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Empoderamento étnico-racial feminino através da apropriação do cabelo crespo

Empowerment racialfemale through the appropriation of the curly hair.

  1. Introdução

Respeitem meus cabelos, brancos![1]

por Ludimila Jardim para o Portal Geledés

FOTO: SEBASTIAN LIBUDA

Casos de funcionárias que são obrigadas a alisarem o cabelo para manter uma “boa aparência” são muito recorrentes em nosso país. O pré-requisito da “boa aparência” cobrado pelo mercado de trabalho segue um padrão eurocêntrico que é interiorizado na nossa sociedade. Onde prioritariamente pessoas brancas, ou de pele negra mais clara e cabelo liso exclusivamente se elegem em vagas desse tipo, excluindo assim, uma grande parcela de pessoas negras deste mercado.

No ano de 2011, em São Paulo a estagiaria de um colégio, Elisa da Silva Cesário acusou os seus superiores de perseguição e racismo. Ela teria sido forçada a alisar o cabelo para “preservar a aparência”. À época, a estagiaria afirmou ter sido chamada para uma conversa em particular com a diretora da escola e que antes dessa conversa, vinha recebendo recados dos colegas para que mantivesse o seu cabelo preso.  No contexto dessa reunião a diretora, identificada como professora Deia de Oliveira, teria exigido que Elisa alisasse o cabelo sob argumento de que o padrão da escola era cabelo liso, além disso, a professora teria falado que o seu cabelo “era armado e duro” igual ao de Elisa e que também teve de alisar para cumprir o padrão da escola. A advogada de Elisa, explicou que esse tipo de assédio e perseguição é muito comum no mercado de trabalho, e que geralmente a pessoa que assedia busca formas de fazer isso quando a vítima está sozinha, para depois alegar “vitimismo” e exagero.

Pode-se dizer que a expressão “boa aparência” é usada muitas vezes para mascarar o preconceito que carrega. Quando esta expressão é usada exclui-se automaticamente as pessoas negras, afrodescentes e indígenas. O padrão é mulher de pele clara, magra e de cabelos lisos. Essa exclusão é muito dolorosa e significa uma afronta os direitos humanos, a constituição e à lei. O racismo é tão danoso que nega direitos fundamentais, coloca estigmas, e a pessoa se sente humilhada.

A estagiária revelou que esta situação mexeu com a sua auto- estima, além de provocar um grande impacto nos seus estudos e em seu convívio social. “Desde que isso aconteceu não consigo mais soltar o cabelo, quando estou na presença dela me sinto inferior, fico constrangida, de cabeça baixa.”

Este trabalho visa compreender o processo de transição capilar (interrupção de processos químicos de alisamento no cabelo), e o quanto as redes sociais corroboram para que muitas mulheres prossigam na transição resignificando assim as suas identidades, como mulheres negras.

O racismo institucional, o discurso do branqueamento e suas consequências sobre a corporeidade das pessoas negras, sobretudo às mulheres.

Uma sociedade racista utiliza de diferentes estratégias para discriminar a pessoa negra, algumas características corporais são apropriadas pela cultura e recebem um tratamento discriminatório. Segundo a autora Nilma Lino Gomes (2003, pp. 6 – 7), o cabelo crespo é um dos argumentos usados para retirar das pessoas negras o lugar da beleza. Ela ressalta que, no processo histórico cultural do Brasil, as pessoas negras, sobretudo as mulheres, constrói a sua corporeidade por meio de um aprendizado que incorpora um movimento tenso de rejeição e aceitação, negação e afirmação de seu corpo.

Em uma sociedade como a nossa, existem múltiplas relações de poder que atravessam, caracterizam e constituem o corpo social e essas relações de poder não podem se estabelecer nem funcionar sem uma produção, uma acumulação, um funcionamento do discurso. Michel Foucault (2012, pp. 278 – 279) explica que não há possibilidade de exercício do poder sem uma economia dos discursos de verdade. “[…] somos submetidos pelo poder à produção de verdade e só podemos exerce-lo através da produção de verdade.” Para ele o poder produz aspectos simbólicos e além de coercitivo, é positivo por produzir conhecimento e novas abordagens sobre o sujeito em questão, refinando cada vez mais o discurso de verdade. Isso significa que ao mesmo tempo em que nossa cultura é moldada até certo ponto pela consciência da opressão existente nas relações étnico raciais, o desejo de “embranquecimento” bem como sua naturalização também perfazem um modo de funcionamento e circulação dos discursos.

