terça-feira, julho 7, 2020

    Resultados da pesquisa por 'racismo'

    Juliana Alves (Reprodução/Instagram @julianaalvesiam)

    ‘Não posso falar de maternidade sem falar de racismo’, diz Juliana Alves

    Juliana Alves olha para a maternidade como uma forma de criar uma geração mais consciente. A atriz, que é mãe de Yolanda, de dois anos de idade, falou à "Celina" sobre a série virtual "Pra Nós", que vai ao ar todo domingo no seu Instagram. A ideia da produção é discutir desafios da maternidade e da vida em família na pandemia do novo coronavírus. "Quando fomos decidindo os temas , ficou claro para mim, pela minha trajetória, que eu não posso falar de maternidade sem falar de combate ao racismo", contou ela. "Quando eu penso em criar uma criança, penso que tenho a missão de permitir que essa pessoa seja feliz e que possa contribuir para uma sociedade melhor. Eu não quero alienar a minha filha. Eu quero que ela possa atingir todo o seu potencial, que seja uma grande mulher, e que possa fazer escolhas", continuou. "Para isso, ...

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    Manifestações nos EUA trazem de volta o trabalho da educadora antirracismo Jane Elliott. Aos 87 anos, ela se diz cansada de repetir as mesmas coisas Foto: Divulgação/Imagem retirada do site Celina)

    Desde 1968, ela dá aulas antirracismo. Está cansada de repetir a mesma coisa. E de ser ameaçada de morte

    Conforme os protestos antirracistas cresciam nos Estados Unidos e em outros países, imagens de Jane Elliott, uma professora e educadora antirracista, começaram a circular na mídia americana. Em um clipe de 2011, Elliott, com seus óculos redondos e cabelos brancos, entra em uma discussão calorosa com uma estudante universitária branca durante um exercício educativo sobre racismo. A moça, desconfortável e pertubada pela experiência, começou a chorar e deixou a sala. "Você acabou de exercer uma liberdade que nenhuma dessas pessoas negras tem", diz Elliott à estudante, severamente. "Quando as pessoas negras se sentem cansadas do racismo, elas não podem se retirar da sala." Talvez você tenha visto um vídeo de 2018 em que Elliott está em uma mesa-redonda com a atriz e produtora Jada Pinkett Smith; a filha, Willow, e a mãe de Jada, Adrienne Banfield-Norris. "Eu não sou uma mulher branca. Sou uma pessoa negra desbotada", diz Elliott, atordoando ...

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    Joel Zito Araújo (Foto: Leila Fugii)

    Joel Zito Araújo: o cinema do real contra o racismo e a alienação das fake news

    O tema é o que pode haver de mais político nestes tempos de ódio: a amizade, que, na sua narrativa, une dois craques do samba. Mas em paralelo à sua imersão na lealdade, pelas vias da fábula, o realizador de “A Negação do Brasil” (2000) e de “Meu Amigo Fela” (lançado em Roterdão, em 2019, e laureado em Los Angeles, no Burkina Faso e Camarões) tem um mar de debates para navegar nas ondas da web. As suas reflexões hoje são disputadas nas mais prestigiadas instituições de ensino e de pesquisa, como a casa de Machado de Assis no Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras (ABL), e por universidades de todo o Brasil e do exterior. Nesta sexta-feira, às 16h no Brasil (20h em Portugal), o cineasta – cada vez mais relevante como documentarista, mas sempre reverenciado pelo lírico melodrama “Filhas do Vento”, de 2004 – vai debater fake news com o crítico Fernão Ramos, no ...

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    Pilotos da F1 protestam contra o racismo antes da largada para o GP da Áustria Getty

    Fórmula 1: Pilotos protestam contra o racismo antes do GP da Áustria

    A Fórmula 1 tem se engajado mais com questões sociais neste ano. Depois de anunciar uma campanha de combate ao racismo e desigualdade de gênero, pilotos e mecânicos respeitaram um minuto de silêncio antes da largada para o GP da Áustria - abertura da temporada 2020 - em respeito às vítimas de COVID-19, de joelhos, um gesto que ficou popularizado pela luta antirracista. Os pilotos também usaram uma camisa preta com mensagens de “fim do racismo” e “vidas negras importam”. Lewis Hamilton, único piloto negro no grid e ativista, cobrou diversas vezes um posicionamento da F1 para causas sociais e liderou o protesto deste domingo. End Racism. One cause. One commitment. As individuals, we choose our own way to support the cause. As a group of drivers and a wider F1 family, we are united in its goal.#WeRaceAsOne pic.twitter.com/qjxYi1zWcJ — Formula 1 (@F1) July 5, 2020

