18 e 19 de novembro – Bahia sediará Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes

Conhecida como Roma Negra, por ser a capital com maior percentual de negros fora da África, Salvador, prepara-se para um grande acontecimento mundial. A ONU vai concluir a programação do Ano Internacional dos Afrodescendentes, na capital baiana, nos dias 18 e 19 de novembro, com o encontro de países ibero-americanos, caribenhos e africanos. A organização do evento ficará a cargo do Itamaraty, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia, com o apoio da Serinter. Também foi nomeado embaixador especial da Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), para a comemoração do Ano Internacional dos Afrodescendentes, o ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Após se passarem 10 anos da II Conferência Mundial Contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias correlatas, ocorrida em Durban (África do Sul/2001), em que a vereadora participou como delegada do Brasil, Olívia, que faz parte da organização do encontro na Bahia, destacou nas últimas reuniões que o evento coloca o Brasil na vanguarda da articulação dos direitos dos afrodescendentes, uma vez que o EUA e o Canadá, não reconhecem a conferência de Durban. “É importante que o Brasil assuma esse papel de protagonista, aproveitando o evento para que ações sejam desenvolvidas no sentido de elevar a situação do afrodescendente no país, destacando a necessidade de termos mais negros no poder”, pontuou Olívia.

Militante das causas negras, na última reunião, a vereadora Olívia sugeriu ao comitê organizador, que o secretario geral da ONU seja convidado, aumentando assim o peso internacional do Encontro, que tem como objetivos principais dar visibilidade aos subsídios sociais e culturais dos afrodescendentes, estimular o intercâmbio de conhecimentos, cooperação regional, nacional e internacional sobre o assunto, além de colaborar para a formulação de políticas públicas voltados à população negra. Salvador foi escolhida para sediar o evento, pelo fato do Brasil ser considerado modelo de boas práticas compensatórias e de inclusão social da população afrodescendente.

São esperados em torno de 15 chefes de estados, entre eles a presidente Dilma Roussef, além de autoridades de países africanos, parlamentares e representações do movimento social negro.

Fonte: Olivia Santana

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