbappé em um de seus tuítes. Por: João Paulo Soares  no Metropolitan FM print Twitter Não demorou para que sua publicação fosse compartilhada por centenas de usuários e duramente críticada. “Se fosse o Antoine Griezmann ou o Cristiano Ronaldo seria: ‘Corre para car*lho’. Mas como é o Mbappé é arrastão. Racismo velado é isso! Branco correndo é atleta, negro correndo é assalto”, disparou um internauta. “Júlio Cocielo foi racista, sim. Não adianta dizer que não foi a intenção”, afirmou outro usuário. Após tamanha repercussão, Cocielo decidiu se justificar. “Hoje fiz um tweet sobre o Mbappé e a piada se referia a velocidade dele devido a um ...

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    Vestir a “Globeleza” deixa Nu o mito da democracia racial

    Quando os carros alegóricos entraram na avenida os confetes, sprays, brilhos e ritmos das marchinhas do carnaval se harmonizaram com os passos da “mulata” global que sambava ao som da marchinha que a homenageia: "Na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo". por Dina Alves no Facebook A vinheta da “Mulata Globeleza” foi criada na década de 1990, por Hans Donner, designer alemão e funcionário da emissora. A modelo, dançarina e cantora, Valeria Valenssa foi símbolo carnavalesco até 2004, seguida pelas outras dançarinas e passistas Giane Carvalho, Aline Prado, Nayara Justino e a atual Erika Moura. Diferente das vinhetas anteriores, a organização Globo modificou a vinheta e a personagem símbolo do carnaval, no ano passado (2017). A justificativa para a mudança foi a de que “o Brasil é um país rico em muitas culturas e, portanto, a vinheta vai representar todas as culturas e ...

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    Segregação à brasileira

    Proibido pela lei, o racismo no Brasil segue dissimulado no espaço público e se abriga com força nos domicílios. Não por nada, os ataques na internet partem de quem se sente protegido pelo anonimato do lar. E, não sem razão, os mapas com a distribuição de raças mostram que brancos e negros moram em países diferentes. O TAB foi às cidades com a menor e a maior população preta no Brasil e verificou que o estigma de ser o último país das Américas a abolir o regime escravista ainda é mais forte que o discurso oficial da "democracia racial". Foram 358 anos de escravidão, e os 128 anos sem ela não conseguiram apagar essas marcas. Ler materia completa no UOL

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    OAB e Anistia Internacional criticam prisões de manifestantes no Rio

    OAB de São Paulo, silêncio e a dissimulação do Racismo

    A ordem dos advogados do Brasil, seção São Paulo realizou no dia 05 de Junho um ato de desagravo a um fato acontecido em 10 de Novembro de 2016, no Tribunal Regional do Trabalho. O advogado Flávio César Damasco foi hostilizado e algemado, porque sem saber se dirigiu ao elevador que era destinado aos juízes e integrantes do Ministério Público, e quando foi para o elevador destinado ao público, foi abordado pelos seguranças perguntando se ele era advogado e que pediam que ele se identificasse. Por Henrique Oliveira para o Portal Geledés  A cena foi gravada por 27 minutos pelas câmaras do TRT, nas imagens é possível ver Flávio César Damasco sendo levado pelo braço por 4 seguranças, e um dos seguranças aparece colocando o dedo no rosto de Flávio. A confusão continuou ainda do lado de fora do TRT e terminou no 4ª Distrito Policial. Na Delegacia Flávio Damasco foi ...

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    “Vergonha da Raça”, é quando o branco no Brasil, fala do racismo do Branco no Brasil

    No próximo dia 24 de fevereiro volta ao ar,  o programa “Tá no Ar” em que brancos denunciam o racismo perpetrados por brancos. Assim nos relata o blog “Conversa Afiada”: por Marcos Romão no MamaPress “O Programa ‘Tá no Ar’, da TV Globo, voltará a ser exibido no próximo 24 de janeiro. Comandada pelo humorista Marcelo Adnet, a atração resolveu antecipar uma de suas esquetes na internet. O quadro faz uma paródia dos comerciais de banco com uma crítica sobre privilégios de pessoas brancas. No vídeo, os personagens aparecem sendo servidos por pessoas negras em diversas situações e dizem coisas como “tive acesso às melhores universidades” e “eu sempre sou bem atendido nos melhores restaurantes”. Ainda nem está no ar, mas a direita já está reagindo, como a publicado na página de direita “Ceticismo Político”, em que acusa Adnet de insuflar o ódio e a divisão racial do Brasil, além ...

