Tag: racismo estrutural

    Cantora Laís Raquel, 22 anos, sofreu o preconceito por meio de conversa em rede social (Reprodução/Instagram @laisraquelon)

    Racismo: noiva pede que cantora alise cabelo para “ficar melhor nas fotos”

    Uma cantora de Brasília viveu um episódio de racismo ao ser contatada por uma possível cliente. Por meio do Instagram, uma mulher disse que estava organizando a festa de casamento e tinha se interessado pelo trabalho de Lais Raquel. No entanto, estabeleceu uma condição para que o contrato fosse fechado: a cantora teria que alisar o cabelo. Lais Raquel tem 22 anos e canta desde os 7 anos. Atualmente, trabalha em uma escola com musicalização infantil e também canta em eventos, como casamentos, há três anos. A possível contratante pediu uma foto de Laís em algum casamento e, ao receber a imagem, perguntou: “Você costuma cantar com o cabelo assim mesmo?” Prontamente a cantora respondeu que sim. Foi quando recebeu a proposta: “Se você for cantar no meu casamento, poderia alisar o cabelo? Eu amei sua voz e queria muito que cantasse, mas só esse detalhe para ficar melhor nas ...

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    Foto: Gabriel Inácio do Santos

    O uso da palavra ‘genocídio’ no combate ao racismo estrutural

    Este texto foi escrito a quatro mãos. Duas negras, duas brancas. Escolha que se deu para que possamos praticar um dos nossos principais argumentos: de que o racismo, assim como a luta antirracista, não deve mobilizar apenas negros e negras, mas também brancos e brancas. Representatividade é fundamental, mas não é o suficiente. Se entendemos o racismo como um fenômeno estrutural, nos parece coerente remexer a própria estrutura na hora de escrever e pensar sobre ele. Então, vamos aos fatos. O fato de que pessoas negras são vítimas de um genocídio constante não deveria nem ser discutido. O debate, aliás, só revela a resistência que uma sociedade moldada pela discriminação contra corpos de negros tem de se assumir racista. Como não chamar de genocídio uma sucessão de violências que sempre estouram no seio de famílias pretas? Não há refresco. Nem em tempos de pandemia e de uma suposta onda de ...

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    Reprodução/Facebook

    “O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo sua inviabilidade”

    A discussão sobre o racismo parece ter dado um salto de qualidade em todo o planeta, que para além da pandemia do coronavírus lida com o aprofundamento de diversas crises. No centro de tais discussões, aparece o capitalismo e seu modelo societário, ainda que boa parte da mídia de massa e das classes políticas globais tentem dissimular. Mas é neste contexto de crítica socioeconômica que surgiu a Coalizão Negra por Direitos, articulação criada por mais de 150 movimentos sociais e comunitários. E sobre isso o Correio publica entrevista com Maria José Menezes, bióloga e ativista da Coalizão. “O racismo, enquanto projeto de Estado, está em debate em todo o mundo. A brutalidade policial contra o povo negro não é mais vista como algo natural pelas sociedades modernas. O racismo faz parte da lógica capitalista, mas a humanidade está sentindo que é inviável sobrevivermos diante de tamanhas desigualdades e as organizações ...

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    Abayomi - Juristas Negras (Foto: Luana Cruz)

    Juristas negras e a luta por espaços no mundo do Direito

    Se os desafios de uma mulher para ocupar espaços de poder e saber já são enormes no Brasil, para uma mulher negra, eles se impõem com uma dimensão ainda maior. E, quando o recorte é o universo do sistema judiciário, o quadro de exclusão se apresenta de forma mais evidente. Para contribuir com a visibilidade que o mês de junho propõe para as mulheres negras - 25 de julho marca o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha - cabe observar como o racismo estrutural no ambiente do Direito ainda atinge essas mulheres, ouvir e amplificar suas vozes. A primeira barreira para essas mulheres não poderia ser outra: a escolaridade. A taxa de analfabetismo das mulheres negras (14%) representa mais do que o dobro das brancas (5,8%), segundo o IBGE. Como acontece com a população negra, elas têm maior dificuldade de acessar universidades e, consequentemente, os espaços de conhecimento e o ...

