terça-feira, fevereiro 7, 2023
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Exposição que homenageia escritores moçambicanos chega a Portugal

Na mostra “Configurações (im)prováveis”, os fotógrafos Filipe Branquinho e Mauro Pinto fazem a sua leitura da vida e obra dos escritores Ungulani Ba Ka Khosa e Paulina Chiziane. A exposição é inaugurada quinta-feira em Coimbra, onde pode ser visitada até 6 de março.

No África 21Digital

Coimbra – O Colégio das Artes, na Universidade de Coimbra, recebe a partir de quinta-feira, 15 de janeiro, a exposição “Configurações (im)prováveis”, da autoria dos fotógrafos Filipe Branquinho e Mauro Pinto. A mostra, que tem o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, homenageia dois dos maiores nomes da literatura moçambicana: Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa.

Filipe Branquinho e Mauro Pinto, fotógrafos com um percurso internacional, foram desafiados a trabalhar a obra de um destes escritores. Surgiram, assim, duas séries de cinco fotografias: Mauro Pinto visita a obra de Paulina Chiziane, as mulheres moçambicanas e o seu papel em práticas tradicionais; Filipe Branquinho lê Ungulani Ba Ka Khosa, recria espaços a partir do ponto de vista de personagens e evoca a história e a memória de Moçambique.

Depois de ter sido apresentada em Moçambique, nas cidades de Maputo e Beira, a mostra chega a Portugal, onde poderá ser visitada no Colégio das Artes até ao dia 6 de março.

Em 1987, Ungulani Ba Ka Khosa publicou “Ualalapi”, romance sobre o passado colonial e sobre Gungunhana, que foi considerado um dos 100 melhores livros da literatura africana do século XX. Paulina Chiziane retrata, em muitas das suas obras, a vida das mulheres africanas, como sucede em “Niketche – uma história de poligamia”.

Na exposição, cada fotografia coabita com um excerto literário que remete para possíveis leituras.

“Mostrar esta exposição em Portugal, num espaço de reflexão e prática artística como o Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, é revelador da importância que a literatura e a fotografia moçambicanas têm hoje em Portugal”, sublinha, em comunicado, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

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