terça-feira, agosto 4, 2020

    Tag: teatro negro

    FOTOS: CRISTINA MARANHÃO

    E se Brecht fosse Negro?

    “E se Black fosse Brecht, Negrxs seria. Eu derrubo qualquer Eugenia Palavra Negra é a minha Magia” – Dione Carlos, Black Brecht Esta foi uma jornada em direção ao nosso desejo de autorrepresentação: Quando falo de autorrepresentação, refiro-me a um posicionamento artístico, no qual as posições e as visões de mundo são matéria indissociável da construção artística, ou seja, a obra de arte como meio específico da vida e do discurso político do artista; que de posse da sua história pessoal, a utiliza para um exercício de socialização de sua vivência transformando sua experiência individual na vivência do coletivo, sendo desta forma catalisador de uma história ancestral, tal como o xamã ou o flâneur. Ritualizando sua experiência, consegue representar-se, da mesma forma que através do rito coletivo consegue sentir-se representado no conjunto da sociedade.1 Para que isso pudesse ocorrer no nosso caso era preciso enegrecer Brecht. Começamos este processo com ...

    Leia mais
    “Traga-me a Cabeça de Lima Barreto”, com Hilton Cobra/| Foto: Adeloya Magnon

    Assista: Hilton Cobra em “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”

    Escrita pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz para comemorar os 40 anos de carreira do ator Hilton Cobra, a peça tem início após a morte do escritor Lima Barreto (1881-1922) e parte de uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do autor de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, conduzida por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil, na década de 1930. O propósito da autópsia seria responder à seguinte pergunta dos eugenistas: “Como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita das raças tidas como superiores?” A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto e reflete sobre a loucura, o racismo, a eugenia, a obra não reconhecida de Lima e os enfrentamentos políticos e literários de sua época no Rio de Janeiro, capital da ...

    Leia mais
    Foto Caio Lirio

    Embarque Imediato Ou Floresce Pitanga Na Trincheira

    É preciso a imagem para recuperar a identidade.  Tem-se que tornar-se visível.  Porque o rosto de um é o reflexo do outro.  O corpo de um é o reflexo do outro.  E em cada um o reflexo de todos os corpos.  A invisibilidade está na raiz da perda da identidade.  Beatriz Nascimento em  Orí.  Direção de Raquel Gerber.   Por Viviane A. Pistache para o Portal Geledés Embarque Imediato (Foto Caio Lirio) Sempre é tempo de aviar sobre o que pulsa mesmo após o apagar das luzes. Embarque Imediato, de autoria do dramaturgo Aldri Anunciação e encenado por Antônio Pitanga, seu filho Rocco Pitanga, com participação virtual de Camila Pitanga encerra temporada em São Paulo com muitas questões reverberando.   Obra que completa a trilogia iniciada pelo espetáculo Namíbia, Não! montada em 2011 sob a direção de Lázaro Ramos (adaptada para o cinema, com estréia prevista para o ...

    Leia mais
    Cena do musical "A Cor Púrpura" - Rafael Nogueira/Divulgação

    Musical ‘A Cor Púrpura’ chega a SP para curta temporada com história de racismo e machismo

    'A história é universal: fala do ser humano, em especial das mulheres', diz diretor Por Tatiana Cavalcanti, da Folha de São Paulo Cena do musical "A Cor Púrpura" - Foto: Rafael Nogueira/Divulgação O musical “A Cor Púrpura”, em cartaz em São Paulo em curta temporada, logo de início nos transporta ao sul dos Estados Unidos nos primórdios do século passado. A cantoria potente faz parecer que estamos no culto festivo de alguma igreja do estado americano da Georgia, onde a história se passa. Tudo embalado por um gospel bem animado e cheio de louvor. A plateia participa batendo palmas, erguendo os braços e balançando as mãos.Mas a história de Celie não é nada animada. Baseada no livro homônimo de Alice Walker —levou o prêmio Pulitzer de ficção em 1983—, a peça retrata o tratamento abusivo dado às mulheres negras no início do século passado. Muita coisa, ...

