sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'África'

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala prepara seu discurso após ser nomeada, em sua casa de Potomac, Maryland. (Foto: ERIC BARADAT / AFP)

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala será a primeira mulher africana a dirigir a OMC

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, de 66 anos, será a próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação, repleta de simbolismo por ser a primeira vez que uma mulher assume o cargo, e a primeira também que recai em alguém nascido na África, será efetivada em 1º de março e se prolongará pelo menos até 31 de agosto de 2025, data que poderá ser estendida. A decisão, adotada nesta segunda-feira numa reunião especial do Conselho Geral da OMC, formado por 164 países e territórios, ocorre num momento delicado da organização, em plena crise do multilateralismo e após meses de bloqueio devido à recusa dos Estados Unidos em respaldá-la quando Donald Trump ocupava a Casa Branca. A próxima diretora-geral, sétima pessoa a assumir a liderança do organismo mais relevante do comércio global, conta com uma ampla bagagem internacional: trabalhou durante 25 anos no Banco Mundial e foi ministra das Finanças da Nigéria por dois mandatos. A ...

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O jamaicano Marlon James, em sua participação na Flip, em 2017 (Bruno Santos/Folhapress)

Marlon James mostra o que há de fantástico em reimaginar a África

No seu quarto romance, Marlon James, o premiado autor jamaicano radicado nos Estados Unidos, cria um mundo fundamentado em crenças e mitologias africanas, uma fantasia que se desprende dos referenciais imagéticos e modelos narrativos com os quais fomos educados no Ocidente. São necessárias quase 800 páginas para descortinar a cosmovisão africana na realidade fantástica de James. Ali, a relação animais-natureza-humanos, ainda que tenha certa hierarquia, pouco se distingue nas possibilidades de interferência na vida. Não é por acaso que a apresentação do mundo criado por James constrói uma narrativa centrada no confronto entre o que é real e o que é mito, sobre o que significa verdade e realidade. O narrador sugere que, como a história tem distorções e realidades tão distintas quanto os mitos que surgem dela, a vida também é atravessada por distorções, divergências e, sobretudo, mitos. Quase uma metáfora das noções ocidentais sobre a África. A hegemonia ...

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Divulgação

Cine África e Sesc São Paulo lançam livro ‘Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas’

Última das ações vinculadas do cineclube durante o ano de 2020 em parceria com o Sesc São Paulo, o e-book inédito “Cinemas Africanos contemporâneos - abordagens críticas” tem lançamento dia 6 de fevereiro de 2021 (sábado), às 16h, no canal do Cine África no YouTube: youtube.com/cineafrica. O livro de 311 páginas é organizado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira e conta com cerca de 40 colaboradores da África, Europa, EUA e Brasil. A publicação tem distribuição digital e gratuita através do portal do Sesc. O link de download será anunciado na live. Dividido em quatro partes, Contribuições Teóricas, Dossiê Crítica de Cinema na África, Críticas e Ensaios e Entrevista Coletiva: Programadores de Cinemas Africanos no Mundo. A primeira sessão traz escritos de especialistas como Lizelle Bisschoff (Reino Unido) e Jonathan Haynes (EUA), considerado o maior especialista em cinema nigeriano (Nollywood) do mundo. A segunda parte reúne textos de ...

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Foto: Deldebbio

Prefeito de Duque de Caxias é investigado por intolerância religiosa a crenças de matriz africana

A Polícia Civil do Rio investiga se houve intolerância religiosa no discurso do prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis (MDB), durante cerimônia de posse no dia 1º de janeiro. No evento, ele ofendeu as religiões de matriz africana ao chamar espaços religiosos de "esquina da macumba", generalização de caráter pejorativo atribuída a crenças afro-brasileiras. "É o Deus que não falha, é o Deus que desmoralizou todos os meus adversários. Eles foram no TRE, no STF, no STJ, foram na esquina da macumba, foram em tudo quanto é lugar, mas Deus jogou por terra porque o nosso Deus ele é maior", disse Reis, que foi eleito com 54,5% dos votos ainda com sua candidatura sub judice (aguardando decisão da Justiça), em alusão a seus adversários no pleito. Uma delas, Ivanete Silva (PSOL) condenou as palavras do prefeito.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Ivanete ...

