Osaka conquista Australian Open e chega ao 4º título de Grand Slam

Enviado por / FonteDa Folha de S. Paulo

A tenista japonesa Naomi Osaka, 23, confirmou o favoritismo sobre a americana Jennifer Brady, 25, e sagrou-se campeã do Australian Open neste sábado (20), ao vencer a decisão por 2 sets a 0 (6/4 e 6/3).

Com autoridade, Osaka dá mais um passo importante como protagonista do tênis na atualidade e também como nome destinado a estabelecer grandes marcas no esporte.

A atleta mais bem paga do mundo —a Forbes estimou seus rendimentos em US$ 37,4 milhões, ou R$ 201 milhões, em 2020— e voz de destaque nas causas antirracista e de igualdade de gênero também é um fenômeno em quadra.

A japonesa já soma quatro títulos em torneios de Grand Slam, em quatro finais disputadas. Esse foi seu segundo na Austrália (também ganhou em 2019). Além disso, acumula dois troféus do US Open (2018 e 2020). Das 7 conquistas da carreira, 4 foram obtidas nos principais palcos do tênis, e todas as vezes em que ela chegou às quartas de final de um Slam, terminou a campanha vitoriosa.

Um desafio para a temporada 2021 será repetir o desempenho da quadra dura nos grandes torneios da Europa, Roland Garros (saibro) e Wimbledon (grama), onde nunca passou da terceira rodada.

Dezesseis tenistas na era profissional do circuito feminino (desde 1968) ganharam quatro ou mais taças de Slam em simples. Entre as atletas ainda em atividade, Osaka agora fica atrás apenas das 23 de Serena Williams, 39, e das sete de Venus Williams, 40. Até então, ela tinha os mesmos três títulos da alemã Angelique Kerber, 33.

Ainda que haja uma pulverização de campeãs nos últimos anos, Osaka desponta como a principal força do presente e do futuro da modalidade.

A japonesa, que já foi número 1 e assume a vice-liderança do ranking no lugar da romena Simona Halep (a atual líder é a australiana Ashleigh Barty), tornou-se a primeira a vencer suas quatro primeiras finais de major desde Monica Seles, nos anos 1990.

A campeã soma 14 triunfos consecutivos em Slams, emendando as conquistas nos EUA e na Austrália, algo que já havia feito em 2018-2019. Ela não disputou Roland Garros no ano passado, cuja edição excepcionalmente foi adiada para depois do US Open por causa da pandemia de Covid-19.

Desde a retomada do circuito após a paralisação provocada pelo coronavírus, em agosto, Osaka ganhou 21 jogos e desistiu de dois antes de entrar em quadra. Sua última derrota em ação foi em fevereiro de 2020.

A caminhada rumo ao título em Melbourne teve as vitórias mais expressivas nas oitavas de final, quando precisou salvar dois match points contra a espanhola Garbiñe Muguruza, e ao dominar Serena Williams nas semis.

Naomi Osaka na final do Australian Open 2021 (Foto: Loren Elliott/Reuters)

A decisão deste sábado não foi marcada pelo melhor nível de ambas as tenistas, que tiveram 48% de aproveitamento dos primeiros serviços.

Mas enquanto no primeiro set os erros estiveram distribuídos de forma parecida dos dois lados, e Brady conseguia se manter na partida, no início da segunda parcial a japonesa se impôs e viu a americana sair totalmente de foco, abrindo 4 a 0.

Brady tentou voltar para o jogo ao devolver uma das quebras, mas Osaka voltou a sacar bem e fechou a segunda parcial com relativa tranquilidade.

Ganhou quem errou menos e teve mais experiência para controlar os momentos tensos. Enquanto a americana cometeu 31 erros não forçados e acertou 15 bolas vencedoras, a japonesa marcou 24 e 16 nessas estatísticas. Se não brilhou, mostrou eficiência nos momentos decisivos e teve tranquilidade para atuar no papel de favorita.

“Eu não joguei meu último Grand Slam com os fãs, então ter essa energia significa muito”, disse Osaka para os cerca de 7.500 espectadores que puderam comparecer à final em Melbourne. “Muito obrigada por terem vindo. Sinto que jogar um Grand Slam é um superprivilégio agora, algo que não podemos menosprezar.”

A americana, que fez sua estreia em finais desse porte, ganha 11 posições no ranking e passa a ser a 13ª colocada.

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