Feira Preta realiza matchfunding para captar investimento para o projeto “AFROLAB para Elas”

Como contrapartida, os apoiadores terão sua colaboração revertida em consultoria, palestras, diálogos sobre diversidade, vivências dentro do projeto entre outras recompensas

Por Fabíola Ribeiro enviado para o Portal Geledés 

Divulgação

São Paulo, setembro de 2018 – Apoiar, promover e impulsionar o afroempreendedorismo no Brasil, por meio da oferta de conhecimento e capacitação técnica, com foco em inovação e inventividade. Esse é o objetivo do AFROLAB, que ganha uma edição exclusiva para mulheres negras: o AFROLAB para Elas. Idealizado pela Feira Preta, o projeto foi selecionado, em junho, no edital Negras Potências, e será viabilizado por meio de matchfunding, na plataforma de financiamento coletivo Benfeitoria, em parceria com o  Movimento Coletivo, plataforma de investimento social da Coca-Cola.

A meta é arrecadar entre R$ 76 mil e R$ 127. As doações podem ser feitas por médias e grandes empresas e pessoas físicas, até o dia 30 de outubro.  Para cada R$ 1,00 doado, o Movimento Coletivo contribuirá automaticamente com R$ 2,00, triplicando o valor arrecadado. É possível contribuir com valores entre  R$ 10 e R$ 10 mil, direto na página do projeto na plataforma. Como contrapartida, os apoiadores terão sua colaboração revertida em consultoria, palestras, diálogos sobre diversidade, vivências dentro do projeto que podem ser adaptadas para grupos empresariais, entre outras recompensas, como pôsteres, camisetas e copos da Feira Preta, de acordo com o regulamento.

Com metodologia inédita e exclusiva, o AFROLAB para Elas conta com atividades de autoconhecimento, ciclos de imersão criativa, aprendizagem, cursos e workshops. A proposta é fortalecer, econômica, política e socialmente, as mulheres negras, grupo que experimenta a desigualdade de maneira mais profunda no país. Segundo dados do Instituto Locomotiva e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), os empreendedores brasileiros movimentam cerca de R$ 1 trilhão em renda própria por ano, mas apenas 36% deste valor é movimentado por empreendedores negros. Por motivos estruturais, negros e pardos enfrentam dificuldades em acessar os mesmos investimentos e ferramentas de capacitação que os empreendedores brancos já dominam.

“Queremos chamar a atenção dos investidores para a importância de apoiar o trabalho de afroempreendedores e para que deixem de olhar para esses negócios como artesanato. Temos conhecimentos e saberes ancestrais aos quais queremos dar mais visibilidade, mas não possuímos poder econômico para contar com a ajuda de um investidor”, afirma Adriana Barbosa, idealizadora do projeto e presidente da Feira Preta.

A empreendedora reforça que mesmo movimentando mais de R$ 200 bilhões por ano, o empreendedor negro no Brasil recebe 40% menos que o empreendedor branco pelo seu trabalho. “Com o apoio do Pretas Potências será possível levar o Afrolab para Belém (PA), Vitória (ES), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS), impactando diretamente mais de 100 famílias”, explica.

Veja as metas do matchfunding:

Meta 1: R$ 76.923,00

Levar a metodologia exclusiva do Afrolab para Vitória (ES) e Brasília (DF);

Meta 2: R$ 101.923,00

Levar a metodologia exclusiva do Afrolab para Vitória (ES), Brasília (DF) e Belém (PA);

Meta 3: R$ 126.923,00

Levar a metodologia exclusiva do Afrolab  para Vitória (ES), Brasília (DF), Belém (PA) e Porto Alegre (RS).

Conheça mais sobre o AFROLAB para Elas no vídeo de divulgação da campanha:

Sobre a Feira Preta

Criada pela empreendedora Adriana Barbosa, a Feira Preta é o maior espelho vivo das tendências afro-contemporâneas do mercado e das artes da América Latina, além de ser o espaço ideal para valorizar iniciativas afro-empreendedoras de diversos segmentos.,


** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do PORTAL GELEDÉS e não representa ideias ou opiniões do veículo. Portal Geledés oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

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