quarta-feira, setembro 23, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Frantz Fanon'

    JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos

    Jacques d’Adesky lança livro no Rio de Janeiro

    ‘Percursos para o Reconhecimento, Igualdade e Respeito’, de Jacques d'Adesk, será lançado na livraria da Travessa, Rio de Janeiro hoje  JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos "Ainda que o fio condutor deste livro remeta à abordagem teórica do reconhecimento de Axel Honneth e à perspectiva multicultural dialógica formulada por Charles Taylor, o livro apoia-se numa interlocução com intelectuais e universitários do Movimento Negro, sobre temas como justiça social, diversidade, igualdade de oportunidades, racismo e reconhecimento. Nesse contexto, o livro aponta que a despeito das políticas públicas de ação afirmativa brasileira que têm proporcionado avanços no campo do ensino superior, no início deste século XXI, as populações afrodescendentes permanecem no patamar mais baixo da escala social, não tendo o pleno poder de enunciação bem como o igual acesso ao poder político.” conta Jacques d’Adesky   CAPA LIVRO JACQUES DIVULGAÇÃO Confira depoimento sobre o livro:   “A trajetória intelectual de Jacques d’Adesky ...

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    JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos

    “A intolerância pode se tornar nos próximos anos um inimigo comum” , diz Jacques d’Adesky

    O mais novo livro de Jacques d’Adesky, Percursos para o Reconhecimento – Igualdade e Respeito –se torna urgente com seu resgate histórico e consistente do período da escravatura ao início do século XXI, com uma série de provocações que nos apontam novas alternativas para as questões étnico - raciais brasileiras. Com linguagem clara e simples, o doutor em Antropologia Social pela USP e licenciado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, retoma o pensamento de ícones como por Léopold Sédar Senghor, Aimé Césaire e Frantz Fanon, dialogando com a atualidade sobre racismo e as práticas coloniais. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Jacques d’Adesky discute o poder de emancipação da população negra e a possível “via libertadora das mentalidades de subserviência geradas pela escravidão e colonização”. O intelectual aponta ainda que mesmo diante da vigente intolerância no Brasil, não há motivos para desanimar. [caption id="attachment_138708" align="aligncenter" ...

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    Cartaz Divulgação

    “Preto”, uma peça preta

    Pode algo “ser” preto? Pode uma determinação explicar um ser? Pode uma pessoa ser preta? A resposta é não e sim. A peça (de teatro) “Preto”, da Companhia Brasileira de Teatro, dirigida por Márcio Abreu, com dramaturgia dele, de Grace Passô e Nadja Naira, vai a fundo com o questionamento sobre o que significa “ser preto” no Brasil a partir, predominantemente, do “ser preta”. O carro-chefe da peça são narrativas, reflexões e performances sobre racismo, violência cotidiana, empatia e a posição da “mulher preta” no Brasil, uma construção contextualizada, em conexão com a questão abstrata por trás do racismo: da redução e reificação de pessoas a um tipo de identidade, a “ser preto”. por Thiago Aguiar Simim para o Portal Geledés Cartaz Divulgação / Companhia Brasileira de Teatro “Preto” trata o racismo no Brasil pela perspectiva da “mulher preta lésbica”, como sujeito revolucionário, como ponto de partida ...

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    Faxineira brasileira palestrará para doutores norte-americanos

    A mineira Alline Parreira narrará sua história de vida em primeira pessoa na Cuny University, em Nova Iorque, na semana que vem. Evento será transmitido online Por Tássia di Carvalho para o Portal Geledés  Imagem enviada para o Portal Geledés Nem todo conhecimento vem de livros, e Alline Parreira, 27 anos, é a prova viva disso: Nascida no sertão mineiro, no Município de Manga, adotada ilegalmente na barriga de sua mãe biológica por uma mulher intersexual. Adotada novamente aos três meses de idade por uma mulher branca idosa. Alline seguiu, pobre, preta, lutando contra racismo e preconceito na construção de seu gênero e da sua aceitação identitária como mulher negra sem referência racial em sua família adotiva. Ela tem muita história para contar, e no próximo dia 15, às 19h, narrará sua trajetória em primeira pessoa em uma palestra documental inovadora, mesclando poesia, oralidade e projeções de sua trajetória de Manga ...

