quarta-feira, julho 15, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

    Foto: João Godinho

    Diamantina é Diamantina: joia rara, única e singular

    Corre o mundo a esplendorosa beleza e musicalidade de Diamantina. Dizem que em toda família diamantinense que se preze há um seresteiro. O fervor seresteiro originou a vesperata - a primeira foi em 1997 - um concerto em que, ao contrário da serenata, os músicos ficam nas sacadas dos sobrados e o público na rua. É pura magia! Por Fatima Oliveira A vesperata é uma releitura das tardes vesperais diamantinenses do século XIX, mas pode ser também uma herança de Chica da Silva, que possuía uma orquestra particular e um teatro na Chácara de Palha, onde foram encenadas as peças mais afamadas da época e as festanças eram abertas ao entardecer com passeio de barco no lago sob acordes de orquestra! Tocada pela mosca azul das vesperatas, conheci Diamantina no último fim de semana, passeio inesquecível, com agradáveis pessoas amantes da música. A aura que emana de uma vesperata é indescritível. ...

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    (Foto: João Godinho)

    Um banho de talento, sensibilidade, ternura e doce beleza

    - Fonte: O Tempo Online - Ai, que vida! O relinchar de um jumento abre a primeira cena, que é invadida pelos acordes da trilha sonora - um forró-brega de letra xexelentíssima, porém mavioso e de gostosura crescente. Numa estonteante paisagem verdejante, uma surrada D20 (Chevrolet, 1985) vermelha, que parece estar numa pista de Fórmula 1, desce a ladeira aos solavancos. Uma nuvem de poeira encobre uns jeguezinhos que pastam modorrentamente... Um lagarto corta a estrada. Por Fatima Oliveira Ouve-se cacarejar de galinhas e uma voz: "Devagaaar que minhas galinhas vai morreeer!" A trepidação da D20 é o mote dos diálogos: "- Ave Maria, mãe, esse carro balança demais.../ - Ai, Vanderléa, larga de ser enjoada, menina danada!/ - Seu Panelada, vá devagaaar que minhas galinhas vai morreeer. Ai que vida, meu Deus, ai!" As galinhas batem as asas e sacodem penas pra todo lado. "- Que suas galinhas, senhora! ...

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    (Foto: João Godinho)

    Se de perto ninguém é normal, o que é loucura?

    Lei não aboliu a internação, mas quem a decide é o médico Por Fatima Oliveira Talvez tenha razão quem disse que "ninguém enlouquece, apenas piora", já que incursionar pela história da loucura, sua contextualização, suas representações sociais e o conceito de doença mental requer considerar a linha histórica das respostas da família, da sociedade, do Estado e da ciência diante de doenças e doentes mentais, que dependem da época em que a loucura é vivida. Muitos abominam, mas resgato a palavra loucura por considerar que, apesar da polissemia e da gama de subjetividade, nela cabe tudo o que permite o diagnóstico de insanidade mental. A Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216, de 6.4.2001) é um marco do compromisso com a cidadania de quem porta doença mental, até então sob a batuta de um modelo de atenção que priorizava a segregação de quem era tido como louco numa época em que ...

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    O ‘nheco nheco’ balançado, cum fungado e cafuné

    Amo os ritmos ditos matutos. A doce melancolia da moda de viola tem o seu lugar e da sanfoninha choradeira sai energia vibrante. Aprecio mais forró de raiz que acordes de sertanejo ou country, embora muitas músicas do estilo modão sertanejo sejam obras de arte. Há quem diga que a música caipira é uma coisa e a sertaneja é outra, pois só a caipira expressa uma filosofia de vida. Mas é ignorância musical detonar em bloco a música sertaneja alegando que dor de cotovelo e cornice imperam nas letras. Relembrando que há quem eterniza dores de amor em música e em versos, indago: quem nunca se roeu por um amor indiferente? Ou por um fora daqueles que deseja abrir o chão e entrar pra nunca mais ver a luz do sol? Por Fátima Oliveira Como esnobar a magia de um forró de sensualidade brejeira e pulsante como "Vou te matar de ...