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O escritor nigeriano Wole Soyinka, durante visita ao Brasil em 2015 - Bruno Poletti/Folhapress

‘Aké’ é oportunidade de ler Wole Soyinka, um dos maiores nomes da África

Muitos autores, como Liev Tolstói, Graciliano Ramos e J. M. Coetzee, se debruçaram sobre suas memórias de infância para construir grandes obras ficcionais e memorialísticas. Esse também é o caso de "Aké: Os Anos de Infância", de Wole Soyinka, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1986. Autor de ensaios, poemas, romances, peças teatrais e memórias, Soyinka tem uma carreira premiada por sua vasta obra que tem como centro e paisagem a sua Nigéria natal. Em "Aké", Soyinka nos conduz à Nigéria dos anos 1930 e 1940, o tempo de sua infância. Aos poucos somos convidados a adentrar a atmosfera prosaica de Abeokutá, no oeste do país, a partir da vida de um Soyinka inquieto, curioso e contestador. De imediato, conhecemos o seu universo familiar –o pai, um intelectual a quem “poucas pessoas chamavam pelo nome” é "batizado" pelo menino de Ensaio. Sua formalidade representava à criança “um daqueles meticulosos exercícios estilísticos de prosa que ...

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Protagonismo feminino e economia solidária na África contemporânea

Com frequência, mulheres africanas têm liderado encontros internacionais, com ou sem presença de lideranças políticas da região, destacando-se como agentes cruciais para a melhoria das condições de vida da população rural, com vistas ao acesso à terra, a mercados e ao combate às desigualdades de gênero. Este texto tem como prioridade chamar atenção para o protagonismo feminino na África Subsaariana no atendimento de suas necessidades na agricultura de menor escala ou na mudança da realidade do espaço coletivo em que essas mulheres estão inseridas. Como parte de uma pesquisa independente em estágio inicial, foram selecionados aspectos presentes nas seguintes sub-regiões: África Ocidental, África Oriental, África Central e África Austral. Mapa das Regiões AfricanasFonte: Centro Integrado de Aprendizado em Rede https://historiaecultura.ciar.ufg.br/modulo2/capitulo5/conteudo/arquivos/map3.jpg Defendo que reflexões mais profundas sobre populações rurais africanas não podem prescindir das conexões entre grupos de pequenos(as) agricultores(as) e governos, setor privado, organismos internacionais ou ...

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Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas” ...

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Pessoas se reúnem para assistir a procissão de iorubás na Nigéria - Reuters

DNA das populações da África é mapeado com riqueza inédita em novo estudo

O DNA das populações da África, continente que é considerado o berço da humanidade, acaba de ser mapeado com um nível de detalhamento sem precedentes. Liderados por uma pesquisadora da África do Sul, cientistas analisaram o genoma (conjunto do material genético) de 426 pessoas, pertencentes a 50 etnias diferentes espalhadas por quase todo o continente. Entre os resultados do esforço estão a descoberta de 3 milhões de variantes genéticas até então desconhecidas, dados sobre como a seleção natural moldou a variabilidade genética da África atual e pistas sobre a expansão dos bantos, grupo de povos pré-históricos que conquistou boa parte do continente e cujas línguas são faladas por cerca de 30% dos africanos de hoje. A pesquisa coordenada por Zané Lombard, da Universidade do Witwatersrand, em Johannesburgo, é um marco porque a revolução genômica ainda explorou relativamente pouco a tremenda diversidade do DNA africano. Com efeito, a maior parte da ...

