Porcentagem de trabalhadores domésticos diminui; formalização aumenta

A participação de trabalhadores domésticos no total de ocupados tem caído nos últimos anos, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, divulgada hoje (31). Em 2003, primeiro ano da nova série histórica, eles representavam 7,6% dos ocupados. Em 2012, eram 6,6%. Em números absolutos, a quantidade cresce 8,6% em dez anos, mas houve queda em 2010, 2011 e 2012. Hoje, eles representam 1,522 milhão nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, ante 1,402 milhão em 2003 – chegaram a 1,685 milhão em 2007.

O IBGE também detecta maior formalização no setor, confirmando tendência do mercado de trabalho, embora ainda em percentual menor. No ano passado, 39,3% dos trabalhadores domésticos – 599 mil pessoas – tinham carteira assinada. Em 2003, os empregados formalizados eram 35,3%.

O maior percentual de trabalhadores domésticos é da região metropolitana de Salvador, com 7,8% dos ocupados em 2012. O menor é de Porto Alegre, 5,5%. Em São Paulo, eles representam 6,5% do total.

Nesse setor do mercado de trabalho ainda predominam trabalhadores sem instrução ou com menos de oito anos de estudos, mas a proporção vem caindo: de 69,7%, em 2003, para 54,2%. Crescem os grupos com oito a dez anos de estudo (de 20,5% para 24,2%) e, principalmente, com mais de 11 anos de estudo (de 9,8% para 21,7%).

 

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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