Tag: violência policial

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    Desmilitarização da polícia, a pauta urgente – Por Sylvia Moretzsohn

    A truculência na repressão indiscriminada e gratuita a manifestantes que participaram de várias das passeatas nos últimos dias, desde a quinta-feira sangrenta (13/6) na Avenida Paulista, impôs a urgência de uma velha demanda: a desmilitarização das polícias e a discussão sobre o papel dessa instituição num Estado democrático. A indignação contra a violência policial se espalhou imediatamente nas redes sociais, muitas vezes acompanhada de vídeos incontestáveis: soldados lançando bombas de gás e disparando balas de borracha contra pessoas que esperavam a abertura dos portões do metrô para voltar para casa, ou estavam em bares, ou observavam o movimento e levantavam as mãos, encurraladas pela polícia. A avalanche de denúncias, entretanto, animou muita gente a lembrar um detalhe essencial, que teve o poder de síntese de um slogan: na favela, as balas não são de borracha. Noutras palavras: os que sentiram agora o peso das forças da ordem precisam acordar para ...

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    Fotógrafo vítima de racismo procura OAB/RJ e tem caso revertido

    Fotógrafo vítima de racismo procura OAB/RJ e tem caso revertido

    Em 8 de dezembro de 2010, o fotógrafo Izaqueu Alves saiu de casa para mais um dia de trabalho. Com uma mochila nas costas, aguardava uma amiga na estação do metrô de Vicente de Carvalho. Essa atitude foi considerada suspeita por dois policiais, que abordaram Izaqueu e exigiram que mostrasse seu registro profissional. Como se recusou, o fotógrafo foi algemado e levado à força para a 27ª Delegacia de Polícia (27ª DP), acusado de desobediência e desacato. Izaqueu procurou então a Comissão de Igualdade Racial (CIR) da OAB/RJ, cuja ação foi determinante para que o fotógrafo passasse da condição de réu à de vítima – no início do mês passado, os policiais foram requisitados pela juíza da 19ª Vara Criminal, acusados de abuso de autoridade e injúria grave. No dia da abordagem, o fotógrafo estranhou a conduta dos agentes e disse que não era obrigado a mostrar nenhum documento comprobatório de sua atividade ...

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    PM me escolheu porque eu era o único negro

    PM me escolheu porque eu era o único negro

    por Alceu Luís Castilho, Órfão de pai desde os 15 anos, Nicolas Menezes Barreto sabe bem o que é trabalhar. Ele é músico e professor da rede municipal de ensino, na zona leste – em condição provisória, pois ainda não é formado. Ele prestou Música, mas entrou na segunda opção no vestibular da Fuvest. Cursa Ciências da Natureza na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), na USP-Leste. Nicolas foi agredido por um sargento da PM, nesta segunda-feira, durante a desocupação da antiga sede do DCE Livre, o DCE ocupado – a alguns metros da sede da reitoria da USP. "Eu era o único negro lá, com dread", disse ele ao blog Outro Brasil, por telefone, no fim da tarde. A palavra dread remete ao estilo de cabelo rastafari. "Sem dúvida foi racismo. Ele foi falar comigo porque pensou que eu não era um estudante, e sim um traficante, algo ...

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    'Ela só queria nos humilhar' conta estudantes africanos sobre racismo da polícia em Porto Alegre

    ‘Ela só queria nos humilhar’ conta estudantes africanos sobre racismo da polícia em Porto Alegre

    Samir Oliveira Africanos ainda tentam entender racismo da polícia em Porto Alegre Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional, Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibule Aymar Sedjro, de 22 anos, pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco do que há de mais negativo no ser humano. Palavras como racismo, discriminação e preconceito passariam a integrar o vocabulário e o cotidiano dos dois jovens. Sagesse, da República Democrática do Congo, e Tibule, do Benin, estão em Porto Alegre desde o início do ano passado para estudar português – etapa obrigatória de um convênio entre o governo brasileiro e países africanos, que em seguida deslocará os dois para a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), onde cursarão, respectivamente, Biologia e Oceanologia. Com quase um ...

