Tag: Branquitude

    Projeto sobre 'brancura' inflama debate sobre racismo nos EUA

    Projeto sobre ‘brancura’ inflama debate sobre racismo nos EUA

    Em meio a protestos contra morte de negros por policiais, vídeo com entrevistas de americanos brancos amplia discussão sobre preconceito e estereótipos raciais. Jaime González A decisão da Justiça americana de não acusar formalmente os policiais responsáveis pela morte de Michael Brown e de Eric Garner inflamou o debate sobre a desigualdade racial nos Estados Unidos. Agora, um projeto sobre "o que é ser branco" amplia a polêmica, com o objetivo de incluir os cidadãos brancos na discussão. Neste sábado (13), milhares protestam em Washington contra as mortes de negros por policiais brancos em circunstâncias polêmicas desde 2012, como o jovem Trayvon Martin, de 17 anos, morto por um voluntário de segurança do bairro na Flórida, e Tamir Rice, de 12 anos, que foi alvejado por policiais porque portava uma arma de brinquedo. Outros protestos em cidades como Nova York e Los Angeles exigem um fim ao que se considera ...

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    Grada Kilomba: Lidando com o Racismo na Europa

    Grada Kilomba: Lidando com o racismo na Europa Autora de “Plantation Memories” Em primeiro lugar, o racismo é um problema branco, Um problema da sociedade branca. E, em segundo lugar, não é uma questão ”Sou racista ou não”. Essa não é uma questão que a pessoa branca deve fazer. Mas, sim, a questão: “Como eu desconstruo meu próprio racismo?” O dever das pessoas brancas- e o racismo é definitivamente uma questão delas- é de tornar-se cientes de que elas são brancas. E o que significa ser branco? O que esta branquitude encarna? Encarna privilégio, encarna poder, encarna também poder e brutalidade. Como eu lido com todas essas partes da minha história? Estas são as questões que as pessoas brancas precisam lidar. E este é um processo psicológico, eu penso, para as pessoas brancas quando elas começam a lidar como o racismo. Há como um encadeamento… um processo. Primeiro estamos lidando ...

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    Ser branco é uma fonte inesgotável de privilégios sociais

    por Ricardo Rego no Jornal Sol O Brasil discute por estes dias o racismo. Os três principais candidatos às Presidenciais de 5 de Outubro têm propostas para combater a discriminação racial no país, onde mais de 50% da população é de descendência afro-brasileira. Na última semana, o tema ganhou ainda maior relevância. Um relatório da ONU sobre a discriminação racial indica que o racismo no Brasil é “estrutural e institucionalizado” e “permeia todas as áreas da vida”. O estudo surge semanas depois do guarda-redes do Grémio, Aranha, ser chamado de “macaco” pelos adeptos do Santos, equipa de São Paulo, no final de um encontro entre as duas equipas, e de Pelé relativizar a polémica, admitindo que também ele já foi insultado da mesma forma, o que incendiou ainda mais a opinião pública já indignada. Em entrevista ao SOL, Adilson José Moreira, professor de Direito na Fundação Getúlio Vargas, com doutoramento sobre ...

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    Meritocracia: Pressão de Fux por nomeação da filha faz OAB alterar processo de escolha

    Em uma noite de outubro de 2013, diante de mil pessoas em uma suntuosa festa de casamento no Museu de Arte Moderna do Rio, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux cantou uma música que havia composto em homenagem à noiva, a filha Marianna. A emoção do ministro da mais alta corte do país e sua demonstração de amor à filha impressionaram os convidados. Meses depois, o pai passaria a jogar todas as fichas em outro sonho da filha: aos 33 anos, ela quer ser desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Marianna concorre a uma das vagas que cabem à OAB no chamado quinto constitucional -pela Constituição, um quinto das vagas dos tribunais deve ser preenchido por advogados, indicados pela OAB, e por representantes do Ministério Público. A campanha do pai para emplacar a filha, materializada em ligações telefônicas a advogados e desembargadores responsáveis pela ...

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    Dani Costa Russo/Divulgação

    “Até quando a branquitude brasileira vai falar por nós?”

    Para a feminista Aline Djokic, reação contra série da Globo “O Sexo e as Nêga” indica que as mulheres negras “estão cansadas de ver somente estereótipos de si mesmas, em todo e qualquer veículo midiático” Por Jarid Arraes Prestes a estrear na Rede Globo, a nova série “O Sexo e as Nêga”, de Miguel Falabella, tem recebido críticas de movimentos de mulheres negras, que consideram o seriado racista e machista. O protesto coletivo reúne textos e discussões nas redes sociais, além de páginas manifestando repúdio. Uma delas, criada com o intuito de mobilizar pessoas e boicotar a programação, conta com quase 14 mil curtidas até o momento. Segundo a feminista negra Aline Djokic, muitas mulheres negras estão se juntando contra o programa para reivindicar uma representatividade livre de estereótipos. “Fico muito contente em ver essas iniciativas partindo das mulheres negras, de todas as idades, que estão cansadas de ver somente estereótipos ...