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    Eu Empregada Doméstica e mais alguns relatos de experiências vividas por empregadas domésticas no Brasil

    A maneira com que historicamente sempre se tratou as empregadas domésticas no Brasil, sem que sequer houvesse uma legislação adequada para a profissão (e quando enfim foi criada, a gritaria de indignação foi geral, diante do mero estabelecimento do direto profissional mínimo), com um verdadeiro apartheid racial e social dentro de nossas próprias casas, diz muito sobre como vemos e vivemos os privilégios e desigualdades no país. Uma página foi criada no Facebook para que retratos desses tratos entre patrões e empregadas pudessem ser relatados. no Hypeness Eu Empregada Doméstica reúne, portanto, comentários, apontamentos e relatos propriamente revelando pequenas histórias e situações que ilustram a desigualdade e o destrato que essa tão importante classe profissional sempre sofreu. Em poucas horas a página já reúne mais de 12 mil curtidas, e basta uma dose dura de honestidade para se identificar com a maioria dos relatos, esteja do lado do patrão ou da empregada, como ...

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    O racismo, o preconceito e a discriminação em suas formas e exposição

    Ainda estudante do ensino médio concomitante em Administração, ouvi palavras de desânimo, tais como: você é louca de estudar em uma escola tão longe e, ainda estudar integralmente, para quê, tanto esforço, se não vai chegar a lugar algum com isso? por Amanda Martins Cruz e Mattos via Guest Post para o Portal Geledés Nessa escola, fui discriminada assim como muitos outros, por ser moradora da Baixada Fluminense, e por estar no mesmo ambiente que a galera esnobe da zonal sul e zona oeste , carioca. Era chamada de feia, mal cuidada, quem morava mal , neguinha do morro, a neguinha metida a entendida no mundo das letras. Terminei o ensino médio, consegui um emprego, em uma empresa de clipping. Empresa esta, composta na sua maioria, por funcionários dotados do nível superior. Após algumas tentativas, consegui passar no vestibular para a graduação em Direito, e logo ingressei, extremamente feliz pela ...

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    5 argumentos sobre o fim do racismo que você provavelmente ja ouviu

    Volta e meia, alguém, do fundo de sua vasta sapiência, resolve sugerir como pessoas negras devem lidar e reagir a circunstâncias racistas. Isso quando não declaram que essa opressão não existe mais, ou que não faz mais sentido nos dias de hoje. Pensando nesses profetas da “”democracia racial””, eis uma lista que visa desmistificar algumas das alegações mais frequentes. por Os Entendidos no Revista Fórum O TEMPO Após a abolição da escravidão, muitas pessoas acharam que, com o passar das gerações o racismo ruiria, contudo, mais de um século depois, essa ideologia permanece bastante viva e adaptada aos novos tempos. Semana passada mesmo vimos um poste substituir – novamente – o tronco onde pessoas negras eram são amarradas e torturadas em praça pública, com o objetivo de dar uma lição a outras pessoas negras que não acatam as recomendações da sociedade branca e para satisfação sanguinária da mesma. Essa longevidade da intolerância – que sempre se acreditou justa – se deve,  provavelmente, ao fato de que ...

