sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'movimento feminista'

No México, movimento feminista segue mais forte do que nunca para barrar o aumento dos feminicídios, diz Fernanda Acosta, porta-voz do coletivo Brujas del Mar

No país em que dez mulheres são assassinadas por dia, feministas tomarão as ruas no 8M e planejam uma paralização para o dia 9, para chamar atenção para o que consideram uma emergência nacional Por Rafael Oliveira, Agência Pública Protesto no México contra feminicídio (Guadalupe Pardo/Reuters) No próximo 8 de Março, quando as mexicanas saírem às ruas para o Dia Internacional da Mulher, não será a primeira manifestação feminista de impacto ao longo dos últimos meses. No país em que dez mulheres são assassinadas em média por dia, em um crescimento de 137% do número de casos nos últimos cinco anos, a mobilização de grupos feministas tem se fortalecido em reação à crescente onda de violência de gênero, que muitas vezes resulta em impunidade. Há menos de um mês, em 15 de fevereiro, centenas de mulheres saíram às ruas vestidas de preto, protestando contra o feminicídio ...

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Movimento feminista da Paraíba diz não ao machismo na TV

Em seu programa Cidade em Ação, da TV Arapuan, afiliada da Rede TV, Sikera Junior ofende as mulheres. Terá que se retratar Da Carta Capital  Por: Mabel Dias Ativistas protestaram em frente à TV Arapuan contra declarações de Sikera Junior (Intervozes) As mulheres da Paraíba disseram não ao discurso de ódio e preconceito do apresentador José Siqueira Junior, mais conhecido como Sikera Junior, contratado pelo Sistema Arapuan de Comunicação para apresentar o programa policialesco Cidade em Ação na TV Arapuan, afiliada à Rede TV. Na semana passa o apresentador fez comentários preconceituosos de cunho racista e machista em relação a jovem negra Raiane Lins, que estava detida em uma delegacia de João Pessoa, chamando-a de “sebosa” e “vagabunda”, porque, segundo apontou Sikera, a mesma não estava com as unhas pintadas. Logo após a exibição, a jornalista e rapper feminista Kalyne Lima postou em sua rede social um texto em repúdio ...

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Movimento feminista: Ela fica linda quando está com raiva

O documentário “She’s Beautiful When She’s Angry” revela algumas das dificuldades e contradições do movimento feminista por Joanna Burigo, da Carta Capital  She’s Beautiful When She’s Angry ("Ela fica linda quando está com raiva", em tradução livre) é um documentário de 2014 que resgata a história do movimento feminista dos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970. Dirigido por Mary Dore e estrelado por figuras fundamentais da construção da episteme feminista moderna, como Kate Millet - autora do clássico Política Sexual - e Eleanor Holmes Norton, primeira mulher a presidir o Comitê de Igualdade de Oportunidades de Emprego nos EUA, o filme está atualmente disponível na Netflix. O documentário é balizado por manifestações recentes sobre direitos reprodutivos que se deram em Austin, no Texas, e apesar de situado em um contexto geográfico e histórico específico, é possível encontrar semelhanças entre o desenvolvimento da “segunda onda” do feminismo estadunidense e a recente ...

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Blogueira fala sobre ativismo negro dentro do movimento feminista

"Impera o silenciamento sobre nossa capacidade enquanto intelectuais e geradoras de opinião", diz Stephanie Ribeiro Por Stephanie Ribeiro Do Revista Marie Claire O feminismo negro vem ganhando visibilidade nas redes sociais e espaços midiáticos. O poder das mulheres negras em uma sociedade onde somos maioria fica evidente quando 50 mil de nós saem às ruas de Brasília, durante a “Marcha das Mulheres Negras”, na última quarta-feira (18). Entretanto, ainda recai sobre nós oestereótipo de raivosa, o chamado “Angry Black Woman”. Impera o silenciamento sobre nossa capacidade enquanto intelectuais e geradoras de opinião. Estamos falando da distinção entre um “lugar” pré-estabelecido socialmente para ser ocupado pelas negras, o da marginalização e do comportamento visto como hostil; e o do “não-lugar”, o da intelectualidade e do pensamento crítico. Impera o estigma da mulher branca “histérica”, quando responde de forma inesperada; e o da mulher negra “revoltada, agressiva, barraqueira”, não só pelo machismo, mas ...

