segunda-feira, maio 10, 2021

Resultados da pesquisa por 'África'

Dancing at Dusk (Foto: © polyphem Filmproduktion)

14ª edição do VIVADANÇA Festival Internacional amplia conexões com o continente africano

O VIVADANÇA Festival Internacional apresenta sua 14ª edição entre os dias 29 de abril e 9 de maio de 2021. Totalmente adaptado ao formato online e digital, o festival recebe espetáculos de diversas partes do mundo e apresenta um olhar especial sobre a videodança. A programação também destaca produções da dança contemporânea no continente africano, mostras virtuais de produção local e internacional, batalhas de breaks e MC’s, concurso de popping, ações formativas com oficinas e encontros para networking, além de lançar o podcast “Bahia Mundo” com profissionais da dança que se estabeleceram em outros países. Toda a programação é aberta e gratuita para o Brasil, com exceção do espetáculo de abertura “Dancing at dusk - um momento com A Sagração da Primavera de Pina Bausch”, que chega ao Brasil com exclusividade através do Goethe-Institut e custa R$ 10. A programação completa está no site: www.festivalvivadanca.com.br O VIVADANÇA tem início com ...

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Crédito: Valmyr Ferreira

“Solano, vento forte africano” realiza temporada virtual gratuita

Dois anos após estrear no teatro, volta à cena durante os dias 1º, 02, 08, 09 e 13 de maio às 20h a peça “SOLANO, VENTO FORTE AFRICANO” através do YouTube da Casa Poema – https//bit.ly/3uCkvpi . Com texto de Solano Trindade, Elisa Lucinda e Geovana Pires (que também assina a direção), direção musical de Beá, direção de movimento de Valéria Monã e direção de produção de Damiana Inês, após as apresentações haverá um bate-papo com os representantes dos quilombos do Rio de Janeiro por onde o espetáculo passou e irá passar. As apresentações exibidas são da temporada do espetáculo quando encenado no Teatro Dulcina. A montagem lança luz não apenas sobre a obra, mas também sobre o aspecto humano e político de Solano Trindade, poeta pernambucano desenvolveu sua múltipla potencialidade artística com o olhar sempre voltado à realidade do negro brasileiro. Interpretado por Val Perré, Solano foi ainda criador do Teatro Popular Brasileiro, de profunda importância para a unificação dos movimentos negros. “Temos uma missão de levar a obra de Solano a todos, dando voz e ...

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O escritor Ousman Umar -  Foto: Cadena Ser

Enviar arroz à África nunca vai conter a migração para a Europa, diz escritor de Gana

Para o escritor e ativista Ousman Umar, o caminho para tirar a África da pobreza passa por empoderar os jovens, e não por doar toneladas de arroz e comida. Ele criou a Nasco Feeding Minds, ONG que busca ampliar o acesso dos jovens em Gana ao mundo digital, para que eles aprendam e pensem formas de melhorar a África. A educação também é caminho para evitar que eles caiam nas promessas de traficantes que tentam convencê-los a tentar ir para a Europa, em viagens arriscadas que incluem a travessia do deserto e do mar Mediterrâneo em condições precárias. “Vivi cinco anos infernais tentando chegar à Europa e não quero que ninguém passe mais por isso”, diz Umar. Ele chegou à Espanha em 2005 e lançou dois livros sobre sua vida: “Viaje al País de Los Blancos”, em 2019, sobre sua travessia, e “Desde el País de los Blancos”, lançado no ...

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Historiadores vêm tentando resgatar a trajetória de pessoas negras escravizadas na época colonial a partir de um amplo leque de documentos da época (Getty Images)

A luta de um homem negro pela liberdade entre Caribe, Brasil, África e Europa

Foi a culminação de uma saga: João José, um homem negro, nascido livre, feito prisioneiro e depois escravizado, àquela altura teria cruzado o Atlântico duas vezes, de Havana (capital da atual Cuba) a São Tomé (maior ilha de São Tomé e Príncipe, na África), do Rio de Janeiro a Londres, até protocolar seu pedido de liberdade em Lisboa. "Diz João José, homem preto que nascendo livre de pais ingênuos na cidade de Sam Christovão de La Habana Indiaz de Espanha, e servindo nas naus de S. Majestade católica foi aprisionado por hum navio inglês, com os quais navegou alguns tempos, até que indo em outra embarcação arribado a Ilha de S. Tomé conquista deste Reino, fugiu o suplicante ", diz um trecho da ação judicial, que está no Arquivo Histórico Ultramarino de Portugal. "Ingênuos" era a expressão da época para se referir a filhos de escravos que nasceram livres. João ...