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Arquivo Pessoal

“Para os alfinetes de Francisca!”: laços de solidariedade entre africanas e crioulas no Recife escravista

Era manhã de segunda-feira, dia 13 de novembro de 1854, quando a “preta da Costa da África” Antônia Monteiro, de nação nagô, compareceu ao cartório do tabelião Porto Carreiro, na cidade do Recife, capital pernambucana, para registrar seu testamento. Entre suas vontades, declarou que deixava a Antônio da Silva os móveis de sua residência; às “viúvas e órfãs pobres e honestas, cuja capacidade fosse examinada pelos seus testamenteiros”, o produto da venda de sua casa própria depois de deduzidas as despesas de seu legado; a Victoria e a Joana Monteiro, 5$000 réis a cada uma respectivamente. E, a Francisca a quantia de 10$000 réis “para os seus alfinetes”.  Registro de Testamento de Antônia Monteiro (fotografia de Valéria Costa) Registro de Testamento de Antônia Monteiro (fotografia de Valéria Costa) O que seriam os alfinetes de Francisca, senão os pequenos gastos ...

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Deputada Leci Brandão - Foto: Ag. Alesp - Sergio Galdino

Leci representará o Brasil na abertura do Most Influential People African Descent 2020

Entre os dias 2 e 4 de outubro será realizado o MIPAD (Most Influential People African Descent) 2020, quando líderes de diversos países se reúnem, em evento pela internet, para popularidade e reconhecimento dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo. Na lista foram indicadas pessoas que ocupam os cargos mais elevados nas maiores, mais influentes e icônicas instituições globais. Os indicados se dividem em 4 categorias: Política e Governança, Negócios e Empreendedorismo, Mídia e Cultura e Empreendimentos Humanitários. Reprodução/Deputada Leci Brandão A cantora e deputada estadual Leci Brandão será a representante brasileira entre os líderes mundiais que estão na abertura do encontro. O convite para que o artista e parlamentar fizesse parte do tempo de líderes globais foi feito pela empresária Nina Silva, Diretora de País MIPAD e CEO do Movimento Black Money, e contorno com a ON! Hub Cultural, fundada pela empresária Tania Regina, para ...

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Teodoro Obiang Nguema (Foto: Alliance/DPA/S. Lecocq)

Presidente da Guiné Equatorial pede que se repare “injustiça histórica” para com África

"É irónico que, embora os assuntos africanos constituam 75% da agenda do Conselho de Segurança, África não tenha plena voz e esteja em inferioridade de condições nesse órgão quando é para abordar assuntos de importância vital para o continente", disse Obiang durante o seu discurso na 75.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em vídeo pré-gravado devido à pandemia de covid-19. Obiang acrescentou que a Guiné Equatorial "acredita firmemente nos três pilares" da ONU, referindo-se ao "desenvolvimento, direitos humanos, e paz e segurança", e defendeu a "supremacia do direito internacional que se baseia na Carta das Nações Unidas".

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Estátua do ex-rei belga Leopoldo II é coberta por tinta vermelha com uma marca do movimento Black Lives Matter em Bruxelas, na Bélgica. (Foto: FRANCOIS WALSCHAERTS / AFP)

Europa reluta em indenizar a África pela colonização

Em plena fúria global contra o racismo sistêmico, Burundi, um pequeno país na região dos Grandes Lagos africanos, anunciou que solicitará a seus antigos colonizadores, Alemanha e Bélgica, uma indenização de 36 bilhões de euros ― cerca de 225 bilhões de reais ― e a devolução de objetos roubados. Um grupo de especialistas composto por historiadores e economistas trabalhou desde 2018 para avaliar os danos econômicos sofridos pelo país durante o período colonial (1890-1962) e, com base nesse relatório, o Governo burundês prepara uma queixa formal, conforme anunciou o presidente do Senado local, Reverien Ndikuriyo. Os acadêmicos burundeses levaram em conta não só “os trabalhos forçados” e as penas “desumanas, cruéis e degradantes” impostas à população local durante a colonização mas também consideraram as consequências das políticas colonizadoras em longo prazo, com efeitos posteriores à independência. Especialmente, o decreto de 1931, que classificou a população em três grupos étnicos e ...

