Artistas negros dominam o line-up do Festival de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz

Programação em homenagem à Nina Simone e Elza Soares, mulheres pioneiras na música e feminismo negro, começa no próximo dia 03 de agosto, em Ouro Preto, Minas Gerais.

A 21ª edição do Festival de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz, evento considerado um dos mais importantes em todo o mundo pela prestigiada revista norte-americana Down Beatum, destaca em sua programação gratuita cantores, músicos e instrumentistas negros, reforçando a importancia da afrodescendencia na formação da cultura e atual cena musical brasileira.

Para refletir as principais homenageadas desta edição – Nina Simone e Elza Soares -, mulheres que, segundo Ronaldo Fraga, diretor artístico do evento, são “duas representantes máximas do jazz mundial, mulheres pretas, sobreviventes da desigualdade, duas desbravadoras, dois vulcões, duas esfinges que construíram trajetórias únicas no grito, na voz, na poesia, na música e que se conectam em muitos aspectos”, o festival reuniu um time de peso dentre os principais representantes da cena musical negra brasileira.

No line-up, que acontece no período de 03 a 06 de agosto, constam o Mambo Jazz, com composições norte-americanas presentes no nosso imaginário jazzísticos mescladas com ritmos cubanos, afro-cubanos e brasileiros, Sílvia Gomes, com seu canto que promove a conexão e metabolismo com elementos do Afro, e Alma Thomas,  cantora, compositora, arranjadora e vocal coach nova iorquina, radicada no Rio de  Janeiro, que promete uma marcante mistura rítmica multicultural. 

Larissa Luz e Caio Prado também marcam presença com o show Tributo a Elza Soares, uma grande reverência à eterna voz do milênio que pretende empolgar o público ao celebrar a história e o legado da icônica cantora brasileira.

Amaro Freitas, um dos principais nomes brasileiros do jazz, irá apresentar composições que acenam para a diáspora africana, incluindo “Baquaqua”, que destaca a história raramente contada do africano Mahommah Gardo Baquaqua, “Vila Bela”, nome de um quilombo por Tereza de Benguela, “Nascimento”, dedicada ao Milton Nascimento e “Ayeye”, que significa celebração em iorubá, entre outras referências ao universo e contribuição cultural negra.

Nath Rodrigues, multi-instrumentista, cantora e compositora, que dedica seu trabalho à música brasileira instrumental, à canção e à pesquisa dos seu efeitos sobre o corpo-mente-espírito, o Afro Jazz, que se inspira na origem e contribuição negra do jazz, e o SambaPretoChoroJazz, com seu repertório social, artístico e estético, também integram a programação do festival.

Confira  a programação completa:

www.tudoejazz.com

+ sobre o tema

A barreira à ascensão dos dirigentes negros no alto escalão do futebol

Dominado por presidentes e executivos brancos, cúpula da bola...

Michelle mostra look afro-americano

Michelle mostra look afro-americano: depois de receber críticas por...

Piedad Córdoba: A despedida de uma lutadora incansável pela paz.

En el día de ayer fallecío la senadora colombiana...

para lembrar

Curta sobre a vida de universitários africanos em Floripa na UFSC

No dia 27 de maio, terça-feira ás 19h, aconteceu...

Paula Brito: Editor, Poeta e Artífice das Letras

Paula Brito foi o grande editor negro do século...

De Donga a Diogo Nogueira, 100 anos de samba

Com direção de Gustavo Gasparani, o musical ‘Sambra’ estreia...

Quais foram os colonizadores da África?

  Vários países da Europa participaram da partilha do continente...
spot_imgspot_img

Mostra Competitiva Adélia Sampaio recebe inscrições de filmes de mulheres negras até 16 de junho

A 6ª edição da Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia Sampaio está com inscrições abertas para filmes dirigidos por mulheres negras de todo o...

iAMO lança seu programa de residência artística audiovisual durante Festival de Cannes

O Instituto Audiovisual Mulheres de Odun (iAMO), presidido pela cineasta Viviane Ferreira, anuncia na sexta-feira, 17 de maio, o lançamento do seu Programa de...

Inéditos de Joel Rufino dos Santos trazem de volta a sua grandeza criativa

Quando faleceu, em 2015, Joel Rufino dos Santos deixou pelo menos dois romances inéditos, prontos para publicação. Historiador arguto e professor de grandes méritos, com...
-+=