Tag: racismo estrutural

REUTERS/Dado Ruvic/Direitos Reservados

Vacina e racismo: brancos são 2 vezes mais vacinados do que negros, diz Agência Pública

O racismo é de tal forma estrutural no Brasil que pode ser medido em qualquer contexto ou prática social – incluindo a vacinaçãocontra a Covid-19: apesar da primeira pessoa vacinada no Brasil, Mônica Calazans, ser uma mulher negra, passados dois meses do início da vacinação no país atualmente o quadro se inverteu em dobro, e para cada pessoa negra que recebeu uma dose, duas pessoas brancas são vacinadas por aqui. O dado é parte de um levantamento amplo sobre o tema, realizado pela Agência Pública e publicado no último dia 15 de março. As informações se referem aos primeiros 8,5 milhões de pessoas que já receberam ao menos uma dose da vacina por aqui, e a gravidade da conclusão não se mede somente pelo fato da maioria da população brasileira ser negra: no trágico cenário da pandemia nacional, os negros são maioria absoluta entre os contágios registrados e também os números de ...

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Uma cidade e um complexo industrial sob o mito da democracia racial

A região do Vale do Paraíba, Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, foi historicamente ligada à produção de café. Memorialistas locais escreveram sobre fazendas, plantações e famílias importantes (geralmente escravocratas). A cidade de Barra Mansa está nesse circuito e Volta Redonda, que ao final dos anos 1930 possuía menos de 3.000 habitantes, era seu distrito rural. Tudo muda nos anos 1940, pois o governo Vargas, no contexto da Segunda Guerra, em associação com o capital estadunidense constrói a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).  O período de construção da usina (1941-1946) envolveu um processo de migração tamanho que mais de 48.000 trabalhadores chegaram à região. Na década de 1950 a população local cresce, chegando a 56.380 habitantes e em 1954, Volta Redonda se emancipa de Barra Mansa. Nesse cenário, a CSN já era um complexo fabril presente em vários estados.  Quando iniciei minha pesquisa de mestrado (2008), eu procurava os ...

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 Royalty-free/Getty Images Leia mais em: https://claudia.abril.com.br/cabelos/relaxamento-capilar-cabelos-crespos/

Juíza diz que anúncio de alisamento reproduz racismo e manda tirá-lo do ar

A Justiça de São Paulo determinou a retirada de vídeos publicitários da fabricante de cosméticos Ark Line das redes sociais por considerar que eles transmitem mensagens racistas. A liminar foi concedida depois de um pedido do Ministério Público de São Paulo. Ainda cabe recurso. Alguns vídeos da empresa, publicados no YouTube, Facebook e Instagram, mostram crianças passando por tratamentos cosméticos para alisamento de seus cabelos. A Ark Line negou que as propagadas contenham "qualquer ofensa racial" e disse que o "alisamento capilar representa somente mais uma forma de embelezamento do cabelo feminino". Na decisão, a juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa afirmou que, para a empresa, "não há beleza nem felicidade possível para tais jovens fora do padrão liso ou alisado, já que em nenhum momento o cabelo crespo, natural, é retratado como forma a exaltar sua beleza e identidade". A decisão também exigiu a retirada do vídeo por utilizar "imagem de crianças e adolescentes, sem ...

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Goleiro Aranha, em sua segunda passagem pela Ponte Preta Imagem: Ale Cabral/AGIF

Aranha reclama de racismo no futebol: ‘Era trocado pelo concorrente branco’

O ex-goleiro Aranha, com passagens por Ponte Preta, Atlético-MG, Santos e Palmeiras, contou que demorou para ganhar uma chance no futebol profissional por conta do racismo. O ex-jogador revelou que a ideia de que "o goleiro negro não é confiável" impregnada em dirrigentes e treinadores o impediu até de fazer testes. "Cresci com o estigma de que goleiro negro não é confiável, de que não vinga. Os diretores e os treinadores da minha juventude tinham esse princípio como uma verdade. Então, já dificultava para arrumar um teste. Depois que arrumava um teste, sempre demorava muito a avaliação e eu acabava trocado por um concorrente branco. Demorei por isso também", disse o ex-goleiro em entrevista ao canal Craque Neto 10, do YouTube. Aranha ainda disse que o fato de ter começado em times menores - como Palmeirinha (SP) e Ecus (SP) - também foi um empecilho antes de deslanchar na carreira, o que só ...