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    O presidente do STF, Dias Toffoli (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

    “O racismo estrutural está disseminado na sociedade brasileira”, diz Toffoli

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse hoje (7) que o racismo estrutural está disseminado na sociedade brasileira. Toffoli participou da abertura do seminário Questões Raciais e o Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também é presidio por ele. Durante discurso de abertura, Toffoli citou pesquisas que mostram que os níveis de vulnerabilidade social da população negra são maiores, incluindo a desigualdade no mercado de trabalho e no próprio Judiciário. “O racismo estrutural está disseminado na sociedade brasileira. Muitas vezes não existe uma vontade deliberada de discriminar, mas se fazem presentes mecanismos que dificultam a participação da pessoa negra no espaço de poder”, afirmou. Segundo o ministro. uma pesquisa realizada em 2018 pelo CNJ mostrou que apenas 18% dos juízes se declararam negros ou pardos. Do total de juízas existentes, apenas 6% se declararam negras. ‘É preciso corrigir esse cenário, promovendo ...

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    Marcha das mulheres negras contra o racismo, em Brasília.MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA

    Negro continuará sendo oprimido enquanto o Brasil não se assumir racista, dizem especialistas

    Estudiosos da desigualdade racial afirmam que, para que a luta contra a discriminação da população negra produza resultados consistentes, há um passo decisivo que nós, brasileiros, ainda não demos: assumir que somos, sim, racistas — seja como indivíduos, seja como sociedade. De acordo com o filósofo e jurista Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama (ONG que atua pela igualdade racial) e professor da Universidade Mackenzie e da Fundação Getulio Vargas, quando se admite a existência do racismo, cria-se automaticamente a obrigação moral de agir contra ele: — A negação é essencial para a continuidade do racismo. Ele só consegue funcionar e se reproduzir sem embaraço quando é negado, naturalizado, incorporado ao nosso cotidiano como algo normal. Não sendo o racismo reconhecido, é como se o problema não existisse e nenhuma mudança fosse necessária. A tomada de consciência, portanto, é um ponto de partida fundamental. Como exemplo da negação, o ...

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    Jamiel Law/NyTimes

    Racismo estrutural no Brasil

    No Brasil, desde o dia 25 de maio do corrente ano, nunca havíamos assistido tanto as grandes emissoras de televisão se reportarem com tanta frequência ao racismo, quanto temos presenciando desde então.  O que será que as emissoras de televisão querem dizer aos telespectadores/as com tantas reportagens sobre o racismo? Não existe racismo no Brasil? O racismo no Brasil estava silenciado? O debate sobre o racismo está pautado na sociedade brasileira? O racismo está na agenda da grande imprensa? A sociedade brasileira resolveu admitir a existência do racismo e enfrentá-lo, ou tudo não passa de um jogo de cena?  Em meio ao bombardeio das reportagens, à primeira vista, a impressão que o/a telespectador/a tem é a de que não existe racismo no Brasil e os primeiros casos surgiram recentemente. Para os/as desavisados/as, desinteressados/as e desinformados/as no assunto, racismo não é coisa de negros/as, é coisa de brasileiros/as; se trata de ...

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    Montagem de Tropa de Elite (Foto: Reprodução) e Segundo Sol (Foto: /Instagram/João Cotta/Divulgação/Imagem retirada do site Rolling Stone)

    Como violência policial e racismo são normatizados pela produção audiovisual brasileira

    O adolescente João Pedro morreu há um mês, no dia 18 de maio de 2020. Vítima de uma ação das polícias civil e federal, o estudante negro foi baleado dentro de casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. Parentes acharam o corpo 17 horas depois, no IML(Instituto Médico-Legal) de Tribobó. O caso é apenas mais um que representa a violência policial e o racismo sistêmico no Brasil. Apesar de declarações relacionadas à morte do adolescente, as mobilizações nacionais se intensificaram com a morte de George Floyd, homem negro assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos. Alguns questionamentos feitos nas redes sociais remetem ao porquê de brasileiros se mobilizaram fortemente apenas após o caso George Floyd - e um dos motivos pode ser a forma que produções audiovisuais a e própria imprensa brasileira acabam, muitas vezes, normatizando a violência e o racismo. “Isso mostra muito sobre ...

