quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Medicina

    Laboratório da Faculdade de Medicina de Guarujá — Foto: Marketing Unoeste

    Enade: 80% dos formandos de medicina são bancados pela família, e 70% se declaram brancos

    De todos os alunos que estavam prestes a se formar em medicina em 2019, 80% afirmaram não ter renda própria - eram bancados pelos pais ou por pessoas próximas. Na maior parte dos casos, os salários do núcleo familiar somavam mais de R$ 5.700,00 mensais. Os dados foram obtidos a partir dos questionários socioeconômicos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019, divulgados nesta terça (20). A prova avalia o perfil e os conhecimentos de alunos concluintes da graduação. Abaixo, veja os principais destaques: Renda familiar superior a R$ 5.700 Apenas 6,8% dos estudantes de medicina afirmaram que a renda familiar era de até R$ 1.431,50. Na maior parte dos casos, a soma dos salários ultrapassava R$ 5.724,00. Veja o gráfico abaixo: Poucos alunos eram responsáveis pelo sustento da família (0,6%). A maior parte, como já dito no início da reportagem, não tinha renda própria e era financiada por ...

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    Reprodução/Instagram/@thelminha

    Thelma Assis conta sobre episódio de racismo em teste de residência: ‘Enfermeira foi mais cedo’

    Quase seis meses após o fim da mais recente edição do Big Brother Brasil, considerada uma das melhores da história do programa, a campeã Thelma Assis alcançou um patamar além da fama que todo ex-brother leva. Carrega uma voz forte, que tem sido procurada a opinar sobre diferentes temas da atualidade, como medicina, desinformação, racismo estrutural, machismo, entre outros, seja em seu quadro aos sábados, no É de casa, da TV Globo, ou nas lives e entrevistas quase diárias de que participa. Em conversa com a coluna, a médica conta que tenta usar sua visibilidade para conseguir dar espaço a pautas sociais, o que não a impede de também ser vítima de racismo, como tem ocorrido em suas transmissões ao vivo nas redes sociais — e de que já foi alvo em outras ocasiões, como num programa de seleção de residência médica, anos atrás. E não se inibe: “Eu sigo fazendo a minha live, dando minha mensagem, senão vou adoecer”, diz ...

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    Diversidade racial na medicina O objetivo do programa de financiamento do Iluma é garantir "recursos financeiros e mentoria" para a estudantes de medicina negros de baixa renda. A mentoria — que inclui acompanhamento de atividades acadêmicas, notas e desempenho — é feita por médicas e médicos negros. "A gente trabalha para garantir meios para que a pessoa consiga seguir em frente e se formar", explica Juliana Oliveira. Já as doações mensais de R$ 400 podem ser feitas por qualquer um disposto a contribuir com o aumento da diversidade racial na medicina (mais detalhes aqui). Lançada oficialmente em dezembro de 2019, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo, a associação se propõe a promover e assegurar equidade de direitos políticos, educacionais, sociais e econômicos para a população negra. Entre os objetivos do instituto estão a busca por "sustentabilidade econômica" para esta parcela da população, a defesa da educação e saúde gratuitas e de qualidade, o combate ao "encarceramento sistemático da população negra", a "representatividade política como condição essencial para exercício do direito ao voto" e o "fomento do engajamento de jovens e jovens adultos negros na luta antirracista". Dos 209,2 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, 19,2 milhões se autodeclaram pretos e 89,7 milhões se apresentam como pardos. Dados referentes a 2018, divulgados em novembro de 2019 pelo IBGE, mostraram que, pela primeira vez na história, o número de estudantes negros em faculdades públicas brasileiras superou o de alunos brancos: 50,3% de pretos e pardos contra 49,7% de brancos. Apesar de ainda não se refletir nos cursos mais disputados, como é o caso de medicina, a conquista, segundo o IBGE, é um fruto direto da política de cotas raciais nas universidades públicas. Apesar de terem superado o número de brancos nas faculdades públicas, a maioria dos universitários pretos (66,86%) e pardos (73,54%) brasileiros estuda em faculdades particulares, segundo dados de 2018 do Inep. 'Não vive, não sabe' Juliana conta que ter nascido em uma família com boas condições financeiras trouxe vantagens indiscutíveis, mas não tornou sua trajetória igual a de colegas de profissão brancos. "A tensão racial esteve presente em todos os lugares, desde a universidade até hoje." Durante a entrevista, a médica enumera uma série de episódios racistas vividos ao longo da carreira. "Acontece muito por eu hoje usar um cabelo afro, que expõe gritantemente a minha raça e meu posicionamento político — porque usar um black power é um gesto político", diz. Além de comentários racistas sobre sua aparência, Juliana ilustra as barreiras na profissão pela ausência de equipamentos de proteção individual pensados para profissionais negros. "Por exemplo, a touca que todos nós usamos nos procedimentos. Não existe touca para médico preto. Não se encontra touca médica onde caiba um black power, um dreadlock, uma trança. Nada." As de Juliana são feitas em cetim por encomenda. "Quando souberam, minhas colegas disseram que nunca pensaram sobre a dificuldade das touquinhas para cirurgiões negros." Ela explica: "Você não vive, você não sabe". (Arquivo Pessoal)