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    Imagem: Geledes

    Racismo: mulher é condenada após chamar segurança de ‘macaco’ e ‘urubu’

    Uma mulher terá de pagar R$ 10 mil por danos morais após cometer o crime de injúria racial contra o segurança de um restaurante na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A condenada chamou o funcionário de “urubu”, “negro”, “safado” e “macaco”. A decisão é da 16º Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A vítima relatou que fazia a vigilância de um restaurante no Bairro Funcionários, próximo a uma tradicional feira que acontencia aos sábados, em frente ao Colégio Arnaldo. Segundo o funcionário, era comum que frequentadores da exposicão utilizassem o banheiro do restaurante. Com isso, a administração do estabelecimento decidiu cobrar uma taxa de R$ 0,50 por pessoa. Ainda de acordo com o relato, a mulher foi ao banheiro sem consumir nada do restaurante e, quando foi informada da taxa, ficou revoltada. A condenada jogou o dinheiro no balcão, “proferindo impropérios que, segundo a ação de danos ...

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    Dado Galdieri/The New York Times

    Racismo e segurança: para além da ponta do iceberg

    Assim como diversos outros sistemas de poder, o racismo possui distintas expressões. Como pesquisador preto e favelado que atua na área da violência e segurança pública, sempre foi muito evidente para mim que o racismo é central para compreendermos como a violência por parte do Estado funciona. As estatísticas levantadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 75% das pessoas mortas em “intervenções policiais” entre 2017 e 2018 eram negras, e que entre 2007 e 2017 os homicídios de negros cresceram 33,1%, enquanto os de não negros aumentaram 3,3%. Os dados sobre homicídios são a ponta do iceberg quando o assunto é racismo e segurança pública, e os números são uma aparição bastante evidente da conexão entre os dois. Irei contextualizar uma outra expressão do racismo, mais sutil, mas tão relevante quanto aquela apresentada pelos dados estatísticos. Eu espero que ela fique bem escura no decorrer desse texto. Sobre os dados, acredito que pesquisadores e ...

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    Imagem retirada do site SOS_Corpo

    Antirracismo no Brasil: uma tarefa inadiável às pessoas brancas

    “O colonialismo é uma ferida que nunca foi tratada. Uma ferida que dói sempre, por vezes infecta, e outra vezes sangra”. Grada Kilomba   Estamos vendo acontecer neste mês de junho de 2020 uma revolta popular contra o racismo, num primeiro olhar, desencadeada a partir da ação do movimento Black Lives Matter, nos Estados Unidos, e que tem irradiado grandes manifestações de pessoas que têm se levantado para a luta racial ao redor do mundo. A morte de George Floyd foi o estopim para as mobilizações de massa em quase todos os estados daquele país, numa ação articulada e liderada por mulheres negras. No Brasil, movimentos sociais e organizações populares voltaram às ruas, em manifestações puxadas especialmente pelas torcidas antifascistas dos principais clubes de futebol, em defesa da democracia e contra os atos antidemocráticos, reanimando as forças da resistência para continuar a luta no enfrentamento ao bolsonarismo e contra o fascismo que molda ...

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    Foto: Sérgio Lima/Poder360

    76% veem racismo no Brasil, mas só 28% admitem preconceito contra negros

    Pesquisa DataPoder360 mostra que 76% dos brasileiros dizem haver preconceito contra negros no Brasil por causa da cor da pele. Para 12% da população, o racismo não existe no país. Outros 12% não souberam responder. A pesquisa do DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, foi realizada de 22 a 24 de junho com 2.500 pessoas em 549 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A morte de George Floyd, homem negro, depois de ação de policiais brancos nos Estados Unidos provocou uma onda de manifestações antirracismo pelo mundo. Ele havia sido detido pela polícia de Mineápolis (Minnesota) acusado de ter tentado pagar uma compra com nota falsa de US$ 20 em 1 supermercado. Floyd teve o pescoço prensado com o joelho por 1 policial branco por 8 minutos e 46 segundos e morreu. ...