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    Gilberto Maringoni

    Gilberto Maringoni – A privataria, a pancadaria e a disputa de idéias

    O governo do Estado de São Paulo parece estar perdendo a batalha de comunicação. As cenas de espancamentos no Pinheirinho adquiriram quase que um caráter viral na rede. Disseminaram-se sem controle, colocando o governo estadual e a direção do PSDB na defensiva. O conservadorismo tucano parece ter encontrado seus limites. por Gilberto Maringoni Vamos combinar: a administração Alckmin atingiu seu objetivo. Desocupou a força o bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, desalojando cerca de seis mil pessoas. Através de uma guerra de liminares, contornou um imbróglio de competências jurídicas e legalizou a brutalidade contra setores pobres da população (mais uma vez). Fez um cálculo político: estamos a nove meses das eleições, tempo suficiente para que cenas de mães correndo com filhos nos braços, policiais espancando crianças e incêndios e tratores dando cabo de moradias sejam esquecidas pelo eleitorado. No jargão da Polícia Militar, a operação foi um sucesso. Mas ...

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    Racismo na USP - Desembargadora Kenarik Boujikian afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres

    Desembargadora Kenarik Boujikian afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres

    Polícia cometeu abusos graves na USP, afirma desembargadora Kenarik Boujikian Felippe A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian Felippe, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para Democracia, critica a ação da PM na USP. Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, a desembargadora comenta a truculência dos policiais contra o estudante Nicolas Menezes, que foi agredido e teve a arma apontada para a cabeça na Universidade. Kenarik afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres.   Fonte: Brasil Atual

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    Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti'

    Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti’

    Advogado agredido durante protesto acusa PMs de racismo A Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí oficializou nesta quarta-feira (04) o pedido de afastamento dos policiais militares envolvidos na agressão ao advogado Enzo Samuel Alencar Silva. O documento foi entregue ao coronel Rubens Pereira, comandante da PM, pelo presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno. Enzo Samuel foi detido ontem (03), durante manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em Teresina. Advogado do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), ele acompanhava a manifestação quando foi dominado por PMs e preso no bagageiro de uma viatura do Grupamento Ronda Cidadão. Sangrando e com falta de ar, Enzo chegou a passar mal. "Eu estava algemado e pedi pro rapaz que também estava na viatura e que estava sem algema pra pegar meu celular e entrar em contato com a Tenente Coronel Júlia. Por telefone, ela demonstrou surpresa com ...

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    Ecos da escravidão

    Por: Cynara Menezes No anúncio de tevê feito para atrair turistas pelo governo da Bahia, o menino dizia que, quando crescesse, queria ser capoeirista como o pai. Por volta das 10 da noite de 21 de novembro do ano passado, Mestre Ninha, pai de Joel da Conceição Castro, chamou os filhos para dentro de casa, no instante em que a polícia fazia uma incursão pelo bairro onde mora a família, Nordeste de Amaralina, um dos mais violentos de Salvador. Segundos depois, o garoto foi atingido por uma bala perdida e morreu. Tinha 10 anos de idade. A história do menino que não realizou seu sonho por não ter crescido, infelizmente, não é exceção. Como ele, cerca de outras 50 mil crianças, jovens e adultos, morrem vítimas de assassinato todos os anos no País, brancos e negros. Mas negros, como Joel, morrem em proporção muito maior. E o pior: a diferença ...

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    as duas faces do militarismo

    Heroísmo e discriminação: No passado, as duas faces do militarismo

    Embora a história ao longo dos tempos nos tenha mostrado a importância das organizações militares como fonte de segurança para os inúmeros países existentes em todo o mundo, ela, por outro lado, também evidenciou-nos situações constrangedoras por parte dessas instituições. Nesse sentido, abordaremos dois episódios em específico, a Guerra do Paraguai e a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que no século 19, a guerra contra Solano López tenha dizimado cerca de 30% da população negra do Brasil, isso porque a grande maioria dos nossos militares era formada basicamente por escravos. Realidade esta vivenciada pelos integrantes do 9º batalhão, unidade pertencente à Marinha Brasileira durante o episódio do Riachuelo. Nesse conflito, esse efetivo (todos negros) sagrou-se vitorioso ao afundar um navio inimigo. Tal feito fez com que o cadete Antônio Francisco Mello fosse promovido à patente de capitão. Por ele ser negro, e sendo branca a maioria dos oficiais do militarismo brasileiro ...

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    Racismo? Que racismo? A moça vítima está no hospital e o agressor solto…

    por: Reinaldo Bulgarelli   No Portal do Geledés há várias notícias sobre esse caso vergonhoso de agressão ocorrida contra uma estudante negra na Universidade Federal da Paraíba. Aconteceu lá, mas acontece também em outros lugares. Paraibanos revoltados com a repercussão do fato não precisam sofrer sozinhos, infelizmente.Como brasileiro, peço desculpas por essa vergonhosa agressão contra a moça da Guiné Bissau, que está no Brasil por conta de um acordo de cooperação. Que cooperação!Houve um assédio de um vendedor de cartões de crédito no campus da Universidade. A estudante não gostou, exigiu respeito e foi agredida a ponto de ser hospitalizada. Vendedor de cartão de crédito na UFPB? De qual empresa será? Não terá recebido na Universidade ou da sua empresa alguma orientação sobre comportamentos esperados nesta sua atividade?Não bastasse o fato ser vergonhoso, a fala das autoridades (a delegada) e mesmo do coordenador da Ação Comunitária da UFPB, entrevistado por TV local, são ainda ...