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    Caminhada Cultural pela Liberdade Religiosa e pela Paz

     - Fonte: O Tempo - Para defender o exercício da liberdade religiosa; denunciar práticas criminosas movidas a intolerância religiosa - a maioria de conotações racistas -, e com a função pedagógica de difundir a tolerância religiosa: igualdade de respeito por quem professa ou não uma fé, em 13 de maio ocorrerá em Belo Horizonte a Caminhada Cultural pela Liberdade Religiosa e pela Paz, da praça Sete à praça Afonso Arinos, a partir das 14h. A data é significativa: dia da Abolição da Escravatura (1888) e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo (1970). Por Fatima Oliveira Para o sacerdote de religião de matriz africana, professor Erisvaldo Pereira dos Santos, "comunidades e templos das religiões brasileiras de matriz africana vêm sofrendo práticas de intolerância e desrespeito advindas de diversos segmentos sociais. Quando não é um grupo de neopentecostais demonizando as divindades dessas religiões, é a polícia invadindo um terreiro - templo religioso ...

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    Um olhar diferenciado sobre a saúde da mulher negra

     - Fonte: Mhário Lincol do Brasil - Algumas doenças atingem os negros de modo diferente dos brancos Por Fátima Oliveira “O Estado de S.Paulo” (27.10.06) e O TEMPO (1º.11.06) publicaram trechos de entrevistas que concedi a Giovana Girardi e a Daniel Barbosa por ocasião do anúncio da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra. Segundo Barbosa: “Na semana passada, o ministro da Saúde, Agenor Álvares, admitiu, diante dos resultados da pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, que há racismo no atendimento a negros no Sistema Único de Saúde (SUS) e que essa discriminação se reflete em diagnósticos incompletos, exames que deixam de ser feitos e nas taxas de mortalidade materna e por contaminação de HIV. Entre as mulheres negras, a taxa de mortalidade materna é mais que o dobro das brancas (4,79 contra 2,09 mulheres/100 mil habitantes). Nas taxas de mortalidade por contaminação de HIV, a proporção é de ...

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    Alguns significados do anúncio do fim do vestibular

      Escrito por: Fátima Oliveira Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/coluna Pubicado em: 07/04/2009       Sou do tempo em que só cursava o ginásio (atuais 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries do primeiro grau) quem passava no Exame de Admissão ao Ginásio. O motivo para tal exame era que não havia "ginásio" para todo mundo que queria cursá-lo. Também diziam que tinha um caráter meritocrático, pois o processo era classificatório e as provas, descritivas. Só entrava no ginásio, público ou particular, quem obtivesse as notas mais altas em português, matemática, geografia, história, ciências e redação. Era possível "pular" a última série do primário, a 5ª série, pois era permitido a quem estivesse na 4ª série, se passasse no Exame de Admissão ao Ginásio, não cursar a 5ª série. Eu, por exemplo, não fiz a 5ª série, pois passei no exame de admissão após concluir a 4ª série. Quem concluía a 5ª série ...

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    Em conflitos de interesses pudor faz falta

    Pudor é discrição, pejo, vergonha, recato e freio que impede que se diga ou faça algo ofensivo à honestidade, à modéstia e, também, à decência e à tolerância inerentes à democracia. Ao pé da letra pudor é o oposto de ato obsceno. Fascinada pelas palavras, não encontrei outra mais adequada que falta de pudor para traduzir a má-fé do teor argumentativo dos "113 cidadãos anti-racistas contra as leis raciais" (28.04.08), que apóiam duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Coisa de gente se "acha" o "Ó do borogodó". Sem novidades o retorno dos arquitetos do "Todos são iguais na República Democrática" (30.05.06), igualmente açoite e saudosista da senzala. É mais do mesmo da fé bandida do racismo. A ADI 3.330: contra o ProUni; e a ADI 3.197: contra a lei de cotas nos vestibulares das universidades estaduais do Rio de Janeiro, impetradas pela Confederação ...

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    Isabel assinou a Lei Aúrea possível, não uma falsa abolição

    Sobreviventes têm regado com sangue, suor e lágrimas a luta contra o racismo nos 438 mil dias seguintes ao 13.5.1888. Assim "fazemos a hora", "que como as dunas, ninguém pode segurar", de colocar racistas de todos os matizes e o Estado brasileiro, outra vez, "nas cordas".   Por Fátima Oliveira Há 120 anos, em 13 de maio de 1888, a princesa regente Isabel sancionou a Lei Áurea: "Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário." O Dia da Abolição da Escravatura, hoje também Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, oficializou o fim da escravidão negra. Encanta-me a sabedoria dos "negros de raízes" que jamais deram bola para críticas sobre as feéricas "festas de pretos", no 13 de maio, celebrando o fim do cativeiro, e não a princesa! Relembro as festas da "União" (Colinas, MA), um clube de ...