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    Ilustração: Linoca Souza

    Enquanto houver racismo, não haverá democracia

    Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, muitos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do combate ao racismo. No Brasil, conhecemos bem o significado da violência policial contra a população negra, jovens negros, moradores de nossas favelas, periferias e alagados. Não há entre eles quem não tenha dezenas de histórias como essas para contar e, muitas vezes, em protesto, grite: “Basta!”. Sim, as comunidades reagem, as mães e os familiares gritam por justiça e não são ouvidos. O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico. Entre 2007 e 2017, mais de 420 mil pessoas negras – mulheres e homens – foram vítimas de homicídio sob incontestável violência policial, ...

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    SILVIA IZQUIERDO / AP

    Campanha lança manifesto ‘Vidas Negras Importam’ e propõe 10 metas para reduzir impacto do racismo

    A Universidade Zumbi dos Palmares e a Afrobras, com apoio da Agência Grey, lançaram nesta terça-feira (30) em São Paulo um plano de ações práticas para o combate ao preconceito e à discriminação racial no Brasil, pedindo ações concretas das autoridades do país para a melhoria de vida da população negra brasileira. O manifesto "Vidas negras importam: nós queremos respirar" também é um movimento nacional proposto por diversas personalidades do meio jurídico, político, empresarial, artístico, do esporte e da comunicação, que se mobilizam para debater a diversidade racial brasileira e ajudar a implementar políticas públicas e privadas contra o racismo no país. Chamado de "Movimento AR", o nome do grupo é uma alusão ao caso do norte-americano George Floyd, homem negro que foi morto por asfixia com o joelho por um policial branco em Minneápolis, nos Estados Unidos. "George Floyd foi assassinado porque queria, precisava, mas foi impedido de respirar. ...

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    Nova Mercedes passa a ser pintada de preto na Fórmula 1 — Foto: Divulgação

    Mercedes passa a ter carro pintado de preto na F1 para marcar posição contra o racismo

    Atual hexacampeã mundial de pilotos e construtores, a Mercedes revelou nesta segunda-feira que vai correr com um carro todo pintado de preto na temporada 2020 da Fórmula 1. O novo layout já estreia no próximo fim de semana, no GP da Áustria, prova que abre o campeonato. Em nota, a equipe explicou que trata-se de um combate ao racismo: "Vamos competir de preto em 2020, como um compromisso público para melhorar a diversidade de nossa equipe - e uma declaração clara de que somos contra o racismo e todas as formas de discriminação." We will race in black in 2020, as a public pledge to improve the diversity of our team – and a clear statement that we stand against racism and all forms of discrimination. 👇 — Mercedes-AMG F1 (@MercedesAMGF1) June 29, 2020 Chefão da Mercedes na Fórmula 1, o austríaco Toto Wolff exaltou a iniciativa da equipe alemã ...

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    Logotipo da iniciativa que pede mudança no nome da rua Barão de Cotegipe, em Porto Alegre (Reprodução/Imagem retirada do site Folha de São paulo)

    ‘Contra o racismo na rua’, moradores de Porto Alegre se unem para alterar nome da r. Barão de Cotegipe

    Um grupo de amigos se reuniu no WhatsApp para conversar sobre as manifestações antirracistas que varrem o mundo. Formado por historiadores como Maria do Carmo Aguilar e Marçal de Menezes Paredes, o bate-papo evoluiu para a decisão de agir contra o racismo coletivamente a partir das suas vidas cotidianas. Virou o manifesto “Porto Alegre contra o racismo na rua”, petição recém-criada que já ultrapassa 600 assinaturas e que ganhou o apoio de diversas entidades unidas ao propósito de alterar o nome da rua Barão de Cotegipe, personagem da história brasileira que batiza várias localidades brasileiras e também um logradouro no bairro São João, área nobre da capital gaúcha. O objetivo é eliminar a homenagem a “um barão, um senador, isolado em um contexto cultural que já reconhecia a brutalidade da escravidão, e que votou contrário à sua abolição”, explica o manifesto. “A Porto Alegre que reconhece Abdias do Nascimento, que ...