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(Foto: Jordana Seneb)

Jornada de Saúde Africana faz um ano e promove bolsas à pessoas pretas e indígenas

Salvador, Abril de 2021 - O casal Candace Makini e Amani Kush, gestores da plataforma Kiumbe Ixi, desenvolveram a ‘Jornada Seneb Nbw’ (se lê ‘nebú) que completa um ano de atividades em abril de 2021. A ideia foi desenvolvida como uma adaptação aos eventos de promoção da saúde holística africana realizados presencialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Rio Grande do Sul, Brasília e Santa Catarina. Nesta edição especial de um ano, serão selecionadas cinco pessoas pretas ou indígenas que estejam passando por questões emocionais e/ou psicólogicas decorrentes da pandemia e do isolamento social. Os interessados devem demonstrar interesse via mensagem no instagram da plataforma. O evento contempla seis encontros online, entre os dias 10 e 18 de abril, que ocorrerão via plataforma Zoom, além de trocas de informações e materiais de estudo pelo Whatsapp. Durante a pandemia, o álcool e a cafeína têm sido as drogas psicoativas mais ...

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Foto: Divulgação/ Netflix

SANKOFA: A África que te habita

INTRODUÇÃO: Sankofa, a série de dez capítulos que está disponível na Netflix é para mim poesia e aventura. Trata-se de uma expedição aos pontos de partida dos africanos que foram sequestrados, com o intuito de recuperar a memória da escravidão. O fotógrafo César Fraga e o Professor Maurício Barros viajaram por nove países africanos, para conhecer os locais de memória do tráfico de negros escravizados para o Brasil. Foram em busca de histórias dos que ficaram e dos que foram levados a partir. Voltaram com uma bagagem riquíssima de imagens e saberes que há muito nos foram negados. Existe uma lacuna em relação à História Africana e isso não é por acaso, pois a história da diáspora negra sempre foi contada pelo ponto de vista do colonizador, por isso, muitas informações “inconvenientes” foram apagadas propositadamente. Porém, nossa memória ancestral está sempre presente, indagando, fazendo um chamado, evocando uma certa nostalgia, ...

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Kamille e o disco de Jorge, África Brasil (Foto: Daniela Dacorso/Divulgação)

O mistério de “África Brasil” (e de Jorge Ben)

O disco África Brasil, de Jorge Ben, lançado em 1976, lamentavelmente nunca foi reeditado com faixas bônus ou gravações ao vivo da época. É uma das coisas que faltam para completar o álbum de figurinhas de uma das obras mais significativas da história da música popular brasileira, porque o LP de Jorge ganhou recentemente uma biografia contando não apenas histórias sobre os bastidores e sobre as músicas, como também, no mesmo livro, uma radiografia bem interessante da vida do cantor naquele período. África Brasil: Um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver, escrito pela jornalista carioca Kamille Viola (que passou por redações como as de O Dia e O Globo, e é colaboradora de Marie Claire, Trip e outros veículos) saiu pela coleção Discos da Música Brasileira e, além de mostrar a origem do disco que tem faixas como Xica da Silva, A história de Jorge e Umbabarauma ...

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Figura 5. Capa da HQ Tintim na África

África em Quadrinhos

Introdução Os estudos sobre a História da África apresentam-se como essenciais para que se desconstrua uma visão tacanha que é reproduzida durante séculos, tratando o continente Africano como um único país, e apresentando a História da África como uma história de atraso, onde todos eram menos desenvolvidos, e nesse sentido, a Europa trouxe a “luz para as trevas”. Se faz necessário remover, abrir passagem, e constituir novos caminhos epistemológicos que permitam uma percepção adequada de nosso riquíssimo patrimônio africano-brasileiro (LUZ,2009). Hoje é necessário perceber a contribuição da Herança Africana para o mundo, e repensar todo o conhecimento que aprendemos, pois, até então, ouvíamos uma história vinda de um estudo etnocêntrico, onde à Europa detinha todo o conhecimento do mundo, e apresentava-se como a de “civilização”. Pois, para estes (europeus), o outro (negro) torna-se entãoreferência sinônimo de ser primitivo, inferior, dotado de uma mentalidade pré-lógica (MUNANGA, 2012). Torna-se importante para nós ...