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    Foto: Getty Images/Arquivo

    Uma quilombola brasileira em Harvard: reflexões sobre estigma e autoestima

    No final do ano passado, recebi de uma amiga e companheira militante do Movimento Negro Unificado, a advogada Margareth Ferreira, uma mensagem contendo uma chamada de seleção de trabalhos para participar de um workshop de teses no Instituto de Pesquisas Afro-Latino-Americanas em Harvard.   Entrei no site e vi os critérios para seleção, que consistiam em envio do resumo da tese e uma carta do orientador falando sobre o trabalho. Fiquei pensando logo nos impedimentos com relação à língua, pois não sou fluente em inglês, mas li que os trabalhos poderiam ser enviados nas três línguas: português, inglês e espanhol. Primeira barreira, rompida. Então pensei: “Por que não?” Entretanto um complexo de inferioridade ainda falava lá dentro de mim: “Eu em Harvard?” E, por outro lado, uma voz dizia: “Vai! Por que não?” Havia também meu companheiro reforçando o lado positivo, é claro, incentivando-me a enviar o resumo. O lado ...

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    Reprodução/ Marvel

    Žižek: Dois Panteras Negras

    Há tempos esperávamos por um filme como "Pantera Negra", mas "Pantera Negra" não parece ser o filme pelo qual esperávamos... ou será que é? * ARTIGO ENVIADO PELO AUTOR DIRETAMENTE PARA SUA COLUNA NO BLOG DA BOITEMPO. A TRADUÇÃO É DE ARTUR RENZO Por Slavoj Žiže, do  Boitempo   Reprodução/ Marvel Há tempos esperávamos por um filme como Pantera Negra, mas Pantera Negra não parece ser o filme pelo qual esperávamos… ou será que é? O primeiro sinal de alerta que indica que estamos em terreno ambíguo é o fato de que o filme foi recebido com entusiasmo praticamente de ponta a ponta no espectro político: dos partidários da emancipação negra que viram nele uma importante afirmação hollywoodiana de representatividade e valores de empoderamento negro, passando por liberais de esquerda mais modestos que simpatizaram com a resolução razoável do enredo (educação e ajuda, ao invés de luta), até chegar a adeptos ...

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    Tiago Leifert está errado. Representatividade importa

    Onde estão os negros? Os indígenas? As mulheres? Os gays e lésbicas? Quem nos representa? Quem nos tira da invisibilidade? Por Pai Rodney , da Carta Capital  Foto: Reprodução/Globo “Deixa eu falar a real. Ninguém aqui fora deu procuração para vocês representarem ninguém aí. Sem essa de representatividade, que isso não leva a nada.” Será mesmo, Tiago Leifert? Deixa eu te perguntar um negócio: em nome de quem você diz isso? Será mesmo que ninguém se identifica com seu discurso, com sua postura, com seu jeito, com sua cor, com sua orientação sexual? Será que você é o único indivíduo no planeta que não se define como um complexo de relações sociais? Vive isolado, fora da realidade, sem cultura, sem comunicação? Será, Leifert, que você realmente não representa ninguém? Será mesmo que não há nenhum interesse representado nesse seu discurso? A televisão faz pesquisas, escreve roteiros, faz edições, cria celebridades, angaria patrocinadores, movimenta ...

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    (Foto: Daniel Bockwoldt - 25.mai.17/dpa/AFP)

    O lumpenradicalismo e outras doenças da tirania, por Achille Mbembe

    Do fim do período colonial ao começo dos anos 1990, a maioria dos africanos viviam sob regimes civis ou militares, capitalistas ou socialistas, os adjetivos pouco importam. Eram regimes geralmente de partido único cujo líder era um tirano, isso porque a descolonização dificilmente abriu caminho para a democracia. Na África austral, onde os europeus estabeleceram colônias de povoamento nas diversas fases da longa expansão imperialista, a segregação racial era a lei. Os negros simplesmente não eram sujeitos políticos de direito, e todo o resto se desprendia desse princípio fundamental. Após a queda do muro de Berlim, importantes movimentos contestatórios, essencialmente conduzidos por uma coalização heteróclita de forças autóctones, levaram a uma relativa liberação do campo político, ao fim dos partidos únicos e à sustentação de nossas economias nos princípios do mercado. Isso acontecia à medida em que declinava e desaparecia o comunismo na Europa do Leste, antes daquilo que chamaríamos ...

