Secretaria elabora plano contra racismo em Rio Branco

Documento tem prazo estabelecido de 180 dias para ser concluído.
Medidas têm objetivo também de promover a igualdade racial na capital.

por Caio Fulgêncio no G1

A Secretaria Adjunta de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seadpir), de Rio Branco, iniciou, na terça-feira (6), a elaboração do Plano Municipal de Políticas de Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial. Lúcia Ribeiro, responsável pela pasta, diz que as medidas vão colaborar, dentro outros pontos, para a inclusão da população negra e indígena que reside na capital. O prazo de conclusão é de 180 dias.

“O plano vai indicar o que foi proposto para a inclusão da população negra e indígena, na questão do trabalho e renda e como vamos executar essa política. Além de políticas voltadas para a educação da população negra, saúde, segurança pública, povos e comunidades tradicionais de matriz africana, a juventude negra, a cultura e também o combate ao racismo”, aponta.

Lúcia explica que as práticas adotadas pela secretaria são fruto de conferências e do plano de governo da atual gestão. Com a elaboração do plano municipal, essas medidas ficam instituídas e ganham força de política pública. “Ao elaborarmos o plano, ele vai se transformar em política pública de estado, não vai mais ser uma decisão da prefeitura ou da equipe que estiver na Seadpir, porque vamos submetê-lo a votação na Câmara”, diz.

Apesar do prazo de 180 dias para elaboração, Lúcia espera que até o dia 21 de março o plano fique pronto, data em que é comemorado o aniversário da Seadpir. Para isso, devem ocorrer reuniões nas regionais, encontros temáticos e audiências públicas, visando uma maior participação da sociedade.

“Queremos debater amplamente com a sociedade, com os movimentos sociais, a juventude, povos e comunidades de matriz africana, e com os povos indígenas que moram na cidade. Porque esse será um instrumento a mais na execução das políticas de promoção da igualdade racial em Rio Branco”, diz.

Ainda de acordo com Lúcia Ribeiro, o plano é uma exigência do governo federal, já que o município aderiu ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Senapir), que define as ações voltadas para o tema nos âmbitos nacional, estadual e municipal.

+ sobre o tema

O meu cabelo crespo fazendo revolução dentro de uma organização militar

Por: Juliana Satrapi Sou branca com cabelo crespo. Quando era criança...

As máquinas de vender intolerância e preconceito

Para compreender onda de fundamentalismo e crimes de ódio,...

Preconceito não é falta de amor próprio

Em toda banca de revista, livrarias e afins tem...

para lembrar

O racismo segue impune no futebol italiano

Do total de ações de intimidação, ameaças e agressões...

Pesquisa atesta que mulheres quilombolas são mais hipertensas

Estudo da Faculdade de Nutrição aponta riscos de saúde...

Supermercado paga R$ 260 mil a criança que sofreu racismo

Garoto de 10 anos diz que seguranças do Extra...

Manifestação no IFSP pede demissão do professor que proferiu declarações racistas

Alunos e docentes do Instituto Federal de São Paulo...
spot_imgspot_img

Quanto custa a dignidade humana de vítimas em casos de racismo?

Quanto custa a dignidade de uma pessoa? E se essa pessoa for uma mulher jovem? E se for uma mulher idosa com 85 anos...

João Cândido e o silêncio da escola

João Cândido, o Almirante Negro, é um herói brasileiro. Nasceu no dia 24 de junho de 1880, Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul....

Unicamp abre grupo de trabalho para criar serviço de acolher e tratar sobre denúncias de racismo

A Unicamp abriu um grupo de trabalho que será responsável por criar um serviço para acolher e fazer tratativas institucionais sobre denúncias de racismo. A equipe...
-+=