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    Epistemicídio

    Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do biopoder.É o filósofo afro-americano Charles Mills quem propõe no livro The Racial Contract (1997), que devemos tomar a inquestionável supremacia branca ocidental no mundo como um sistema político não-nomeado, porque ela estrutura ...

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    A Insustentável Leveza do Ser

    A Insustentável Leveza do Ser

    Somos todos Negxs! Aline Dias Semana passada vi uma noticia na internet que falavam dos B- Stylers, adolescentes japoneses que querem ser negros porque admiram a cultura hip hop norte americana e querem ser parecidos com os artistas que tanto eles admiram, e os artistas são negros. Para esses adolescentes, ser negro esta relacionado diretamente ao que a cultura norte americana vende como verdade, e entra goela abaixo desses japoneses. Para se firmar como negros, eles fazem bronzeamento artificial toda semana , para escurecer a pele. Esse processo de escurecer muito a pele, também faz parte do interesse em  chocar a sociedade japonesa, que culturalmente acredita que beleza esta ligada à uma pele quase transparente. Além de escurecer a pele, esses jovens procuram modificar seus cabelos para ficarem armados, trançados e até um black power “legitimo” criado por africanos que vivem nos guetos japoneses aparece em cena. Exótico? Bizarro? Diferente?   Para esses ...

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    Capital, desigualdades e branquidade: Um alfabetário heterodoxo

    É quase certo que conceituar fragmentariamente o capital só reforça o capitalismo que muitas de nós combatemos, porque reforça hierarquias, competição exacerbada, o consumismo, o desemprego/desocupação, a busca de lucro progressivo e incessante - mesmo que com prejuízos ecológico -, a privatização de bens públicos, em síntese , a valorização do ter e da aparência, à luz de conceitos e ideologias euro-hegemônicos . Em todo caso, pode caber um certo glossário, para estimular reflexões sobre sinergias negativas, ligadas às questões de gênero, raça e condição socioeconômica. Tanto no plano individual quanto no coletivo, destaco os vínculos: por Nilma Bentes 1 - enviado para o Portal Geledés a)  Capital afetivo: Aqui, trata-se da questão de orientação sexual, então, a heterossexualidade/heteroafetividade é absolutamente hegemônica e é, portanto, privilegiada; fica a homo e transsexualidade com ́capital afetivo ́ baixo. b)  Capital ambiental: Nas cidades, os que habitam as áreas de melhor infraestrutura urbana ...

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    Sim, nós somos racistas: Estudo Psicossocial da Branquitude Paulistana

    por Lia Vainer Schucman Este artigo tem como objetivo fazer uma contribuição para o campo de estudo que relaciona as categorias raça, racismo e psicologia, e faz parte dos estudos interdisciplinares nacionais e internacionais sobre branquitude. Para tanto, faço uma análise de como sujeitos brancos se apropriam da categoria raça e do racismo na constituição de suas subjetividades. Para essa compreensão foram feitas entrevistas com brancos paulistanos de diferentes classes sociais, gênero e gerações com o intuito de compreender quais os significados que estes sujeitos atribuíam a "ser branco". Os resultados obtidos nesta pesquisa apontaram que o racismo e a ideia falaciosa de raça, construída no século XIX, ainda fazem eco nos modos de subjetivação de indivíduos brancos. A partir das análises das entrevistas foi possível perceber que estes sujeitos acreditam que "ser branco" determina características morais, intelectuais e estéticas dos indivíduos.(AU) Sim, nós somos racistas: Estudo Psicossocial ...

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    Ademário Sousa Costa: Guia prático para brancos sobre racismo

    por Ademário Costa* O que me motiva a escrever novamente é a reação das pessoas, que se sentiram ofendidas com o título do texto “Só podiam ser brancos e ricos”,  atribuindo a ele um conteúdo racista. Este tipo de reação é fruto da forma em que se estrutura o racismo na sociedade brasileira. No Brasil a cor da pele e os traços físicos constituem componentes determinantes do posicionamento econômico e social dos indivíduos. A naturalidade com que se associa a condição de ser branco com o sucesso profissional, melhor renda e localização social, exime esta parte da população de se envergonhar de sua condição de maioria ideológica, social, política e econômica — mesmo sendo minoria populacional. Do outro lado da moeda os negros são maioria em todas as situações de vulnerabilidade social, nas prisões, nas favelas, na exposição ao crime, entre os que estão fora da escola; mesmo nos estados ...