Contudo, ainda de acordo com esta genealogia do saber, o ideal de beleza eurocêntrico, para muitos vistos como universal, é na verdade, construído socialmente num contexto histórico, cultural e político, e por este motivo pode ser resinificado pelos sujeitos sociais. Por mais que o contato com o branco colonizador, tenha se disseminado um processo de discriminação inter-racial com as pessoas negras e definido uma hierarquização racial que elege qual tipo de cor de pele e cabelo são símbolos de beleza, este processo não conseguiu apagar as marcas simbólicas que e que nos remetem a ascendência africana.

O racismo é, em primeiro lugar, uma justificativa rasa para as diferenças ou privilégios e desigualdades entre seres humanos baseada na ideia de raça, por não haver sustentação científica que possa sustentar o que chamamos de “raça”. Em segundo lugar, está a noção de superioridade ou inferioridade cultural dos povos, etnias ou grupos que substituiu a noção “de raça” em seus discursos, o que pode também justificar as desigualdades e diferenças que ocasiona na desigualdade de oportunidades e de tratamento, na desigualdade política, além da interiorização de sentimento de inferioridade por estas populações.

Segundo o autor Guimarães (1999) o carisma de classe no Brasil é predominante sobre todos os outros, visto que a eles estão associados atitudes discriminatórias amplamente aceitas e socialmente legitimadas. “[…] O racismo brasileiro operou quase sempre, depois da escravidão, mediante mecanismos de empobrecimento, ou seja, de destituição cultural e econômica dos negros, e mecanismos de abuso verbal, utilizando-se principalmente do carisma de classe e de cor.”

Assim é possível afirmar que a manipulação do cabelo das pessoas negras nos diz respeito também a processos de resistência e não apenas de técnicas desenvolvidas para alisamento e relaxamentos, da reprodução da ideologia de branqueamento e do mito da democracia racial. Além disso, vale ressaltar que, a imposição de modelos de raça e gênero que  representariam a nacionalidade deu-se através de medidas ideológicas e da violência material, em consequência surgiram uma serie de estereótipos, colaborando para a fixação de uma posição subalterna e folclorizada para as pessoas afrodescendentes.

Osmundo Pinho, (2002, p. 15), explica que, a duplicação de estereótipos como representação e destino, impostos às mulheres negras, sugere um forte constrangimento para o seu enquadramento segundo os seus atributos legítimos:

Na ordem racial- sexual naturalizada os destinos das mulheres negras são traçados também pelo estereótipos que acomodam a contradição incorporada em seus corpos e os inscreve no regime local de subordinação.

Sendo assim, a beleza negra recebe uma conotação altamente politizada, por querer promover uma inversão na cadeia de significação que encadeava o “negro-primitivo-feio-inferior”.

A violência racista exerce-se antes de qualquer coisa pela tendência de destruir a identidade das pessoas negras, e por meio de um processo de internalização do ideal eurocêntrico, o negro e a negra são obrigados a formularem para si um projeto indenitário incompatível com as propriedades biológicas de seus corpos.

Um dos traços da violência racial é a que estabelece por meio do preconceito de cor, uma relação de perseguição da pessoa negra com o seu próprio corpo, Jurandir Costa (1990, pp. 6 –7) explicita: “[…O sujeito negro, possuído pelo ideal de embranquecimento, é forçado a querer destruir os sinais de cor do seu corpo e da sua prole”. Para o autor perder a cor significa uma sujeição completa ao racismo. “[…] o negro que perde a cor, admite que essa metonímia do corpo e da identidade coincide com a totalidade destes existentes, o que é eminentemente falso”. Assim, aderindo a ideologia racista da cor o sujeito reafirma o mito negro fabricado pelo branco. Aceita a sua cor como algo pejorativo, e pensa que suprimindo-a enquanto representação no espaço de pensamento, suprime sua identidade negra.

