Resultados da pesquisa por 'violência'

Foto: Editoria de Arte/G1

Mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas para escapar da violência doméstica em 2020

Só em São Paulo, no ano passado, mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas contra da violência doméstica. "Você é uma analfabeta! Cala a boca, não te perguntei. Se você não ficar comigo, você vai perder a sua casa, seus filhos e o seu emprego". Eram palavras como essas que duas mulheres vítimas de violência doméstica ouviam dentro de casa. Até que apanharam dos companheiros. "A gente era praticamente recém-casado, eu gostava muito dele e eu vi aquilo como um ato isolado, sabe, uma explosão que não iria mais se repetir né", conta uma das vítimas. Mas o marido fez de novo. "Ele questionou o meu comportamento de não estar mais assim carinhosa, dedicada. Daí gerou uma discussão e uma hora ele me deu um tapa no rosto. Imediatamente eu disse pra ele que eu estava indo na delegacia da mulher fazer uma denúncia. Só que ele não acreditou ...

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Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

70 parlamentares do Brasil se comprometem em protocolar projeto que cria Dia Marielle Franco contra violência política

Ação articulada pelo Instituto Marielle Franco, organização fundada pela família de Marielle, é o primeiro pacote legislativo da Agenda Marielle e já tem mais de 70 parlamentares participando em 45 cidades pelo Brasil. O pacote proposto consiste no protocolo dos 12 projetos de lei apresentados por Marielle no Rio de Janeiro para serem multiplicados em outras cidades, adaptando a partir das suas realidades; e 1 projeto que cria no dia 14 o Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras, LGBTQIA+ e periféricas; De acordo com Anielle Franco, diretora executiva do Instituto, “esta é uma forma de mantermos o legado político da minha irmã vivo! O Instituto realiza essa ação nacionalmente para enviar uma mensagem sobre a importância do “fazer Marielle” na política, além do pacote legislativo, enviamos um modelo de discurso para que as vereadoras possam falar na tribuna e ecoar uma só voz sobre a ...

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(crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

Dia da Mulher: educação social auxilia no combate à violência de gênero

No Dia da Mulher, os números mostram a realidade cruel de relacionamentos amorosos que, com o tempo, caminharam para a violência. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), de janeiro a fevereiro deste ano, 2.534 vítimas de violência doméstica procuraram a polícia para denunciar os agressores. Embora os casos apresentem redução superior a 10% em relação a igual período de 2020, especialistas analisam a necessidade de uma educação social para mudar essa realidade. “O que eu passei não desejo para ninguém. Enquanto era espancada e chutada naquele chão, pensei que ia morrer.” Esse é o desabafo de Simone*, 29 anos, uma das 11 vítimas de tentativa de feminicídio deste ano. Depois do crime, o homem, 30 anos, fugiu e, até o fechamento desta edição, não havia sido preso. Simone iniciou um relacionamento com Sérgio*, em 2016, marcado por momentos de carinho. Apaixonada, a jovem casou-se, mas, debaixo ...

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Para o professor Muniz Sodré, a insensibilidade social alimenta a indiferença pelos negros (Foto: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa Fapesp)

“O negro é um cidadão invisível. Quando ele aparece, a violência aparece também”

A morte brutal de João Alberto Freitas, espancado e sufocado até a morte por dois seguranças brancos em um Carrefour de Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra (20/11), não só gerou revolta como provocou uma série de questionamentos sobre o racismo que ainda molda as relações sociais no Brasil. Para o escritor e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Muniz Sodré, a morte do homem negro é uma morte anunciada no cotidiano brasileiro, como se fosse pré-programada. A dificuldade que se tem para discutir e combater o racismo no país, segundo Sodré, passa pelo que ele chama de duplo vínculo, que consiste em dizer uma coisa e agir de outra forma e, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, o racismo brasileiro é ambíguo porque “ao mesmo tempo que se tem uma exclusão racista, do ponto de vista do afeto, da proximidade, você ...

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Maria Frô (Imagem retirada so site FETEMS.ORG.BR)

Lucas Penteado do BBB, a vítima que disse NÃO às inúmeras violências

Hoje, o assunto mais comentado nos lares e nas redes foi a desistência do cantor, MC, slammer, poeta, ator, diretor, dramaturgo, militante negro periférico e, como descobrimos ontem, bissexual Lucas “Koka” Penteado. Lucas é um combo de muitas vítimas de violência no Brasil: jovem negro, periférico, portador de alopecia areata, um distúrbio que se acentuou visivelmente ao longo de duas semanas, onde o Brasil inteiro assistiu a um coletivo assediador que, em bando, atacou de todas as formas este jovem: se falava era criticado, se ficava quieto era criticado, foi proibido de comer com o coletivo, foi criticado por uma psicóloga que é negra e lésbica por ter beijado outro homem na festa, entre tantas outras formas de violência verbal. Um aparte sobre o coletivo negro estereotipado que se formou no scritp do Boninho nesta temporada do BBB: cada membro deste coletivo foi pensado e escolhido cuidadosamente para atacar lutas ...