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    Moçambique foi um dos antigos territórios colonizados pelos portugueses visitados pelo fotógrafo César Fraga (autor destas fotografias) e pelo historiador Maurício Barros de Castro (Imagem retirada do site Visão)

    À procura das raízes do racismo no país onde “morrem Georges Floyds todos os dias”

    Dois brasileiros confrontaram-se com o papel dos portugueses na escravatura ao percorreram nove países africanos em busca da herança negra do Brasil. Perante as manifestações antirracistas que varrem o mundo, o fotógrafo César Fraga e o historiador Maurício Barros de Castro denunciam o “negacionismo racial” do governo de Bolsonaro Quando era criança, o afro-brasileiro César Fraga, 47 anos, ouviu a mãe contar-lhe que a sua bisavó materna só não foi escrava graças à Lei do Ventre Livre. Também conhecida como Lei Rio Branco, esta legislação, aprovada em 1871, previa que as crianças nascidas de mães escravas seriam livres no Brasil. “A minha bisavó morreu quando eu tinha 10 anos, nunca soube pormenores muito específicos, mas sei que ela sentiu um enorme conflito interno por ter direitos que os pais não tinham, por serem escravos. Ela achava isso muito injusto”, conta o fotógrafo. Sentindo o peso da escravatura na história da ...

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    Os movimentos sociais que estão pedindo o fim do racismo nos EUA estão gerando a reação de grandes corporações contra o Facebook (Crédito: AFP)

    Inatividade contra o racismo pode custar caro ao Facebook

    A falta de atividade contra o racismo e o discurso de ódio nos posts do Facebook está fazendo com que aumente o número de empresas que não querem anunciar na maior mídia social do planeta. Uma coalizão de grupos que lutam pelos direitos civis nos Estados Unidos lançou a campanha #StopHateforProfit na semana passada, quando instou as principais empresas do país a interromperem a publicidade no Facebook. A reação no mundo dos negócios foi imediata e em poucos dias, redes como a The North Face e Patagonia disseram que apoiariam o movimento contra o Facebook. Outras empresas famosas nos Estados Unidos, como Upwork e Dashlane, além de marcas globais como a Coca-Cola, Hershey’s, Honda, JanSports, Levi Staruss, Verizon, Bem & Jerry’s e Unilever também aderiram. A preocupação dessas empresas vai de encontro ao movimento de combate ao racismo nos Estados Unidos e, principalmente, o reflexo da polarização que a eleição ...

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    © Getty Images

    O corpo negro masculino: uma reflexão sobre hiperssexualização e racismo dentro da comunidade LGBTQIA+

    Nem tudo é óbvio e perceptivo quando se entra em um site pornográfico, nas redes sociais ou em grupos de mensagens e tenta estabelecer uma conexão com o que está sendo visto e consumido na sua mente e categorizados pela plataforma ou pelo seu clique. No entanto, faz-se necessário um olhar mais observador a fim de refletir os significados e significantes desse consumismo. O presente artigo tem como objetivo refletir o negro na comunidade LGBTQIA+, explorado especificamente em torno de sua sexualidade. O gênero masculino, sempre esteve em uma posição de poderio patriarcal em nossa sociedade. Tentar compreendê-lo, faz-se necessário enquanto ser social no contexto histórico-cultural, onde é possível também visualizar a construção do indivíduo e de sua identidade. Principalmente quando esta identidade se torna frágil na visão do outro, afinal sua construção social não pode se adequar ao adjetivo; nem permitindo que um igual haja da mesma forma, até ...

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    Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP

    ‘Esquerda e direita brasileira são inábeis em incorporar o debate sobre o racismo’

    As manifestações antirracismo que tomaram conta do mundo desde o assassinato de George Floyd têm suscitado muitas reflexões acerca das comparações das realidades de Brasil e Estados Unidos. Há pontos que se cruzam e outros que se distanciam, mas o professor Cristiano Rodrigues chama atenção de que uma análise tanto da ascensão política de Donald Trump quanto de Jair Bolsonaro pode revelar uma espécie de revés no que para muitos chegou a ser considerada uma nova era ‘pós-racial’. “O governo Obama foi muito importante simbolicamente e no campo mais superficial da vida política, mas as disparidades raciais históricas permaneceram”, aponta, na entrevista concedida por e-mail. “Esse período de relativo otimismo foi também o palco para a ascensão de contramovimentos ultranacionalistas”, analisa. E conclui: “esses contramovimentos foram bastante importantes para a eleição de Trump em 2016, que recebeu votação expressiva do eleitorado branco, masculino de todas as classes sociais”. Analogicamente observando ...

