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As colônias portuguesas: independência tardia

Um a um, todos os Estados africanos conquistaram a independência, com exceção das colônias portuguesas Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. A África do Sul também constituía um caso à parte, em função do regime de segregação racial, o apartheid, que vigorava no país.

As possessões portuguesas estavam entre as mais antigas da África, e foram também as que duraram mais tempo. Os três Estados só chegaram à independência nos anos 70, depois da morte do ditador Antonio Salazar, que governou Portugal entre 1932 e 1970.

Moçambique, uma das nações mais pobres do planeta, foi a que permaneceu mais tempo sob domínio colonial: de 1505, quando os portugueses se apossaram de seu litoral, até 1975. O movimento nacionalista surgiu na década de 50 e ganhou impulso em 1962, com a criação da Frente de Libertação de Moçambique, a Frelimo, de linha marxista, liderada por Eduardo Mondlane. Através da tática de guerrilha, a Frelimo adquiriu em 64 o controle de todo o norte da colônia. Mondlane seria assassinado em 69, no exílio, e substituído por Samora Machel. Depois da morte de Salazar, em 1970, as derrotas de Portugal nas colônias africanas foram ampliando a insatisfação entre os militares portugueses. O processo político em Lisboa resultou na Revolução dos Cravos, em abril de 1974, que reinstaurou a democracia no país.

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