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Longa documental ‘Softie’ (2020), de Sam Soko (Quênia) (Foto: Divulgação)

Mostra de Cinemas Africanos realiza edição especial em parceria com Cineclube Mário Gusmão

Entre os dias 12 e 22 de março de 2021 acontece a edição especial da Mostra de Cinemas Africanos junto ao Cineclube Mário Gusmão, projeto de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Composta por filmes africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil, a programação inclui a exibição de sete documentários em longa-metragem e 14 curtas de ficção, todos legendados em português e disponíveis apenas em território brasileiro. A exibição dos filmes acontece de forma online e gratuita, em parceria com a Spcine Play, única plataforma pública de streaming do Brasil. Maiores informações no site mostradecinemasafricanos.com. Os filmes de longa-metragem ficam disponíveis a partir das 19h. por 72h, após sua data de estreia e têm limite de visualizações específicas para cada título. Já os curtas (divididos em três programas) ficam disponíveis no mesmo horário, a partir das respectivas datas de estreia até o fim da Mostra e sem limite de ...

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(Foto por: Anna Maria Moura/
Coletivo Quariteré)

Biblioteca comunitária dedicada à cultura africana e afro-brasileira é inaugurada em Cuiabá

Foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (03.03), a Afroteca Comunitária Carolina Maria de Jesus. A biblioteca fica localizada no Centro Cultural Casa das Pretas, Praça Conde de Azambuja, nº 25 (casarão em frente à Praça da Mandioca), no centro histórico de Cuiabá. O projeto foi contemplado pelo Edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O projeto consiste em compor acervo bibliográfico temático, disponibilizado para a população cuiabana e mato-grossense, de diversas faixas etárias, que poderão realizar consultas no local para obter dados, acessarem pesquisas, conhecer e reconhecer as contribuições africanas e afrodescendentes nas diversas áreas do conhecimento. A biblioteca conta com 450 livros, nos gêneros: infantil, Infantojuvenil, adulto e pesquisa científica. Para Antonieta Luisa Costa, proponente do projeto, a palavra chave é representatividade. “A Afroteca é um lugar de conhecimento histórico e atual, de memórias e lutas do povo negro, onde autores e autoras ...

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A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala prepara seu discurso após ser nomeada, em sua casa de Potomac, Maryland. (Foto: ERIC BARADAT / AFP)

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala será a primeira mulher africana a dirigir a OMC

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, de 66 anos, será a próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação, repleta de simbolismo por ser a primeira vez que uma mulher assume o cargo, e a primeira também que recai em alguém nascido na África, será efetivada em 1º de março e se prolongará pelo menos até 31 de agosto de 2025, data que poderá ser estendida. A decisão, adotada nesta segunda-feira numa reunião especial do Conselho Geral da OMC, formado por 164 países e territórios, ocorre num momento delicado da organização, em plena crise do multilateralismo e após meses de bloqueio devido à recusa dos Estados Unidos em respaldá-la quando Donald Trump ocupava a Casa Branca. A próxima diretora-geral, sétima pessoa a assumir a liderança do organismo mais relevante do comércio global, conta com uma ampla bagagem internacional: trabalhou durante 25 anos no Banco Mundial e foi ministra das Finanças da Nigéria por dois mandatos. A ...

