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Desatando nós: Intelectuais Negras

Desatando nós: Intelectuais Negras

Olho pro meu corpo sinto a lava escorrer
Vejo o próprio fogo não há força pra deter
Me derreto tonta, toda pele vai arder
O meu peito em chamas solta a fera pra correr

(trecho de Pra fuder, do álbum A mulher do fim do mundo, de Elza Soares)

Do FeminAGEM

Tendo Elza Soares como trilha sonora de um processo que ainda não sei ao certo se foi de libertação ou transição (talvez um seja caminho para o outro), encaramos esse projeto que não poderia ter sido menos intenso. Cantarolado pela Mulher do Fim do Mundo, um semestre acadêmico que para todo estudante universitário é motivo de tensão, para nós trouxe plenitude e autoconhecimento.

“Intelectuais Negras: saberes transgressores, escritas de si e práticas educativas de mulheres negras” é uma disciplina que emerge em um ambiente acadêmico ainda sedento por perspectivas latinas, afro-brasileiras e femininas. Giovana Xavier é a intelectual que ministra o curso, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nele, ela não só apresenta o trabalho de mulheres talentosas, porém constantemente invisibilizadas, mas também oferece espaço para que as obras delas sejam discutidas, estudadas e principalmente vivenciadas pelos alunos e alunas, que aos poucos vão se tornando um núcleo em que a sororidade e a cumplicidade são a chave para o sucesso da disciplina.

Uma das propostas do curso é justamente proporcionar aos alunos vivências através da obra e história de cada artista estudada. Dessa forma, cada grupo se encarregou de uma intelectual em especial. Nosso quinteto foi responsável por Rosana Paulino, artista plástica renomada que tem como foco em seu trabalho refletir o espaço ocupado pela população negra e, particularmente pela mulher negra na sociedade brasileira.  Através disso, ela constrói uma crítica às opressões e ao silenciamento por elas encarados.

Rosana Paulino (Foto: O Globo)

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