quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: haitianos e suas lutas

    Os 216 anos da Revolução Haitiana, a maior revolta de negros em um país colonizado

    O primeiro dia de 2020 também foi o aniversário de 216 anos da Revolução Haitiana, cujo ápice se deu em 1º de janeiro de 1804, quando a colônia da América Central finalmente conquistou sua independência da França, produzindo a maior revolta bem-sucedida de escravizados no mundo colonial. Embora tenha custado muito a economia do novo país, continua sendo celebrada como marco da resistência negra no continente americano. O Haiti começou a ser colonizado em 1492, com o nome de Ilha de São Domingos, e, logo no início desse processo de colonização, houve o massacre dos seus povos originários. Com a vinda dos africanos como escravos para o país, esses foram submetidos a muita violência, a exemplo do que aconteceu no Brasil, e assim como ocorreu aqui, os negros criaram comunidades de resistência no Haiti, os Maroons, que equivaliam aos quilombos brasileiros. A história da revolução começa em 14 de agosto de ...

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    SAUDOSISMO. MOÏSE, O ATUAL PRESIDENTE, É ACUSADO DE CORRUPÇÃO. A MAIORIA POBRE DESEJA COMPLETAR A REVOLUÇÃO DE DESSALINES. FOTO: VALERIE BAERISWYL / AFP

    Consumido pela crise, Haiti sonha com promessas do passado

    Nos muros da capital do Haiti, Porto Príncipe, encontramos uma imagem pintada a estêncil. Retrata uma figura com chapéu tricorne da época napoleônica e casaca militar, e surgiu pela primeira vez em meio à insistente crise política e de segurança que começou no ano passado no país caribenho. O homem retratado é Jean-Jacques Dessalines – imperador Jacques I do Haiti –, general rebelde que derrotou as forças francesas na Batalha de Vertières e fundou o Estado do Haiti, em 1804. E não é apenas em grafites que o legado de dois séculos de Dessalines foi visto nos últimos meses da turbulência política. Nos protestos de rua em massa que explodiram de maneira intermitente ao longo deste ano contra o governo do presidente Jovenel Moïse, envolvido em um escândalo de corrupção de bilhões de dólares, os haitianos apareceram nas ruas vestidos como Dessalines – principalmente durante as enormes manifestações de 17 ...

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    Formandos comemoram ao lado da bandeira do Haiti / ACS Unila

    UNILA forma primeira turma de estudantes haitianos

    A primeira turma de universitários haitianos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) colou grau na noite desta quinta-feira (10) em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná. Além dos caribenhos, estudantes de outras 10 nacionalidades concluíram suas graduações nos cursos de Saúde Coletiva, Ciências Econômicas, Ciências Políticas e Sociologia, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar, e Relações Internacionais e Integração. Ao todo, a Unila oferta vagas em 29 cursos de ensino superior e oito de mestrado. A solenidade aconteceu um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmar que o Brasil não será mais signatário do Pacto Global para Migração, da Organização das Nações Unidas (ONU). Escolhida para ser a paraninfa dos formandos, a doutora em Economia Política Internacional, Marina Machado Gouveia, ex-professora da Unila, ressaltou na cerimônia o momento de instabilidade que o país e a instituição enfrentam. “É um governo que ataca fortemente a educação em todos os ...

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    Modelo haitiano destaque no SPFW: “Polícia já botou arma na minha cabeça”

    Aos 22 anos, Jean Woolmay Denson Pierre saiu de Port-au-Prince, no Haiti, para investir ainda mais na sua carreira de modelo aqui no Brasil – universo com o qual já trabalhava em sua terra natal. por Gustavo Frank da Universa Imagem: Arquivo Pessoal / Universa Um dos destaques do São Paulo Fashion Week N46 no desfile da marca Beira, o jovem, que já marca presença na semana de moda brasileira há dois anos, contou à Universa que a experiência de desfilar na passarela do evento foi “surreal”. “Eu nunca pensei, na verdade, que chegaria a esse ponto. Por ser estrangeiro e estar na moda, é algo bem surreal. Quando cheguei aqui, não pensei que poderia modelar, embora eu já fosse modelo lá. Eu pensei: ‘vou chegar num país diferente e não vai ter nada aqui’. Isso ficou na minha cabeça”, reflete ele, que se surpreendeu com o ...