O tributo pago pelas pessoas negras à expropriação racista de seu direito a identidade, segundo o autor (1990, p. 10) é a de ter de conviver com um pensamento incapaz formular enunciados de prazer sobre sua identidade “[…] o racismo tende a banir da vida psíquica do negro todo o prazer de pensar e todo pensamento de prazer…”. A violência racista, tira do sujeito a possibilidade de explorar o seu pensamento e a capacidade de utilizar o infinito potencial de criatividade, beleza e prazer que ele é capaz de produzir. “[…] o pensamento do sujeito negro é um pensamento se que auto restringe. Que delimita fronteiras mesquinhas à sua área de expansão e abrangência em virtude do bloqueio imposto pela dor de refletir sobre a sua própria identidade”.

A expressão “cabelo ruim” para se referir ao cabelo crespo, expressa o racismo e a desigualdade social que recai às pessoas negras, ver o cabelo das pessoas negras como “ruim” e das pessoas brancas como “bom” expressa um conflito, por isso, mudar o cabelo pode significar para essas pessoas uma tentativa de sair da inferioridade. O cabelo crespo, objeto de constante insatisfação para as pessoas negras e principalmente para a mulheres é também visto no sentido de revalorização o que desperta contradições e tensões próprias do processo indenitário, segundo Gomes (2002, p. 2): “[…]Essa revalorização extrapola o indivíduo e atinge o grupo étnico/racial a que se pertence. Ao atingi-lo, acaba remetendo, às vezes de forma consciente e outras não, a uma ancestralidade africana recriada no Brasil.”

Vale ressaltar que, o significado social do cabelo era uma riqueza para as pessoas africanas, os aspectos estéticos passaram a assumir um lugar importância na vida cultural de muitas etnias e assim a força dos cabelos para as pessoas africanas, continua de maneira resinificada entre nós.

Ainda segundo Nilma (2002) O cabelo crespo é visto como um sinal crítico que imprime a marca da negritude nos corpos, seria mais um elemento que compõe o processo indenitário, deste modo, podemos afirmar que a identidade negra é materializada, corporificada.

A consciência deste conflito vivido na estética do corpo negro marca profundamente a vida e a trajetória das pessoas negras. Por este motivo, a intervenção no cabelo e corpo para os negros e negras, além de uma questão de tratamento estético e da representatividade de uma dentre as diversas formas de expressão da cultura e da corporeidade, é também uma forma de resistência.

Apesar da segregação racial, existe uma facilidade em desvincular a relação entre a supremacia branca e obsessão que as mulheres negras tem no que diz respeito ao seus cabelos naturais. Mesmo sabendo que as mulheres negras com cabelos alisados são percebidas como mais bonitas e atraentes do que as que possuem cabelos crespos, isso não é diretamente relacionado com a ideia de que as mulheres brancas seria um grupo feminino mais atrativo, ou com a ideia de que os cabelos lisos das mulheres brancas estabeleciam um padrão de beleza o qual as mulheres negras, se desdobravam para pôr em pratica.

Dentro do patriarcado capitalista – o contexto social e político em que surge o costume entre os negros de alisarmos os nossos cabelos –, essa postura representa uma imitação da aparência do grupo branco dominante e com frequência, indica um racismo interiorizado, um ódio a si mesmo que pode ser somado a uma baixa autoestima (HOOKES, 2005, p. 7).

Bell Hookes explica que independente de como escolhermos, individualmente usar o cabelo, é evidente o grau em que sofremos a opressão e a exploração racista e sexista afeta o grau em que nos sentimos capazes tanto de auto amor, quanto de afirmar uma presença autônoma que seja aceitável e agradável para nos mesmas.  Além disso, segundo a autora, o cabelo alisado está associado historicamente a um sistema de dominação racial que é imposto as pessoas negras, e especialmente as mulheres, de que não somos aceitas como somos porque não somos belas.

O racismo apresenta-se como um sintoma, que caracteriza uma instabilidade cultural brasileira. Neste sentido pode-se captar que a sua articulação com o sexismo provoca efeitos violentos sobre a mulher negra em particular. Se pararmos para analisar alguns aspectos da chamada cultura brasileira, é possível observar em suas manifestações mais ou menos conscientes que ela oculta traços de africanidade e nesse sentido podemos apontar pro lugar da mulher negra no então processo de formação cultural, e assim para os diferentes modos de rejeição e integração do seu papel.

