Irmãs negras que foram revistadas por PMs em loja de Aracaju prestam nova queixa sobre racismo

Enviado por / FonteDo G1

A Polícia Civil informou que, o inquérito policial da primeira denúncia envolvendo as duas mulheres está em fase final de instrução e conclusão.

A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (13) que vai investigar uma nova denúncia envolvendo as irmãs que relataram racismo em loja de Aracaju. Desta vez, elas prestaram boletim de ocorrência afirmando que estão sendo monitoradas por funcionários do estabelecimento comercial.

O advogado das vítimas informou ter recebido prints de conversas de funcionários da loja em um aplicativo de mensagens. Foto das irmãs e áudio com alerta sobre a presença delas estão sendo compartilhados.

Ainda segundo o advogado, um boletim de ocorrência foi prestado contra um funcionário da loja, que estaria administrando o grupo e que é a mesma pessoa que acionou a polícia para revistar as bolsas das irmãs.

Os representantes das entidades que lutam pela defesa dos direitos da pessoa negra também acompanham os desdobramentos do caso.

A Polícia Civil informou que o inquérito policial da primeira denúncia envolvendo as duas mulheres está em fase final de instrução e conclusão. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância (DACHRI), vinculada ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).

A assessoria de comunicação da Loja Marisa informou que, após a apuração dos fatos, o funcionário envolvido foi desligado imediatamente. Disse ainda que lamenta o ocorrido e que a empresa vai continuar empenhada na conscientização de todos os funcionários, reforçando treinamentos em todas as lojas.

Relembre o caso

Em dezembro do ano passado, as irmãs negras prestaram queixa após terem as bolsas revistadas por policiais militares na Loja Marisa, no Centro de Aracaju (SE). O boletim de ocorrência inicialmente relatou constrangimento ilegal, mas a defesa pediu a apuração por racismo.

Na ocasião, segundo a defesa , os policiais alegaram que a abordagem foi realizada após o pedido de um funcionário do estabelecimento.

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