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Antes mesmo de lidarem com a dor da perda, lutam para obter imagens de câmeras de vigilância e depoimentos de testemunhas que comprovem a inocência das vítimas. Na Foto está Débora da Silva, uma das fundadoras do Movimento das Mães de Maio.(Foto: Olívia Soulaba/Mães de Maio)

A luta pela maternidade plena no feminismo negro

Como advogada criminalista e ativista do movimento negro, todos os inquéritos policiais e ações judiciais em defesa de mães de jovens assassinados por forças policiais em que atuei, me fizeram refletir a respeito do luto inesperado. Afinal, no curso natural da vida, esperamos perder nossos pais e avós, mas nenhuma mãe espera perder seu filho, ainda mais um filho assassinado. Essa provavelmente é uma dor que nunca passa. Ainda assim, mães negras e periféricas se organizam em coletivos que transformam o luto em luta e oferecem ombro e apoio àquelas que também perderam seus filhos. “Alguém precisa fazer alguma coisa. Nossos filhos são assassinados e nós ficamos aqui como mortas-vivas”. Esse foi o conteúdo de um áudio que recebi na semana do segundo turno das eleições municipais, de uma mãe que teve seu filho assassinado pela Polícia Militar há alguns anos e que atualmente articula um movimento de apoio e ...

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Samuel Vida, advogado, professor de direito e coordenador do Programa Direito e Relações Raciais da UFBA - OAB-BA / Divulgação

Racismo estrutural virou álibi para justificar práticas individuais e institucionais, diz professor

Apesar de considerar correta a análise de que o racismo estrutural é uma realidade, Samuel Vida, que é professor de direito da UFBA (Universidade Federal da Bahia), considera que o uso da expressão tem se banalizado. O termo racismo estrutural tem, segundo ele, sido apropriado de uma maneira que esvazia seu sentido, apresentando o racismo como uma espécie de fatalidade. “Então as pessoas alegam, ‘olha, isso é resultado do racismo estrutural’, ponto. E não se discute, não se apresenta a lista dos responsáveis por isso.” “É como se houvesse uma condicionalidade invisível, imperceptível diante da qual nós não teríamos como diagnosticar adequadamente e atacar no sentido de erradicar o que produz o racismo. Então a expressão racismo estrutural tem virado nos últimos anos um álibi para justificar tanto práticas individuais quanto práticas institucionais”, diz. Samuel Vida, 53, é coordenador do Programa Direito e Relações Racias na UFBA. Fundada em 2003, ...

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Lívia Casseres (Arquivo Pessoal)

Lívia Casseres: A esperança corre nas veias das mulheres negras

Nos primeiros dias de 2021, um sopro de esperança chega às portas dos brasileiros e brasileiras com o início da primeira etapa da vacinação contra a Covid-19 no país – ainda que de forma incipiente e em meio ao caos instalado na gestão da pandemia. Mônica Calazans, mulher negra de 54 anos, enfermeira atuante na linha de frente do combate ao coronavírus no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, foi a primeira pessoa a ser vacinada no Brasil. Alguns dias antes, tínhamos sido tomados pela desesperação diante de mais vidas perdidas em Manaus para a negligência e incompetência dos gestores públicos, que conduziam agora – incompreensivelmente – ao esgotamento do estoque de oxigênio nos hospitais. No entanto, a imagem da enfermeira durante a aplicação da primeira dose da vacina, punhos cerrados e erguidos diante das câmeras, despertou em muitos de nós uma fagulha de fé, uma centelha de confiança na possibilidade ...

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Fabiane Albuquerque (Arquivo Pessoal)

E essa cara de pobre, minha filha? É pra te olhar melhor!

Fiquei com uma fala na cabeça de uma mulher branca na ocasião da chegada das médicas cubanas ao Brasil: “Estas médicas têm uma cara de empregada!” Deixei ali, parado na garganta, quieto, mas pensei muito sobre isso, e como pensei!  Como boa mineira, deixei a coisa se aquietar e, juntando outras, a reflexão deu um “caldo”.  Em 2018 fui visitar minha família em Belo Horizonte e, passeando num shopping com minha irmã, ela, ao ver uma mulher negra de cabelos alisados se virou pra mim e disse: “Porque não deixa aquele cabelo crespo como as atrizes? Desse jeito fica a cara da pobreza”! E mais um episόdio, dessa vez em Jundiaí, somou-se ao meu borbulhar interior. Eu estava em um restaurante italiano e a proprietária dirigiu-se a um cliente para falar de outra frequentadora do local, que eu conhecia, da seguinte forma: “Metida daquele jeito e com aquela cara de ...

