sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'Bell Hooks'

Clássico do feminismo negro, obra de estreia de bell hooks é relançada no Brasil

E Eu Não Sou Uma Mulher? examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres afro-americanas Por Marília Moreira, Do Correio (Foto: Imagem retirada do site Correio) Uma das maiores referências contemporâneas quando o assunto é a intersecção entre feminismo e mulheres negras, bell hooks, 67 anos, teve o seu livro de estreia relançado no Brasil mês passado, 38 anos depois da primeira publicação. Em E Eu Não Sou Uma Mulher? Mulheres Negras e Feminismo (Record | R$ 40 | 320 págs), a autora examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres negras durante a escravidão nos Estados Unidos, e parte daí para pensar a desvalorização da “mulheridade” negra, o sexismo dos homens brancos e negros, o racismo entre as feministas e os estereótipos dos quais as mulheres negras são vítimas ainda hoje. (Foto: Imagem retirada do site Correio) ...

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A pedagogia negra e feminista de bell hooks

Roda de Conversa que acontece em 21 de março no marco do lançamento de Olhares Negros pela Editora Elefante, pretende refletir sobre a importância da obra de bell hooks para a compreensão de questões raciais e de gênero Da Fundação Rosa Luxemburgo Divulgação/ Fundação Rosa Luxemburgo Para ela, nada tem mais importância do que as ideias e o conhecimento: “o mais importante em meus livros é a substância e não quem sou eu”. Por isso, bell hooks escreve seu nome desta forma: somente com letras minúsculas. Com uma vasta produção ( possui mais de 30 livros, o que inclui obras infantis), a feminista, escritora, crítica cultural e ativista estadunidense é pouco conhecida (e traduzida) no Brasil para além dos círculos de organizações acadêmicas e de movimentos de mulheres negras. Porém, há um crescente interesse pela obra de hooks que fornece elementos fundamentais para a compreensão de questões conectadas ao debate ...

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Bell Hooks: Por uma pedagogia interseccional

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.” - Paulo Freire Por Andrersa Ribeiro da Silva Do Pretaepistemica enviado por e-mail para o Portal Geledés Fundamentando-se em sua história de superação pessoal por meio da teoria libertadora, Bell Hooks nos mostra que, na educação quando a nossa experiência de vida está intrinsecamente ligada à teorização, não existe uma separação entre a teoria e a prática. Na teoria como prática libertadora, a autora traz a teorização como um processo crítico e reflexivo que pode levar a uma mudança, uma prática, uma cura do indivíduo ou do coletivo, desde que seja direcionada para este fim. Como feminista negra interseccional, a escritora reivindica constantemente a teoria dentro do ativismo (tanto na forma escrita, quanto na forma oral) e desenvolve o capítulo propondo centralizar a discussão ...

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Mover-se alem da dor – bell hooks

Texto original por bell hooks Limonada fresca é minha bebida de escolha. Na minha pequena cidade do Kentucky, meninas bonitas, pretas, marrons e brancas arruman suas barraquinhas de limonada e praticam a arte de fazer dinheiro - são negócios. Como uma mulher negra crescida que acredita no manifesto “Garota, arrume o seu dinheiro” minha primeira reação ao álbum visual de Beyoncé, Lemonade, foi UAU-este é o ápice do negocio capitalista de se “fazer dinheiro”. Tradução de Rafael Whig no Negro Neguslimon Os espectadores que gostam de sugerir que Lemonade foi criado exclusivamente ou principalmente para o público feminino preto estão perdendo o ponto. Commodities, independentemente do seu assunto, são feitas, produzidas e comercializadas para atrair qualquer e todos os consumidores. A audiência de Beyoncé é o mundo e o mundo dos negócios, e ganhar dinheiro não tem cor. O que torna essa produção -isto é, este commoditie - desafiadora é o seu tema. Obviamente ...

