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Mulheres Negras Debatem Igualdade Racial e Empoderamento Feminino

Mulheres Negras Debatem Igualdade Racial e Empoderamento Feminino

As convidadas para  ‘Conversa com Bial’ desta terça-feira, 23 de maio, foram cinco mulheres negras que realizaram o debate pela igualdade racial e empoderamento da mulher, no rap à política internacional: Karol Conka, Alexandra Loras, Yasmin Thayná, Eliane Dias e MC Soffia.

 

Do Monica Aguiar Souza

No palco,  mostraram muito orgulho pela cor da pele e provaram que,  o povo negro as mulheres negras estão muito longe de exaltar  as conquistas contra o racismo e suas expressões existentes, faltando muito a ser alcançado e reparado.

Ex-consulesa da França em São Paulo, Alexandra se licenciou do cargo ao decidir ficar na capital paulista.

Além de palestras sobre discriminação racial, seus projetos incluem um novo livro, que discorre acerca de grandes inventores negros — como John Gorrie, o criador da geladeira, e Garrett Morgan, que concebeu o semáforo.

“Muitos negros não entram na história como tal”, afirma ela. Quanto à comparação entre o Brasil e seu país de origem, Alexandra é categórica: “São Paulo é a cidade mais negra do mundo em números absolutos. Quando cheguei aqui, achei que ia encontrar os ‘54% de negros’ na liderança. Mas não”, conta. “Eu acredito que o Brasil seria primeira potência mundial se entendesse a importância dos negros”, defende. 

Karol Conka é um exemplo da mudança do mercado do consumo, que tem se adequado às transformações sociais. Depois de cantar um de seus sucessos, a rapper comenta o fato de ter estampado cada vez mais seu nome e seu rosto em campanhas publicitárias.

Segundo ela, a representatividade no meio midiático é um fator importante, pois diz aos negros que eles não estão sozinhos. A partir disso, Karol discorre sobre suas referências em artistas negras, anteriormente raras no Brasil.

“Era Missy Elliot, Destiny Child. Eu tinha que ver as de fora do país”, comenta. Pensando na representatividade negra no cinema, surge a plataforma ‘Afroflix’.

 

Sua criadora, a estudante de audiovisual Yasmin Thayná, dividiu o sofá com as outras convidadas e contou sobre sua contribuição ao tema.

“A ideia da Afroflix é disponibilizar qualquer conteúdo audiovisual que tenha pelo menos uma pessoa negra. Hoje, temos mais de 300 inscritos”, explica.

Além de cotas raciais, feminismo e violência na internet, entrou na pauta também a transição capilar de mulheres, que deixam de alisar artificialmente o cabelo para assumi-lo naturalmente.

A coordenadora do ‘SOS Racismo’ na Assembleia Legislativa de São Paulo e empresária dos Racionais MC’s, Eliane Dias, falou sobre seu trabalho na periferia, com o resgate da autoestima de jovens negras.

A rapper mirim MC Soffia também mostra a importância do tema ao versar “Menina pretinha”. Aos 12 anos, a estrela mirim da abertura das Olimpíadas 2016 diz que suas músicas têm missão social.

 

“Eu me inspiro em todas as mulheres que estão aqui”, declara.

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