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O jamaicano Marlon James, em sua participação na Flip, em 2017 (Bruno Santos/Folhapress)

Marlon James mostra o que há de fantástico em reimaginar a África

No seu quarto romance, Marlon James, o premiado autor jamaicano radicado nos Estados Unidos, cria um mundo fundamentado em crenças e mitologias africanas, uma fantasia que se desprende dos referenciais imagéticos e modelos narrativos com os quais fomos educados no Ocidente. São necessárias quase 800 páginas para descortinar a cosmovisão africana na realidade fantástica de James. Ali, a relação animais-natureza-humanos, ainda que tenha certa hierarquia, pouco se distingue nas possibilidades de interferência na vida. Não é por acaso que a apresentação do mundo criado por James constrói uma narrativa centrada no confronto entre o que é real e o que é mito, sobre o que significa verdade e realidade. O narrador sugere que, como a história tem distorções e realidades tão distintas quanto os mitos que surgem dela, a vida também é atravessada por distorções, divergências e, sobretudo, mitos. Quase uma metáfora das noções ocidentais sobre a África. A hegemonia ...

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Divulgação

Cine África e Sesc São Paulo lançam livro ‘Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas’

Última das ações vinculadas do cineclube durante o ano de 2020 em parceria com o Sesc São Paulo, o e-book inédito “Cinemas Africanos contemporâneos - abordagens críticas” tem lançamento dia 6 de fevereiro de 2021 (sábado), às 16h, no canal do Cine África no YouTube: youtube.com/cineafrica. O livro de 311 páginas é organizado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira e conta com cerca de 40 colaboradores da África, Europa, EUA e Brasil. A publicação tem distribuição digital e gratuita através do portal do Sesc. O link de download será anunciado na live. Dividido em quatro partes, Contribuições Teóricas, Dossiê Crítica de Cinema na África, Críticas e Ensaios e Entrevista Coletiva: Programadores de Cinemas Africanos no Mundo. A primeira sessão traz escritos de especialistas como Lizelle Bisschoff (Reino Unido) e Jonathan Haynes (EUA), considerado o maior especialista em cinema nigeriano (Nollywood) do mundo. A segunda parte reúne textos de ...

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Foto: Deldebbio

Prefeito de Duque de Caxias é investigado por intolerância religiosa a crenças de matriz africana

A Polícia Civil do Rio investiga se houve intolerância religiosa no discurso do prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis (MDB), durante cerimônia de posse no dia 1º de janeiro. No evento, ele ofendeu as religiões de matriz africana ao chamar espaços religiosos de "esquina da macumba", generalização de caráter pejorativo atribuída a crenças afro-brasileiras. "É o Deus que não falha, é o Deus que desmoralizou todos os meus adversários. Eles foram no TRE, no STF, no STJ, foram na esquina da macumba, foram em tudo quanto é lugar, mas Deus jogou por terra porque o nosso Deus ele é maior", disse Reis, que foi eleito com 54,5% dos votos ainda com sua candidatura sub judice (aguardando decisão da Justiça), em alusão a seus adversários no pleito. Uma delas, Ivanete Silva (PSOL) condenou as palavras do prefeito.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Ivanete ...

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O escritor nigeriano Wole Soyinka, durante visita ao Brasil em 2015 - Bruno Poletti/Folhapress

‘Aké’ é oportunidade de ler Wole Soyinka, um dos maiores nomes da África

Muitos autores, como Liev Tolstói, Graciliano Ramos e J. M. Coetzee, se debruçaram sobre suas memórias de infância para construir grandes obras ficcionais e memorialísticas. Esse também é o caso de "Aké: Os Anos de Infância", de Wole Soyinka, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1986. Autor de ensaios, poemas, romances, peças teatrais e memórias, Soyinka tem uma carreira premiada por sua vasta obra que tem como centro e paisagem a sua Nigéria natal. Em "Aké", Soyinka nos conduz à Nigéria dos anos 1930 e 1940, o tempo de sua infância. Aos poucos somos convidados a adentrar a atmosfera prosaica de Abeokutá, no oeste do país, a partir da vida de um Soyinka inquieto, curioso e contestador. De imediato, conhecemos o seu universo familiar –o pai, um intelectual a quem “poucas pessoas chamavam pelo nome” é "batizado" pelo menino de Ensaio. Sua formalidade representava à criança “um daqueles meticulosos exercícios estilísticos de prosa que ...

