terça-feira, abril 20, 2021

Resultados da pesquisa por 'branquitude'

alexandre garcia

Discussões sobre Branquitude: o grupo racial branco existe? – por Larissa Santiago

  Depois de conversar com as pessoas e entender que muito do que a gente discute e afirma com bastante contundência faz parte das visões mundo e posições que ocupamos, me veio a preocupação em discutir e escrever sobre um outro lugar. Muito se sabe sobre negritude, suas nuances e histórias, mas pouco se fala e se publiciza branquitude e sua participação nas relações sociais. A primeira questão a se refletir (partindo do meu texto anterior) é: o grupo racial branco existe? Partindo da definição de raça de Guimarães, 1999 onde ela é “um conjunto de elementos e características ambientais, sociais e culturais que designam diferenciação entre seres humanos”, podemos afirmar que existem diferentes grupos humanos que se identificam e se reconhecem entre si a partir dessas características. Se a gente falar, por exemplo, de índios ou nativos, entendemos que são seres humanos com determinadas características culturais (linguagem, religião, alimentação), ambientais ...

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Imagem retirada do site: http://www.usp.br

Brasil atualiza o racismo por não discutir “branquitude”

Na Escola, instituição discriminatória, ser branco é ser exemplo, perpetuando a ideia de superioridade racial Imagem retirada do site: http://www.usp.br Agência USP Nos debates sobre raças e racismo pouco se fala sobre "branquitude". E foi a partir desta constatação que a pedagoga e professora de educação infantil, Luciana Alves, demonstrou que ações afirmativas, como a lei sobre ensino da cultura africana, só fazem sentido se forem realizadas em ambiente de reflexão e reconstrução sobre o "ser branco". O tema "miscigenação" é muito falado no Brasil, mas o que se esconde por trás desse discurso é uma cultura que atualiza o racismo. A escola se apresenta como instituição discriminatória, onde o assunto "branquitude" é pouquíssimo discutido nos debates sobre raça. Essa situação colabora para que o branco se sinta superior e em posição de neutralidade a respeito do tema, fazendo perpetuar a "positividade da brancura" e os ...

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divulgação

A branquitude está nua

por: Ana Maria Gonçalves Dada a velocidade com que consumimos novas informações, os assuntos abaixo parecem ultrapassados; mas não são. Sempre atuais, tendem a ocupar mais espaço nas nossas vidas e nos noticiários na proporção em que mais negros ocupem espaços nos quais não eram vistos anteriormente. E isso não significa necessariamente que o racismo esteja aumentando, mas que lhe são dadas mais oportunidades de se manifestar, quando negros estão em situação de igualdade ou superioridade social ou econômica em relação a brancos. Acontece no Brasil e em qualquer lugar do mundo cuja economia já foi baseada em regimes escravocratas e/ou que agora tenta lidar com o impacto das novas correntes migratórias, principalmente as originárias de ex-colônias africanas. O que vemos manifestado nessas situações de racismo e xenofobia, além do ato em si e sua negação, é o desconforto do sujeito diante do espanto causado pela falha de sua invisibilidade. ...

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jornalistas

As “arautas da branquitude” e o racismo nosso de cada dia – por Rosiane Rodrigues

  Não sei se o leitor percebeu, mas é o segundo ano consecutivo em que uma repórter vira notícia sendo acusada de preconceito. Em 2012, a jornalista Mirella Cunha, na época repórter da TV Bandeirantes, virou notícia em todo país após entrevistar, em tom de chacota, um rapaz de 18 anos acusado de estupro. O “acusado” (e mais tarde ficou provado que ele não era o estuprador) era negro e a jornalista o constrangeu reiteradas vezes por ele não saber diferenciar um exame de corpo de delito de um de próstata. Alguns meses depois, o Ministério Público Federal da Bahia abriu procedimento e a está processando (junto com a emissora, espero!) por uma lista de crimes que vão do abuso de autoridade até ofensa ao direito da personalidade. Agora, a bola da vez é a jornalista Micheline Borges (do Rio Grande do Norte), que causou frisson nas redes sociais ao declarar, em ...