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    Foto: Reprodução/ProgramatismoPolitico

    Haitianos relatam rotina de humilhações e preconceito no Brasil

    “Se você quer, pega. Se não quer, não quer“. Foi assim que Alix Mustivas, de 26 anos, foi tratado pelo patrão após se machucar enquanto trabalhava na construção civil. Após fraturar a coluna o braço em dois lugares durante o trabalho – sem carteira assinada – o dono da empresa ofereceu R$ 300 ao jovem. “Eu disse que minha vida não valia R$ 300“. Mustivas, que teve o apoio de entidades sindicais catarinenses para receber, durante um mês, auxílio do INSS, conta que ficou dois dias sem levantar e andar. “Depois de uma semana consegui caminhar e levantar sozinho“, afirma. Haitiano, ele está há mais de um ano entre Curitiba e Santa Catarina. Mustivas veio ao Brasil em busca de oportunidades melhores do que as que encontrava no país de origem, que ainda se recupera de um devastador terremoto, que atingiu a nação em 2010. “Eu trabalhei em um condomínio em Santa Catarina, ...

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    Manifestos da negritude

    Inspirada na radicalidade da Constituição do Haiti, exposição reúne geração que está amadurecendo a discussão sobre questões raciais no Brasil Por Paula Alzugaray Do IstoÉ Agora somos todxs negrxs?, Galpão VB, SP/ até 16/12 Na semana em que a ONU termina sua missão de 13 anos para a estabilização no Haiti, deixando o povo haitiano em situação socioeconômica ainda pior do que encontrou em 2004, uma exposição abre em São Paulo trazendo a memória de um Haiti pioneiro e promissor. Em cartaz no Galpão VB, “Agora somos todxs negrxs?” evoca em seu título o Artigo 14 da Constituição Haitiana de 1805, escrita a partir da única rebelião negra a tomar o poder na América. Com curadoria do artista Daniel Lima, a mostra reúne uma geração que expressa o amadurecimento da discussão sobre as questões raciais no Brasil e nas Américas, e também o cruzamento com o debate sobre identidade de gênero ...

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    Foto: Bruna Barbosa/ G1

    Trabalhadora que era modelo no Haiti denuncia padaria de Cuiabá

    Os sete meses em que trabalhou como operadora de caixa em uma padaria localizada no Bairro Jardim Aclimação, em Cuiabá, a haitiana Najeda Redon, de 23 anos, disse ter sofrido humilhações diárias e racismo por parte dos administradores do local. Ela denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que informou ter aberto um inquérito para apurar a situação. A Padaria do Moinho negou ter cometido quaisquer irregularidades e disse que cumpre com o previsto na legislação trabalhista. "Jamais houve trabalho análogo a escravidão", diz trecho da nota divulgada pelo estabelecimento. A jovem, que no Haiti trabalhou como agente de viagens e modelo, afirmou que não podia ir ao banheiro sem autorização dos superiores, nem manter nenhum tipo de contato com os clientes e colegas de trabalho, além do que era proibida de fazer compras na padaria. Com base na denúncia feita pela trabalhadora, o Ministério Público do Trabalho ...

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    Contra preconceito, jovens de Cascavel apagam pichações xenofóbicas da cidade

    Integrantes da União da Juventude Socialista (UJS) de Cascavel, no oeste do Paraná, se reuniram em um ato simbólico nesta quinta-feira (29) para apagar as pichações xenofóbicas feitas em uma das praças centrais da cidade. O município é o segundo principal destino do Paraná de haitianos que imigram para o Brasil e, atualmente, abriga 1.568 estrangeiros, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). A militante do grupo, Stefany Kovalski, afirmou que a atitude foi adotada para evitar o discurso de ódio.  “Nós resolvemos agir e tampar as ofensas racistas. Vivemos em uma sociedade democrática e precisamos de um mínimo de respeito. Isso não ofende apenas os haitianos que moram em Cascavel, como também todos os jovens que acreditam que o respeito e a cultura são soluções para um mundo melhor.” Curitiba é a cidade do Paraná que mais recebe imigrantes, abrigando 4.529 pessoas em 2015. O estado é ...