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    FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP

    Manifesto político para um Judiciário contra o racismo estrutural

    Nós, brancos e brancas, somos os responsáveis pelas violências que culminaram com as mortes de João Pedro – no Brasil – e de George Floyd – nos EUA – e esses homicídios guardam intensa relação com todo o passado escravocrata dos dois países. Escravização de corpos negros produzida por nós, brancos e brancas. Violência estatal produzida por nós, brancos e brancas, que ocupamos a quase totalidade dos cargos de poder nas instituições públicas. Racismo estrutural produzido por nós que estamos à frente de todas instituições de saber e de poder, aqui ou lá. Racismo sistêmico, cotidiano, que mantêm segregados negros/as e nos concede, por isso mesmo, os privilégios materiais e imateriais decorrentes do simples fato de termos menos melanina no corpo. Não tenhamos memória seletiva! EUA e Brasil abrigam as maiores populações negras fora do continente africano e essa migração forçada foi causada por nós. Nossas terras foram e são ...

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    Sandra Caselato Foto: Leo Martins / Agência O Globo

    Ninguém se acha racista

    Esta semana está difícil escrever. Me sinto exausta, desanimada e por vezes desesperada com tantos acontecimentos que evidenciam o racismo estrutural e sistêmico da nossa sociedade. A morte de um homem negro, George Floyd, por um policial branco nos Estados Unidos. Violência policial nas favelas e a morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos. Dos 30 mil jovens vítimas de homicídios por ano no Brasil, 77% são negros. Protestos contra o racismo nas ruas ao redor do mundo, apesar dos perigos de contaminação pelo coronavírus. A trágica morte do filho negro de uma empregada doméstica, Miguel (5 anos) ao cair do 9°andar enquanto estava aos cuidados da patroa branca. Com tudo isso, muitas pessoas têm aderido ao "ativismo online" apoiando nas redes sociais a luta antirracista. Valorizo muito essa conscientização e movimentação. Porém, tudo isso não significa muito se a reflexão não se voltar também para dentro de ...

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    Edifício Pier Maurício de Nassau em Recife, de onde o menino Miguel caiu do 9º andar (Reprodução / TV Globo)

    Miguel e a pedagogia do racismo 

    Longe da mãe, Miguel, ainda pequeno, não sabe que não pode se expressar naquele espaço. Não sabe que não há direitos ali. Que ele é uma extensão do corpo de sua mãe e também pertence, a sua maneira infantil, ao mundo do trabalho. A insistência de Miguel em ir atrás da mãe, que levava o cachorro da patroa para passear, feriu a etiqueta daquelas relações. Ele não sabe se portar. Não aprendeu o lugar de negro. E nem terá tempo. Miguel cometeu uma infração: atrapalhou a manicure da patroa. Perturbou a distinção tácita entre quem fala e quem deve calar. Mas a criança não desiste de sua voz. Não sabe exatamente com quem está falando. Não aprendeu o seu lugar. Ele é pequeno. Sarí Corte Real abandonou o menino no elevador de um prédio de mais de 30 andares. As imagens das câmeras do edifício parecem acentuar ainda mais as ...