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Imagem: Jéssica Patrícia Soares

CineSesc estreia nova temporada do Cine África online dia 10 de setembro

Entre os meses de setembro e novembro, a Mostra de Cinemas Africanos apresenta a nova edição do Cine África, com vários títulos de ficção e documentários, alguns inéditos no Brasil. O projeto online e gratuito traz 12 sessões (dez longas e dois programas de curtas) - todos legendados em português - com filmes de destaque de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão, e outras atividades. As exibições serão realizadas no site da plataforma Sesc Digital. O Cine África é uma realização do Sesc São Paulo. Maiores informações no site mostradecinemasafricanos.com. Todas as quintas, a partir do dia 10 de setembro, a mostra estreia um filme novo, que ficará disponível por uma semana na plataforma, acompanhado de uma entrevista exclusiva com seu diretor ou diretora. Está previsto um bate-papo com o tema “cinemas africanos em contexto digital”, na live do Cinema da Vela, tradicional encontro no Cinesesc, ...

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(Foto: Wikimedia Commons)

W.E.B Du Bois: da luta pelos direitos civis à alma pan-africana

“A escravidão nunca foi abolida do modo de pensar dos EUA.” − Nina Simone William Edward Burghardt Du Bois (W.E.B. Du Bois) - nasceu em 23 de fevereiro de 1868, Massachusetts, EUA. Anos após o término da Guerra Civil Americana (1861-1865), também conhecida como Guerra da Secessão. Aliás, a guerra foi o confronto entre os estados do Norte − industrializados e favoráveis à abolição da escravidão −, e os estados do sul, autoproclamados Estados Confederados da América − economia agrária e dependente da mão de obra escravizada.  Os estados do Norte venceram e as consequências foram nefastas para os estados sulistas. Diante dessa situação, a população negra encontrou novos desafios na condição de libertos e sem indenização, procuravam modos de sobrevivência em meio à hostilidade dos brancos inconformados com a abolição da escravidão. W.E.B. Du Bois, testemunhando esses contextos que tomaram conta da atmosfera estadunidense, colocou-se como liderança na luta ...

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Reprodução/Instagram

Historiadores negros promovem jornada sobre os 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados

Há 170 anos, o fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados passou a ser uma prioridade para o Estado brasileiro, que passou a tomar medidas concretas para interrompê-lo. Assim, a promulgação da Lei n. 581, em 4 de setembro de 1850, também conhecida como Lei Eusébio de Queirós, foi um evento crucial na formação e na história da nação brasileira, por razões que vão além da atuação do então ministro cujo nome batizou a lei. Em mais de três séculos, o Brasil se tornou o destino de aproximadamente 5,3 milhões de homens, mulheres e crianças, que foram arrancados da África e submetidos à escravidão em minas e plantações de açúcar, algodão e café, nos serviços domésticos e diversas atividades urbanas. Desse total, 4,8 milhões de pessoas sobreviveram à travessia. Ou seja, cerca de 500 mil vidas humanas foram perdidas em quase 10 mil viagens através do Atlântico. Em termos gerais, ...