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    O Haiti e a comoção seletiva

    A força da natureza voltou a implantar a sua fúria contra o Haiti. O furacão Matthew derrubou ‘os castelos’ de madeira e plástico em que sobrevivia o haitiano. Depois do terremoto com o resultado mais letal da história de acidentes naturais em 2010, vimos agora, o pouco construído, sendo devastado e destruído pelo furacão. São quase 1000 mortos contabilizados, são famílias que voltam a viver sem nada, pois suas ‘casas’, as tendas que nações unidas tinham colocado após 2010, foram despedaçadas e quebradas. A Eletricidade, um emaranhado de fios que todos se conectam comprometendo a vida de todos. O Abastecimento de água está escasso, não existe mais o serviço de limpeza urbana, a ausência de uma segurança pública leva o povo a barbárie. As autoridades locais apontam que mais de 300 mil pessoas necessitam de recursos básicos e atendimento médico. Algumas perguntas ficam no ar, e precisam de uma reflexão ...

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    Maurício Pestana

    Haiti – Por Maurício Pestana

    O Haiti é mais uma vez vítima da natureza. Se em 2010 um terremoto destruiu grande parte da capital Porto Príncipe e deixou mais de 200 mil mortos, na última quarta-feira o furacão Matthew passou pelo país e o resultado é um cenário de devastação: casas destruídas e sem teto, árvores derrubadas, cidades ilhadas por alagamentos e lama dos rios tomando as ruas. O número de mortos já ultrapassa mil pessoas e a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que existem mais 1,4 milhão com necessidade de ajuda humanitária. Com os efeitos do desastre cada vez mais evidentes, vários países do mundo estão enviando ajuda aos afetados, inclusive a Venezuela, que doou cargas de alimentos mesmo enfrentando uma crise interna de desabastecimento. O Brasil atua no Haiti desde 2004, comandando a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, e deslocou mais de 600 militares para o sul do país, a zona mais afetada pelo furacão. Apesar das ...

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    Nem terremoto, nem furacão, o Haiti é até hoje punido por sua revolução negra

    Em 14 de janeiro de 2010, logo após o terremoto que devastou o Haiti, escrevi uma reportagem-análise para o UOL partindo de uma declaração polêmica de um pastor e chegando às raízes da permanente devastação por que passa o país: o mundo ocidental até hoje pune o Haiti por sua histórica revolução negra. Troque terremoto por furacão e tudo o mais segue valendo no texto abaixo. Pastor americano atribui terremoto a ‘pacto com o Diabo’ e provoca protestos; país se libertou da França em 1804 Um dia depois do terremoto que destruiu a já precária infraestrutura do Haiti e causou milhares de mortes, o pastor evangélico Pat Robertson afirmou que o fenômeno está ligado ao fato de o país da América Central ter sido “amaldiçoado” por ter feito um “pacto com o Diabo”. Houve uma coisa que aconteceu no Haiti muito tempo atrás, e as pessoas não querem falar sobre ...

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    ONU admite culpa por surto de cólera no Haiti

    Cerca de seis anos após a epidemia de cólera que matou milhares de pessoas no Haiti, pela primeira vez, as Nações Unidas reconheceram seu envolvimento involuntário na disseminação do surto. Em nota, representantes do secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, explicaram que “no ano passado, as Nações Unidas se deram conta de que precisam fazer muito mais a respeito de seu envolvimento desde o início da epidemia e do sofrimento das pessoas afetadas pelo cólera”. Um deles, Farhan Haq, afirmou que uma resposta será elaborada. No comunicado, Haq afirmou que a ONU está considerando “uma série de opções” e “uma nova e significativa série de ações por parte da organização” será apresentada publicamente nos próximos meses. O caso foi noticiado ontem pelo New York Times. A declaração foi feita após, no começo do mês, um relatório apontar que a doença chegou ao país com os capacetes azuis do Nepal, provavelmente, no ...