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    126 anos esperando pelas cenas do próximo capítulo

    126 anos esperando pelas cenas do próximo capítulo

    „Foi em julho de 1941, na rua dnej em Jampol na Ucrânia que, bem no meio do povoado, vi um tapete de pele humana sobre o chão poeirento.  Era um homem que tinha sido esmagado por um tanque de guerra. Seu rosto tomara a forma de um quadrado, o peito e o abdômen tinham se expandido e retorcido, tomando a forma de um losango. As pernas escarranchadas e os braços meio afastados do corpo igualavam-se às pernas de uma calça e às mangas de um terno, que tivessem sido a pouco engomados e ainda descansassem sobre a tábua de passar… Alguns judeus se aproximaram e começaram a descascar o molde daquele homem morto do chão… Assim que o tapete de pele humana se desprendeu, um judeu fixou o topo da cabeça à ponta de uma pá e foi embora com aquela bandeira.“  por Aline Djokic Esse trecho do romance „La Pelle“ ...

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    panters

    Desafios do Feminismo diante da questão de raça

    Há pouco tempo atrás um debate acirrado aqueceu as veias do Feminismo: a expulsão de um morador de rua durante a terceira Marcha das Vadias de Brasília. Quem conhece o movimento feminista sabe que se trata de uma das suas questões mais básicas e persistentes, que mostra a dificuldade em lidar com encontros entre estruturas de opressão tão profundas, como são o sexismo e o racismo. Um debate importante para nos lembrar de que sempre há o que refletir sobre o movimento feminista e o mundo que queremos construir. Como já faz um tempo, vale a pena lembrar: durante a realização da Marcha das Vadias do Distrito Federal, um morador de rua fez gestos obscenos e insinuou tirar a roupa. A reação da Comissão de Segurança da Marcha foi escrachá-lo, expulsando-o da multidão com buzinas e gritos. O fato provocou uma grande reação da várias militantes do movimento de mulheres ...

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    divulgação

    A branquitude está nua

    por: Ana Maria Gonçalves Dada a velocidade com que consumimos novas informações, os assuntos abaixo parecem ultrapassados; mas não são. Sempre atuais, tendem a ocupar mais espaço nas nossas vidas e nos noticiários na proporção em que mais negros ocupem espaços nos quais não eram vistos anteriormente. E isso não significa necessariamente que o racismo esteja aumentando, mas que lhe são dadas mais oportunidades de se manifestar, quando negros estão em situação de igualdade ou superioridade social ou econômica em relação a brancos. Acontece no Brasil e em qualquer lugar do mundo cuja economia já foi baseada em regimes escravocratas e/ou que agora tenta lidar com o impacto das novas correntes migratórias, principalmente as originárias de ex-colônias africanas. O que vemos manifestado nessas situações de racismo e xenofobia, além do ato em si e sua negação, é o desconforto do sujeito diante do espanto causado pela falha de sua invisibilidade. ...

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    charo

    Eu, mulher negra racista. Uma conversa que também é sobre você

    "É vocês negras que têm a auto-estima baixa e não aceitam determinados elogios. O problema está em vocês. Inseguras". por Charô Nunes A primeira vez que fui acusada de ser mulher negra racista foi durante uma terapia. Agora imaginem essa preta aqui ficando bege de listinhas rosas e bolinhas azuis ao ouvir que sou uma mulher negra racista. Eu era o problema, a agente de meu sofrimento. Não a cultura branca de exclusão que de tão hegemônica passa desapercebida por negros e brancos. O racismo não é um problema meu, sempre é do outro. E daí que a gente perde a oportunidade de  conversar a respeito, juntos. Um dos aspectos mais interessantes (e cruéis) do racismo cordial é justamente advogar que o pior racista é o próprio negro, nesse caso uma manicure que se orgulha de atender apenas clientes brancas. Se for discriminada e não tiver força para reagir, a culpa também será toda sua. Sempre você, você, você. E o que dizer da mãe que ...

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    cidabento

    Branquitude – O lado oculto do discurso sobre o negro – Cida Bento

    Maria Aparecida Silva Bento Este artigo constitui-se numa abordagem psicossocial do processo de formação sobre relações raciais do CEERT2 . A experiência do CEERT na formação sobre relações raciais em diferentes instituições tem revelado que. embora cada uma dessas instituições seja diferente - os desafios de ensinar sobre racismo tem sido, mais parecidos do que diferentes. Por conta disso, serão reportadas diferentes experiências de formação, tais como as referentes às áreas de direito, psicologia social e organizacional, educação, uma vez que, independente das áreas, do grau de escolarização e das experiências dos participantes, o tema das relações raciais no Brasil é tão silenciado que, não raro, há mais similaridades do que diferenças no nível de informação sobre o tema, nas questões e nas resistências apresentadas. De qualquer forma, logo de início é bom lembrar que os cuidados para abordar o tema relações raciais junto a grupos mistos de negros(as) e ...