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Movimento feminista se reúne com ministro e defende regulamentação da mídia

A Rede Mulher e Mídia defendeu dia 26, durante encontro com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, um marco regulatório para o setor de comunicação. Segundo a militante Bia Barbosa, que participou do encontro, a conversa foi positiva e o ministro mostrou disposição de abrir um debate com a sociedade sobre o assunto. por Aline Leal no Agência Brasil O movimento alega que, na atual conjuntura, o espaço público das rádios e das televisões tem sido usado fundamentalmente para atender a interesses privados, “muitas vezes estritamente comerciais”, segundo carta entregue ao ministro pelas ativistas. Elas ressaltam que o rádio e a TV são concessões públicas e, por isso, devem servir aos interesses da sociedade. “Temos questionado a invisibilidade seletiva, sobretudo das negras, dos indígenas, das lésbicas e mulheres transexuais, mas também de nossas reivindicações sociais e políticas e de nossa pluralidade”, diz o texto. O documento acrescenta que o efeito mais danoso ...

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‘Por que eu, homem, não sou bem-vindo no movimento feminista?’

Existem debates que batem cartão nos grupos sobre feminismo na internet. Além do clássico "por que vocês não pedem alistamento militar obrigatório para mulheres, hein, suas hipócritas", há o recente "por que eu, homem, não sou bem vindo no movimento feminista?". Ana Rossato no Brasil Post Partindo de uma definição rápida do movimento, aquele que busca igualdade entre os gêneros perante a sociedade, é quase automático que a gente bote a mão na cintura e fale que sim, não aceitar homens está de fato errado. Estamos fazendo com eles o que eles fazem com a gente, não? Então... Não. Um espaço que acomoda homens e mulheres dentro de um movimento social precisa que, no mínimo, a sociedade a ser discutida já esteja em um nível de equidade satisfatório. Nessa hipótese, não haveria ainda a distinção marcada dos papeis masculinos e femininos e a opressão de um sobre o outro seria inexistente. ...

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MP-557

Movimento feminista se mobiliza contra a MP 557

Na audiência com o deputado federal Arlindo Chinaglia, representantes de movimentos apresentaram suas críticas à MP 557, que limita os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. por Conceição Lemes Em 31 de maio, portanto daqui a 18 dias, termina o prazo para a Câmara dos Deputados votar a famigerada Medida Provisória 557, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Na quinta-feira 10, movimentos feministas se reuniram com o líder do governo na Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir o assunto. A MP 557 tem sido severamente questionada, desde 26 de dezembro de 2011, quando foi assinada pelo Ministério da Saúde. "A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos, denunciou a advogada Beatriz Galli, integrante das comissões de Bioética e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio Janeiro (OAB-RJ), ...

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‘A esquerda rachou!’: 
A militância feminista e o movimento negro estão dividindo a esquerda?

Em pleno golpe, a direita organizada, as reformas golpistas sendo aprovadas a toque de caixa, até o risco de adiamento das eleições presidenciais foi objeto de debate recente. Por Liana Cirne Lins Do Midia Ninja O momento é de unificação da esquerda. Se não nos unirmos, todas as pautas reacionárias que ameaçam vulnerabilizar a classe trabalhadora serão aprovadas sem dificuldade, prejudicando, aliás, em especial as mulheres e os negros, como é o caso da reforma da previdência. A luta contra o machismo e contra o racismo são sim importantes e urgentes. Porém, não podemos fragmentar a esquerda com brigas internas como as que testemunhamos na última semana com a militância do movimento negro reagindo a um post da Elika Takimoto considerado racista. Ou com a denúncia feita pela ex-companheira de Freixo de que ele é machista. Os linchamentos virtuais promovidos pelas feministas e pelos negros e negras com acusações muitas vezes ...

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Movimentos feministas e a busca da igualdade

A segunda metade do século passado foi marcado por um dos mais expressivos movimentos sociais, a luta feminista. A busca da emancipação da mulher variou enormemente segundo cada país e as particularidades que caracterizaram seus fatos históricos, além disso, tudo aquilo que as acompanhavam. Enviado por CRISTHIANE VALERIA BAZANI via Guest Post para o Portal Geledés O conhecimento das condições históricas através dos quais os movimentos surgiram, se faz necessário para que se verifiquem as circunstâncias do seu maior ou menor sucesso em determinados lugares. O desconhecimento desses aspectos nos faz perder de vista o campo da luta, diante da opressão da mulher e a busca de suas superações. Isabel Fomm de Vasconcellos, em seu livro Todas as mulheres são bruxas, nos ilustra que a sociedade celta da baixa Idade Média, era constituída por mulheres livres e sábias, sacerdotisas dos templos e druidisas, elas dominavam a arte da cura através das ervas e usufruíam da igualdade de direitos em relação ...