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white people

O racismo e a branquitude na Africa do Sul por Gillian Schutte

    O brancos são criados para pensar que são o centro de tudo, especialmente em relação a outras raças, escreve Gillian Schutte.   O professor Gillian Schutte, da Universidade de Pretoria foi convidado a debater com o professor de filosofia política, Dr. Louise Mabille, no Café Riche, em Pretória.    Inicialmente havia sido acordado que o tema seria branquitude e participação pública na África do Sul. Mabille, que leciona na Universidade de Pretória, tinha sugerido o tema: "As pessoas brancas têm a obrigação de se afastar da esfera pública?"    Nunca argumentei que os brancos têm a obrigação de se afastar da esfera pública. Antes, argumentei que os brancos precisam se encontrar consigo mesmos para ouvir outros discursos, que levem a refletir sobre o privilégio de ser branco.    Há também um sentimento de que falar, comentar ou criticar o papel do branco é visto por estes como racismo, ...

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medicos cubanos

O rosto sombrio da branquitude médica brasileira: do elitismo ao racismo xenófobo – Por Marcio André dos Santos

Costumo dizer aos meus alunos para desconfiarem de palavras como "evolução" e "progresso" pois estas sempre pressupõe avanços quando na verdade escondem armadilhas ideológicas complexas. A história do pensamento social e político nos países da América Latina, especialmente Argentina, Brasil e Colômbia, revela que, desde fins do século 19 até as primeiras décadas do século 20, elites médicas participaram ativamente de campanhas racistas, difamatórias e de cunho xenófobo contra imigrantes asiáticos, negros e indígenas, além de justificar medidas de higienização e eugenia contra estes grupos. Tais práticas estão intrinsecamente ligadas as "políticas raciais racistas" que pressupunham a imigração de europeus com patrocínio estatal a fim de embranquecer seu estoque populacional, compostos de "negros, indígenas e mestiços". Não foi muito diferente na Europa, principalmente na Alemanha e Áustria dos anos de 1930 e 1940. A ideologia nazista contou com um expressivo corpo de profissionais da área médica, como cirurgiões, biólogos, sanitaristas, ...

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branquitude relac3a7c3b5es-raciais

Discutir branquitude: o calor que me dói

Na última segunda-feira participei de uma conversa que tinha como tema Feminismo Negro e Identidade: para além da transversalidade de gênero e raça. Com uma provocadora incrível (Profª Liana Lewis) e um filósofo mediando a mesa (Prº Sandro Soyão) a Ciranda Filosófica causou também um estranhamento à minha pessoa: depois de reconhecer seu privilégio e relatar seu cotidiano embaraçoso com os alunos da cadeira Relações Raciais da Universidade de Pernambuco, fiquei querendo saber porque a incrível professora doutora não preferiu discutir feminismo branco ou branquitude. Quando indagada, ela categoricamente respondeu afirmando ser necessário um estudo relacional: não existe negro sem branco nem branco sem negro. Mas a profusão de estudos e de debates sobre negritude e a escassez de debates sobre branquitude (embora isso tenha mudado com os estudos sobre whiteness nos EUA) nos faz pensar que os problemas e resquícios do colonialismo só são possíveis de ser ...

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cidabento

Branquitude – O lado oculto do discurso sobre o negro – Cida Bento

Maria Aparecida Silva Bento Este artigo constitui-se numa abordagem psicossocial do processo de formação sobre relações raciais do CEERT2 . A experiência do CEERT na formação sobre relações raciais em diferentes instituições tem revelado que. embora cada uma dessas instituições seja diferente - os desafios de ensinar sobre racismo tem sido, mais parecidos do que diferentes. Por conta disso, serão reportadas diferentes experiências de formação, tais como as referentes às áreas de direito, psicologia social e organizacional, educação, uma vez que, independente das áreas, do grau de escolarização e das experiências dos participantes, o tema das relações raciais no Brasil é tão silenciado que, não raro, há mais similaridades do que diferenças no nível de informação sobre o tema, nas questões e nas resistências apresentadas. De qualquer forma, logo de início é bom lembrar que os cuidados para abordar o tema relações raciais junto a grupos mistos de negros(as) e ...