    ‘Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina; 32 anos depois, minha formatura foi igual’

    A cor branca não estampa só as paredes, leitos, jalecos e corredores de hospitais e consultórios no Brasil. "Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina. Era ele, um homem e uma mulher numa classe de 80 pessoas", conta a médica Juliana Estevão de Oliveira, formada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na minha festa formatura, 32 anos depois, éramos 160 alunos e o cenário era igual." Apesar da redução da desigualdade nas universidades nas últimas décadas, os mais de 30 anos que separam as formaturas da rara família de médicos negros de Minas Gerais ilustram o abismo racial — e o apagão de informações — existentes em uma das profissões mais valorizadas e bem pagas do país. Hoje residente de oftalmologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Juliana conta que o "pai passou 6 anos praticamente sem dormir" ...

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    (Antonio Wagner/Divulgação)

    Medicina Preta: primeira turma de médicos da UFRB entra para a história

    Foto com 12 formandos negros viralizou nas redes sociais nas últimas semanas Por Edvan Lessa*, do Correio 24 Horas  (Antonio Wagner/Divulgação) Berço da medicina no Brasil e estado com população majoritariamente preta e parda, a Bahia nunca formou tantos médicos negros numa só turma como agora. A colação de grau dos veteranos de Medicina da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no dia 29 de agosto, é inédita, não só para a instituição, como também na história do ensino superior brasileiro. Numa foto que viralizou nas redes sociais, 12 estudantes – 41% dos formandos – posam imponentes de braços cruzados. Para alguns, o marco representado na imagem se confunde com um desvio na história, mas o novo capítulo é simbólico; mina uma tradição alheia à diversidade de perfis, e impacta a área da saúde, no estado, sem precedentes. “Ser da primeira turma traz o ‘peso’ ...

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    José Maurício Nunes Garcia Júnior: presença negra na medicina do RJ imperial

    Conheça a história do negro formado médico em 1831 e foi patrono da Academia Nacional de Medicina (1836) Por Solange Rocha e Antonio Novaes, Do Brasil de Fato (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato) Intelectuais [email protected] existiram no período da escravidão no Brasil? Afinal, sempre aprendemos que pessoas negras eram escravizadas, sem ou com baixa capacidade intelectual. Felizmente, estudos produzidos nas universidades têm mostrado muitas histórias de mulheres e homens que conseguiram superar a sua condição de escravizado, tornando-se liberto, vivenciaram uma ascensão social e puderam ocupar algum espaço de destaque na sociedade escravista. Destacamos que a marca do Brasil escravista era a hierarquia, exploração e dominação da maioria da gente negra e poucos conseguiram romper com as barreiras jurídicas e sociais. Entre os que ultrapassaram os limites da escravidão destacamos membros da família Nunes Garcia, em especial José Mauricio Nunes Garcia Júnior (1808-1884) ...

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    Marcelo Régua

    Da África ao Brasil, a corrida de obstáculos para se formar médico

    Com discurso contra o racismo e trajes típicos do Togo, estudante de 26 anos ganha as redes sociais ao concluir curso na UFRJ por Ana Paula Blower no O Globo Marcelo Régua Natural do Togo, na África, Fleury Kwegir Johnson chegou ao Brasil em 2011, sem falar português, para estudar Medicina. De acordo com o convênio diplomático que permitiu o intercâmbio, ele tinha que aprender o idioma em sete meses. Caso contrário, seria mandado de volta ao seu país, onde se fala francês. A pressão era grande, mas ele conseguiu. Em sete anos no Rio, atingiu também as notas altas necessárias para ganhar uma bolsa que o ajudou a se manter financeiramente. No último mês, o togolês concluiu mais uma etapa: formou-se em Medicina pela UFRJ. O vídeo de sua colação de grau e a foto do baile de formatura em que aparece em traje típico do ...

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    MEC quer proibir novos cursos de medicina. Mas o Brasil tem mais médicos do que precisa?