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Arquivo Pessoal

25 de julho comemoração do Mês da Mulher Negra Latino -Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela : a clínica do testemunho

Como você se percebeu Negra? Você falou que era Negra ou te gritaram Negra? Na construção da sua identidade racial você se sente escutada? Você se sente invisível nas suas relações afetivas, se sente acolhida? Sente-se com espaço para expressar seus sentimentos, suas afetações? As pessoas com quem se relaciona lhe reconhecem no que tange espaço para você ser? Ou somente percebem como objeto de subalternização ou sexual? Você se sente representada nos movimentos sociais? E como percebe seu laço com o Social? Esta e muitas perguntas a partir do vídeo impactante da poeta Victoria Santa Cruz sobre a descoberta de Ser através do outro/ Outros me convocam uma para uma escuta como “Testemunho, Instrumento” da dor e reverberações do racismo estrutural, fenômeno social com característica de negação no nosso país, que apesar do inconsciente não ser racista, machista e misógino, mas é atravessado pela reprodução destas construções da estrutura ...

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Gilmar Bittencourt Santos Silva - Arquivo Pessoal

Quilombos podem ajudar a mudar o racismo estrutural?

No final deste ano após tantas perdas, inclusive entre as populações negras no Brasil (por Racismo, Bala ou Covid -19), a Câmara dos Deputados numa articulação, raspada a facão (Emicida), das esquerdas com o movimento negro, colocou em votação e fez aprovar naquela casa o projeto de decreto legislativo 817/2015 a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância pretende ser instrumento de combate ao racismo estrutural. Ante as falas contra o texto e por conta do meu engajamento e pesquisa, logo imaginei que o texto poderia trazer algo que pudesse mudar as condições de vida no campo, em particular ao falar sobre reparações. Não é o caso. Bastam dois cliques no site da Câmara Federal. O citado projeto aprovado na casa baixa e seguindo ao Senado Federal nada trata de temas mais tensos, quero vê-lo aprovado, mas ele em nada agrega as disputas para a melhorar ...

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ilustrações Amanda Favali (@favali_)

Se os privilegiados estão cansados, imagine os negros

   Não venho armado de verdades decisivas.                                             − Frantz Fanon   No ano passado, a discussão racial ocupou grande parte dos meios de comunicação e provocou debates em diferentes espaços da sociedade. Ainda que esse movimento tenha acontecido, tardiamente, existem razões para que o tema continue repercutindo. O racismo estrutural ainda impõe obstáculos à sobrevivência dos negros, e não encontra políticas de Estado que o enfrente radicalmente; as consequências são devastadoras, produzindo um elenco de cidadanias mutiladas na vida da população negra (SANTOS, 1996/1997). Por exemplo: o preterimento nas seleções para as melhores oportunidades de emprego, exceto em atividades que ofertam baixa remuneração e maior exploração humana; estabelecimento de moradias em locais com alta vulnerabilidade social; principais vítimas de encarceramentos e assassinatos nas abordagens policiais. Milton Santos, doutor em ...

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Diego Reis, CEO do Banco Afro | Divulgação/Imagem retirada do site o Globo

Banco Afro atinge 30 mil clientes com salto após declaração de sócia do Nubank

O Banco Afro, fintech de impacto social voltada para o público negro, cresceu de mil para 30 mil o número de contas cadastradas em apenas quatro meses. O principal impulso veio da insatisfação de consumidores com declaração de sócia do Nubank. Em outubro, Cristina Junqueira, cofundadora da maior fintech brasileira, afirmou que tem dificuldades em contratar negros para posições de liderança por falta dos requisitos técnicos, acrescentando que o banco digital “não pode nivelar por baixo”. Cristina se desculpou pela declaração, que foi classificada de racista por movimentos sociais, mas o Nubank foi alvo de campanhas de boicote.  Com sede em Brasília, o Banco Afro surgiu em 2018 a partir do Grupo Afro Empreendedor, um coletivo de empresas, com o objetivo de ampliar a bancarização das classes C, D e E e fortalecer o chamado “black money”. A fintech oferece conta digital, crédito, microcrédito e meios de pagamento. A fintech, comandada ...