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Imagem retirada do site Hypeness

Plataforma cria ‘Netflix independente’ com quadrinhos africanos para o isolamento

O mundo dos quadrinhos não se restringe à Marvel e a DC – nem muito menos aos personagens, heróis e vilões, criados nos EUA. Um bom exemplo do sem fim de possibilidades que os quadrinhos podem nos oferecer se encontra na plataforma Vortex 247, uma espécie de Netflix dos quadrinhos produzidos no continente africano. Reunindo o melhor dos conteúdos geek e da cultura pop dos países da África, a plataforma foi desenvolvida a partir de iniciativa do celebrado estúdio de quadrinhos e animação Vortex Corpo, da Nigéria, mas os conteúdos vem dos mais diversos países do continente. E não somente: além de quadrinhos produzidos na Nigéria, Zimbábue, África do Sul, Gana, Quênia e tantos outros, países que compõem o cenário da diáspora africana, como os EUA, também fazem parte da plataforma – a curadoria fica por parte do CEO da Vortex Corp, Somto Ajuluchukwu. Terra dos Deuses, de Somto Ajuluchukwu (Nigeria) and Janica Barrett ...

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A médica sul-africana Tlaleng Mofokeng é a nova relatora especial da ONU para o direito à saúde física e mental. Foto: UNAIDS

Médica sul-africana é nova relatora da ONU para o direito à saúde física e mental

“Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. “Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). “Eu sei que ela lutará pelos direitos humanos e por todas as pessoas, em todos os lugares, para que consigam os cuidados de ...

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Foto: Vinicius Xavier / Divulgação

Mestre da sonoridade africana, Mateus Aleluia leva os terreiros a seu novo disco

“Andei céu, terra e mar a procurar meu bisavô”, canta Mateus Aleluia na abertura de seu novo disco, “Olorum”. O álbum é mais um passo na busca de uma vida inteira. “Aquilo que procurei anos atrás, continuo procurando”, diz o artista, que integrou os Tincoãs, grupo que revolucionou a música brasileira adaptando para coros doces os cânticos do candomblé na década de 1970. “É temporal, uma circunstância que nos acompanha. Nesse mundo são poucos que têm a possibilidade de fazer sua árvore genealógica. No nosso caso, não foi bem assim.” Aleluia nem conheceu os avós. Mas ele não está falando só da própria história em “Olorum”. A canção, da mesma forma que quase toda a sua obra, é uma perseguição da ancestralidade pela cultura —em especial a música e a religião. No caso de Aleluia, essas não são coisas separadas. Nascido em Cachoeira, no Recôncavo Baiano —com forte presença de afrodescendentes—, ...

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Foto de 9 de novembro de 2013, mostra Zindzi Manela, filha de Nelson Mandela, em Beverly Hills, nos EUA Phil — Foto: McCarten/ Reuters

Zindzi Mandela, filha de Nelson Mandela, morre na África do Sul

Zindzi Mandela, filha do ex-presidente da África do Sul e herói nacional Nelson Mandela, morreu. O anúncio foi feito pelo porta-voz do partido governista do país Congresso Nacional Africano (CNA) nesta segunda-feira (13). Zindzi Mandela, cuja mãe foi a ativista anti-apartheid Winnie Madikizela-Mandela, ganhou notoriedade internacional quando leu a rejeição de Nelson Mandela à oferta de liberdade do então presidente sul-africano, P.W. Botha, em 1985. A emissora estatal SABC disse que Zindzi, de 59 anos e que atuava como embaixadora da África do Sul na Dinamarca, morreu em um hospital de Johanesburgo. Não foi informada a causa da morte. "É uma morte prematura. Ela ainda tinha um papel a desempenhar na transformação da nossa sociedade e um papel ainda maior a desempenhar no Congresso Nacional Africano", disse o porta-voz do CNA, Pule Mabe. Mabe disse que mais detalhes serão divulgados futuramente. A Fundação Nelson Mandela não respondeu de imediato a ...

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Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil (Imagem: SLAVERYIMAGES
)

Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil

Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo à África, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a atenção das autoridades britânicas e norte-americanas. Houve até uma tentativa de prisão na saída, mas o capitão, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir. Poucas embarcações do tráfico foram tão monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspondência dos EUA, alertou oficiais britânicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia. A situação era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doenças — nos 11 dias de viagem entre ...

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