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    Criança participa de marcha no Central Park West em celebração ao Juneteenth em Nova York (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

    O racismo deixará de existir quando quem o sente disser que já não existe – Amnistia Internacional

    "Fazer uma manifestação para provar que não há racismo não tem sentido. O racismo não se sente numa manifestação. Quer dizer, sente-se se for uma manifestação de ódio e espero que não seja o caso", disse Pedro Neto. À pergunta se vê a manifestação marcada para sábado em Lisboa pelo partido Chega como uma provocação, o responsável da AI respondeu: "Não queria dizer isso, dar-me-ia protagonismo, mas não ajudaria muito ao debate". Considerou, no entanto, que não é com uma manifestação que se prova que não há racismo, mas sim com políticas públicas de inclusão, que não permitam discriminação. "Não haver racismo é também não haver discursos xenófobos no parlamento que instiguem ao ódio contra a comunidade cigana", defendeu, numa alusão às posições do líder do Chega, André Ventura, que tenciona reunir 1.500 participantes numa manifestação destinada a afirmar que "Portugal não é racista". "Quando quem o sente disser que ...

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    Milton Nascimento (Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba)

    ‘É a nossa força que tá aí’, diz Milton Nascimento sobre a união contra o racismo

    "Todo artista tem de ir aonde o povo está", diz a letra de Nos Bailes da Vida, um dos grandes sucessos de Milton Nascimento. Mantendo-se fiel a essa convicção, o cantor e compositor recorre ao único espaço em que os admiradores de sua obra podem vê-lo nesses tempos de pandemia, com teatros e casas de shows fechados: a internet. Por conta disso, amanhã não será um domingo qualquer. A partir de 18h30, Milton faz a primeira live transmitida em seu canal no YouTube, interpretando canções escolhidas pelo público. O estímulo para fazer a live veio do filho do artista, Augusto. Resguardado em Minas, na cidade de Juiz de Fora, Milton conta que passa o tempo tocando violão, vendo filmes e programas de TV. Recentemente, teve uma bela surpresa ao ler pela primeira vez o roteiro de Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois (1962), de François Truffaut. Foi depois ...

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    Sauanne Bispo sofreu diversos episódios de racismo, desde a infância em colégio particular até a vida adulta, como dona do próprio negócio. Hoje, dá palestras sobre inclusão racial. (Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo)

    A jornada contra o racismo de uma mulher negra nascida na elite da Bahia

    Nasci em Salvador, na Bahia, tenho 34 anos e sou filha de Celeste Bispo, professora graduada em letras e investigadora da Polícia Civil baiana. Meu pai é um artista plástico, faz esculturas em madeira. Eles nunca se casaram, mas ele sempre esteve presente em minha vida. Sou filha única. Cresci num bairro central de Salvador, o Garcia. Durante minha vida toda, estudei no Colégio Antônio Vieira — uma tradicional escola particular. Apesar de eu viver num estado com cerca de 82% da população preta ou parda, na escola toda havia no máximo 20 estudantes negros. Na minha sala eram eu e mais dois, na melhor das hipóteses. Eram comuns as panelinhas na sala de aula. Um colega me deu o apelido de Melanina e depois ele abreviou para Mel. Quando alguém perguntava “Por que Mel?”, ele ria para explicar. Certa vez eu estava na fila da cantina e uma menina ...

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    Divulgação

    Jornalistas baianxs oferecem 2ª edição de minicurso sobre semiótica e racismo na mídia brasileira

    A Semiótica como ferramenta de análise do racismo midiático é o tema do minicurso Racismo e Mídia no Brasil: uma abordagem semiótica, cuja segunda edição acontecerá nos dias 11 e 12 de julho.  A primeira edição do curso teve 300 pré-inscritos e vagas esgotadas em três dias. Com emissão de certificado e carga horária de 4h, o minicurso é composto por duas aulas na modalidade à distância, em uma plataforma de reunião on-line. A proposta é uma iniciativa dxs jornalistas Bruna Rocha e Cássio Santana, pesquisadorxs do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (PósCom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA).      O minicurso tem o objetivo de fornecer, de maneira introdutória, instrumental teórico-metodológico para a análise de discursos midiáticos a partir de uma perspectiva antirracista. Tomando como ponto de partida uma discussão sobre noções gerais de Semiótica, estudos da imagem e Análise do Discurso, pretende-se fomentar um olhar crítico ...

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