    Leia mais
    A GrandeEncruzilhada_foto GiovannaMonteiro

    Projeto Cenas Negras em Encruzilhadas fecha programação no Itaú Cultural com semana de espetáculos e palestra sobre o teatro negro contemporâneo

    A poeta, ensaísta e dramaturga Leda Maria Martins é a convidada do encontro que abre a semana abordando teorias e práticas do segmento. Depois, de sexta-feira a domingo, o instituto recebe um espetáculo por dia – todos dirigidos por Luciano Mendes de Jesus –, que tratam de tensões étnicas e de busca de identidade, do mar que separa e das canções afro-diaspóricas que religam à África desconhecida, e das semelhanças e diferenças entre a cultura negra dos estados brasileiros Minas Gerais e São Paulo e o Alabama, nos Estados Unidos Enviado para o Portal Geledés  O Itaú Cultural entra na última semana do projeto Cenas Negras em Encruzilhadas – Áfricas + Américas, idealizado pelo coletivo Ponte Elemento Per, que teve início em outubro e movimentou as terças-feiras de novembro com debates sobre diferentes perspectivas de trabalhos constituídos em torno da cena negra contemporânea. Tendo como ponto de partida o estudo das distinções ...

    Leia mais
    Imagem: MarioLisovski/iStock

    Itaú Cultural abre inscrições para curso EaD focado em dramaturgia negra

    Entre os inscritos, 40 serão selecionados para as aulas No Correio braziliense Imagem: MarioLisovski/iStock O Itaú Cultural abriu inscições para o curso de ensino à distância (EaD) Dramaturgia Negra: A palavra viva. Os estudantes interessados têm até a próxima terça-feira (19/11) para realizar inscrição no curso que será realizado entre janeiro e março de 2020. A lista dos 40 selecionados será divulgada em 13 de dezembro. A proposta do curso é possibilitar discussões e estudos à respeito da dramaturgia com foco multicultural, refletindo sobre influências desde o teatro egípcio até a dramaturgia negra contemporânea, além das heranças indígenas-afro-brasileiras. As aulas são ministradas pela professora Dione Carlos que atua em parceria com companhias de teatro. Ela é orientadora artística do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Santo André e dramaturga convidada do projeto espetáculo da Fábrica de Cultura da Brasilândia. As inscrições são feitas no site: ...

    Leia mais
    Foto: Paulo Pereira

    Festival gratuito celebra teatro feito por e para pessoas negras

    Mostra acontece no Sesc Interlagos até o dia 3/11 Por Manuela Tecchio, do Folha de São Paulo Foto: Paulo Pereira Com programação inteiramente gratuita, a primeira edição do Festival de Teatro Negro de São Paulo leva o prefixo “Dona Ruth”, uma homenagem a Ruth de Souza, atriz negra pioneira do teatro —a primeira a pisar no palco do Theatro Municipal—, da TV e do cinema brasileiro, morta em julho deste ano. Entre as peças que se destacam na programação está o monólogo “Eu e Ela”, no qual a atriz Dirce Thomaz interage com a história da escritora Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras a narrar a vida nas periferias do Brasil. O texto da peça fala ora em primeira ora em terceira pessoa para discutir as questões políticas e sociais de cada época. Já em “Black Brecht”, o Coletivo Legítima Defesa imagina como seriam as ...

    Leia mais
    blank

    Nas encruzilhadas do teatro é onde se encontram anjos e divas

    Sabe aquela história fantástica que faz a gente vibrar na mesa de bar, cercada de gente linda, elegante e sincera? Aquela que as amizades dizem: Merecia um filme, uma peça, um conto?  Por Viviane Pistache enviado para o Portal Geledés  Entrevista com Phedra (Foto: Annelize Tozetto)   Miguel Arcanjo levou o conselho a sério, nos agraciando com o espetáculo "Entrevista com Phedra", cujo argumento e texto se baseiam no encontro do jovem jornalista belorizontino na terra da garoa, que também acolheu Phedra D. Córdoba, a diva cubana da Praça Roosevelt.  O novo dramaturgo tem raízes encantadoras: negro das Gerais, é neto de uma liderança histórica do candomblé mineiro e filho de dona Nina, cuja simpatia pode ser conferida também nos temperos que carinhosamente alimenta uma multidão no restaurante popular de Beagá todo santo dia.  De corpo e alma bem alimentados, Miguel traz sustança para o jornalismo ...