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Foto:  Dione Afonso/ Agência O Globo

Movimentos feministas e música são destaques na redação de estudantes em SE

Estudantes atingiram nota máxima na redação. Medicina e direto são os cursos que os estudantes desejam vaga. Por Flávio Antunes, do G1  Sergipe é mais uma vez destaque no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de José Victor, aprovado no Enem 2014, aos 14 anos, como o mais jovem aluno de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o estado agora foi destaque com os estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, Sofia Alves Torres de 16 anos e Jorge Gabriel Mendes Silva Santos, também de 16 anos. Os dois estão entre os 104 candidatos que alcançaram a pontuação máxima na redação ao atingirem a nota 1000 no Enem 2015, que teve como tema, “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Parte desse êxito os estudantes atribuíram a situações históricas vividas pelas mulheres e a arte, através da música. Os dois não pensaram duas vezes ao ...

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mlk

Os paradoxais desejos punitivos de ativistas e movimentos feministas

A partir das últimas décadas do século XX, com o ressurgimento dos movimentos feministas, foram notáveis os avanços, especialmente no mundo ocidental, no sentido da afirmação e garantia dos direitos das mulheres, da superação das relações de subordinação fundadas na ideologia patriarcal e da construção de nova forma de convivência entre os gêneros. Mas as transformações ocorridas desde então não lograram alcançar a plena superação da ideologia patriarcal, não se podendo esquecer que, em muitas partes do mundo, especialmente em alguns países da Ásia e da África, a discriminação contra as mulheres e sua posição de subordinação ainda se fazem intensamente presentes. Por Maria Lúcia Karam, do Blog da Boitempo Mesmo onde registrados os significativos avanços no campo das relações entre os gêneros, ainda subsistem resquícios da ideologia patriarcal. A distinção entre tarefas masculinas e femininas não chegou a ser totalmente eliminada. Ainda há quem suponha que o trabalho profissional das ...

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indias

Índias levam bandeiras feministas às aldeias e assumem dianteira do movimento

Nascidas em aldeias indígenas no Acre, Letícia Yawanawá, 49 anos, e Nazaré Apurinã, 48, mudaram-se para Rio Branco nos anos 1980 para acompanhar os maridos, que despontavam como líderes em suas comunidades e buscavam completar os estudos na capital do Estado. Por: João Fellet Por influência deles, começaram a se interessar pelo movimento indígena, que à época pressionava o governo pela demarcação de terras. Mas num dos primeiros encontros que presenciaram, entre líderes da hoje extinta União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI), elas estranharam a composição da mesa de debates. "Havia mulheres trabalhando como secretárias, assessoras, mas eram todas brancas", lembra Yawanawá. "Então questionamos por que não poderíamos participar." A reivindicação cresceu e, em 1996, Yawanawá e Apurinã resolveram se unir a outras duas índias para discutir formas de melhorar a vida de mulheres nas comunidades. "Pela tradição, não tínhamos autonomia nas aldeias. Mas quando ...

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Arte por Raquel Batista

O Movimento Negro Organizado Hoje: Vozes da Coalizão Negra Por Direitos #DesenraizandoRacismo

Esta é a segunda matéria de uma série de três sobre a Coalizão Negra por Direitos e dá início a uma série de matérias do projeto antirracista do RioOnWatch. Conheça o nosso projeto que trará conteúdos midiáticos semanais ao longo de 2021—Enraizando o Antirracismo nas Favelas: Desconstruindo Narrativas Sociais sobre Racismo no Rio de Janeiro. Para contribuir com essa pauta, clique aqui. 31 de dezembro de 2020, no último dia do ano, com quase 200.000 vidas perdidas para a Covid-19 no país, em uma pandemia que no Brasil mata mais negros, 81 lideranças de movimentos negros de todo o país gravaram um manifesto, em vídeo, para enviar sua mensagem ao povo brasileiro. Trata-se de mais uma ação de enfrentamento ao racismo da Coalizão Negra Por Direitos, uma articulação com incidência política no Congresso Nacional e fóruns internacionais. A Coalização reúne mais de 150 coletivos, instituições e entidades do movimento negro brasileiro de hoje. No vídeo Manifesto da Coalizão Negra Por Direitos | Por um 2021 Verdadeiramente ...

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Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa, ...

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Ilustração de Jairo Malta

Com diferenças políticas, movimento negro no Brasil luta contra apagamento histórico

A onda de protestos antirracistas que tomou os EUA e o mundo desde maio, quando imagens da execução de George Floyd por um policial branco viralizaram globalmente, ganhou novo capítulo dentro das quadras da maior liga de basquete do planeta, a NBA. Jogadores do Milwaukee Bucks boicotaram uma partida dos playoffs no final de agosto em protesto contra um outro episódio de violência. Em efeito cascata, outras equipes e ligas esportivas aderiram à greve, que se tornou um novo marco na longa história de luta por igualdade racial nos EUA. “Imagina o impacto que teria Pelé, o maior atleta do século, discutindo racismo no Brasil em pleno auge da sua carreira?”, devaneia Douglas Belchior, ativista negro da Uneafro Brasil e articulador da Coalizão Negra por Direitos, ao comentar o impacto da atuação política de LeBron James, supercraque do Los Angeles Lakers, que passou a usar as quadras como plataforma do ...

