terça-feira, agosto 11, 2020

    Resultados da pesquisa por 'islamofobia'

    As belas razões pelas quais estas mulheres amam de usar hijab

    Recentemente o New York Times publicou um “guia” de lenços de cabeça muçulmanos. O artigo quis lançar luz sobre um conceito islâmico que promove a modéstia, mas as imagens que acompanhavam o artigo mostraram estilos de lenço específicos de alguns poucos países, e todas as silhuetas eram sem rosto. Por Yasmin Nouh, do Huffington Post   Esse tipo de retrato pode contribuir para a ideia equivocada que algumas pessoas têm de que as muçulmanas que usam o lenço na cabeça talvez não tenham autonomia e controle sobre sua própria vida. No clima político de hoje, o lenço de cabeça tornou-se mais que um simples símbolo espiritual de modéstia. Em dado momento, as mulheres que trabalhavam em cargos do governo na Turquia foram proibidas de usar o lenço. Na França, o niqab – uma versão do lenço que cobre o rosto – é proibido. No campo do contraterrorismo, alguns enxergam o lenço de ...

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    Muçulmanos estão entre as principais vítimas de intolerância religiosa no Rio

    Insultos, cusparadas, pedradas e ameaças de morte são algumas das denúncias de agressões contra muçulmanos no Rio de Janeiro nos últimos meses. As denúncias se intensificaram em 2015. O governo do Rio lançará uma campanha até o fim do ano para combater atos de intolerância e violência contra muçulmanos. Debate sobre a intolerância religiosa se tornou mais frequente no estado depois que uma garota de 12 anos foi agredida na saída de um culto do candomblé na Penha, zona norte, em junho Por Flávia Villela,  do Brasil 247 Insultos, cusparadas, pedradas e ameaças de morte são algumas das denúncias de agressões contra muçulmanos no Rio de Janeiro nos últimos meses. Depois dos adeptos das religiões de matriz africana, os seguidores do islã são os que mais sofrem com a intolerância religiosa no estado, segundo o Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Assistência Social. Desde ...

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    As máquinas de vender intolerância e preconceito

    Para compreender onda de fundamentalismo e crimes de ódio, que se espalha por países como EUA e Brasil, é indispensável examinar papel de certos programas de TV por Sandro Ari Andrade de Miranda no Outras Palavras O crescimento dos crimes de ódio é um fenômeno global! Sustentada por preconceitos e por valores fundamentalistas, temos observado uma onda de violência desmedida em diversos lugares do planeta, exatamente no momento em que explodem os meios de comunicação, o que, em tese, deveria garantir maior acesso à informação. O ataque a igrejas das comunidades negras nos Estados Unidos, o espancamento de casais homoafetivos nas metrópoles brasileiras ou, simplesmente, de pessoas que se acredita serem homoafetivos (como num caso recente onde pai e filho foram espancados por simples manifestação de carinho), o incêndio criminoso de mesquitas na França, o massacre diário de palestinos pelo governo de Israel, são apenas alguns exemplos de aberrações que vivenciamos ...

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    Governo francês apresenta plano de € 100 milhões contra racismo e antissemitismo

    O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, apresentou nesta sexta-feira (17) um plano de combate contra o racismo e o antissemitismo na França. As medidas, reveladas três meses após os atentados em Paris, custarão € 100 milhões aos cofres do governo.  Do RFI "O racismo, o antissemitismo, o ódio contra os muçulmanos, estrangeiros e a homofobia aumentam de maneira insuportável na França", declarou o premiê, ao apresentar o plano. Lembrando que o governo não vai mais tolerar esse tipo de crime, ele ressaltou que os "franceses judeus" e os "franceses muçulmanos" não devem ter mais medo de assumir suas religiões. O plano, que tem 40 medidas no total, se foca na luta contra o ódio na internet e nas escolas, no reforço das leis, e em campanhas de sensibilização. Na web, Valls quer que os provedores tenham uma representação jurídica na França. Nas escolas, os professores passarao por uma nova formação e, ...

