Grupo Pedras Negras – GPN

O Grupo Pedras Negras (GPN) foi um coletivo de instituições de cidadania ativa que realizou seu primeiro encontro oficial em 2007, na perspectiva de compartilhar sonhos, análises e dúvidas diante dos novos desafios e responsabilidades que se colocavam para essas insituições. Até março de 2011, quando aconteceu o último encontro do Grupo, foram realizadas diversas discussões com esse intuito. essa publicação reúne boa parte da sistematização desses debates e encaminhamentos, com o objetivo de colaborar na construção de uma nova perspectiva que se coloca para as organizações de cidadania ativa, especialmente após a crise econômica mundial de 2008, e de uma participação maior do Brasil no cenário econômico internacional.

O GPN se constituiu a partir de uma demanda que a Oxfam Novib fez ao Instituto Brasileiro de Análises Sociais e econômicas (Ibase) para ajudar a pensar o papel da Oxfam Internacional no Brasil. essa demanda se transformou em um pedido do Ibase a um grupo de parceiros no campo das organizações brasileiras de cidadania ativa para analisar conjuntamente tanto a Oxfam Internacional, quanto o próprio futuro e o papel da cooperação internacional no Brasil.

Na linha do tempo que abre essa publicação, traçamos, além dos encontros e dos pontos debatidos em cada um deles, os momentos de discussões que o GPN realizou com a Oxfam e com o governo federal na perspectiva de construção de um fundo autônomo para as instituições.

Na sequência, mostramos o Acordo Programático do GPN, apresentado pela primeira vez em março de 2009 em Haia, na Holanda. O documento direcionou todas as ações do Grupo, levando em conta as convergências entre as instituições participantes.

Para compreender a necessidade do GPN, o terceiro capítulo faz um lavantamento histórico da formação do Grupo, de sua relação com a Oxfam Novib e quais as diretrizes traçadas para o GPN ao longo de sua história. Dando continuidade a esse processo de discussão do GPN, o capítulo seguinte apresenta os novos desafios para as organizações de cidadania ativa no Brasil, seguido de um texto de reflexão sobre a crise global.

O penúltimo capítulo traça a necessidade de construção de um fundo autônomo para as organizações e mostra o debate gerado sobre essa temática ao longo do GPN. Já o último capítulo traz toda a discussão realizada no último encontro do GPN, realizado em março de 2011. O acúmulo desses mais de dois anos são colocados no papel e discutidos por um grupo ampliado de organizações. O resultado está disponível, na íntegra, nessa publicação.

Nos anexos selecionamos cinco documentos. O primeiro, um estudo realizado a pedido do GPN sobre critérios de credenciamento de insituições para Fundos Autônomos em sete países. O segundo, um texto sobre as ideias do Grupo. Um terceiro anexo é uma reflexão sobre a questão ambiental, seguido de um texto sobre a retomada do debate sobre o desenvolvimento brasileiro. Os dois artigos que fecham os anexos foram publicados pela primeira vez no periódico Le Monde Diplomatique Brasil e são reproduzidos aqui pela pertinência com o tema. essa publicação é um convite ao debate sobre a situação das organizações de cidadania ativa e sobre o desenvolvimento brasileiro.

 

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