    Leia mais
    Trio está em Moçambique desde o começo do mês (Cleiton Ferreira/Divulgação)

    De Perus à África: Trupe Liuds leva espetáculo sobre mulher negra para Moçambique

    Uma boneca africana inicia uma longa trajetória em busca das raízes ancestrais. Criada pela Trupe Liuds, em Perus, na região noroeste de São Paulo, a história de Mjiba – a boneca guerreira – atravessou o Oceano Atlântico e chegou às crianças da Maputo, em Moçambique. por Jéssica Moreira no Mural Trio está em Moçambique desde o começo do mês (Cleiton Ferreira/Divulgação) A trupe viajou na primeira semana de junho para o continente africano, onde ficará até o final do mês. Formada pelos palhaços Torradinho (Valmir Santana), 29, Candango (Clébio Ferreira), 34, e Gigica (Girlei Miranda), 57, a peça foi uma das selecionadas pelo FITI (Festival Internacional de Teatro de Inverno) de Maputo. A trupe também está ministrando oficinas de comicidade negra e faz debates com artistas da região. Para os integrantes, a viagem até Moçambique simboliza um verdadeiro fechamento de ciclo, seja para o grupo, que ...

    Leia mais
    blank

    RECLUSA, espetáculo do Coletivo Zona Agbara, discute o encarceramento institucional e sociológico das mulheres negras

    A filósofa, ativista e professora norte-americana Angela Davis dizia: “Não aceito mais as coisas que não posso mudar, estou mudando as coisas que não posso aceitar”. Tem-se a certeza de que essa frase ecoa até os dias de hoje e ganha novos contornos com “RECLUSA”, espetáculo de dança da Zona Agbara, coletivo feminino formado por mulheres negras e gordas, que estréia dia 17 de junho de 2019 no Teatro de Contêiner Mugunzá (R. dos Gusmões, 43 - Santa Ifigênia). A entrada é franca. Por Lau Francisco, Enviado para o Portal Geledés (Foto: Sheila Signário) “RECLUSA” discute o encarceramento feminino tanto no viés institucional quanto sociológico. Duro acreditar que as mulheres negras e as mulheres negras e gordas sofram com uma série de estereótipos raciais e sexuais. E que estes mesmos estereótipos possam criar uma variedade cruel de encarceramentos – psicológicos e físicos – lentos genocídios silenciosos ...

    Leia mais
    imagem- facebook do autor

    Pele negra, máscaras brancas ou Frantz Fanon, o anjo anunciador

    Senta que lá vem... Para Alexandra Dumas por Alberto Heráclito Ferreira (Facebook) no Correio 24h Imagem da peça: Facebook do Autor Ainda estou sob o impacto do espetáculo Pele Negra, Máscaras Brancas, que o Departamento de Fundamentos de Teatro escolheu para montar esse ano na Escola de Teatro da UFBa. O texto é do grande teatrólogo negro baiano Aldri Anunciação e a direção (ma-ra-vi-lho-sa!) é da não menos competente Fernanda Júlia Onisajé. Escrevo à quente (sai há pouco do espetáculo e ainda tenho no rosto a lembrança das muita lágrimas que rolaram). Como bem diz o título da peça, trata-se de uma releitura da obra homônima do intelectual negro martinicano Frantz Fanon, e que foi escrito por este aos 25 anos para ser apresentado com tese de doutorado na Universidade de Lion. Mas a banca recusa, terminantemente, a cientificidade e importância da investigação original desse pensador ...

    Leia mais
    Foto: Sofia Berberan/Divulgação

    Teatro Griot apresenta em Coimbra peça sobre o racismo e a escravatura

    O Teatro Griot apresenta em Coimbra, na quinta e na sexta-feira, o espetáculo "Posso Saltar do Meio da Escuridão e Morder", encenado por Rogério de Carvalho e no qual a companhia aborda os temas do racismo, da escravatura e da sujeição. Do Diário de Notícias  Foto: Sofia Berberan/Divulgação Na peça, apresentada no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), "Zia Soares, Daniel Martinho e Gio Lourenço dão corpo e voz à história de uma mulher negra, escravizada, para quem a insubmissão surge como a única possibilidade de sobrevivência", refere a companhia de Coimbra 'Escola da Noite', que programa o TCSB. "Posso Saltar do Meio da Escuridão e Morder", que se estreou em novembro de 2018, em Cabo Verde, conta com desenho de som do rapper Chullage e desenho de luz de Jorge Ribeiro. Em 2017, o Teatro Griot passou pelo TCSB, onde apresentou "Faz escuro nos ...