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Foto: Reprodução/Youtube/Formation

Bell hooks Offers Complicated Criticism on Beyoncé’s ‘Lemonade’

bell hooks has a bit of a history with Beyoncé. In 2014, she drew criticism for saying that Beyoncé's image is anti-feminist and a "terrorist" for young women. The noted cultural critic and scholar today published her thoughts on Beyoncé's visual album Lemonade.  The article titled "Moving Beyond Pain" explores what bell believes to be blind spots of the superstar's latest work. hook reminds us not to forget that the work is a product for mass consumption, "this is the business of capitalist money making at its best." But she offers the short film praise for the depth of its representation of Black women. It is the broad scope of Lemonade’s visual landscape that makes it so distinctive—the construction of a powerfully symbolic black female sisterhood that resists invisibility, that refuses to be silent. This in and of itself is no small feat—it shifts the gaze of white mainstream culture. ...

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Intelectuais Negras – Por: Bell Hooks

Muitas vezes eu estava num terrivel deserto sofrendo estranhas coisas e agonias tinha como sombra a solidão cósmica. Nada e ninguém em minha volta na verdade me tocava Uma das menções deste mundo e que pouca gente tem visões e sonhos Zora Neale Hurston Dust Tracks on the Road Temos obrigação como negras de nos projetar na revolução Kay Lindsey The Black Woman as a Woman O enorme espaço que o trabalho ocupa hoje na vida das mulheres negras segue um padrão estabelecido nos primeiros dias da escravidão Como escravas o trabalho compulsono obscurecia todos os outros aspectos da existência das mulheres Parece pois que o ponto de partida para uma investigação da vidas das negras sob a escravidão seria uma avaliação de seus papeis como trabalhadoras Angela Davis Women Race and Class Vivendo numa sociedade fundamentalmente anti-intelectual e difícil para os intelectuais comprometidos e preocupados com mudanças sociais radicais afirmar sempre que o trabalho que fazemos tem impacto significativo. ...

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Nancy R. Schiff/Getty Images.

bell hooks: Linguagem: ensinar novas paisagens/novas linguagens

Resumo do texto traduzido: bell hooks relaciona as opressões veiculadas pela apologia ao inglês padrão com os usos das variantes da língua inglesa nos Estados Unidos. A autora discute o lugar da linguagem nas relações de poder, especificamente nas hierarquias raciais, e propõe a ressignificação dos usos lingüísticos para a emancipação dos oprimidos. Palavras-chave: linguagem; variantes; colonização; opressão; raça. Adrienne Rich - Foto: Nancy R. Schiff/Getty Images. Como o desejo, a linguagem rompe, recusa-se a ser encerrada em fronteiras. Ela mesma fala contra a nossa vontade em palavras e pensamentos que se intrometem, até mesmo violam os mais secretos espaços da mente e do corpo. Foi no meu primeiro ano de faculdade que li o poema de Adrienne Rich “Os incêndios de papel em vez de crianças”. Esse poema, falando contra a dominação, contra o racismo e a opressão de classe, esforça-se para ilustrar graficamente que acabar ...

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Alisando o Nosso Cabelo, por Bell Hooks

Apesar das diversas mudanças na política racial, às mulheres negras continuam obcecadas com os seus cabelos, e o alisamento ainda é considerado um assunto sério. Insistem em se aproveitar da insegurança que nós mulheres negras sentimos com respeito a nosso valor na sociedade de supremacia branca! Nas manhãs de sábado, nos reuníamos na cozinha para arrumar o cabelo, quer dizer, para alisar os nossos cabelos. Os cheiros de óleo e cabelo queimado misturavam-se com os aromas dos nossos corpos acabados de tomar banho e o perfume do peixe frito. Não íamos ao salão de beleza. Minha mãe arrumava os nossos cabelos. Seis filhas: não havia a possibilidade de pagar cabeleireira. Naqueles dias, esse processo de alisar o cabelo das mulheres negras com pente quente (inventado por Madame C. J. Waler) não estava associado na minha mente ao esforço de parecermos brancas, de colocar em prática os padrões de beleza estabelecidos ...