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Identidades, branquitude e pertencimento, Maria Lúcia da Silva

Redefinir a questão racial, atribuindo-lhe o lugar das experiências cotidianas e pensar como o olhar do outro influencia a concepção dos indivíduos, estes foram os desafios do segundo encontro do curso Educação, Relações Raciais e Direitos Humanos, que trouxe ao debate os temas identidades negras, branquitude e pertencimento racial. A psicóloga e psicoterapeuta Maria Lúcia da Silva, do Instituto AMMA Psique e Negritude, afastando-se da prática de teorização da temática racial, estimulou os/as participantes a pensarem em suas experiências relacionadas à discriminação.  "Em um grupo diverso -- composto por brancos, negros, homens e mulheres -- nós pudemos perceber que as humilhações foram de toda ordem, do ponto de vista do gênero, racial, de condição social, ou porte físico", comenta a psicoterapeuta. Confira como foi estruturada tal atividade nesta entrevista! E não deixe de visitar o site da formação:http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/   Veja também Pesquisadora do Instituto de Psicologia da USP mostra a ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Branquitude! Tremei! A PEC das Domésticas veio para ficar – Por Cidinha da Silva

A crônica “A PEC das Domésticas, os grilhões e as madames”, é o texto autoral de maior repercussão no meu perfil do Facebook. Ele unificou os três medidores de leitura e impacto em dados positivos: muitas “curtidas”, bom debate e número monstruoso de compartilhamentos, cerca de 860. Para este último item aferidor contribui a divulgação feita por páginas como as Mães de Maio, que o adotaram e reproduziram em larga escala. A PEC superou o hit anterior, “Madalena, vereadora transexual e o mendigo caucasiano”. Em ambos a análise política profunda de um tema da ordem do dia, por meio de linguagem simples foi a tônica. A reverberação de dois textos de destacada conotação política me felicita muito. Em que pese contribuírem adicionalmente para a maioria das pessoas voltarem a me cristalizar no lugar do ativismo político, sem o dinamismo da escritora, da artista que tem opinião sobre o mundo e ...

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Joyce Souza Lopes

(Não) Deu branco! Uma declaração sobre a conveniência da branquitude

por Joyce Souza Lopes "Narram que o negro somente apanhou, e não contabilizam o branco que matou". Lourenço Cardoso Uma questão indagadora me inquieta, mais que isso, me impulsiona à busca de reflexões, leituras, referências construtivas para o desenvolvimento não de uma teoria, mas de um posicionamento político que seja condizente com minha prática de militante, e vice-versa. Não se trata aqui apenas de uma investigação científica e sim da tentativa de autoconhecimento e compreensão do meu papel social de mulher branca, de como me refaço na marcação desta identidade racial. É perceptível o quanto o/a branco/a se abstém das discussões sobre relações raciais, desconsiderando seu condicionante de opressor/a, e sem problematizarmos esse posicionamento, mais uma vez racista, legitimamos a neutralidade, ou melhor, a neutralização da identidade racial branca e concedemos uma zona de conforto que há tempos se configura enquanto prerrogativa tanto para os que reconhecem a existência do ...

