Vereador em GO é indiciado por injúria racial após fazer som de macaco para colega em sessão

Enviado por / Fontedo O Globo

Carlim Imperador declarou ter ficado "altamente envergonhado" com gesto de Lincon Albuquerque. Investigação segue para o Ministério Público

Carlim Imperador declarou ter ficado “altamente envergonhado” com gesto de Lincon Albuquerque. Investigação segue para o Ministério Público

A investigação foi coordenada pelo delegado José Antônio Sena, e segue para o Ministério Público de Goiás, que deve decidir se prossegue com a denúncia. O caso ocorreu em novembro, durante uma sessão em que era debatida a implementação de uma loteria na Prefeitura Municipal de Planaltina (GO). Os vereadores passaram alguns minutos em discordância com seus respectivos votos, já que Albuquerque (Cidadania) foi favorável à votação, enquanto Imperador (PROS) votou contra. O professor fez sons de macaco e gestos com as mãos para o colega de sessão, que à época postou um vídeo denunciando o caso em seu Instagram.

Ainda em novembro, o vereador que fez a imitação de cunho racista publicou uma carta aberta tratando o caso como “mal-entendido”, e afirmando não ter tido “intenção de ofendê-lo pela cor de sua pele, que, aliás, se parece com a minha”. Já Carlim Imperador foi às redes sociais fazer um relato do momento, dizendo ter sido “hostilizado” pelo colega, e que ficou “altamente envergonhado” com o gesto. “Novembro é o mês que se comemora o dia da consciência negra. É inconcebível que parta de um parlamentar, de um professor esse tipo de ofensa”, declarou.

Após o caso ser encaminhado ao MP, Albuquerque afirmou ao jornal “O Estado de S.Paulo” que já esperava pelo indiciamento e disse acreditar que a investigação será importante para que ele possa se defender.

O GLOBO procurou a equipe do vereador e a Câmara Municipal de Planaltina (GO), porém, não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço continua aberto.

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