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Quando Brooks e Hooks encontram Balduíno, por Eliana Alves Cruz

O titulo deste texto pode parecer uma loucura, pois junta a poeta Gwendolyn Brooks e a ativista Bell Hooks, ambas norte-americanas, e Antônio Balduíno, protagonista de Jorge Amado no romance Jubiabá, mas se o leitor vencer a primeira resistência verá que as duas mulheres negras da parte de cima do continente têm muito a dizer sobre o homem negro imaginado pelo escritor branco, na parte de baixo. Por Eliana Alves Cruz, do Revista Philos  Imagem retirada do site Revista Philos Gwendolyn Brooks (1917-2000), primeira afro-americana ganhadora do prêmio Pulitzer de Poesia, escreveu em 1959 um poema intitulado “We real cool”, que traduzido é algo como “Somos legais de verdade”, “A gente é muito legal” ou “A gente é da hora”. Traduzido para jovens na Bahia, por exemplo, poderia ser “A gente é massa”, na gíria carioca dos adolescentes de 2019, “Nós é brabo”. O texto é ...

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Tripé - Rumo a Jerusalém

Candaces, a realeza meroíta cai no samba: o carnaval de 2007 da Acadêmicos do Salgueiro

Desde 1984, o sambódromo da Marquês de Sapucaí é palco do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Lá, foram protagonizados desfiles antológicos como: Kizomba, Festa da Raça, da Vila Isabel (1988); Ratos E Urubus... Larguem Minha Fantasia, da Beija-Flor (1989); Meu deus, meu deus, está extinta a escravidão?, da Paraíso do Tuiuti (2018);  História para ninar gente grande, da Mangueira (2019).  A passarela do samba carioca foi trajeto de personagens como Joãozinho da Gomeia, o grupo musical Ganhadeiras de Itapuã, e outras figuras negras resgatadas, homenageadas e apresentadas para o público. No que tange as civilizações e personalidades endógenas ao continente africano, a historiografia tem um papel fundamental para a construção dos enredos das escolas de samba, visto que várias obras constituíram-se como base para a elaboração dos mesmos. O historiador britânico John Fage (2010, p.77), aponta que é a partir da década de 1940 que surge ...

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Tecendo histórias e poemas: a consciência negra na educação

No dia 20 de novembro do ano de 2020 participei, a convite da Thalita Pinho (assistente social e professora da FPO), da mesa que dá título a este texto, compartilhei fala com as queridas Valéria Lourenço (escritora e professora do IFCE-Crateús) e Patrícia Matos (pretagoga na COPPIR-Fortaleza).  Divido com vocês a minha fala. Esta parece ser uma informação muito pessoal. Mas tal informação, aparentemente “confidencial”, não é nada privada. (Grada Kilomba) Quero iniciar considerando acerca do título desta mesa - Tecendo histórias e poemas: a consciência negra na educação - título poético, carregado de força, de sentidos. Tem um sentido de nós, mulheres negras, estarmos em espaços que nos foram negados: literatura, invoco Maria Firmina dos Reis; escola, invoco Bernardina Maria Elvira Rich. Tem um sentido de contar nossas histórias, de sermos referências positivas de dedicação, trabalho, intelectualidades, sensibilidades, belezas e tudo de bom e bonito que nós, pessoas negras, ...

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Ato Contra a Discriminação Racial convocado pela vereadora Sonia Cruz (com microfone) na Câmara Municipal de Osasco e com presenças de Tereza Santos e Sueli Carneiro (ARQUIVO PESSOAL)

‘Mãe preta, casa comum’

A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus, localizada no Pau Miúdo, bairro periférico soteropolitano, no ano de 2020, ainda existe. A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus foi erguida sobre um naco de terra cedido aos novos proprietários pela Igreja Católica, dois quartos, sala, cozinha e o cercado destelhado na parte externa era o único banheiro. A casa construída no debaixo da rua compartilha uma das suas paredes com a comunidade tradicional de terreiro, chamada Ilê Axé Adjemim, fundada pelo pai de santo Apolinário e conduzida por sua filha Aureliana, mais tarde conhecida como “mãe Lelu”. A casa construída no debaixo é apenas acessível desde uma escada bastante íngreme e, no dentro da casa, concluída a ribanceira de degraus mal-acabados, uma família absolutamente negra. São absolutamente negros porque a mãe é a mulher responsável pela casa, pela comida, pelas roupas, pela limpeza e pelas seis crianças ...