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    Cotas raciais: além da pele negra, a conscientização

    Nós não podemos pensar em nos unirmos com os outros até que sejamos primeiro unidos entre nós.     Malcolm X  por Ricardo Alexandre da Silva Corrêa via Guest Post para o Portal Geledés Uma das características perversas da classe dominante brasileira é a difusão do pensamento de que os negros são os responsáveis pela situação marginal em que a maioria se encontra e, por essa razão, qualquer medida oriunda do Estado para alterar esse aspecto não tem justificativa aceitável. Discordando desse pensamento, assumo a lógica do sociólogo Pierre Bourdieu ao esclarecer que análises sociológicas precisam emergir de uma visão holística, pois nada que não seja imaginário existe sem um complexo de relações. Sendo assim, algumas perguntas são inevitáveis: o período escravista foi somente um detalhe na história do Brasil? Quiçá, uma obra do acaso sem efeitos posteriores? Para avançarmos neste debate, pretendo provocar reflexões acerca das cotas raciais como elementos que ...

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    Quem controla os silêncios? (resposta a Daniela Thomas)

    *Esse texto foi originalmente escrito em resposta ao texto de Daniela Thomas no site da Piauí. Não pude publicá-lo lá porque os responsáveis  acharam que seria justo que minha resposta fosse do tamanho do texto de DT. Acabei escrevendo outro, obedecendo ao limite proposto por eles, que está publicado no blog da revista em http://piaui.folha.uol.com.br/o-movimento-branco/  no Blog do Juliano Gomes Reprodução O debate ao qual Daniela Thomas se refere em seu texto O lugar do silêncio está agora online quase na íntegra. A ordem de postagem dos vídeos está um pouco confusa mas, dado o interesse pelo fato, contamos com material para melhor perceber este momento que tocou a imprensa brasileira no 50º Festival de Cinema de Brasília. Pela menção direta ao meu nome, resolvi publicar uma resposta ao texto e me ater mais ao acontecimento do que ao filme, sobre o qual já escrevi texto crítico para a Cinética, que ...

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    Stephanie Ribeiro: Minha arrogância te ofende? Prefiro ser arrogante, que ser humilde num país racista

    Colunista Stephanie Ribeiro questiona o fato de que as mulheres que se arriscam a dizer não são consideradas arrogantes Por Stephanie Ribeiro, do BLACKGIRLMAGIC Maya Angelou: "Minha arrogância te ofende? Não leve isso tão a sério..." (Getty Images) Estava circulando nas minhas redes sociais e me deparei com uma matéria sobre a atriz Tais Araujo. Comecei a ler e vi que nos comentários havia uma série de elogios a ela, mas também pessoas a chamando de "metida", "prepotente" etc. Algumas dessas “opiniões” enfatizavam o fato de ela ter se negado a comer um nhoque de abóbora num programa de TV, como justificativa para conclusões sobre sua personalidade. Um NÃO dito com muita educação e respeito seria realmente um motivo para entendermos que ela é arrogante? Quantas vezes ao dia dizemos NÃO? Ou quantas vezes deixamos de comer algo simplesmente por não gostar do sabor? Eu, por exemplo, não suporto bife de fígado - e realmente ...

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    Negro drama

    Ser homem negro no Brasil é conviver com uma série de estereótipos, que envolvem gênero, raça e classe social. Discutir isso é reiterar a noção básica de que ninguém é uma coisa só Por Carolina Ito Do Revista Trip Colocar uma lupa sobre a maneira como homens negros experimentam sua masculinidade não é uma tarefa simples. O tema ainda é tabu. “É um debate que tem se encaminhado aos poucos, as mulheres estão anos-luz da gente”, diz Caio César, estudante de geografia. A hipersexualização do corpo negro, a idealização do “negão” bom de cama, selvagem e viril é um dos estereótipos que acompanham o ideal da masculinidade do homem negro. “Não somos o padrão de beleza, nem o padrão de racionalidade e muito menos o padrão de homem de família. Então, se enquadrar nesse estereótipo muitas vezes é o que nos resta”, conclui Caio, sobre como a idealização também age como ...