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    “Todo preconceituoso é covarde. O ofendido precisa compreender isso”, Mario Sergio Cortella

    Violência urbana, desconfiança no outro, terrorismo. As ameaças do cotidiano que minam nossas forças são o tema desta conversa com o filósofo Mario Sergio Cortella. E ele sugere como agir diante das aflições sem perder a alegria de viver. por Patrícia Zaidan do MdeMulher O filósofo e doutor em educação Mario Sergio Cortella, 61 anos, começa a entrevista dizendo: "Hoje, o Boko Haram matou cem pessoas no norte de Camarões... Todo dia há notícias assim". O grupo fanático que ele menciona tenta fazer da Nigéria, vizinha de Camarões, uma república islâmica. E usa a barbárie para suplantar a marginalização política, econômica e social a que fora relegado pelos últimos governos. Essa facção sanguinária se tornou conhecida do público ao sequestrar 200 meninas nigerianas numa escola, em 2014. Muitas foram estupradas. Disputam o noticiário, as degolas de civis por outro bando de radicais, o Estado Islâmico e, ainda, os rescaldos do atentado ao semanário ...

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    Como o Estado Islâmico atrai mulheres ocidentais

    No mês passado duas mulheres foram indiciadas em Nova York acusadas de conspirar para usar uma "arma de destruição em massa". Por Katherine Brown, do BBC Elas alegaram ser "cidadãs do (autoproclamado) Estado Islâmico", apesar de nunca terem viajado para a região controlada pelo grupo extremista islâmico. As razões alegadas por elas para não terem imigrado: eram velhas demais e uma já era casada. Essas preocupações com idade e estado civil não surpreendem. Fóruns de discussão na internet também indicam que a maioria das mulheres que viajam para se juntar ao 'Estado Islâmico' esperam se casar logo que chegam à Síria. O casamento com um combatente gera uma identidade forte, um senso de pertencimento a uma comunidade. Escolha falsa A maioria das análises apresenta essas mulheres como se elas rejeitassem o liberalismo ocidental – e presumem que elas têm a mesma capacidade de acesso a esse liberalismo que as mulheres europeias, ...

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    Boaventura: Outro Mundo Necessário

    Quinze anos depois do primeiro Fórum Social Mundial, é tempo de um balanço. Mundo tornou-se mais violento, injusto e desigual. Encontro pode se renovar e tornar mais interventivo Por Boaventura de Sousa Santos, no Outras Palavras Escrevo de Tunis, onde participei no Fórum Social Mundial que se realizou pela segunda vez consecutiva no país que iniciou a “primavera árabe”, uma semana depois do atentado terrorista que matou 21 pessoas. O primeiro fato notável é que mais de 50 mil participantes, vindos de 121 países, não se deixaram intimidar pelos extremistas e mantiveram a sua participação como testemunho de solidariedade para com o povo tunisiano, o país do Magreb que realizou com mais êxito a transição da ditadura para a democracia. Um país pobre em recursos naturais, cuja maior indústria é o turismo, está no centro de uma região que serviu de berço ao capitalismo e sempre foi dominada pelo comércio ...

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    (Foto: João Godinho)

    O terrorismo religioso não expressa o Deus de amor

    Professar ou não uma fé religiosa é uma questão de foro íntimo. E, no Brasil, um direito constitucional. As religiões são muitas, logo, o “mercado religioso” é vasto. Repito: considero todas as religiões bélicas, perpetuadoras do patriarcado e contra o “faça amor, não faça guerra!”; e ilustro com as “guerras santas” das “grandes religiões” monoteístas – cristianismo, islamismo e judaísmo –, desde os primórdios, em nome de Deus! Por Fátima Oliveira, no O Tempo Possui variações do mesmo tema o terrorismo religioso de vertente islâmica: o atentado à revista “Charlie Hebdo”, na França (7.1.2015), que matou 17 pessoas e feriu várias; o suicídio/assassinato (?) do promotor federal argentino Alberto Nisman (18.1.2015); e o assassinato de mais de 2.000 pessoas pelo grupo islâmico Boko Haram, entre 3 e 7 de janeiro passado, em Baga, no Estado de Borno, na Nigéria, tangenciado pela mesma mídia que já se esqueceu das 276 estudantes nigerianas ...