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    O nadador haitiano que, sem piscina olímpica, treinou para Rio 2016 com vídeos de Phelps

    Em meio à profusão de atletas, dirigentes, convidados e jornalistas passeando pela Zona Internacional da Vila dos Atletas da Rio 2016, Frantz Dorsainvil apenas observa o vaivém. Busca identificar algum integrante da equipe americana de natação, na tentativa de enviar um recado para o lendário Michael Phelps, o maior medalhista olímpico de todos os tempos. Por Fernando Duarte, do BBC  Parece pura tietagem, só que é mais uma questão gratidão: foi com a ajuda involuntária do múltiplo campeão que Dorsainvil, 25 anos, chegou à sua primeira Olimpíada. E Phelps, de certa fora, ensinou o haitiano a nadar. “Assisti a todos os vídeos de Michael em que consegui pôr as mãos para tentar entender a mecânica de suas braçadas e pernadas. Ele foi uma imensa inspiração para mim”, conta à BBC Brasil o único nadador do Haiti a participar da Olimpíada brasileira - e apenas o segundo na história haitiana na competição. ...

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    Haitianos gravam vídeo em resposta às críticas de Luciano Huck

    “Depois do que vi, acho que a humanidade não deu certo”, afirmou o apresentador sobre sua experiência no Haiti; imigrantes mostraram indignação e afirmaram que a TV Globo reforça uma imagem estereotipada, ressaltando apenas a pobreza e a violência do país no Revista Fórum Um grupo de haitianos que mora em Curitiba publicou nesta segunda-feira (20) um vídeo na internet em protesto contra a exploração da imagem de pobreza do Haiti. A iniciativa surgiu depois de uma reportagem veiculada na TV Globo no intervalo do jogo que o país disputava com a seleção brasileira de futebol, no dia 8 de junho. As imagens mostradas seriam apenas do bairro Cite Soleil, na capital Port-au-Prince, conhecido pela miséria e a violência. A matéria também teria usado imagens de 2004, período em que o país passava por graves problemas políticos, e de 2010, quando foi devastado por um terremoto. E, segundo os haitianos, ...

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    UNFPA e PUC de Minas Gerais lançam cartilha bilíngue para ajudar imigrantes haitianos no Brasil

    Documento contém orientações em português e créole  sobre direitos sociais, sobre o acesso a saúde, educação e assistência e sobre questões envolvendo a entrada e permanência no Brasil. Cartilha está disponível online. Em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil lançou em maio, em Belo Horizonte, uma cartilha sobre os direitos sociais dos imigrantes haitianos. O documento é bilíngue, com informações em português e créole sobre assistência social, saúde e educação e sobre a entrada e permanência desses estrangeiros no Brasil. O objetivo da publicação é contribuir para a integração social dos imigrantes haitianos que vivem na região metropolitana de Belo Horizonte. A produção do documento foi parte das celebrações dos 70 anos do curso de Serviço Social da PUC — que ficou encarregado da elaboração do material. Presente no lançamento, o representante do UNFPA no Brasil, ...

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    Quando um é mais do que sete: Marcelin, o sobrevivente do terremoto que virou herói do Haiti

    James Marcelin nunca havia calçado chuteiras até os 15 anos de idade. Às vésperas de completar 30, coube justo a ele anotar um dos gols mais importantes da história da seleção haitiana. No placar, aquela bola pode ter representado pouco, diante dos sete tentos do Brasil. Porém, a importância do gol do meio-campista é incomparável. Para o país que vê a Copa América como um motivo de orgulho e a seleção brasileira como um símbolo de esperanças, o chute certeiro de Marcelin tem enorme significado. Algo perceptível principalmente pela vibração nas arquibancadas, onde a maioria era haitiana. A história de Marcelin, por si, ainda o torna um herói mais emblemático. Afinal, ele é um sobrevivente do terremoto que atingiu o país em 2010 e deixou mais de 100 mil mortos. Nascido na cidade de Saint-Marc, o meio-campista começou a ganhar reconhecimento com o Puerto Rico Islanders, se destacando na Concachampions ...