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crédito: Gomez/Correio Braziliense

Um grito de desabafo

Naquela manhã de dezembro, a aluna de 52 anos, negra, nordestina, esposa, mãe e trabalhadora braçal, estava em total euforia, radiante, alegre e feliz, pois faltava muito pouco para a realização de um grande sonho. Um sonho que muitas pessoas pobres e negras têm, mas que poucas ainda alcançam. Chegou o dia da apresentação do trabalho de conclusão do curso (TCC) de direito, a graduação que aquela mulher negra sonhou por toda a sua vida. Por ser órfã de pai e mãe desde os seis anos, não teve oportunidade de estudar quando jovem. Ela foi a décima de 11 irmãos, criada aos trancos e barrancos por uma tia, irmã de sua mãe. A tal tia tinha quatro filhos naturais e era desquitada do marido quando a irmã morreu e, por isso, resolveu ficar com as crianças, um total de oito sobrinhos mais quatro filhos. Eram 12 jovens e crianças para ...

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Coletivo de artistas pintam frase #Busque Racismo Estrutural, para estimular as pessoas a entender como o racismo está presente na sociedade e as formas de combatê-lo — Foto: Reprodução/TV Globo

Frase ‘#Busque Racismo Estrutural’ é pintada na Avenida Faria Lima no Dia Internacional dos Direitos Humanos

O movimento antirracista pintou a frase “#Busque Racismo Estrutural“ na Avenida Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado neste 10 de dezembro. A inscrição foi feita pelo mesmo grupo que escreveu “Vidas Pretas Importam” na Avenida Paulista, no mês passado. Cerca de 60 artistas e produtores culturais se reuniram entre a noite de quinta-feira (9) e madrugada desta sexta (10) para pintar a rua. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sinalizou o local, mas o motorista de ônibus avançou sobre parte da pintura e borrou o asfalto. A ideia do coletivo é ajudar a entender o que é racismo estrutural e fazer com que as pessoas busquem o tema na internet. A Avenida Faria Lima foi escolhida por ser sede de importantes empresas. Essa foi a quarta frase que o coletivo cultural independente pintou na cidade para dar visibilidade e combater ...

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E é também símbolo de uma mudança que está em curso a fim de que os brancos não sejam os únicos em posições de decisão, de acordo com a pesquisadora Cida Bento. Confira histórias de superação de pretos e pardos que fazem a diferença em suas áreas de atuação - (crédito: Reprodução/Correio Braziliense)

Negros bem-sucedidos incomodam racistas e são prova de mudança social

Uma vez que um racismo histórico, estrutural e estruturante permeia todos os espaços da sociedade brasileira, são de grande proporção os obstáculos que a população preta e parda enfrenta para chegar a posições de destaque. A superação desse nível de barreira acontece a partir de um elevado esforço. É preciso muito vigor para dar conta dos desafios existentes no mercado de trabalho em geral e, também, dos desafios impostos pelo racismo no Brasil, último país ocidental a abolir a escravidão. Mesmo quando integram a mesma classe social ou quando tiveram acesso à educação de mesmo nível, negros e brancos são confrontados com dificuldades diferentes. Não faltam pretos e pardos que conseguiram êxito nos mais diversos nichos e são exemplos de superação. A mudança está em curso para que cada vez haja mais casos assim. No entanto, essa alteração gera, muitas vezes, polêmica e falta de aceitação. Isso porque o negro ...

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Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Violência racial: de cada 10 pessoas mortas pela polícia, oito são negras. Entidades cobram resposta do Estado

Ações para conter a violência racial e por parte da polícia e barrar a escalada de assassinatos de negros em todo o país foram cobradas com veemência em audiência pública realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) nesta quinta-feira (3). Representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, do movimento negro e especialistas em segurança pública reivindicaram também medidas urgentes e efetivas do Ministério Público Federal no enfrentamento à violência de abordagens desnecessárias, violentas – especialmente de jovens – que geralmente terminam em assassinato e impunidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes decorrentes de intervenções policiais têm aumentado. Em 2018, das 6.175 ocorrências, 75,4% eram pessoas negras. Em 2019, o número de ocorrências subiu para 6.357 e o percentual saltou para 79,1%. O número é mais de dez vezes maior que o de policiais mortos, evidenciando o uso excessivo de força policial. Além ...