    Cinco anos após flexibilizar as regras para a abertura de novas escolas de medicina, o Ministério da Educação deu um giro de 180 graus em sua política e determinou o congelamento de todos os processos de abertura de novos cursos de medicina no país por um prazo de cinco anos. No período, o órgão afirma que empreenderá um "amplo estudo" sobre o ensino dos profissionais da área de saúde. De acordo com o MEC, a medida "visa a sustentabilidade da política de formação médica no Brasil, preservando a qualidade do ensino". Por Keila Guimarães, do BBC  Foto: GETTY IMAGES Apesar de vir aumentando o número de médicos recém-formados, o Brasil ainda diploma menos profissionais que países europeus A proposta é uma guinada no que previa a lei nº 12.871 de 2013, conhecida como a lei Mais Médicos, que impulsionou a abertura de novas escolas para tentar diminuir ...

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    Medicina da USP vai adotar cotas raciais e aderir ao Enem pela 1ª vez na história

    Das 175 vagas de graduação para 2018, 125 serão oferecidas pela Fuvest e 50 serão selecionadas pelo Enem via Sisu (28,6%); destas, 15 serão para alunos de escola pública pretos, pardos e indígenas. Faculdade de Medicina da USP (Foto: Arquivo/USP Imagens) Por Ana Carolina Moreno Do G1 Pela primeira vez em mais de 100 anos de história, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) vai aplicar uma política de cotas raciais para os ingressantes no curso de graduação em medicina mais prestigiado do país. Nesta sexta-feira (30), a Congregação da faculdade (órgão máximo de decisão da FMUSP) aprovou a adesão parcial ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes. A informação foi confirmada ao G1 na manhã deste sábado (1º) pelo diretor da FMUSP, professor José Otávio Costa Auler Júnior. Segundo ele, 50 das ...

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    Gênero, uma categoria médica?, por Berenice Bento

    Muitos acreditam numa ‘base biológica’ para a identidade de gênero, embora nenhuma pesquisa tenha conseguido provar tal conexão; ‘disforia de gênero’ como diagnóstico é parte do discurso patologizante das múltiplas expressões de gênero Por Berenice Bento Do Agencia Patricia Galvao “A formação da identidade de gênero tem uma base biológica”. Você já deve ter escutado esta frase. Qual base biológica? Em que lugar dos nossos corpos encontra-se a explicação para os múltiplos arranjos identitários das nossas masculinidades e feminilidades? É verdade que as pesquisas aplicadas são muitas. A lista é grande. Aí vão algumas: Já tentaram causas hormonais (Bosinski et al., 1997; Mueller, et al., 2008), neuro-anatômicas (Luders et al., 2009; Garcia-Falgueras et al., 2008), preferência pela utilização da mão esquerda entre as pessoas trans (Green & Young, 2001), herança genética (Bailey et al., 2000), peso inferior em relação aos irmãos não trans (Blanchard at al., 2002), pesquisa nos cariótipos (Inoubli ...

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    Bruna Sena, 17, 1º lugar em medicina da USP de Ribeirão, o mais concorrido da Fuvest

    É com uma frase provocativa estampada em uma rede social que Bruna Sena, 17, primeira colocada em medicina da USP de Ribeirão Preto, carreira mais concorrida da Fuvest-2017, comemora e passa um recado de sua conquista: "A casa-grande surta quando a senzala vira médica" por Jairo Marques no Folha de São Paulo  Negra, pobre, tímida, estudante de escola pública, criada apenas pela mãe, que ganha R$ 1.400 como operadora de caixa de supermercado, Bruna será a primeira da família a interromper o ciclo de ausência de formação superior em suas gerações. Fez em grande estilo, passando em uma das melhores faculdades médicas do país. A mãe, Dinália Sena, 50, que sustenta a casa desde que Bruna tinha nove meses e o pai deixou o lar, está entre a alegria e o pavor. Tem medo que a filha seja hostilizada. "Por favor, coloque no jornal que tenho medo dos racistas. Ela vai ...

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    Índios pataxó se formam médicos, vestidos a caráter

    Dois jovens da etnia pataxó se formaram médicos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, ambos de 27 anos, foram receber os diplomas a caráter neste sábado, 24: rostos pintados, cocar com grandes penas e muitos adereços coloridos. Fonte: Só Notícia Boa As pinturas nos rostos são comuns entre as tribos em datas festivas. E na colação de grau não poderia ser diferente: “Esperei por esse dia minha vida toda”, diz Amaynara. Ela veio das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e ele de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, para se juntarem à turma com 130 alunos. O desejo por um dos cursos mais concorridos nasceu da necessidade de melhorar a qualidade de vida das tribos. A intenção dos novos médicos é se especializar em medicina de família e comunidade e retornar os conhecimentos ...