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Protagonismo feminino e economia solidária na África contemporânea

Com frequência, mulheres africanas têm liderado encontros internacionais, com ou sem presença de lideranças políticas da região, destacando-se como agentes cruciais para a melhoria das condições de vida da população rural, com vistas ao acesso à terra, a mercados e ao combate às desigualdades de gênero. Este texto tem como prioridade chamar atenção para o protagonismo feminino na África Subsaariana no atendimento de suas necessidades na agricultura de menor escala ou na mudança da realidade do espaço coletivo em que essas mulheres estão inseridas. Como parte de uma pesquisa independente em estágio inicial, foram selecionados aspectos presentes nas seguintes sub-regiões: África Ocidental, África Oriental, África Central e África Austral. Mapa das Regiões AfricanasFonte: Centro Integrado de Aprendizado em Rede https://historiaecultura.ciar.ufg.br/modulo2/capitulo5/conteudo/arquivos/map3.jpg Defendo que reflexões mais profundas sobre populações rurais africanas não podem prescindir das conexões entre grupos de pequenos(as) agricultores(as) e governos, setor privado, organismos internacionais ou ...

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Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas” ...

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Pessoas se reúnem para assistir a procissão de iorubás na Nigéria - Reuters

DNA das populações da África é mapeado com riqueza inédita em novo estudo

O DNA das populações da África, continente que é considerado o berço da humanidade, acaba de ser mapeado com um nível de detalhamento sem precedentes. Liderados por uma pesquisadora da África do Sul, cientistas analisaram o genoma (conjunto do material genético) de 426 pessoas, pertencentes a 50 etnias diferentes espalhadas por quase todo o continente. Entre os resultados do esforço estão a descoberta de 3 milhões de variantes genéticas até então desconhecidas, dados sobre como a seleção natural moldou a variabilidade genética da África atual e pistas sobre a expansão dos bantos, grupo de povos pré-históricos que conquistou boa parte do continente e cujas línguas são faladas por cerca de 30% dos africanos de hoje. A pesquisa coordenada por Zané Lombard, da Universidade do Witwatersrand, em Johannesburgo, é um marco porque a revolução genômica ainda explorou relativamente pouco a tremenda diversidade do DNA africano. Com efeito, a maior parte da ...

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Arquivo Pessoal

“Para os alfinetes de Francisca!”: laços de solidariedade entre africanas e crioulas no Recife escravista

Era manhã de segunda-feira, dia 13 de novembro de 1854, quando a “preta da Costa da África” Antônia Monteiro, de nação nagô, compareceu ao cartório do tabelião Porto Carreiro, na cidade do Recife, capital pernambucana, para registrar seu testamento. Entre suas vontades, declarou que deixava a Antônio da Silva os móveis de sua residência; às “viúvas e órfãs pobres e honestas, cuja capacidade fosse examinada pelos seus testamenteiros”, o produto da venda de sua casa própria depois de deduzidas as despesas de seu legado; a Victoria e a Joana Monteiro, 5$000 réis a cada uma respectivamente. E, a Francisca a quantia de 10$000 réis “para os seus alfinetes”.  Registro de Testamento de Antônia Monteiro (fotografia de Valéria Costa) Registro de Testamento de Antônia Monteiro (fotografia de Valéria Costa) O que seriam os alfinetes de Francisca, senão os pequenos gastos ...

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Deputada Leci Brandão - Foto: Ag. Alesp - Sergio Galdino

Leci representará o Brasil na abertura do Most Influential People African Descent 2020

Entre os dias 2 e 4 de outubro será realizado o MIPAD (Most Influential People African Descent) 2020, quando líderes de diversos países se reúnem, em evento pela internet, para popularidade e reconhecimento dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo. Na lista foram indicadas pessoas que ocupam os cargos mais elevados nas maiores, mais influentes e icônicas instituições globais. Os indicados se dividem em 4 categorias: Política e Governança, Negócios e Empreendedorismo, Mídia e Cultura e Empreendimentos Humanitários. Reprodução/Deputada Leci Brandão A cantora e deputada estadual Leci Brandão será a representante brasileira entre os líderes mundiais que estão na abertura do encontro. O convite para que o artista e parlamentar fizesse parte do tempo de líderes globais foi feito pela empresária Nina Silva, Diretora de País MIPAD e CEO do Movimento Black Money, e contorno com a ON! Hub Cultural, fundada pela empresária Tania Regina, para ...

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