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    Grada Kilomba é a artista que Portugal precisa de ouvir

    Escritora e artista portuguesa a residir em Berlim, é um nome cada vez mais celebrado na arte contemporânea. Em Outubro apresenta as suas primeiras exposições individuais em Portugal. Vamos ouvir Grada Kilomba – e isso é olhar de frente para a história colonial, é olhar de frente para nós. Por MARIANA DUARTE, do PÚBLICO Na Galeria Municipal da Avenida da Índia, Lisboa, apresentará a primeira individual em Portugal, A Língua Mais Bela/ The Most Beautiful Language, de 26 de Outubro a 4 de Março ZE´ DE PAIVA   “Vieram ter comigo e disseram: ‘mas como é que aqui em Portugal não se sabe quem tu és?’” Grada Kilomba é a artista que Portugal precisa de ouvir, mas a quem Portugal andou a prestar pouca atenção durante demasiado tempo. Escritora, professora e artista portuguesa a residir em Berlim, é um nome cada vez mais requisitado e celebrado nos circuitos internacionais de arte contemporânea, mas ...

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    O desmonte da universidade pública e branqueamento cultural: outra estratégia do genocídio

    O branqueamento cultural como complemento do genocídio é um ponto de partida interessante para compreender os ataques ao direito à educação materializados pela operação de desmonte das universidades públicas estaduais e federais em curso e cujas consequências já são sentidas com maior intensidade pelos setores mais excluídos Por: Andréia Moassab, Marcos de Jesus e Vico Melo, do Le Monde Diplomatique Sem dúvida, as contribuições de Abdias Nascimento, intelectual e político negro brasileiro, são de fundamental importância à formulação de um quadro mais geral de interpretação a respeito dos retrocessos sociais acelerados pelo golpe civil-parlamentar travestido de impeachment em 2016. Abdias não se limitou a constatar o mais óbvio da violência que recai sobre grupos historicamente marginalizados como o das pessoas negras, a seletividade do direito penal ou sua exclusão do mercado de trabalho, por exemplo, mas almejou descrever e teorizar as artimanhas e as nuances de um poder cujas engrenagens se ...

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    Capa do livro 'Políticas da Inimizade' (Foto: Divulgação/Antígona)

    Saiu “Políticas da Inimizade” de Achille Mbembe

    Ao terem fomentado miséria e morte à distância, longe dos olhos dos seus cidadãos, as nações ocidentais temem agora o reverso da medalha, num desses piedosos actos de vingança exigidos pela lei da retaliação. Para se protegerem de tais instintos de vingança, servem-se do racismo como lâmina afiada, suplemento venenoso de um nacionalismo esfarrapado. Num mundo que ergue fronteiras de arame farpado e em que o estigma do estrangeiro se inscreve a ferro e fogo no quotidiano, Políticas da Inimizade é um lúcido ensaio sobre a hostilidade e as formas que ela assume nas sociedades contemporâneas. Retrocedendo, na senda de Frantz Fanon, à tirania dos regimes coloniais e esclavagistas como semente da inimizade global contemporânea, Achille Mbembe analisa os vectores desta violência planetária – que se manifesta na ressurgência de nacionalismos atávicos, na guerra contra o terrorismo, sacramento da nossa época, e num racismo de Estado que, a pretexto da defesa ...

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    Carta aberta aos negros e negras que lutam pelo fim da escravidão do pensamento

    Não nos contaram nos bancos escolares, nem nas cadeiras da academia a história do nosso povo. O que contam do nosso povo é que fomos escravizados. E ao contar, contam com o olhar de quem se debruça na sacada da Casa Grande. Quando contam nossa história é de uma perspectiva embranquecida que nos mantem numa posição inferior. Até a vitória contra a escravidão retiraram de nós. Princesa Isabel recebe as glórias, mas quem as merecia era José do Patrocíneo, André Rebouças, Luiz Gama, Dandara, Luíza Mahin… Por Lucas Veiga Do Revista Fórum A FORÇA DO NOSSO POVO E A REAÇÃO BRANCA Vocês sabiam que a civilização egípcia, uma das mais antigas e imponentes civilizações, era composta por negros? Vocês sabiam que os negros do Egito construíram as Pirâmides antes de Pitágoras formular o teorema? Sabiam que gregos iam muito ao Egito em busca de conhecimento? Sabiam que as bibliotecas egípcias foram ...