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Definições sobre a branquitude

por Hernani Francisco da Silva Os Estados Unidos, principalmente nos anos 1990, com os critical whiteness studies tornaram-se o principal centro de pesquisas sobre branquitude. Todavia, existem produções acadêmicas sobre essa temática na Inglaterra, África do Sul, Austrália e Brasil. No entanto, W. E. B. Du Bois talvez seja o precursor em teorizar sobre a identidade racial branca com sua publicação Black Reconstruction in the United States. Na galeria dos pioneiros em problematizar a identidade racial branca não podemos deixar de considerar Frantz Fanon. Em 1952, esse pensador caribenho e africano com sua publicação Peau noire, masques blancs defendeu o argumento de abolição da raça. Esse autor estava preocupado em libertar o branco de sua branquitude e o negro de sua negritude, porque a identidade racial seria um encarceramento que obstaculizava a pessoa de chegar e gozar sua condição humana. O ativista Steve Biko também pode ser incluído entre os ...

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Branquitude e poder – a questão das cotas para negros

Maria Aparecida Silva Bento Coordenadora executiva do CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Doutora em Psicologia Social pela USP Quando uma pessoa branca se detém diante de uma banca de jornal, não estranha que das dezenas de revistas expostas, quase 100% exibem brancos na capa e com freqüência no seu interior. Este contexto é supostamente natural para o observador. No entanto, quando a pessoa visualiza, na mesma banca, uma única revista com imagem de negros na capa, a revista intitulada RAÇA - A REVISTA DOS NEGROS BRASILEIROS, ela imediatamente reage: racismo às avessas! Uma revista só para negros? O que se observa neste episódio guarda semelhanças com a dinâmica que se estabelece no debate sobre cotas: cotas para negros e cotas para brancos. As cotas de 100% nos lugares de poder em nossa sociedade, não são explicitadas. Foram construídas silenciosamente, ao longo de séculos de ...

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cida bento

Branquitude e poder – a questão das cotas para negros

Maria Aparecida Silva Bento Coordenadora executiva do CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Doutora em Psicologia Social pela USP Quando uma pessoa branca se detém diante de uma banca de jornal, não estranha que das dezenas de revistas expostas, quase 100% exibem brancos na capa e com freqüência no seu interior. Este contexto é supostamente natural para o observador. No entanto, quando a pessoa visualiza, na mesma banca, uma única revista com imagem de negros na capa, a revista intitulada RAÇA - A REVISTA DOS NEGROS BRASILEIROS, ela imediatamente reage: racismo às avessas! Uma revista só para negros? O que se observa neste episódio guarda semelhanças com a dinâmica que se estabelece no debate sobre cotas: cotas para negros e cotas para brancos. As cotas de 100% nos lugares de poder em nossa sociedade, não são explicitadas. Foram construídas silenciosamente, ao longo de séculos de ...

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Branquitude Normativa: Pesquisa analisa quantidade e teor da presença afrodescendente nos meios de comunicação

Com o intuito de estudar a presença afrodescendente nos veículos de comunicação, o professor Dennis de Oliveira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, conduz a linha pesquisa Representações étnicas afrodescendentes na mídia. A linha trata tanto de aspectos quantitativos, como o número de ocorrências de presença de negros, como também qualitativos, com as maneiras em que se dá essa participação, para identificar como os aparelhos midiáticos mostram os negros nos principais meios de comunicação no Brasil. Projeto de pesquisa apresentado pelo professor ao entrar no corpo docente da Universidade, no ano de 2003, a linha é conduzida por alunos sob orientação de Oliveira, principalmente em trabalhos de conclusão de curso e teses de doutorado e dissertações de mestrado. Principais conclusões Sobre o aspecto quantitativo, segundo o professor, nota-se uma participação muito pequena do afrodescendente na mídia em geral. Para comprovar tal fato, foi feito, no ano de 2009, ...