    Leia mais
    blank

    “Gota d´Água, para a minha tristeza, é totalmente atual”, diz o dramaturgo Jé Oliveira

    Na tarde do domingo 31, uma plateia se apertava no auditório do Itaú Cultural, em São Paulo, para ouvir atentamente o diretor de teatro e ator Jé Oliveira e a cantora e atriz Juçara Marçal, protagonistas do espetáculo Gota d'Água {Preta}. Durante duas horas ineterruptas, na sessão chamada Encontro com o Espectador, promovida pela instituição, a versão negra da peça, escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes há quatro décadas, ganhou novas dimensões. Como conta nessa entrevista à coluna Geledés no debate, Jé de Oliveira afirma que essa releitura da tragédia grega é “uma analogia necessária ao trazer com aprofundamento a questão dos negros para a Gota d´Água (Preta).” No papel da protagonista Joana, o dramaturgo traz a voz cristalina e retumbante de Juçara Marçal. Só que desta vez, Joana é traída por uma mulher mais jovem e mais clara. “A traição é racial”, explica o diretor. A nova dramaturgia ...

    Leia mais
    blank

    Mito da criação do mundo na tradição iorubá é tema de espetáculo de dança no Rio

    Segunda temporada do 'Cosmogonia Africana' está em cartaz até o próximo domingo (24) Do G1 Rio Cosmologia Africana conta a criação do mundo na tradição iorubá (Foto: Divulgação/Marcelo Reis) Está de volta ao Rio de Janeiro o espetáculo de dança "Cosmogonia Africana", que traz a narrativa iorubá da criação do mundo. A segunda temporada vai até o dia 24 no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, na Tijuca. Ao som de tambores, coreografias típicas da cultura afro-brasileira explicam a importância e o papel dos elementos primordiais da natureza: o fogo, a terra, o ar e a água para o povo iorubá. Ancestrais relacionados a tais elementos – os orixás – também estão presentes nesta edição, com algumas surpresas. O projeto é uma realização da companhia de dança Tambor de Cumba e tem a direção artística da bailarina e professora Aninha Catão, atuante no cenário cultural afro-brasileiro, ...

    Leia mais
    blank

    Isto é um negro?

    O espetáculo é um estudo sobre o que é ser negro e negra no Brasil e, especificamente, sobre o que é ser um artista negro no país hoje. Do jornalspnorte Cena do espetáculo (Imagem retirada do site Jornal SP Norte) Algumas perguntas e tentativas de respostas permearam a construção desse ensaio: como discutir negritude e questões raciais a partir de experiências singulares? Por outro lado: como transformar teoria em cena? Partindo das leituras das obras de Fred Moten, AchilleMbembe, Bell Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon (1925-1961), Sueli Cordeiro e AiméCesaire (1913- 2008), o grupo elaborou as questões que tenta materializar em cena. Dia 20/3, às 20h. Dia 21/3, às 17h. Ingresso R$40. 18 anos. Teatro Alfredo Mesquita Av. Santos Dumont, 1.770 Fone: 2221-3657

    Leia mais
    blank

    “Jé Oliveira e sua Cia apresenta no Centro Cultural São Paulo a reedição de Gota D’Agua de Chico Buarque e Paulo Pontes, com elenco predominantemente negro”

    Foto: Evandro Macedo Em Gota D’Água {PRETA}, nova versão do texto de 1975, o premiado ator, diretor, dramaturgo e fundador do Coletivo Negro, realça a realidade negra, a discussão social e de classes e o protagonismo da mulher preta. A cantora e atriz Juçara Marçal, do Metá Metá, interpreta Joana e o próprio Jé faz o papel de Jasão, personagens principais da peça Por Elcio Silva para o Portal Geledés  A trama traz para a cena paulistana a realidade negra que perpassa a obra, mas pela primeira vez tem um elenco predominantemente negro. Nesta montagem, o artista mostra sua versatilidade ao transitar entre o Rap e a MPB. Em seu último trabalho, homenageou os Racionais MC’s com a peça-show Farinha com Açúcar que rodou o país por três anos. Inspirado na tragédia Medeia, de Eurípedes, Gota D’Água {PRETA} tem como personagem principal Joana, mulher madura, sofrida, moradora de ...