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    O racismo começa onde acaba a cultura?

    De todas as antigas potências coloniais, Portugal continua a ser um dos países colonialistas onde o debate sobre o racismo é ainda dos menos clarificadores, porque está instalado numa quimera histórica em que o luso-tropicalismo, também construído na base de um embuste histórico, segundo o qual o colonialismo português teria sido, em comparação com as restantes violações coloniais, o mais generoso e menos violento. Esta premissa assente numa falácia histórica, minada por um misto de hipocrisia e cinismo políticos, vai ganhando sedimentação ideológica e dificultando um debate sério e frontal sobre o racismo. Em Portugal, o racismo e a sua negação são estruturais no confronto ideológico sobre o lugar da diferença numa sociedade potencial e estruturalmente racista, porque estrutural e historicamente coloniais. Por Mamadou Ba, do  Buala Na presente edição da agenda 2015 do SOS pretende discutir a diversidade e pluralidade de eixos temáticos, não apenas para analisar a cultura do ...

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    Brasileira muçulmana é atacada com pedrada em São Paulo

    Brasileira muçulmana é atacada com pedrada em São Paulo

    Pernambucana foi atingida na perna enquanto andava na rua por Leonardo Vieira RIO - O cotidiano da muçulmana S.G. (o nome está sendo mantido em sigilo porque ela recebeu ameaças após a publicação da matéria) não tem sido fácil. Nos últimos quatro anos, enquanto caminhava pelas ruas, já enfrentou golpes guardas-chuvas de idosos, puxões de seu véu por pedestres em ponto de ônibus, jatos de água e até agressões físicas por parte de pessoas que não a queriam por perto. Após o atentado ao periódico francês Charlie Hebdo, ela voltou a ser alvo de agressão explícita: S. recebeu uma pedrada que, por sorte, apenas atingiu sua perna. Seu agressor ainda gritou “muçulmana maldita” antes de fugir sem que pudesse ser identificado. Se o fato por si já é assustador, ele se torna ainda pior por ter acontecido na última quarta-feira (14) no Jardim Ibirapuera, bairro de São Paulo. É apenas ...

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    Charlie e Lobato: quando o racismo encontra a liberdade de imprensa, por João Feres Jr

    Charlie e Lobato: quando o racismo encontra a liberdade de imprensa Por João Feres Júnior  Do Ggn O affair Charlie Hebdo já produziu em menos de uma semana uma avalanche de textos, artigos e posts. Há muito tempo um caso específico não suscitava tanto debate no exterior e também no Brasil. Para ser mais preciso, 11 de setembro, que seria um competidor mais do que a altura, ocorreu quando a internet ainda era mais tíbia e não havia redes sociais. Estamos perante o affair Dreyfus do século XXI, com todas as camadas de ironia que tal comparação enseja. Milhões marcharam em Paris sob o lema “Je suis Charlie”, liderados por Hollande, Merkel, Benjamin Netanyahu e Mahmud Abbas, com o apoio dos Estados Unidos. A grande mídia brasileira aderiu com peso ao slogan por meio de editoriais, manchetes e artigos em defesa da liberdade irrestrita de expressão. Augusto Nunes, colaborador da Veja ...

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    Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

    Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

    Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela mídia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teólogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver a complexidade deste anti-fenômeno com suas aplicações também à situação no Brasil: Lboff *************************** Eu condeno ...