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    Foto: Adobe Stock

    Preta de alma embranquecida

    Ando pesquisando sobre a negritude e a resistência é a máxima possível, estou à dias lendo artigos, vendo vídeos, trabalhos, teses, dissertações, recolhendo material, mas à medida em que vou lendo vou me confrontando com a Europa que habita em mim. Quarentena, em casa, lugar onde eu sou eu. As discussões com minha mãe aumentaram, confrontos com quem sou para o outro, o mais próximo de mim possível. Como em um espelho a minha mãe me confronta sobre convivência, o quanto que não sei viver com o outro, o quanto que em um mesmo espaço quero ser eu somente. No mesmo momento em que leio sobre filosofia africana, onde relata que o eu só existe a partir do outro, viver em comunhão, no sócio de fato, escuto de cientistas pretas falando sobre a individualidade trazida da Europa para a nossa sociedade. Em uma tentativa de reconexão comigo, com África me ...

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    Adobe

    Racismo não é desculpável, é crime

    Recentemente eu estava divagando por uma dessas redes sociais e recebi um meme que fazia a seguinte provocação "Se uma pessoa do século XVIII viajasse no tempo e chegasse na sua casa hoje, o que seria mais difícil de explicar para ela?". Rapidamente comecei a fazer conexões, mas não cheguei a pensar em nada específico até que ao olhar as respostas alheias reconheci uma que seria igualmente difícil para mim, vamos a resposta "Seria difícil explicar que temos todo o conhecimento das sociedades em um dispositivo que cabe na palma das mãos e o utilizamos para discutir com as pessoas e assistir vídeo de gatinhos fofos". Embora eu não seja muito fã dos felinos, me reconheci na segunda parte da resposta, afinal, se alguém saiu ileso das brigas nos últimos dois caóticos anos políticos, por favor se apresente. Enfim, o meme cumpriu sua função e foi bem divertido, mas não ...

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    'Eu não estava no ato', escreve a modelo Bárbara Querino, que diz ter sido condenada injustamente por um crime que não cometeu — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

    Modelo Babiy Querino faz campanha para ajudar favelas e presos durante pandemia de coronavírus em São Paulo

    Babiy usa máscara para angariar mantimentos para população carente e para presos em São Paulo durante pandemia — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Absolvida recentemente de um roubo que nega ter cometido, a modelo e dançarina Babiy Querino, de 22 anos, está usando máscara atualmente para sair de casa e ajudar pessoas carentes da comunidade onde mora e também presos e presas durante a pandemia de coronavírus em São Paulo. “A mobilização em torno de mim ajudou na minha absolvição”, diz Babiy ao G1 sobre coletivos negros e artistas que acreditaram na inocência dela e pediram sua liberdade nas redes sociais. “Agora estou retribuindo isso participando de uma arrecadação de mantimentos para quem está passando por dificuldades na favela e dentro das prisões por causa dessa doença”, fala a jovem sobre os projetos que participa: o do Bloco do Beco, no Jardim Ibirapuera, Zona Sul, e o Vidas ...

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    Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. Foto: Alex Pazuello/Semcom

    O racismo estrutural na crise do Coronavírus é visível quando ser negro(a) é o suficiente para estar dentro do grupo de risco

    Nossa defesa histórica da importância da construção de políticas públicas afirmativas (mulheres, negros e negras, indígenas, idosos, juventude, entre outros), a partir da compreensão de que as desigualdades sociais afetam distintamente cada grupo social, comprova-se, nesta conjuntura, ser fundamental. Isso porque, apesar do Coronavírus ser uma ameaça humanitária global, a possibilidade de sua propagação afeta mais suscetivelmente uns do que outros. Portanto, se “em tempos normais” as políticas públicas específicas são ferramentas necessárias contra as desigualdades sociais, em época de pandemia, é dever do Estado construir ações governamentais conforme as necessidades impostas por uma sociedade diversificada e plural pelas quais as nossas são formadas. A população negra é um dos grupos mais vulneráveis com a pandemia do coronavirus. Dados do jornal americano The New York Time, nos EUA, informam que as taxas de contaminações e mortes pelo COVID-19 são muito maiores em afro-americanos. Na Espanha, em Madri, coletivos de imigrantes ...