Lélia Gonzáles (1980, p. 228) afirma que o mito da democracia racial, assim como qualquer outro, oculta algo. Numa primeira análise, constata-se que este mito exerce uma violência simbólica de maneira especial sobre a mulher negra, pois o lado do endeusamento é carnavalesco e ocorre no cotidiano dessas mulheres, quando elas se transfiguram na empregada doméstica, nesse sentindo percebe-se que palavras como “mulata” e “doméstica” são usadas como atributos de uma mesma pessoa ou são usadas de acordo com a situação que esta pessoa for vista.

Conclua-se então que as mulheres negras tiveram uma experiência diferenciada, que o discurso clássico sobre opressão da mulher não reconhece, como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida tem sobre a identidade das mulheres negras.  Sueli Carneiro (p. 3) salienta a importância da luta das mulheres de superar as desigualdades geradas pela hegemonia masculina mas ressalta que além disso esta luta deve superar as ideologias complementares desse sistema de opressão como o racismo. “[…] O racismo estabelece a inferioridade social dos segmentos negros da população em geral e das mulheres negras em particular, operando ademais como fator de divisão na luta das mulheres pelos privilégios que se instituem para as mulheres brancas”.

Nesse sentido, a luta das mulheres negras, contra as opressões de gênero e raça, vem dando novos rumos para a ação política feminista e antirracista, contribuindo tanto para a discussão racial quanto para a discussão de gênero na nossa sociedade.

  1. Análises

Considerando que o método de pesquisa qualitativo é útil para explorar e compreender significados ao passo que, o método de pesquisa quantitativo é usada para testar as diversas teorias, examinando relações entre variáveis mensuráveis, segundo Creswell (2009)[2], desse modo, adotou-se uma etnografia virtual numa perspectiva mista de métodos de pesquisa, afim de compreender, a partir desta discussão se o processo de transição capilar é tido como marcador e reignificador de identidades, isto é, se ele é percebido como um ato político na reafirmação de identidade da mulher negra e nesse sentindo buscou-se analisar em que medida o impacto das redes sociais contribuem no rol de motivações que levam as mulheres a assumirem seus cabelos naturais.

A análise de redes sociais, permite focalizar as estruturas e os padrões de relacionamento entre autores sociais. Segundo Robert Kozinets (2014, pp. 52 – 53) uma rede é composta de um conjunto de “atores” ligados por um conjunto de laços relacionais.“[…] Os atores, ou “nodos”, podem ser pessoas, equipes, organizações, ideias, mensagens ou outros conceitos”:

Exemplos de vínculos incluiriam compartilhamento de informações, transações econômicas, transferência de recursos, associações ou afiliações compartilhadas, relações sexuais, conexões físicas, compartilhamento de ideias ou valores, e assim por diante.

Esta análise, por ter base na sociologia, na sociometria e na linha estrutural funcionalista antropológica, consiste em um corpo de medidas qualitativas, embora, além disso possibilite uma análise quantitativa dessas relações.

Foi escolhida uma comunidade no Facebook direcionada ao tema de transição capilar, o grupo “Cacheadas em transição” é um dos maiores sobre o tema. Este grupo é classificado como “grupo de apoio”, é exclusivamente feminino e uma de suas normas principais é a proibição de postagens que incentivam uso de químicas, que sugiram alisamento dos cabelos.Possui 257.895 (duzentas e cinquenta e sete mil e oitocentas e noventa e cinco) membras (último acesso as 11h35 no dia 20/02/2017), e é administrado por 15 dessas pessoas. Foram computadas 368 (trezentas e sessenta e oito) das principais postagens no período entre os dias 16/02/2017 e 20/02/2017 sobre o processo de transição capilar e classificadas como:

ClassificaçãoQuantidade de postagens
Auto estima/ incentivo/ motivação115
Mulher negra/ identidade/ aceitação7
Técnicas/ produtos/ penteados143
Baixa estima/ angustia30
Outros73

 

Nisto foi possível identificar alguns casos recorrentes no que diz respeito a aceitação das mulheres. Foram computados 115 (cento e quinze) postagens relacionadas à auto estima, incentivo e aceitação. Nestas postagens, embora a questão da identidade negra e o debate sobre raça muitas vezes não estejam explícitos diretamente no discurso é possível captar de maneira subliminar, ou seja, indiretamente, quando nos depoimentos as mulheres falam de superação de preconceitos e empoderamento (reafirmação e autoafirmação).