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    Vamos crucificar a negra?

    A versão que caiu em domínio público foi que a ministra incitou o racismo e colocou em risco a decantada harmonia racial do Brasil Por Fátima Oliveira Fui espectadora atenta do affaire ministra Matilde Ribeiro e do affaire rabino Henry Sobel, duas personalidades pelas quais tenho enorme e profundo respeito, decorrente da história de vida de ambos, cuja marca é o empenho pela democracia e pelos direitos humanos. É nítida a disparidade de tratamentos da grande mídia nos dois casos. Também vale à pena mirar como cada setor de pertencimento de ambos reagiu. Em que consistiu o affaire ministra Matilde Ribeiro? Nos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, ela concedeu entrevista à rádio BBC de Londres (BBC Brasil). BBC: "Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que não tem discriminação e gosta de se citar como exemplo de integração. É ...

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    “Obrigado, Iowa!”

    Ainda que a distância ideológica entre um republicano e um democrata seja zero, com democrata na Casa Branca o mundo é sempre outro Por Fátima Oliveira Enquanto no Quênia a deterioração da situação política atinge a barbárie, com centenas de mulheres e crianças, quase todas da tribo do presidente Mwai Kibaki, os kikuyu, sendo estupradas nos confrontos pós-eleições presidenciais, evidenciando a atualidade cruel da prática de guerra de estuprar as mulheres dos inimigos tão-somente para humilhá-los, um descendente de queniano discursava dizendo: "Obrigado, Iowa!" "Foi a esperança que me trouxe aqui, hoje. Com um pai que nasceu no Quênia, uma mãe que nasceu no Kansas e uma história que só poderia acontecer nos Estados Unidos da América, ouvi muitas vezes que este dia nunca chegaria." Era o senador por Illinois (capital: Springfield; a maior cidade é Chicago, que eu amo, com seu misterioso e belo lago Michigan - maior lago de ...

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    Sociopatias & Criminalidade

    Atire a primeira pedra quem não tem o seu sociopata de estimação na família. Basta olhar a parentada. Garanto que vai achar um. Por Fátima Oliveira Madrugada de 23 de junho. No ponto de ônibus, está Sirlei Dias Carvalho Pinto, 32 anos, empregada doméstica, que mora no trabalho, na nobre Barra da Tijuca, mas seu domicílio é Duque de Caxias, para onde pretendia se dirigir para arriscar uma consulta médica. Cinco universitários, saindo de uma balada, roubam a bolsa de Sirlei e a espancam. Acusados de tentativa de latrocínio (roubo seguido de assassinato), alegaram "aberratio delicti" (desvio do delito: erro por parte do criminoso quanto à pessoa da vítima). Tentaram uma "actio nullitatis" (ação de nulidade), justificando que confundiram Sirlei com uma prostituta e como tal pode ser roubada, espancada e humilhada. Não se espante, não criamos nossas proles dizendo-lhe que as putas são a latrina da sociedade? Se não fosse, ...

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    Acender fogueira e bater tambor

    As festas juninas, acender fogueira e bater tambor são panculturais e datam das sociedades pagãs européias, bem antes de Cristo; existem "em todos os tempos e em todas as partes". Por Fátima Oliveira Foto: João Godinho Antes de começar a escrever passei os olhos em vários sites pra apreender o que rolava... A política tem cansado minha mente. Zanzei e dei de cara com uma manchete do "Valor": "País vive melhor momento desde a Proclamação da República, diz Lula". Como não tenho tanta certeza assim, prefiro silenciar. Por enquanto. A outra notícia que encheu é o Renangate, cujo desfecho só as deusas sabem. Coisa pras divindades mesmo, pois como disse um outro senador, o X da questão é que todo mundo tem a "sua" e o "seu"... Então, solidariedade é preciso. E o Senado, quase como um bloco monolítico, saberá se sair à altura da dupla moral sexual e dos péssimos ...

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