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    13 de maio: da Lei Áurea à essência escravocrata da direita

    No ano de 1983, uma foto estampada na primeira página do Jornal do Brasilrenderia ao seu autor, o repórter-fotográfico Luiz Morier, o Prêmio Esso de fotojornalismo. Nela, um grupo de negros atados pelo pescoço por uma corda é levado pela polícia, após uma das frequentes batidas em favelas do Rio de Janeiro. Assemelhando-se àquelas pinturas do século 19, em que aparecia o capataz com seu chicote ao lado de escravos amarrados, a fotografia de Luiz Morier era encimada por um sugestivo título: "Todos negros" A pergunta remete a duas questões que permanecem dolorosamente atuais: por que a data referência da libertação dos negros continua sendo o 13 de maio e qual é seu exato significado? Talvez o questionamento mereça mais desdobramentos. Por que a crença de que vivemos numa democracia racial permanece tão enraizada no pensamento da maioria da população brasileira quando, ao nos determos no cotidiano social deste país, percebemos ...

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    CPI da Violência Urbana ouve Vilma Reis e Marcelo Paixão

    CPI da Violência Urbana ouve Vilma Reis e Marcelo Paixão

    Fonte: Lista Racial- Tema: "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil" A Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência urbana vai tratar do tema "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil" nesta quarta-feira (11/09), às 14:30h, na Câmara dos Deputados. O economista Marcelo Paixão e a cientista social Vilma Reis foram convidados a partir de requerimento do Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA). É a primeira vez que a questão será tratada como tema principal nesta CPI. Alguns dados foram apresentados por outra(o)s convidada(o)s em relação ao perfil da maioria que morre por causa de homicídios: jovens, negros, na faixa etária entre 15 e 24 anos. Entretanto, o debate desta realidade como foco prioritário acontecerá nesta Audiência. CONVIDADA - Vilma Reis é mestra em Ciências Sociais no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH/UFBA), onde defendeu a Dissertação "As políticas de Segurança ...

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    Violência Racial: Uma leitura sobre os dados de homicídios no Brasil

    Há uma morte negra que não tem causa em doenças; decorre de infortúnio. É uma morte insensata, que bule com as coisas da vida, como a gravidez e o parto. É uma morte insana, que aliena a existência em transtornos mentais. É uma morte de vítima, em agressões de doenças infecciosas ou de violência de causas externas. É uma morte que não é morte, é mal definida. A morte negra não é um fim de vida, é uma vida desfeita, é uma Átropos ensandecida que corta o fio da vida sem que Cloto o teça ou que Láquesis o meça. A morte negra é uma morte desgraçada (BATISTA, ESCUDER e PEREIRA, 2004). Os dados estatísticos de mortalidade por homicídios vêm ocupando destaque nas discussões sobre violência no Brasil. O tema é foco de análises e debates em instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e pela sociedade em geral, que procura ...

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    Precisava isso? – Por Hamilton Borges Walê

    Por Hamilton Borges Walê*data: 05/08/2009fonte: lista discriminacaoracial Semanas passam e nós da Campanha Reaja, para além dos currículos forjados em nossa tragédia, articulamos  e preparamos um Encontro Nacional sobre Segurança Pública, aqui no chão da fábrica. Na verdade, esse será um encontro de vitimas e familiares de vitimas da violência estatal. Moradores de comunidades racialmente apartadas, estigmatizadas, controladas violentamente pelo Estado, com a gerência de capachos articulados em governos corruptos que têm no controle penal fonte inesgotável de recurso, e recurso primoroso de silenciamento e eliminação. Esse Iº Encontro Pela Vida e por Outra Segurança Pública (ENPOSP) é um encontro para articular a resistência negra, indígena e popular.Uma afronta para os governos tiranos que convocaram seus asseclas para uma conferência legitimadora do genocídio em curso.Afronta maior é que nós apresentamos uma pauta ao país, sem o consentimento dos donos dos Direitos Humanos baseados na USP,Unicamp,UERJ,UFMG,UFBA ou Ford Foundations com seus recursos ...

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