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    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

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    (GETTY IMAGES)

    Racismo estrutural: a banalização da expressão nas redes sociais

    A ideia de liberdade é inspiradora. Mas o que isso significa? Se você é livre em um sentido político, mas não tem comida, o que é isso? A liberdade de morrer de fome?                                                                               − Angela Davis Os debates nas redes sociais sobre política, esportes, músicas, reality shows, entre outros assuntos, têm sido bastante calorosos e um campo abundante para o envolvimento das questões raciais. Em partes é muito interessante, já que nos deparamos com inúmeros pontos de vista que podem ajudar a formar nossas próprias opiniões.  Nesses últimos tempos, o racismo tem ganhado maior dimensão, escancarando a influência no modo de vida social. Por exemplo, a visibilidade das ocorrências de manifestações racistas nos estádios de futebol. Na música e no cinema observamos artistas negros sendo objetificados e hipersexualizados. Em programas de TV, estigmas e estereótipos continuam nos atingindo. Nos espaços de poder, a ausência de pessoas negras segue demonstrando a ...

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    (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913)

    Onde estão nossos médicos negros? A história de um filho e neto de escravizados que se tornou médico

    Quantos vezes você já se consultou com um médico negro? Uma visita as fotos de formatura nas paredes dos cursos de Medicina no Brasil é mais uma evidência do racismo estrutural, um dos legados da escravidão por aqui.  Por Alexandra Lima da Silva, enviado para o Portal Geledés  (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913) Num país em que a maioria da população se autodeclara negra, é violento e doloroso constatar que o direito a uma formação para salvar vidas é também um privilégio, assim como o direito de viver.  Neste país de maioria negra, a existência de médicos negros acaba se tornando uma exceção, quando deveria ser a regra. Por isso, é importante dar visibilidade a experiência de médicos negros no Brasil, e compreender as estratégias de enfrentamento do racismo empreendidas por tais sujeitos.  Israel Antônio Soares Junior tinha acabado de se formar médico, quando, faleceu aos ...

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    Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust)

    Pandemia: racismo estrutural e o silêncio na imprensa

    Chega um momento em que o silêncio é traição. (Martin Luther King Jr.) Por Ricardo Alexandre Correa, do Carta Campinas Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust) Nestes tempos de pandemia, a preocupação com a propagação da Covid-19 tem feito com que vários especialistas, governantes e jornalistas discutam, diariamente, na imprensa, medidas para não colapsar o sistema de saúde brasileiro, visando à diminuição da propagação do vírus, e políticas para amparar as famílias atingidas com o isolamento social. No caso desta demanda, não me lembro de ter presenciado tamanha preocupação com a pobreza como está sendo agora. Isto é ótimo, contudo, tenho ressalvas com a maneira que estão conduzindo a discussão. Não há abordagem das questões raciais como elemento fundamental na pobreza da população, sendo que a premissa do debate deveria ser o reconhecimento de que os mais desfavorecidos, economicamente, têm a pele negra.1 O racismo estrutural atinge ...

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    Divulgação/OAB

    O necessário combate ao racismo estrutural é tema do Jornal da Advocacia

    A luta fundamental em prol da participação democrática na busca do reconhecimento, justiça social e desenvolvimento está na edição especial do Jornal da Advocacia. A publicação apresenta realizações e esforços empreendidos pela diretoria da gestão da Ordem paulista e de suas Comissões temáticas no combate ao racismo estrutural. No OAB Divulgação/OAB O cenário de desigualdades foi destaque de recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). De acordo com o panorama levantado, a população Negra, que corresponde a quase 60% dos brasileiros, tem níveis bem inferiores de conquistas quando se trata de distribuição de renda, ingresso no mercado de trabalho e educação. Na mesma linha, pretos e pardos são as principais vítimas da violência e ocupam apenas 24,4% da representação na atual formação da Câmara Federal. Na entrevista sobre o tema, a pesquisadora e especialista Ísis Aparecida Conceição aponta políticas necessárias para o combate ...

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