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Arquivo Pessoal

25 de julho comemoração do Mês da Mulher Negra Latino -Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela : a clínica do testemunho

Como você se percebeu Negra? Você falou que era Negra ou te gritaram Negra? Na construção da sua identidade racial você se sente escutada? Você se sente invisível nas suas relações afetivas, se sente acolhida? Sente-se com espaço para expressar seus sentimentos, suas afetações? As pessoas com quem se relaciona lhe reconhecem no que tange espaço para você ser? Ou somente percebem como objeto de subalternização ou sexual? Você se sente representada nos movimentos sociais? E como percebe seu laço com o Social? Esta e muitas perguntas a partir do vídeo impactante da poeta Victoria Santa Cruz sobre a descoberta de Ser através do outro/ Outros me convocam uma para uma escuta como “Testemunho, Instrumento” da dor e reverberações do racismo estrutural, fenômeno social com característica de negação no nosso país, que apesar do inconsciente não ser racista, machista e misógino, mas é atravessado pela reprodução destas construções da estrutura ...

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Imagem retirada do site  Mijente.net

Mulheres negras e o direito ao amor: entre escolher e ser escolhida

Conversava com um amigo italiano esses dias e ele disse o seguinte: “Anos atrás eu estava perdido no trabalho. A empresa começou a demitir muita gente e ofereceu uma boa proposta para aqueles que pediam demissão de forma voluntária. Então pensei em ir para o sul da Itália, aonde chegam os barcos com os refugiados e pegar uma somaliana e me casar com ela”.  Essa sua fala me incomodou profundamente. Pensei: ele estava no pior momento da sua vida, perdido e desempregado e não pensou sequer na possibilidade de “pegar” uma italiana, uma sua igual, ou mesmo de ir para a Alemanha, pegar uma mulher por lá, mas a da Somália, essa sim, na sua cabeça, o aceitaria sem pestanejar e em quaisquer condições.  Porque uma somaliana? Para o meu amigo italiano, a mulher africana estaria ganhando ao ser “pega” por ele, logo, não ofereceria oposição.  A construção da mulher ...

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Crédito: Getty Images/iStockphoto

Educação antirracista em narrativa confessional, decolonial e insurgente: ser corpo- território negro e docente na rede pública. ¹

Se alguém imagina um texto carregado de formalidades acadêmicas e de discussões metodológicas de planos de aula com receitas pedagógicas, sugiro que não o leia, pois a frustração será companheira da primeira à última linha. Aqui me permito a liberdade de escrever em primeira pessoa com toda a carga de subjetividade não sonegada, afinal não cruzei com intelectuais do nível (altíssimo) de minha avó, Conceição, xará de outra, a Evaristo, minha mãe Alice, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento entre tantas referências que me ensinaram a não ter receio de me implicar e bordar com linhas autobiográficas a escrita que busco validar dentro das regras científicas. Sou grata ao feminismo negro e a epistemologia decolonial por me fazerem enxergar em todas elas intelectuais, agentes do conhecimento, portadoras de talento e criatividade ancestrais. Dessa fonte beberei independente das credenciais acadêmicas que venha a colecionar. Dispostes? O ano era 2001.Especial ...

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Assuma a sua passibilidade!

Você pode ter o cabelo um pouco encrespado, mas a cor da sua pele coloca você num lugar privilegiado.  Nega Fya (Fabiana Lima)¹ Já decidi. Eu sou branca. Quero também o poder de fazer escolhas e, a partir de hoje, amplio em minha vida o sentido de passibilidade e vou torná-lo sinônimo de universalidade. Sim! A partir de hoje sou um sujeito universal e não admito mais ser racializada. Pisarei nesse chão social, sem aceitar classificações alheias, pois o importante é a minha opinião. Quando criança, por muitas vezes, senti medo de ser rechaçada pela cor da minha pele e sei que muitas pessoas negras se identificam com o meu temor. Eu pensava mais ou menos assim “Tomara que não falem mal do meu cabelo!”, “Será que hoje recebo um elogio da professora?” ou “E aquele personagem estranho do desenho, por favor, que ninguém diga que pareço com ele!”. Assim ...