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    Definições sobre a branquitude

    por Hernani Francisco da Silva Os Estados Unidos, principalmente nos anos 1990, com os critical whiteness studies tornaram-se o principal centro de pesquisas sobre branquitude. Todavia, existem produções acadêmicas sobre essa temática na Inglaterra, África do Sul, Austrália e Brasil. No entanto, W. E. B. Du Bois talvez seja o precursor em teorizar sobre a identidade racial branca com sua publicação Black Reconstruction in the United States. Na galeria dos pioneiros em problematizar a identidade racial branca não podemos deixar de considerar Frantz Fanon. Em 1952, esse pensador caribenho e africano com sua publicação Peau noire, masques blancs defendeu o argumento de abolição da raça. Esse autor estava preocupado em libertar o branco de sua branquitude e o negro de sua negritude, porque a identidade racial seria um encarceramento que obstaculizava a pessoa de chegar e gozar sua condição humana. O ativista Steve Biko também pode ser incluído entre os ...

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    Branquitude e poder – a questão das cotas para negros

    Maria Aparecida Silva Bento Coordenadora executiva do CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Doutora em Psicologia Social pela USP Quando uma pessoa branca se detém diante de uma banca de jornal, não estranha que das dezenas de revistas expostas, quase 100% exibem brancos na capa e com freqüência no seu interior. Este contexto é supostamente natural para o observador. No entanto, quando a pessoa visualiza, na mesma banca, uma única revista com imagem de negros na capa, a revista intitulada RAÇA - A REVISTA DOS NEGROS BRASILEIROS, ela imediatamente reage: racismo às avessas! Uma revista só para negros? O que se observa neste episódio guarda semelhanças com a dinâmica que se estabelece no debate sobre cotas: cotas para negros e cotas para brancos. As cotas de 100% nos lugares de poder em nossa sociedade, não são explicitadas. Foram construídas silenciosamente, ao longo de séculos de ...

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    Bruxas, Dilma e a República de homens brancos

    Mallus Maleficarum escrito pelo inquisidores em 1484, de forma minuciosa descreve a aliança realizada entre as mulheres e o diabo, a fim de impor através da bruxaria malefícios à humanidade. As mulheres são descritas como seres mais fracos " na mente e no corpo", criadas a partir de uma costela recurva de Adão, em virtude dessa falha a mulher seria um "animal imperfeito". Portadores de três vícios: a infidelidade, a ambição e a luxúria estariam mais propensas ao acordo com agentes extra-humanos para manipularem os homens e seus desejos. Portanto, as bruxas deveriam ser denunciadas, torturadas e condenadas á morte para o bom funcionamento da sociedade. Por Sérgio Martins O fato de não contarmos mais com um discurso teológico ou naturalista sobre a inferioridade das mulheres, não implica necessariamente, que as estruturas de poder e seus agentes comungam com a participação das mulheres nestes cenários, a partir de uma outra compreensão ...

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    O Brasil visto através da MPB

    A professora Liv Sovik lança "Aqui Ninguém É Branco", em que analisa o país por meio da música por: João Pombo Barile "Aqui Ninguém É Branco", novo livro que a suíça Liv Sovik acaba de publicar pela editora Aeroplano, traz de volta a discussão da convivência entre as raças no Brasil. Num país onde ninguém se diz racista, o livro da professora da Escola de Comunicação da UFRJ cai como uma bomba ao tocar numa questão essencial: afinal, por que o brasileiro cultua tanto a mestiçagem? Desde Gilberto Freyre - e seu sedutor discurso de "Casa Grande e Senzala" -, nos acostumamos com um certo discurso que afirma uma certa harmonia entre as raças. "Será?", parece questionar o livro de Liv. Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira e da maneira com que a grande imprensa nacional trata a questão entre as raças, Liv conseguiu desmascarar o cínico ...

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    Vilma Reis: As lutas que começam com aquelas que estão supostamente vencidas

    Vilma Reis: “Os lugares mais privilegiados estão sob controle da ‘branquitude’”

    Leia trechos inéditos da entrevista com a socióloga Vilma Reis, uma das coordenadoras do Ceafro/Ufba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra: Fonte: A Tarde - avó, >> A infância em Nazaré das Farinhas Nasci no bairro de Marechal Rondon, em Salvador, e com dois anos fui para Nazaré das Farinhas. Me criei no Recôncavo com aquele orgulho todo das famílias negras de lá. Fui criada por uma mulher muito forte, a minha avó. Ela já havia criado 13 filhos e depois criou mais oito netos, por conta das interrupções impostas pelo racismo a seus filhos homens. Meu pai era ferroviário e sofreu um acidente na linha férrea. Ele saiu do hospital e assinou uma série de documentos que o fez perder muitos direitos trabalhistas. Ele não aguentou a pressão e foi parar no sanatório. Por isso fui para Nazaré. A minha vó é pra mim o principal ...

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