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    Grécia, França e Espanha, os países europeus mais antissemitas

    Grécia, França e Espanha, os países europeus mais antissemitas

    O debate sobre o preconceito contra os judeus estoura na Espanha após um escândalo no Twitter. Em pleno debate sobre se existe ou não uma crescente onda de antissemitismo na Espanha – onde a comunidade judaica denunciou vários usuários do Twitter por causa de mensagens de ódio aos judeus após um jogo de basquete, no domingo –, um estudo global aponta Grécia, França e Espanha como os países europeus com mais estereótipos de rejeição aos judeus. A pesquisa, encomendada pela Liga Antidifamação, uma organização judaica que tem sede nos EUA e luta contra o ódio aos judeus no mundo todo, ouviu 53.100 pessoas em cerca de cem países, concluindo que o antissemitismo é “persistente” e “generalizado” no mundo. Segundo o estudo, os três países citados são, na Europa, aqueles onde há mais cidadãos com preconceitos contra os judeus. De acordo com o relatório, 29% dos espanhóis responderam afirmativamente a pelo menos metade ...

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    O racismo cria raízes na Europa

    Quer se tratem de provocações contra uma ministra francesa ou uma colega italiana, de gritos de macaco dirigidos a futebolistas, de islamofobia ou de discriminação contra os ciganos, as atitudes racistas manifestam-se cada vez mais abertamente. Por isso, não se pode ceder um milímetro e há que dar exemplos de pedagogia, defende o escritor Tahar Ben Jelloun. Tahar Ben Jelloun O racismo é próprio do homem. É assim e mais vale saber isso e impedir que ele progrida, combatendo-o por meio de leis. Mas não basta. É preciso educar, desmontar os seus mecanismos, provar o caráter absurdo das suas bases e nunca baixar a guarda. Nos últimos tempos, a sociedade francesa tem sido vista como terreno de um racismo virulento, mas, no fundo não é mais racista do que muitas outras. A rejeição do estrangeiro, daquele que é diferente, daquele que é tido como uma ameaça para a própria segurança ...

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    homofobie france

    Ódio e preconceito: França vive primavera sombria

    O país que desenhou os conceitos de Direitos Humanos e onde as liberdades cívicas são um exemplo universal se meteu no labirinto das fobias: à islamofobia e ao racismo que marcaram a campanha eleitoral para as eleições presidenciais de abril e maio passado se seguiu uma homofobia agressiva que fez várias vítimas e colocou em primeiro plano pequenos grupos fanáticos que, oriundos de várias correntes da direita, confluíram em uma frente comum de perigosas intenções. O debate sobre o casamento homossexual fez a França voltar à Idade Média. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris. Eduardo Febbro/Carta Maior Paris - A França vive uma primavera sombria. A extrema direita, os grupos ultra católicos e a oposição conservadora montaram um show de homofobia latente que chegou até as agressões físicas contra os homossexuais e passou o limite da intimidação com uma carta de ameaças cheia de pólvora enviada ao presidente ...

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    Cotas-raciais

    Escolas britânicas registraram 88 mil incidentes racistas em 4 anos

    As escolas britânicas registraram 87.915 incidentes racistas, como abusos físicos, insultos ou intimidação, entre 2007 e 2011, segundo números oficiais publicados nesta quarta-feira pela rede BBC. As cidades onde houve mais casos com conotação racista foram Birmingham (centro da Inglaterra), com 5.752 incidentes, e Leeds (norte da Inglaterra), com 4.690. A localidade galesa de Carmarthenshire aparece na outra ponta, com apenas cinco. Em algumas regiões inglesas, como Luton, Oldham, Croydon e Bedford, o número de incidentes racistas aumentou 40% entre 2008 e 2010. As escolas britânicas deviam reportar esses incidentes às autoridades locais, mas em 2011 o Governo de David Cameron suprimiu essa obrigação, e desde então o número total caiu em 18.996 casos. Para Sarah Soyei, porta-voz da organização contra o racismo Show Racism the Red Card ("Mostre Cartão Vermelho para o Racismo"), essas estatísticas são só "a ponta do iceberg". "O racismo é um problema muito frequente em ...