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    Reflexões Sobre Racismo e Saúde Mental

    Curso: Reflexões Sobre Racismo e Saúde Mental Da Unifesp EMENTA: Este curso se constrói no âmbito das ações afirmativas e assistência estudantil, visando dar respostas contundentes e profícuas às situações institucionais que envolvem principalmente práticas racistas e sexistas junto ao corpo discente. Desta forma, a ementa deste curso invoca temas conhecidos ressignificados num amplo e novo debate e enfoque. Discutiremos assim o impacto da história da escravidão no imaginário social e nos processos civilizatórios e indenitários. Abordaremos temas conceituais como raça/etnia, grupo étnico, etnicidade, racialismo, entre outros, além da representação social que negros e não negros da educação e socialização para compreender as diferenças. Daremos ênfase à produção sobre racismo e saúde mental, numa releitura de autores como Frantz Fanon e Alberti Memmi. O sofrimento ético-político: inclusão perversa e humilhação, raça/racismo no contexto das ciências e profissões voltadas ao atendimento à saúde mental. A organização da população negra, a intervenção ...

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    Reivindicando o espaço para nos chamarmos Feministas Africanas

    Apresentação e suplemento à tradução do texto de Minna Salami “Uma breve história do feminismo africano” Por Âurea Mouzinho Do Ondjango Feminista “O Feminismo não é africano e é uma importação ou moda que as algumas mulheres africanas apanharam do ocidente”. Esta é uma das críticas mais comuns feitas às mulheres africanas que escolhem afirmar-se como feministas. Sem fugir à regra, a criação do Ondjango Feminista, trouxe à baila os mesmos argumentos, com o objectivo não só de questionar a legitimidade do movimento feminista em Angola, mas também como forma de silenciar algumas das causas defendidas pelas mulheres feministas, como se dá no caso da luta pela descriminalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e pelo direito ao aborto seguro. Para a maioria da sociedade angolana, ainda é difícil compreender e aceitar a existência de mulheres que questionam o lugar de subserviência ao qual elas são constantemente relegadas, bem como as ...

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    MBIRACLES: A difusão da comovisão bantu no Brasil através da música de MBIRA

    A MBIRA foi o primeiro lamelofone (instrumento com teclas de metal e um suporte de madeira) a surgir na África – mais especificamente, ao norte do Zimbábue, às margens do rio Zambeze. Por Luiza Nascimento para o Portal Geledés    Desde então, ela tem sido utilizada pela comunidade shona (grupo etnolinguístico prevalecente no Zimbábue) como veículo de comunicação com os ancestrais em rituais chamados de Bira. Daí o nome Mbira dzaVadzimu – que significa “Mbira dos Ancestrais”. É através da execução de temas tradicionais (que remontam a uma linguagem melódica imemorial) que os shonas atraem os espíritos de seus antepassados para a dimensão dos vivos, onde o tempo sagrado é, então, instaurado.   Instrumento nacional   O grande símbolo do Zimbábue, portanto, não é o ancião que governa o país há 37 anos, como nos faz crer o noticiário internacional acerca da África, ou a riquíssima fauna sob a mira de caçadores ...

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    Alberto Guerreiro Ramos (Foto: Imagem retirada do site Irradiando)

    Guerreiro Ramos: o personalismo negro

    A recuperação do pensamento e da trajetória do sociólogo Alberto Guerrei-ro Ramos tem sido alvo de uma série de trabalhos recentes, sobretudo de-pois da republicação de seus livros mais conhecidos: Introdução crítica à sociologia brasileira (* 1995a) e A redução sociológica ( 1995b). Neste artigo, tratar-se-á de retomar essa preocupação geral desde um enfoque específico: a compreensão da práxis negra humanista de Guerreiro Ramos. É uma interpretação que busca compreender a originalidade de seu pensamento, a partir de duas tradições filosóficas marcantes de sua trajetória: a) a negritude francófona, em especial sartriana, conforme caracterizada em Orpheu negro (1948), que Guerreiro conheceu por intermédio de Ironides Rodrigues – intelectual do Teatro Experimental do Negro (TEN), do qual Guerreiro foi integrante entre 1948-1950 (cf. Barbosa, 2004); e b) sua heran- ça filosófica personalista e existencialista. Uma formação intelectual marcante de sua juventude, na década de 1930, que se manteve enraizada em sua ...

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