quarta-feira, julho 6, 2022
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Nenhum dos 13 governadores eleitos no 1º turno é mulher

Apenas 51 deputadas federais foram eleitas, o que representa 9,9% dos 513 eleitos para a Câmara

As três candidatas à Presidência da República receberem mais de 67 milhões de votos, o equivalente a 64,5% dos votos válidos na eleição de domingo.

Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Luciana Genro (PSOL) ficaram respectivamente em primeiro, terceiro e quarto lugar, em uma disputa com mais oito homens.

O bom desempenho na corrida presidencial, no entanto, não se repete nos demais pleitos.

No caso do Congresso Nacional, os brasileiros elegeram apenas 51 deputadas federais mulheres, o que representa 9,9% dos 513 eleitos para a Câmara. O número representa apenas uma pequena melhora em relação a 2010 (45 eleitas). Dos 27 novos senadores, cinco (13,6%) são do sexo feminino.

Nas eleições para governador, as vitórias masculinas foram ainda mais predominantes. Entre os 13 eleitos no primeiro turno, nenhum é mulher.

Outros 14 governadores ainda serão escolhidos no segundo turno, mas apenas em Roraima há uma candidata na disputa.

E a única mulher ainda com chances de se tornar governadora é uma candidata de última hora que está concorrendo porque teve que substituir o marido, considerado “ficha suja” pela legislação eleitoral.

Suely Campos (PP) entrou na disputa em setembro deste ano, a menos de dois meses da eleição, depois que o candidato Neudo Campos (PP) teve o registro de candidatura negado duas vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

É certo, portanto, que haverá uma redução no número de governadoras no próximo ano. Atualmente, há duas no cargo: Roseana Sarney (PMDB-MA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Nenhuma delas estava concorrendo dessa vez.

Cotas
Do total de 176 candidatos ao cargo de governador nesta eleição, apenas 11,4% eram mulheres.

A legislação atual exige que no mínimo 30% do total de candidatos sejam do sexo feminino, mas os partidos cumprem a cota indicando candidatas principalmente para as eleições aos cargos de deputado federal e estadual.

O número de eleitas, porém, não chega a esse percentual nem no Congresso. Feministas ativistas e acadêmicas ouvidas pela BBC Brasil dizem que as candidaturas femininas recebem menos apoio dos partidos e, por isso, acabam sendo menos competitivas.

Proporcionalmente, a região Norte foi a que elegeu mais mulheres. Elas são 15 dos 65 eleitos pelos estados da região, ou seja, 23% do total. Já a região Sul é a que apresenta percentual mais baixo de deputadas eleitas (6,5%), seguida de perto pelo Nordeste (6,6%). Os índices para o Sudeste e o Centro-Oeste são, respectivamente, 9,5% e 9,8%.

No caso do Senado, a nova eleição aumentará a bancada feminina em apenas uma parlamentar. Dos 27 novos senadores, cinco são mulheres: Kátia Abreu (PMDB-TO) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE) foram reeleitas. Duas atuais deputadas vão substituir senadoras. Rose de Freitas (PMDB-ES) entrará no lugar de Ana Rita (PT-ES), enquanto Fátima Bezerra (PT-RN) ocupará o posto de Ivonete Dantas (PMDB-RN).

A quinta eleita é Simone Tebet (PMDB-MS), que é filha de Ramez Tebet, senador de dois mandatos e presidente do Senado entre 2001 e 2003. Com isso, serão 11 mulheres no Senado, apenas 13,6% dos 81 senadores.

balancomulhereseleitasthinkstockbbcMulheres serão apenas 10% dos deputados e 13,6% dos senadores no novo Congresso eleito para 2015

Fonte: Terra

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