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Arte: Luisa Amoroso

Precisamos ser mais rápidos que o racismo ao educar nossos filhos

Você sabia que estudos mostram que crianças começam a aprender sobre características raciais antes mesmo de aprender a andar? Segundo a Academia Americana de Pediatria , os pais são seus mais influentes professores, num processo muito similar ao do aprendizado linguístico; e, entre os dois e os quatro anos, elas já internalizam vieses raciais. De acordo com um estudo publicado no principal periódico da Associação Americana de Psicologia, aos seis anos elas tanto já entendem que há uma hierarquia racial como podem elas mesmas se engajarem em estereótipos racistas diretos. Em um outro estudo com crianças de três anos, conduzido por professores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pesquisadores mostraram fotos de diversas crianças e perguntaram de quem elas queriam ser amigas; um terço das crianças negras disseram que queriam ser amigas apenas das crianças negras, ao passo que 86% das crianças brancas disseram querer ser amigas apenas das ...

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Foto montagem: Pedro Lima

“Ô dó!”: sobre o sentimento de pena da branquitude diante da nossa dor

Dissimular uma aparente simetria na sociedade, ignorando desvantagens estruturais e desigualdades que, de tão profundas, saltam aos olhos é um arranjo bastante comum para a permanência do status quo em uma sociedade supremacista branca.  Embora uma parte da branquitude repudie veementemente o racismo – leia-se injúria racial e atos de ofensa – a própria ideia de superioridade racial, o “gene” defeituoso no organismo do ser social branco, é pouquíssimo confrontada.  Nossas dores não geram necessariamente empatia na branquitude, afinal nunca fomos suficientemente humanos na construção do seu olhar sobre os nossos corpos e nossa existência. No entanto, uma análise desta relação prescinde uma compreensão do próprio conceito de branquitude e de como o sistema de dominação racial sustenta a  auto-imagem das pessoas brancas, sobretudo, das classes privilegiadas.  Para fins didáticos, faremos uma analogia da sociedade brasileira com a forma de um iceberg, considerando que o mito da democracia racial seria ...

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Pedro Lima (arquivo pessoal)

Se é negro, é negão, mas se é branco é brancão? Sobre a brutalização do homem negro

Este aumentativo para se referir aos homens negros sempre me incomodou muito, sobretudo, quanto passei a estar atenta ao racismo e às suas sutis formas de manifestação. Mas tudo começou a fazer mais sentido após os meus estudos de doutorado sobre a construção dos corpos pela ideologia racista. Eu fui socializada com homens negros na minha família e na periferia de Belo Horizonte e inúmeros deles eram chamados de “Negão”, enquanto homens brancos, no máximo, de “Carlão”, “Betão” etc.. O corpo do homem negro foi construído pela ideologia racista como um corpo a ser temido, corpo onde habita a violência e a fúria. Tudo no homem negro foi aumentado e exagerado: sua força física, sua brutalidade, tamanho, bem como seu órgão genital. A construção da hipersexualidade dos homens negros foi um elemento inventado pela supremacia branca para justificar o controle sobre esses corpos, dando origem ao mito do “violador” por ...

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A “mulata trágica”: repensando a categoria mulata no Brasil

O século XXI tem sido o século das imagens. Disputas de narrativas tem se dado no contexto das redes sociais, em que imagens viralizam em curto espaço de tempo, alimentando o imaginário social e definindo o lugar das pessoas no mundo. Neste contexto, a socióloga estadunidense Patrícia Hill Collins, em Pensamento Feminista Negro, apresenta-nos as imagens que são internalizadas como “imagens de controle”. Diferentemente dos estereótipos — que partem da elaboração de imagens negativas —, as imagens de controle podem produzir lugares de poder e privilégio para determinados grupos, bem como naturalizar lugares de sujeição, hiperssexualização e violência para outros.  O lugar do nosso corpo no mundo, sua inscrição social, passa por uma tomada de consciência que, como aponta Frantz Fanon, na obra clássica Pele negra, máscaras brancas, muitas vezes é desenvolvida por um estímulo externo, um olhar do outro, que nos fixa e constrói as representações. Fanon narra que ...

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