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SPM, Ipea, IBGE e OIT divulgam estudo sobre os impactos da crise econômica na vida das mulheres

Segundo a análise, de setembro de 2008 a abril de 2009, o mercado passou por um processo de feminização

Foi divulgado, hoje (02/07), o Boletim Mulher e Trabalho: A crise econômica internacional e os (possíveis) impactos sobre a vida das mulheres. O estudo é uma parceria entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) – no âmbito do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero. Seu objetivo é identificar e monitorar os impactos da crise econômica sobre homens e mulheres a partir da análise dos indicadores de mercado de trabalho no período de setembro de 2008 a abril de 2009.

As principais conclusões apontam para uma interrupção da feminização do mercado de trabalho no Brasil metropolitano. Há redução nos postos ocupados (queda de 3,1% no nível de ocupação feminina, contra 1,6% dos homens) e aumento da inatividade feminina no período. Já entre os homens verifica-se aumento das taxas de desemprego mais que proporcionalmente que a verificada para as mulheres (24,1%, contra 11,2%). Os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/IBGE) revelam também a existência de substituição da mão-de-obra masculina por feminina na construção civil (-3%, contra + 17%). Na indústria, as mulheres perderam mais postos: -8,38%, contra -4,81% dos homens.

 

Nesse período, o mercado de trabalho formal passou por um processo de feminização. Isso vai contra ao que foi verificado para o restante da economia, pois foram os homens os que mais perderam postos de trabalho formais (580.639, frente a 5.273 para as mulheres). As mulheres foram mais empregadas no comércio (88,8%) e nos serviços (78,3%). Há indícios de precarização neste setor: os salários de contratação das mulheres foram sempre inferiores aos dos homens no período analisado, ou seja, parece haver substituição de salários mais altos por mais baixos. Este fenômeno acontece inclusive entre os trabalhadores de maior escolaridade, com as mulheres sendo admitidas com salários que equivalem a 65% dos masculinos.

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Fonte: Secretaria Especial de Políticas para Mulheres –

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