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    Conselho Regional de Medicina de SP diz que negará registro a formando acusado de estupros

    Decisão será mantida até que o órgão tenha acesso aos autos da sindicância realizada pela FMUSP. “O Conselho reitera aquilo que sabemos: ele não pode ser diplomado médico”, afirma integrante do coletivo feminista da faculdade Por Tatiana Merlino, do Ponte O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) emitiu nota nessa quarta-feira (09/11) em que afirma que não deferirá o registro profissional (CRM) ao estudante Daniel Tarciso da Silva Cardoso, acusado de dopar e estuprar estudantes em festas universitárias na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) “até ter acesso aos autos de sindicância e processo sob guarda da referida Faculdade”. A decisão ressalta que “o Cremesp não pode furtar-se à sua missão e responsabilidade legal de proteger a medicina e a sociedade, como bens maiores e absolutamente indissociáveis”. A Superintendência Jurídica do órgão solicitou à FMUSP, oficialmente, cópia dos procedimentos administrativos a que foi submetido o formando, para análise ...

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    Coletivo negro de medicina emite nota contra o Fantástico

    Por Pedro Borges Do Alma Preta O Coletivo Negrex emitiu nota de repúdio ao programa Fantástico, pela reportagem sobre cotas que foi ao ar no dia 16 de Outubro, domingo. Veja abaixo a nota na íntegra: É com grande indignação que o coletivo NegreX de estudantes negras e negros da Medicina repudia, por meio desta, a reportagem acerca de fraudes no sistema de cotas em instituições públicas de ensino superior, exibida no dia 16 de outubro de 2016 pelo programa Fantástico da emissora Rede Globo. Extremamente tendenciosa, a reportagem se utilizou do mito da democracia racial para tratar o problema das fraudes nas cotas raciais como irremediável, respaldando a afroconveniência de estudantes fraudadores, bem como, questionando a validade das denúncias realizadas. A reportagem foi um grande desserviço a toda mobilização e luta do povo negro para ocupar um espaço que lhe é de DIREITO nas universidades. Os responsáveis pela lamentável matéria ...

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    Estudante negro de medicina faz relato chocante sobre Brasil…

    O relato chocante de um estudante do Togo sobre o racismo no brasil pode até parecer surpresa para alguns, mas não para quem é negro e nativo, pois isso é nossa realidade cotidiana desde que nos demos conta de quem somos dentro dessa sociedade hipócrita em que vivemos. Eu tenho um monte de história a esse respeito, mas não vou nem perder meu tempo, pois o relado desse jovem é mais que o bastante no momento.  Para quem não sabe o Togo é um pais Africano que fica localizado no oeste da África. Para ser mais especifico  o nome é República Togolesa, limitado a norte por Burkina Faso, a leste pelo Benin, a sul pelo OceanoAtlântico e a oeste por Ghana. A sua capital é Lomé. Por Fleury Johnson Do Afro21 Um olhar externo pode até trazer nova luz sobre o que os nativos brasileiro sofrem por aqui cotidianamente, porém não chega ...

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    Quando visto meu jaleco, me torno um sonho possível para as crianças da favela’, diz estudante negra de Medicina

    A carioca Mirna Moreira, de 22 anos, lembra-se da reação dos colegas no dia em que obteve nota máxima na disciplina de Anatomia, a mais temida por alunos recém-ingressados no curso de Medicina da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). por Luis Barrucho no BBC "Eu e uma outra menina ─ branca ─ gabaritamos a prova dessa matéria. Ninguém se surpreendeu com o desempenho dela, mas comigo foi diferente. Algumas pessoas ficaram surpresas. Ouvi a frase 'Como assim você conseguiu?'", recorda. Negra e cotista, Mirna nasceu e cresceu no Complexo do Lins, conjunto de favelas na zona norte do Rio onde vive até hoje com a família. Filha de uma telefonista e de um bombeiro, diz se considerar "privilegiada" diante da realidade hostil que a cerca. Mas não se esquece das raízes. "Quero devolver à minha comunidade o que vou aprender no curso de Medicina. Quando ponho meu jaleco, prescrevo ...