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    xenofobia

    Grupos xenófobos compõem 9 governos europeus

    Considerada uma ameaça à democracia por incitar ao racismo e à xenofobia, a extrema direita adaptou seu discurso e, diante da crise financeira europeia, chegou ao poder nos últimos anos em vários pontos da Europa. Nove países europeus já têm partidos de extrema direita em suas coalizões de governo central ou como peças fundamentais nos Parlamentos. Em diversos outros, prefeituras são ocupadas por políticos desses partidos. A base de apoio, na maioria dos casos, vem justamente dos jovens, desempregados ou temerosos em relação a seu futuro. Na Holanda, conhecida por sua tradição liberal em diversos campos, os extremistas de direita do Partido da Liberdade fizeram a Europa prender a respiração nesta semana. Seu líder, Geert Wilders, recusou-se a dar apoio a um pacote de austeridade e obrigou o governo de Mark Rutter a entregar sua demissão. O que mais surpreende os especialistas é a expansão de seu partido em menos ...

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    gianni-carta

    Gianni Carta: Nazismo à brasileira

    Os dois potenciais terroristas presos na quinta-feira 22 pela Polícia Federal de Curitiba tinham planos, entre outros, de atacar estudantes do curso de Ciências Sociais da Universidade de Brasília. Isso porque aqueles "esquerdistas" tinham ideais liberais sobre sexualidade e direitos de minorias. Por Gianni Carta, na Carta Capital Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Vieira Mello ("ambos com mais de 30 anos", segundo a assessoria da PF) pretendiam "atirar a esmo" também nos alunos a cursar faculdades de Direito e Comunicação. Os ataques se dariam em uma casa de eventos utilizada pelos alunos. Vieira Mello, diga-se, cursou Letras na UNB. "As mensagens dizem que dariam um tratamento especial àquele 'câncer', fazendo referência aos estudantes, quando eles estivessem reunidos no local", declarou o delegado Wagner Mesquita, da PF no Paraná, em entrevista ao portal Terra. Sem direito à fiança, os suspeitos alimentavam um website hospedado na Malásia com conteúdo extremista. No ...

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    extrema direita

    Extrema-direita: UE desvaloriza aumento da radicalização?

    A União Europeia não presta a devida atenção ao aumento da expressão dos movimentos de extrema-direita em vários dos seus países-membros? A questão tem sido colocada por alguns académicos, ativistas e comunicação social, sobretudo quando surgem casos como o do grupo neonazi alemão que matou oito turcos, recentemente descoberto. As redes sociais virtuais são hoje um dos pólos agregadores de simpatizantes de movimentos racistas e nacionalistas. A presença destes no Facebook foi objeto de estudo pelo Demos, um centro de reflexão britânico que analisou as mensagens de 11 mil pessoas de 11 países. A islamofobia foi um das tendências detetadas. "Penso que muitas pessoas estão a usar o Islão como pretexto para discutir outras coisas que realmente as preocupam. A realidade é que a esmagadora maioria dos muçulmanos europeus são democratas que defendem a paz. Sentem muito orgulho em serem muçulmanos europeus. Mas, muitas vezes, são apresentados na comunicação social ...

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    ano afrodescendente

    2011 foi o ano Internacional do Afrodescendente e este continua menosprezado

    A ONU estabeleceu 2011 como o ano internacional do afrodescendente. As efemérides são, somente na aparência, momentos de comemoração. Na realidade, devem ser momentos de reflexão, de denúncia e de avaliação de perspectivas. Destaquem-se alguns pontos a repensar. 1. Mestiçagem, construção da nação e identidade. Predominou no Brasil a valorização de uma união nacional, que seria a confluência -pacífica, cordial e amistosa- entre brancos, negros e indígenas, num ideal de mestiçagem que seria, por sua vez, o contraponto de experiências dolorosas como o Jim Crow dos Estados Unidos ou o apartheid da África do Sul. Mas sempre foi um ideal de "mestiço" tanto mais aceitável quanto mais próximo fosse do branco europeu que do indígena ou do negro vindo da África: foi muito mais uma aculturação eurocentrada e de branqueamento. Marisol de la Cadena destaca, contudo, que na denominada América Latina conviveram tanto a hibridação empírica (mescla de sangues) quanto ...

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