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Brasil atualiza o racismo por não discutir “branquitude”

Por Glenda Almeida Nos debates sobre raças e racismo pouco se fala sobre "branquitude". E foi a partir desta constatação que a pedagoga e professora de educação infantil, Luciana Alves, demonstrou que ações afirmativas, como a lei sobre ensino da cultura africana, só fazem sentido se forem realizadas em ambiente de reflexão e reconstrução sobre o "ser branco". O tema "miscigenação" é muito falado no Brasil, mas o que se esconde por trás desse discurso é uma cultura que atualiza o racismo. A escola se apresenta como instituição discriminatória, onde o assunto "branquitude" é pouquíssimo discutido nos debates sobre raça. Essa situação colabora para que o branco se sinta superior e em posição de neutralidade a respeito do tema, fazendo perpetuar a "positividade da brancura" e os estereótipos negativados do "ser negro". Para realizar seu estudo Significados de ser branco – a brancura no corpo e para além dele, orientado ...

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Vilma Reis: “Os lugares mais privilegiados estão sob controle da ‘branquitude’”

Fonte: A Tarde - Leia trechos inéditos da entrevista com a socióloga Vilma Reis, uma das coordenadoras do Ceafro/Ufba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra: avó, >> A infância em Nazaré das Farinhas Nasci no bairro de Marechal Rondon, em Salvador, e com dois anos fui para Nazaré das Farinhas. Me criei no Recôncavo com aquele orgulho todo das famílias negras de lá. Fui criada por uma mulher muito forte, a minha avó. Ela já havia criado 13 filhos e depois criou mais oito netos, por conta das interrupções impostas pelo racismo a seus filhos homens. Meu pai era ferroviário e sofreu um acidente na linha férrea. Ele saiu do hospital e assinou uma série de documentos que o fez perder muitos direitos trabalhistas. Ele não aguentou a pressão e foi parar no sanatório. Por isso fui para Nazaré. A minha vó é pra mim o principal ...

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Vilma Reis: As lutas que começam com aquelas que estão supostamente vencidas

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(Foto: @ Artsy Solomon/ Nappy)

Eu e a Outra: experiências de racismo, sexismo e xenofobia

apesar do sol das palmeiras do sabiá, tudo aqui é um exílio. (Lubi Prates, 2018) A publicação deste texto foi motivada a partir da leitura de um outro, da autoria de uma conterrânea, a intelectual baiana Carla Akotirene. Li o texto dela dias atrás, disponível no seu instagram. Ela discutia sobre as “clivagens regionais nas experiências de raça”, a partir da vivência de Juliette Freire, participante branca e nordestina, da Paraíba, no Big Brother Brasil 2021. Carla Akotirene destacava o fato de que “as existências são avenidas identitárias”. Ela explicava que se entre os negros, Juliette Freire goza os privilégios de ser uma branca, entre os brancos, ela é lida como uma nordestina “apenas”. E eu, mulher, negra, nordestina, vivendo em terras sudestinas? Nas Minas, mais especificamente. Como as “clivagens regionais” atuam nas minhas experiências de ser negra? A fim de responder essas perguntas, resolvi publicizar algumas experiências que venho ...

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Marc Bruxelle via Getty Images

Bichas pretas afeminadas: sem direitos, silenciadas na escola e sozinhas na vida

Tem algum tempo que venho me dedicando a escrever sobre como os corpos desobedientes da norma de gênero concluem seu percurso formativo (apesar da) na escola de educação básica. A cidadania sempre negada em função da falta de entendimento sobre quem subverte as regras em busca de entender e performar sua alteridade. A pauta tornou-se obrigatória em minha trajetória de professora por conta dos alunos com os quais convivo na Universidade e das/dos pesquisadoras do Grupo de Pesquisa Ativista Audre Lorde: são jovens a quem uma biblioteca com os livros que precisavam, duas refeições por dia e dinheiro para ir e voltar da faculdade fizeram a diferença em seu percurso e taxa de sucesso na relação com a Universidade. Mas, ainda continua no debate interseccional: a Bicha Preta ocupa um não lugar abaixo das mulheres pretas na cadeia de opressão. Mas, sobre isso falaremos em outros textos. Neste, por conta ...

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