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    Ela é aluna de medicina, preta, da periferia e nos deu uma lição

    Mirna Moreira, 22, é estudante de medicina da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), é mulher, é preta, é da periferia e tem MUITO orgulho disso. Em um post no Facebook publicado pela página Boca de Favela, seu relato viralizou e deu uma aula linda de representatividade. por Tamers Gomes no Catraca Livre Dados da SIS 2015 (Síntese de Indicadores Sociais), pesquisa produzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em 10 anos, houve crescimento na proporção de estudantes  pretos ou pardos de 18 a 24 anos dentro das universidades. São 45,5% no total. Apesar disso, em cursos elitizados e com vestibulares extremamente concorridos é pouca a probabilidade de estudantes negros ocuparem as carteiras. 1,5% é a quantidade dos formandos que se declaram pretos em um curso como o de medicina, por exemplo. Mirna Moreira faz parte deste grupo e já teve de ouvir que "não tinha cara de médica". “Lembro que ...

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    Maíra Yawanawá, de 27 anos, tem origem indígena do povo Yawanawá e amazonense (Foto: Arquivo pessoal)

    Índia formada em medicina em Cuba quer levar conhecimentos a aldeias

    Maíra sonha com a revalidação do diploma; ela fez 1ª prova em Rio Branco. 'Ouvia piadas que eu andava entre cobras e onças', diz ela sobre faculdade. Por Iryá Rodrigues, do G1 O sonho de cuidar da saúde de seu povo na aldeia deu força para a índia Maíra Yawanawá, de 27 anos, passar sete anos longe de casa para estudar medicina. Ela começou o curso em 2009, como cotista indígena da Escola Latino Americana de Medicina, em Cuba, e se formou em julho deste ano. Hoje, o maior desejo de Maíra é validar o diploma e poder unir os conhecimentos adquiridos da faculdade com o da cultura indígena. "Quero atender as comunidades indígenas e ribeirinhas. Nada melhor do que uma índia, que já conhece essa realidade, para trabalhar junto com eles. Acho que a gente conhece a nossa casa. Eu sei como meu povo funciona. Tenho os conhecimentos que adquiri ...

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    Racismo é a endemia cuja cura não interessa a medicina

    O atual cenário político e o advento das redes sociais dando voz a todo tipo de manifestações pois a prova o mito da democracia racial, que o Brasil com forte herança escravocrata e escravagista cinicamente ostentava diante do mundo atual. São inúmeras manifestações de ódio racial, injúrias, tentativa de silenciamento e apagamento das pessoas negras e suas vivências que presenciamos diariamente em meio a sublimação de uma estrutura que vem prejudicando pessoas negras há séculos.  Por Joice Berth Do Imprensa Feminista Tudo isso sob o silêncio sorridente de uma sociedade que insiste em não assumir esse crime praticado a exaustão e se satisfaz com manifestações pífias de rejeição (#somostodosopretodavez) para logo em seguida achar caminhos para absolver os criminosos notáveis (caso do goleiro Aranha). Isso quando em coro quase uníssono não tentam deslegitimar ações de autodefesa desenvolvidas pelas pessoas negras, ridicularizando, expondo e tachando de vitimista (ignorando solenemente o fato de ...

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    Estudantes de medicina da USP fazem piada com cirurgia de mudança de sexo em episódio de transfobia

    A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está envolvida em uma nova polêmica, agora nas redes sociais. Principal alvo da CPI dos Trotes que apurou a possível existência de até 112 estupros nos últimos dez anos, a FMUSP viu alguns dos seus estudantes envolvidos em um caso de transfobia. A denúncia partiu de Daniela Andrade, em sua página no Facebook. Por Thiago de Araújo, do Brasil Post  O post foi apagado, mas a foto em questão, compartilhada por ela – também uma transexual – foi a abaixo: Denunciada ao Facebook, a imagem acabou apagada pela rede social. Mas o debate se instalou. Segundo Daniela, ocorreram tentativas de silenciar a denúncia, que teriam partido “de gente que se considera poderosa”. “Nós, travestis e transexuais, já nascemos mortas para tudo nessa vida, mortas para a sociedade, mortas para as políticas públicas, mortas para o respeito tão necessário e que jamais ...

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    Vítima de estupro na USP diz sofrer preconceito após denunciar caso

    Estudante de medicina depôs na CPI que investiga trotes e abusos na USP. Crime ocorreu no campus de Ribeirão Preto em agosto de 2014. por Fernanda Testa no G1 A estudante de 19 anos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), vítima de estupro no campus de Ribeirão Preto (SP), afirma que é tratada com rejeição por parte dos colegas de curso. A jovem, que atualmente cursa o segundo ano de medicina, foi estuprada em agosto do ano passado por um colega de sala, que também era seu ex-namorado. Além de uma sindicância na universidade e de um processo que corre em segredo de Justiça o caso é também é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Em depoimento prestado na Alesp na última sexta-feira (20), a estudante relata que grande parte dos colegas encara a repercussão do crime com ...

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