[3]

Foi possível observar relatos comuns entre as mulheres do grupo, muitas delas relatam em depoimentos terem postados terem sofrido discriminação no meio familiar e rejeição por parte de seus maridos e namorados, além de constrangimentos no ambiente de trabalho durante o processo de transição capilar.

Dentre as postagens que diz respeito a angustia e baixa estima foram computados 30 (trinta) depoimentos. Estes depoimentos giram em torno da auto aceitação. Algumas mulheres relatam dificuldade em se aceitarem, principalmente após cortarem o cabelo quando aderem à transição capilar.

Nesta classificação é possível elencar uma angustia comum entre as mulheres, que é a questão do crescimento capilar. Embora o foco do trabalho não seja técnicas e produtos, de 143 (cento e quarenta e três) postagens computadas nesta classificação, 50 (cinquenta) são sobre a busca pelo crescimento mais rápido, nisto é possível encontrar sugestões de cremes e shampoos caseiros, e até vitaminas manipuladas. Acredita-se que esta busca pelo cabelo maior esteja relacionada com a busca pela feminilidade.  No geral, os depoimentos relacionados a angustias revelam muitas vezes arrependimento e em alguns casos a vontade de desistir do processo e sucumbir a pressão social.

  1. Considerações finais

A partir das discussões e análises, o processo de transição capilar apresenta-se como algo emergente entre as mulheres que de alguma forma tomam consciência da opressão. É possível afirmar contudo, que este processo colabora para o empoderamento da mulher negra, assumindo-se como tal, tomando consciência de si, resignificando as suas identidades e colaborando para a desconstrução de estereótipos voltados às marcas de negritude de seus corpos.

Sara, cura dessa doença de branco,

De querer cabelo liso (…)

Cabelo duro é preciso,

Que é pra ser você, crioulo.[4]

 


REFERÊNCIASBIBLIOGRAFICAS

CARNEIRO, Sueli.Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na Amarica Latina a partir de uma perspectiva de gênero.

COSTA, Jurandir. Prefácio da cor ao corpo. In: SOUZA, Neusa. Tornar-se negro. Edições Graal Ltda, 1990.

CRENSHAW, Kimberlle.Intecercionalidade na discriminação de gênero e raça. In: Revista Estudos Feministas n º1, 2002.

FOUCAULT, Michel.Soberania e disciplina. In: Microfísica do poder. Edições Graal Ltda, 2012.

GOMES, Nilma Lino.Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. In:Sem perder a raiz, 2002.

__________________.  Cultura negra e educação. In: Revista Brasileira de Educação, 2003.

GONZÁLES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984

GUIMARÃES, Antônio Sérgio. Combatendo o racismo: Brasil, América do Sul e Estados Unidos. 1999

HOOKES, Bell. Alisando o nosso cabelo. In: Revista Gazeta de Cuba – Unión de escritores y Artista de Cuba, 2005.

KOZINETS, Robert. Pesquisando online: métodos. In: Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online, Editora Penso, 2014.

PINHO, Osmundo. As Deusas do Ébano: A construção da beleza negra como uma categoria nativa da reafricanização em Salvador In: XXVI Encontro Anual da ANPOCS, 2002.

[1]Referência ao quinto álbum de estúdio do compositor e cantor brasileiro Chico César, lançado em 2002, pela MZA Music.

[2]Citado por KOZINETS, 2014.

[3]  BC significa “Big Chop”, expressão usada no grupo para se referir ao corte que se faz no cabelo para eliminar a química e iniciar o processo de transição capilar.

[4]Referência à música “Sarara miolo” do compositor e cantor brasileiro Gilberto Gil, do álbum “Realce” de 1970, onde o artista ressalta a beleza negra.

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