    Leia mais
    Onisajé (Fotos: Adeloyá Magnoni)

    Espetáculo da Companhia de Teatro da Ufba tem direção de uma negra

    Pela primeira vez, uma mulher negra dirige um espetáculo da Companhia de Teatro da Ufba: Pele Negra, Máscaras Brancas. Por Flavia Azevedo, do Correio 24 Horas  Onisajé (Fotos: Adeloyá Magnoni) A montagem Com elenco 100% composto por pessoas negras, a Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia estreia, em março, espetáculo que traz a temática do racismo. Um momento histórico para o grupo. Ao conduzir essa equipe para a encenação de "Pele Negra, Máscaras Brancas", Onisajé (Fernanda Júlia) se torna a primeira mulher negra a dirigir um espetáculo da companhia que já tem quase quarenta anos de existência. A dramaturgia (de Aldri Anunciação) se baseia em obra homônima de Frantz Fanon, leitura obrigatória para aqueles que discutem, estudam e lutam contra o racismo.   O espetáculo passeia por três períodos (1950, 2019 e 2888) e, nessa viagem, fala sobre processo de colonização e a construção de ...

    Leia mais
    PRINCIPE3 - RIO DE JANEIRO - RJ - 01/11/2018 - PRÍNCIPE / PRETO - CADERNO2 OE - Sucesso no Rio, o espetáculo infantil "O pequeno príncipe preto" estreia no SESC BOM RETIRO. Foto: RODRIGO MENEZES/DIVULGAÇÃO

    ‘O Pequeno Príncipe Preto’ chega aos palcos com sua aula de empatia e coletividade

    Baseada no clássico de Saint-Exupéry, peça chega a São Paulo depois de ter sido vista por mais de 10 mil pessoas no Rio de Janeiro por Roberta Pennafort no O Estado de S. Paulo PRINCIPE3 - RIO DE JANEIRO - RJ - 01/11/2018 - PRÍNCIPE / PRETO - CADERNO2 OE - Sucesso no Rio, o espetáculo infantil "O pequeno príncipe preto" estreia no SESC BOM RETIRO. Foto: RODRIGO MENEZES/DIVULGAÇÃO Sucesso no Rio de Janeiro, assistido por mais de dez mil pessoas em quatro meses, o monólogo O Pequeno Príncipe Preto causou uma revolução nas plateias de teatro infantil: em geral quase todos brancos, os espectadores do espetáculo são majoritariamente negros. A história do príncipe que viaja o universo espalhando mensagens de amor, empatia e tolerância, e exaltando a cultura nascida na África, acabou por aplacar uma demanda reprimida de quem não se vê representado nos palcos, conta ...

    Leia mais
    Reprodução/ MidiaNews

    Encardidos: Após sofrer com racismo, grupo cria espetáculo

    Primeira apresentação será no próximo domingo (16), às 19 horas, no Cine Teatro no MidiaNews Reprodução/ MidiaNews A partir de vivências dolorosas relativas ao racismo, integrantes do Coletivo Atro criaram a peça: Encardidos. O espetáculo é construído com base em quatro programas performativos, em que os atores Maykon Gastrovicky e Daniele Souziel retratam um jogo de submissão e poder. Os autores não fazem cerimonia ao explorar todos os sentidos para recontar a historia do negro com seus próprios corpos. O tema racismo, ainda extremamente presente na sociedade e vivenciado de maneira dolorosa por pessoas negras. A maioria dos relatos tem início durante a infância e contam situações que, por vezes, são constrangedores e insuportavelmente dolorosas. A iluminação é de Priscila Freitas; o cenário de Naiane Gonçalves; o figurino de Jane Klitzke; a direção de arte e fotografia é de Lucas Jerônimo e a sonoplastia de Lysabeth ...

    Leia mais
    Cartaz Divulgação

    “Preto”, uma peça preta

    Pode algo “ser” preto? Pode uma determinação explicar um ser? Pode uma pessoa ser preta? A resposta é não e sim. A peça (de teatro) “Preto”, da Companhia Brasileira de Teatro, dirigida por Márcio Abreu, com dramaturgia dele, de Grace Passô e Nadja Naira, vai a fundo com o questionamento sobre o que significa “ser preto” no Brasil a partir, predominantemente, do “ser preta”. O carro-chefe da peça são narrativas, reflexões e performances sobre racismo, violência cotidiana, empatia e a posição da “mulher preta” no Brasil, uma construção contextualizada, em conexão com a questão abstrata por trás do racismo: da redução e reificação de pessoas a um tipo de identidade, a “ser preto”. por Thiago Aguiar Simim para o Portal Geledés Cartaz Divulgação / Companhia Brasileira de Teatro “Preto” trata o racismo no Brasil pela perspectiva da “mulher preta lésbica”, como sujeito revolucionário, como ponto de partida ...

    Leia mais
    Página 1 de 2 1 2

    Últimas Postagens

    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist