sábado, novembro 26, 2022
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Os docentes não contribuem para o conhecimento da cultura africana

Resumo 

O desconhecimento sobre África vem também pelo desinteresse dos docentes, que atingem fatores extremos e recuso a sua própria identidade, um dos motivos do desinteresse em abordar assuntos reais sobre a história da África é o preconceito e a religião de cada docente e a gestão escolar, gestão essa em que na maioria dos casos, não encaram o estudo da história de seus descendentes como disciplina obrigatória, mesmo ela estando sendo reconhecida pela Lei 10.639/03, prejudicando assim o conhecimento e a construção de uma cultura colonizada.

por Fabiano Correia de Araujo via Guest Post para o Portal Geledés

Imagem: Alamy

RESUME 

Lack of knowledge about Africa is also the disinterest of the teachers who reach extreme factors and refuse its own identity, one of the reasons for disinterest in addressing real issues on the history of Africa is the prejudice and religion of each teacher and school management, management such that in most cases, do not view the study of the history of his descendants as a compulsory subject, even though she was being recognized by Law 10.639 / 03, thus hampering the knowledge and the construction of a colonized culture.

Introdução 

Relatar sobre o tema história da África em sala de aula, encaramos algumas dificuldades, mas abordava o tema quando ministrava aulas. Preparar conteúdos sobre continente africano e compartilhar com os educandos em sala de aula é prazeroso, mesmo com as barreiras existentes.

Apesar da 2 obrigatoriedade do ensino de história da África na sala de aula ainda existem resistências por alguns educandos e do próprio corpo docente devido principalmente à religião de cada um, causando intransigência, quando deparados com a cultura africana, causando polêmicas em sala de aula e o não apoio da equipe gestora escolar. Mesmo com a recusa, ainda sim conseguimos por insistência chegar a um lugar magnifico de riqueza em conhecimento e cultura para que as barreiras culturais sejam quebradas com o esclarecimento do tema história da África.

Hoje, certamente as pessoas que admiram algo sobre o continente africano somente quando compartilham informações sobre o tema através dos noticiário fazendo julgamentos euro centristas, quaisquer publicação, seja em jornais revistas e ou rede sociais, são motivos para se colocar contra as ideias de tolerância ao racismo. 

Todo o estudante de qualquer licenciatura possui em sua na grade curricular a disciplina História Geral da África, mas depois de formados não aplicam a disciplina no seu cotidiano como educador, renegando sua descendência. Os docentes não contribuem para o conhecimento da cultura africana

Minhas palavras 

Por muito tempo ministrando aulas em escolas estaduais da periferia de São Paulo com instrumentos de trabalho precários, utilizando como único recurso lousa e giz, iniciava as aulas escrevendo a palavra África em letras garrafais, independentemente da desordem da sala os educandos paravam e me encaravam, devido a estranheza da palavra disseminavam a seguinte pergunta: África, o quem tem?

Ao perguntar aos educandos, qual o conhecimento ou o que entendiam sobre a cultura africana, obtive como resposta os absurdos que lhe foram informados somente pela mídia, sem fundamentos e ou verdade, os educandos tinham como conceito que a cultura africana era baseada em religião onde usaram o termo “macumba”, e pela fome que hoje assola o continente africano.

Para desconstruir essa visão 3 errônea sobre a cultura africana, eram criados debates em sala de aula, e o mais interessante, informar corretamente e simplesmente o que realmente significa, e o que é a cultura afro descendente, criando assim uma imagem perante aos alunos não somente de o professor de história e sim o professor de Cultura Africana.

Um fato interessante é que a dificuldade de se trabalhar sobre o tema África se dá principalmente por causa da religião e por falta de informação, cerca de 80% da população é de origem mulçumana, uma religião que se baseia no velho testamento bíblico, que é utilizado por mais de 2.000 religiões.

A falta de conhecimento sobre o continente não é culpa dos alunos, mas sim pelo descaso apresentado pelos docentes, é preferível abordar assuntos em que os alunos possuem um prévio conhecimento, ao invés de levar o educando a um mundo novo, conhecer o desconhecido, em relação aos seus próprios descendentes. Os docentes não contribuem para o conhecimento da cultura africana

Você ja leu?

Bibliografia 

Araujo, F. C. (12 de 12 de 2015). Especialista. (Professor, Artista) São Paulo, São Paulo, Brasil.

Fanon, F. (05 de 10 de 2009). Mascaras Negra Pele Brancas. Mascas Negras Pele Brancas. São Paulo, SP, Brasil: EUFB.

obrigatoriedade do ensino de hitória da África na sala de aula., 10.639 (Diário Oficail da União .Brasilia DF. 10 de 01 de 2003).


1 Fabiano Correia de Araujo.

2 (obrigatoriedade do ensino de hitória da África na sala de aula., 2003)

3 (Fanon, 2009)

** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do PORTAL GELEDÉS e não representa ideias ou opiniões do veículo. Portal Geledés oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.
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