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(Foto: LEO MOTTA /ARQUIVO FOLHA)

Cor da Pele

As pessoas tendem a elogiar os negros dizendo: Nossa, mas você é um negro lindo! Que negrinha mais linda! Que mulata bonita! Nunca ouvi ninguém falar: Que branco lindo! Que brancona mais bonita! Esse seu filhinho branco é mesmo muito fofinho. Sim, negro é um maravilhoso adjetivo e temos muito orgulho disso. Mas não há a mínima necessidade desse preconceito travestido de benevolência. Homens e mulheres são bonitos, inteligentes, cativantes e etc... Mas sempre tem aquele jeito de segregar não é? Seu negro lindo! Mulata linda! Parece que somos lembrados o tempo todo de que somos negros. Será que alguém pensa que os negros tem problema de memória?  “A gente não nasce negro, a gente se torna negro.” Lélia Gonzalez. Você precisa da sociedade te chamando de negro o tempo todo para se sentir negro? Você se percebe negro? Quando foi que você se percebeu negro pela primeira vez? Quando ...

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Divulgação

Anistia Internacional lança a campanha “Toda Friday é Black” para enfrentamento permanente do racismo estrutural e das violações dos direitos humanos no Brasil

- Campanha convida organizações e público em geral para reflexão e ação na luta antirracista, propondo que todas as sextas-feiras sejam dedicadas ao debate do tema A Anistia Internacional Brasil lança nesta sexta-feira, 27 de novembro – data de realização do evento varejista “Black Friday” no Brasil, a campanha “Toda Friday é Black”, para engajar pessoas comuns em ações de superação do racismo e seus desdobramentos e para garantir os direitos universais da população negra brasileira. É a maior iniciativa da organização na pauta antirracista até o momento, desde a campanha Jovem Negro Vivo, de 2014. Uma petição será aberta para pressionar as autoridades brasileiras a criarem o Comitê de Acompanhamento e Monitoramento das Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos, que está na legislação desde 2018, mas nunca foi colocado em prática. Se este Comitê estivesse atuante, muita coisa poderia ter sido diferente e muita tragédia poderia ter sido ...

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O racismo sofrido pela população negra contribui para a objetificação e o aumento da vulnerabilidade dos corpos de meninas negras até os dias de hoje Foto: Arte de Ana Luiza Costa

Infância: precisamos falar sobre a objetificação dos corpos de meninas negras

De acordo com a plataforma “Violência contra a mulher em dados”, entre 2011 e 2017, mais de 45% dos casos de abusos sexual registrados no Brasil foram de meninas negras de 0 até 9 anos. No mesmo período, quando analisamos os números referentes às meninas brancas, este percentual cai mais de 7%. O racismo estrutural e a vulnerabilidade social e econômica ajudam a explicar esses dados, mas é preciso discutir também a hipersexualização dos corpos de mulheres negras, inclusive na infância. Deise Benedito, especialista em Relações Étnico-raciais e mestre em Direito e Criminologia pela Universidade de Brasília (UnB), afirma que o racismo sofrido pela população negra contribui para a objetificação e o aumento da vulnerabilidade desses corpos até os dias de hoje. — Esse processo é influenciado pelo racismo, a discriminação e pela permanente "coisificação" de meninas negras consideradas como mais fáceis, maliciosas e transgressoras, além de serem expostas de ...

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Foto de discussão na Câmara dos Deputados, em que se vê maioria de homens brancos, e poucas mulheres ou negros (Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Em eleição de maioria negra, partidos investem mais nos homens brancos

A 25 dias do primeiro turno das eleições, cerca de 450 milhões de reais já foram repassados a candidatas e candidatos de todo o Brasil. O valor refere-se à soma do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) e do Fundo Partidário. Desse montante, 62,9% foram destinados para brancos, sendo que apenas 47,9% do total de candidatos declararam-se brancos. Em 2020, pela primeira vez nas eleições brasileiras, o número de candidatos autodeclarados negros é maior que o de brancos, correspondendo a 49,9% do total. Porém, a soma dos recursos repassados aos candidatos pretos e pardos é 35,7%, ainda distante de ser proporcional. Mesmo que neste ano tenhamos decisão inédita do Supremo Tribunal Federal (STF) que pede correspondência exata entre a proporção de candidatos por raça e a distribuição dos recursos, até o momento isso não se confirmou. Cabe, no entanto, observar que resta pouco mais de 20 dias para os ...

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