UNE protesta contra discriminação por uso de vestido curto

Fonte: R7 –

Entidade divulgou nota em solidariedade a Geisy Arruda, estudante que foi insultada dentro da universidade

 

A Diretoria de Mulheres da UNE (União Nacional dos Estudantes) divulgou uma nota nesta quarta-feira (4) em protesto contra a atitude dos alunos da Uniban que xingaram e insultaram a aluna Geisy Arruda por ir à aula com um vestido curto. No comunicado, a UNE afirma que o vídeo que foi parar na internet revela uma atitude machista, que trata as mulheres como ” mercadorias e como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo”.

 

No último dia 22 de outubro, Geisy foi ofendida por usar um vestido curto. Encurralada dentro da sala de aula, ela teve que chamar a polícia para conseguir deixar a universidade. A jovem é aluna do primeiro ano do curso de Turismo da Uniban, campus de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. As cenas dos insultos e o momento da saída da aluna foram gravadas e colocadas na internet.

Na nota, a UNE afirma que “nenhuma mulher deve ser vítima de violência, nem por conta da roupa que usa nem por qualquer outra condição” e diz que “nada justifica a violência contra a mulher”. A entidade também pede punição as todos os agressores.

Veja a nota na íntegra:

Nós, mulheres estudantes brasileiras, vimos a público repudiar todas as forma de opressão e violência contra as mulheres. No dia 22 de outubro deste ano, uma aluna da Uniban (campus ABC – São Paulo), com a falsa justificativa de ter ido à aula de “vestido curto”, é seguida, encurralada, xingada e agredida por seus “colegas estudantes”.

 

A cena de horror é filmada, encaminhada à Internet e vira notícia por todo o país. Não aceitaremos que casos de machismo como esse passem despercebidos ou que se tornem notícia despolitizada nos meios de comunicação.

 

O fato em questão revela a opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo. Não toleramos comentários que digam que a estudante “deu motivo” para ser agredida. Nenhuma mulher deve ser vítima de violência, nem por conta da roupa que usa nem por qualquer outra condição. Nada justifica a violência contra a mulher.

 

Sendo assim, nós, mulheres estudantes brasileiras, organizadas na luta pelo fim do machismo, racismo e homofobia, denunciamos a violência sexista ocorrida contra a aluna da Uniban, nos solidarizamos com as mulheres vitimizadas por esses crimes e queremos punição a todos os agressores envolvidos nesse episódio e em outros tantos que acontecem e não repercutem na mídia. Não vamos nos calar perante o machismo e a violência.

 

Somos Mulheres e não Mercadoria!

Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes

+ sobre o tema

Maranhão tem 30 cidades em emergência devido a chuvas

Subiu para 30 o número de cidades que decretaram...

O Estado emerge

Mais uma vez, em quatro anos, a relevância do...

Extremo climático no Brasil joga luz sobre anomalias no planeta, diz ONU

As inundações no Rio Grande do Sul são um...

IR 2024: a um mês do prazo final, mais da metade ainda não entregou a declaração

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda...

para lembrar

Marcha das Margaridas e o silêncio da Globo

Com mais de 70 mil mulheres reunidas em marcha,...

Branquinha negrinha

Os brasileiros ouvem e falam pouco do Equador. É claro,...

Lula sanciona funcionamento 24 horas de delegacias da mulher e programa de combate ao assédio sexual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto...

Temer, entre o silêncio dos EUA e o embate com a esquerda da região

Impeachment de Dilma Rousseff gera críticas e silêncio entre...

Mulheres em cargos de liderança ganham 78% do salário dos homens na mesma função

As mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança e ganham menos que os homens ao desempenhar a mesma função, apesar destes indicadores registrarem...

‘O 25 de abril começou em África’

No cinquentenário da Revolução dos Cravos, é importante destacar as raízes africanas do movimento que culminou na queda da ditadura em Portugal. O 25 de abril...

IBGE: número de domicílios com pessoas em insegurança alimentar grave em SP cresce 37% em 5 anos e passa de 500 mil famílias

O número de domicílios com pessoas em insegurança alimentar grave no estado de São Paulo aumentou 37% em cinco anos, segundo dados do Instituto...
-+=