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    Carta de Marcos Dias, pai da aluna Luana Dias ao Reitor da PUC-Rio

    Carta à Vossa Magnificência Reitor da PUC-Rio Magnífico Reitor Pe. Josafá Carlos de Siqueira, S.J. Eu me chamo Marcos Dias, pai da aluna, melhor dizendo ex-aluna, Luana Aparecida Souza Dias, do curso de pós graduação Comunicação e Imagem oferecido pela Coordenação Central de Extensão. de Luana Dias via Guest Post para o Portal Geledés Lendo sua mensagem de saudação em que expressa os sentimentos de pertencimento das pessoas à PUC e manifesta à sociedade valores que norteiam esta instituição. E, em um dos valores, o segundo valor, diz respeito à abertura para o diálogo interdisciplinar e interdepartamental com a abertura de perspectivas futuras para um diálogo mais estreito entre os diferentes saberes científicos. Minha filha excedeu o número de faltas à aula de Leitura de Imagem I. As faltas foram por conta de duas viagens a trabalho (BH) e participação na abertura e encerramento do Encontro de Cinema Negro. As ...

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    Não entendemos errado, o que aconteceu com Angelo Assunção foi racismo

    A sofisticação do racismo brasileiro está no fato de embora serem muito visíveis as desigualdades entre negros e brancos, muita gente ainda afirma e acredita na inexistência do racismo.  Por Gabriel Rocha no Brasil de Fato Na semana do 13 maio deste ano, completando 127 de abolição “legal” da escravidão negra no Brasil, vemos o episódio em que três ginastas brancos, Arthur Nory, Fellipe Arakawa e Henrique Medina, através de vídeo publicado na rede social Snapchat veiculam o racismo através de “brincadeiras” (como é de costume no Brasil) ao ginasta negro Angelo Assunção, campeão mundial em ginástica artística. entenda o caso:  Angelo Assumpção, ginasta negro da seleção é alvo de piadas racistas de companheiros A Lei Áurea, longe de ser um solene ato de solidariedade ou benevolência da princesa Isabel para a população escravizada, resultou de um longo processo de lutas nas senzalas, nos quilombos, nas fazendas e nas cidades, envolvendo ...

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    Reflexões sobre um racismo à brasileira: a volta dos fantasmas que nunca foram

    Começo essa reflexão com uma pergunta aos leitores, em particular aos leitores negrxs. Quantos de vocês já foram rendidos pela polícia? Quantos já sofreram algum tipo de constrangimento com seguranças ou já foram vitimas de baculejos (termo usado para revistas policiais)? De certo muitos já devem ter tido péssimas e traumáticas experiências né? E essas experiências rendem sempre uma sensação de impotência, um gosto amargo na boca, uma tristeza que insiste em permanecer e uma pergunta no ar, o que nos torna suspeitx, ou o que nos torna sempre os primeiros suspeitxs de tudo? por Laila Batista via Guest Post para o Portal Geledés Antes que se pense, ‘ih...lá vem o discurso vitimista da população negrx’ (aspas), convido vocês para voltarem para um Brasil pós-escravista, vamos para o século XIX, lá encontraremos figuras que foram de fundamental importância para legitimar a hierarquia racial entre os povos, como Nina Rodrigues, P Broca, Morton e ...

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    O estranho caso de um inocente boneco preto pendurado na UFBA

    No dia 02 de março de 2015, primeiro dia de aula, calouros da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia foram recebidos com um boneco preto enforcado por uma corda, e pendurado com esta na entrada da faculdade. Um curioso caso como este não poderia ter outra explicação, se não a convencional: Brincadeira, inocência, boa intenção, nenhum intuito racista. Ainda bem que podemos acreditar nisso, já que no Brasil não existe racismo, e se existe, é o racismo inverso. por Gabriela Bacelar via Guest Post para o Portal Geledés Para além de ironias, a nota emitida pela Faculdade de Arquitetura em conjunto com o Diretório de Estudantes de Arquitetura da UFBA e a Comissão do Trote 2015 da FAUFBA, que emitia as explicações acima mencionadas a respeito do boneco preto, teve também o cuidado oportunista de demarcar que o então confeccionador do boneco seria negro, tendo usado os únicos panos que havia em ...

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    O que temos feito para combater o racismo à brasileira?