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No vídeo, além das imagens gravadas pelas integrantes do movimento, dados ilustram uma violência cruel
(foto: Redes Sociais/Reprodução)

Movimento ‘Quem ama não mata’ completa 40 anos e protesta contra feminicídio; veja vídeo

Marcado na história mineira, o movimento feminista “Quem Ama Não Mata (QANM)" lançou nesta terça-feira (18) um vídeo relembrando o ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, ocorrido há 40 anos. Líderes do movimento se juntaram para protestar contra a violência doméstica e o feminicídio, chamando a atenção para um novo tipo de crime, que, em 1980, ainda não era falado. De uma forma atemporal, essas mesmas mulheres fazem um registro poético em vídeo, dirigido por Papoula Bicalho, que, em fragmentos, mostram a beleza do corpo feminino de todas as idades e alertam para a importância da discussão de pautas feministas. Quarenta anos depois do ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, o movimento 'Quem Ama Não Mata' lança um vídeo contra a violência da mulher e o feminicídio; veja https://t.co/6lfJ6vPUCk pic.twitter.com/fzRDycIaWa — Estado de Minas (@em_com) August 18, 2020 “Antes da pandemia, pensamos diversas ...

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A comunicadora e historiadora Giovanna Heliodoro, de 23 anos, é da Zona Norte de Belo Horizonte (Foto: Isabela Leite)

‘Espero que no futuro as mulheres possam tomar posse do que é seu’, diz a afrotransfeminista Giovanna Heliodoro

Desde o início da pandemia, especialistas alertam que as mulheres estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da crise gerada pela Covid-19. Por isso, na semana de 10 a 15 de agosto, Celina publica uma série de matérias e entrevistas em que 11 brasileiras — todas entre 18 e 24 anos, pertencentes a regiões e classes sociais diferentes — contam como veem o futuro de sua geração. Elas refletem sobre seus sonhos, preocupações e expectativas, revelando como o novo coronavírus atinge as vidas das jovens mulheres brasileiras. Leia a entrevista com Giovanna Heliodoro: A historiadora e comunicadora Giovanna Heliodoro, de 23 anos, mora na Zona Norte de Belo Horizonte. Mulher negra e travesti, ela pesquisa sobre questões de gênero e é afrotransfeminista. Há oito meses, Giovanna, que costumava trabalhar como freelancer, teve sua carteira assinada pela primeira vez e passou a atuar em uma empresa de marketing digital. No ...

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WINNIE BUENO (Foto: Ricardo Jaeger)

Uma perspectiva feminista negra para os direitos humanos

A historiografia dos Direitos Humanos é marcada por uma série de ausências no que diz respeito a participação das comunidades internacionais que não estão inseridas no contexto do norte global. A inscrição de outras vivências e experiências no cânone acadêmico da teoria dos direitos humanos é recente, sendo a mesma marcada pela perspectiva decolonial, a qual possibilitou um profícuo debate que deslocou a homogeneidade eurocêntrica a respeito da construção histórica dos Direitos Humanos. O marco da construção de uma perspectiva decolonial da gramática do direito se dá a partir das experiências dos países localizados no que é denominado enquanto Terceiro Mundo, uma alternativa ao conceito de biopolítica, cuja a gênese e centralidade se localiza nos Estados Unidos e na Europa (MIGNOLO,2017). Contudo, mesmo dentro da perspectiva decolonial, há ausências de percepções que deem conta das contribuições que as mulheres negras no contexto da diáspora rouxeram para a produção teórica e ...

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Ella Baker, a “mãe” do movimento por direitos civis (Foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

Quem foi Ella Baker, a “mãe” do movimento por direitos civis

Dizem que “por trás de um grande homem, existe sempre uma mulher”. No caso do movimento por direitos civis da década de 1960 nos Estados Unidos, liderado pelo pastor Martin Luther King Jr., essa mulher era Ella Josephine Baker. Defensora ferrenha da democracia, Baker promovia a organização popular e acreditava na habilidade dos povos oprimidos de advogarem por suas causas. “Ela é uma das maiores, não existe movimento por direitos civis sem Ella Baker. O amor de Ella por pessoas, pessoas negras, pessoas pobres, e sua grande suspeita de liderança messiânica e carismática… Ela queria que todas as vozes fossem ouvidas”, definiu o filósofo Cornel West em uma entrevista à revista Time. Conheça sua trajetória: Neta de uma mulher escravizada Nascida no dia 13 de dezembro de 1903, na Virginia, Baker era neta de uma mulher que foi escravizada. Sua infância foi marcada pelas histórias da avó: ela foi castigada ...

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