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    Em Foz, fascistas culpam Dilma pela presença de haitiano e passam a espancá-lo

      Getho Mondesir foi vítima de racismo e sofreu espancamento na manhã deste sábado, no centro de Foz do Iguaçu. Às 5h25 da manhã, Getho caminhava até o ponto de moto taxi. Seu plano era chegar à rodoviária para tomar o ônibus da 6h da manhã, com destino a Cascavel, onde passaria o final de semana com seu filho de oito meses. O grupo de agressores estava sentado numa mesa de bar, na Avenida Brasil, no centro da cidade. — Macaco, você só está aqui por causa da Dilma, mas agora você vai ter que voltar — foram as palavras dos agressores. Getho não reagiu e apesar do pouco domínio da língua portuguesa, tentou iniciar um diálogo com o grupo. A reação deles foi chama-lo de macaco repetidas vezes e partir para a série de golpes com garrafas de cerveja. Ainda no chão, Getho continuou sofrendo agressões. Ao escapar, correu ...

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    “Vem esse bando de imigrantes e temos de dar trabalho e comida?”, diz prefeito de Caxias

    Alceu Barbosa Velho garante que a cidade atende aos imigrantes haitianos e senegaleses de forma satisfatória Por Mauricio Tonetto e Andrei Andrade, do Pioneiro Um dos focos da imigração haitiana e senegalesa no Rio Grande do Sul, a cidade de Caxias do Sul, na Serra, está atendendo aos estrangeiros de forma satisfatória, garante o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT). Mesmo com denúncias de omissão e falta de serviços públicos adequados, entregues por entidades que representam os imigrantes ao Senado em março deste ano, Alceu sustenta que os milhares de negros que saíram do Caribe e da África para tentar a vida na região são tratados corretamente. — Ninguém pode achar que o poder público pode tudo. Agora vem esse bando de imigrantes e a prefeitura tem de dar trabalho e comida para todo mudo? Não é assim — pondera o pedetista. Desde o fim de semana, o Pioneiro vem mostrando, na série ...

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    (Photo by Michel Filho/Globo via Getty Images)

    Atraídos por uma ‘vida melhor’, haitianos dão de cara com preconceito e abusos no Brasil

    "Se você quer, pega. Se não quer, não quer". Foi assim que Alix Mustivas, de 26 anos, foi tratado pelo patrão após se machucar enquanto trabalhava na construção civil. Após fraturar a coluna o braço em dois lugares durante o trabalho - sem carteira assinada - o dono da empresa ofereceu R$ 300 ao jovem. "Eu disse que minha vida não valia R$ 300". no HuffPost Brasil  por  Gabriela Bazzo Mustivas, que teve o apoio de entidades sindicais catarinenses para receber, durante um mês, auxílio do INSS, conta que ficou dois dias sem levantar e andar. "Depois de uma semana consegui caminhar e levantar sozinho", afirma. Haitiano, ele está há mais de um ano entre Curitiba e Santa Catarina. Mustivas veio ao Brasil em busca de oportunidades melhores do que as que encontrava no país de origem, que ainda se recupera de um devastador terremoto, que atingiu a nação em 2010. "Eu trabalhei em ...

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    A saga brasileira de um time de futebol haitiano

    Em 2010, um terremoto devastou o Haiti, matando pelo menos 316 mil pessoas. Entre as vítimas, estavam o pai e a mãe de Frantzi Pyerre, um garoto de 12 anos à época, que, como outros milhares no país, viu sua vida mudar completamente após a tragédia. por Renata Mendonça no BBC Quatro anos depois, o menino decidiu tentar a sorte em Porto Príncipe para perseguir um sonho antigo. De Cabo Haitiano até a capital, ele viajou cerca de cinco horas pegando caronas para chegar à Academia de Futebol Pérolas Negras (Perles Noires em creole). O centro de futebol, montado pela ONG Viva Rio, oferece treinos, estudo e moradia para até 110 jovens de 12 a 20 anos no Haiti. Os portões estavam fechados - era período de férias na academia -, mas, por coincidência, o fisioterapeuta do time estava saindo dali e, após ouvir a história do garoto, deixou ele ficar. ...

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