    Conversamos com especialistas sobre a discriminação racial no país. Por: Marcelo Collar e Marina Mentz no movirs O Brasil precisou ser apontado por organizações internacionais como um país racista para perceber que estava em dívida com a população negra. Assim, medidas afirmativas vieram como uma espécie de reparação para negros, pardos e indígenas. A primeira delas foi a instituição da política de cotas para acesso às universidades. Depois, a preocupação foi direcionada à questão educacional: foi instituída a Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e africana nas escolas públicas e privadas do país. Grande parte da luta e das conquistas não veio sem esforço. Isso porque grupos como o Movimento Negro Unificado, o MNU, batalharam para que governantes e população percebessem a desigualdade social, insistindo por políticas de inserção do negro na educação e na cultura, além do acesso à justiça e ao emprego. “Se ...

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    “No Brasil, temos a ideia de que os negros são inerentemente inferiores”

    “No Brasil, temos a ideia de que os negros são inerentemente inferiores”

    MARINA ROSSI Para estudioso, um dos maiores problemas do racismo é o modo “recreativo” como é encarado Adilson José Moreira, professor de Direito na Fundação Getúlio Vargas apresentou, no ano passado, sua tese no doutorado de Direito de Harvard Law School sobre a questão racial no Brasil. Sua conclusão acadêmica vai direto ao ponto. “O racismo é um sistema de dominação social e o seu objetivo sempre foi o mesmo: garantir a hegemonia do grupo racial dominante”, disse, durante entrevista concedida ao EL PAÍS. “No Brasil, nós desenvolvemos essa ideia de um racismo recreativo”, diz ele, ao falar sobre os casos de preconceito racial no futebol, por exemplo. Sua tese expõe um país dominado pela hegemonia branca, cheio de preconceitos e muito longe de uma real igualdade racial, embora haja esforços para mudar o quadro. “A percepção é de que o país tem progredido, em função de várias políticas que promoveram ...

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    Tolerância a ofensas prejudica candidatos, por Renato Janine Ribeiro

    Por Renato Janine Ribeiro Aécio Neves e Eduardo Campos quiseram explorar politicamente os xingamentos a Dilma Rousseff na abertura da Copa. Podem ter começado aí a perder a eleição. Algum imprevisto pode ainda beneficiá-los. Mas eles foram tolerantes com os insultos, e nisso expuseram uma dificuldade cognitiva de ambos. Mostraram-se em descompasso com os avanços nos costumes ocorridos nas últimas décadas, e que incluem o repúdio ao machismo, aos preconceitos e mesmo à falta de educação. A primeira exigência para quem quer governar o Brasil é identificar os sinais do novo. O maior deles, no período recente, esteve nas manifestações de 2013, rompendo com a política tradicional. Dentre os presidenciáveis, Marina Silva é a mais apta a decifrá-los, mas está limitada por seu conservadorismo em matéria sexual - aborto, casamento gay. Já Aécio e Eduardo ignoraram as ruas, a não ser para tirar proveito delas com os prejuízos que causaram ...

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    Urbanização brasileira mostra intolerância à pobreza

    por Isabela Palhares O ininterrupto crescimento da cidade de São Paulo, tanto econômico quanto físico, produz uma perversa desigualdade social. João Ferreira, arquiteto e economista, defende que transformar e tornar esse espaço mais igualitário passa por uma mudança de conduta individual, pressupondo um combate as atitudes que, mesmo de forma velada, reproduzem uma cultura da intolerância aos pobres. Para Ferreira, aquilo o que hoje é celebrado como modernidade é a causa do padrão urbano excludente. Padrão que não se restringe à cidade de São Paulo, que é apenas o caso mais evidente e que infelizmente serve de modelo para o resto do país. As conclusões estão contidas no artigo "São Paulo: cidade da intolerância, ou o urbanismo 'à Brasileira'", publicado na revistaEstudos Avançados. Intolerância que Ferreira define como resultado de uma sociedade em que predomina a indiferença. Ele explica: "a exclusão dos mais pobres produz uma lógica perversa em que ...

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