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Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

Brasil, um torto arado de violência política

“Sofri atentado político ontem, com tiros disparados na madrugada, em frente de casa.” Estas são as palavras no último dia 27 da covereadora Carolina Iara, primeira pessoa intersexo eleita no país, pela Bancada Feminista do PSOL-SP. Antes, sua colega de partido, Erika Hilton - primeira vereadora trans em SP e a mulher mais votada da capital em 2020 – sofrera dois ataques graves em seu gabinete, fora outras dezenas de intimidações online. A estes episódios devemos dar o nome que lhes cabe: violência política. Constituem um ataque à integridade da democracia, um regime que pressupõe o dissenso pacífico e não a política pela bala. Não há democracia sem o fim da violência política contra mulheres, e do racismo, sexismo e transfobia que a sustenta. Seja o racismo sofrido pela primeira prefeita eleita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriota), sejam as ameaças de morte contra a deputada federal Taliria Petrone (PSOL), corpos de políticas, em especial negras ...

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Foto: Heloise Hamada/G1

Entre desafios e avanços, a representação negra na política cresce, e a violência política também

Elaine Mineiro, Erika Hilton, Tainá de Paula, Dani Portela, Thais Ferreira, Carol Dartora, Laura Sito, Edna Sampaio, Livia Duarte foram nomes de destaques no processo eleitoral de 2020 para a disputa das prefeituras e câmaras municipais: mulheres negras que estiveram entre as candidaturas mais votadas por todo o país. Porém, o que as fez se destacar é exatamente o fato de que suas existências políticas são a exceção em um país marcado pelo racismo. Em um ano que certamente entrará na história como um período de efervescentes protestos e debates ao redor do mundo sobre o racismo e a importância de se desenvolver práticas antirracistas é certo que essas mobilizações lideradas pelo movimento negro tiveram impacto também nos resultados eleitorais. São Paulo, a maior cidade do país, que teve em sua história apenas uma vereadora negra na sua Câmara Municipal, terá três a partir de 2021. Essa transformação também acontece ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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Coalizão Negra por Direitos

Coalizão Negra por Direitos denuncia racismo e a violência policial nas Américas

HOJE, dia 09/12, às 16h, a @coalizaonegrapordireitos estará ao lado de movimentos negros de diversos países, denunciando o racismo e a violência policial nas Américas. Com as vidas perdidas de Breonna Taylor, George Floyd, João Pedro, Anderson Arboleda, Julian Mauricio Gonzalez, Alexander Martínez, Emily e Rebeca Rodrigues dos Santos, o ano de 2020 foi marcado por inúmeros casos de violência policial contra pessoas negras por toda a América. Tais ataques não são uma novidade para a diaspora africana, que vivencia diariamente uma violação perpetuada pelo Estado desde a escravidão do do processo de colonização. Esse cenário de violência sistêmica fundada no racismo estrutural será denunciado por movimentos negros e organizações de direitos humanos na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A audiência será realizada em formato virtual no dia 09 de dezembro de 2020, as 4 p.m (EST), quem quiser acompanhar pode se inscrever em: https://bit.ly/racismcidh. A audiência também será transmitida ...

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Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Violência racial: de cada 10 pessoas mortas pela polícia, oito são negras. Entidades cobram resposta do Estado

Ações para conter a violência racial e por parte da polícia e barrar a escalada de assassinatos de negros em todo o país foram cobradas com veemência em audiência pública realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) nesta quinta-feira (3). Representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, do movimento negro e especialistas em segurança pública reivindicaram também medidas urgentes e efetivas do Ministério Público Federal no enfrentamento à violência de abordagens desnecessárias, violentas – especialmente de jovens – que geralmente terminam em assassinato e impunidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes decorrentes de intervenções policiais têm aumentado. Em 2018, das 6.175 ocorrências, 75,4% eram pessoas negras. Em 2019, o número de ocorrências subiu para 6.357 e o percentual saltou para 79,1%. O número é mais de dez vezes maior que o de policiais mortos, evidenciando o uso excessivo de força policial. Além ...

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Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Pesquisadora analisa violência contra a mulher praticada pelo Estado brasileiro

Esta quarta, 25 de novembro, é marcada pelo Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. O Brasil de Fato Pernambuco entrevistou a pesquisadora do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia, Betânia Ávila, que em outubro deste ano representou o Brasil no II Tribunal Ético de Justiça e Direitos das Mulheres Pan-Amazônicas e Andinas. O tribunal é um espaço internacional onde casos emblemáticos de ataques contra mulheres de vários países da Pan-Amazônia são apresentados pela defesa que fazem de seus territórios e povos. Esta edição aconteceu de maneira virtual e foi promovido por diversas organizações de mulheres da América Latina. Confira a entrevista: Brasil de Fato Pernambuco: O que foi a experiência do Tribunal de Mulheres Pan-amazônicas e Andinas? Betânia Ávila: A experiência é muito profunda, onde as próprias mulheres das regiões amazônicas dos países (nesse ano Brasil, Colômbia e Peru) trazem suas análises e suas denúncias ...

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"Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

"Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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Douglas Belchior (Foto: Marlene Bargamo/Folhapress)

Violência? Vandalismo? Os negros perderam a paciência, diz Douglas Belchior

O que é vandalismo num país que mata um jovem negro a cada 23 minutos? Por que há mais comoção com vidraças e prateleiras quebradas do que com os negros assassinados todos os dias? Albert Camus, filósofo franco-argelino, dizia que "a violência não é patrimônio dos exploradores. Os explorados também podem empregá-la" E eu concordo com ele. Passou da hora de a população negra perder a paciência! (Professor Douglas Belchior, militante da Uneafro Brasil) A manifestação na avenida Paulista já estava marcada por várias entidades para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, como acontece todos os anos. O brutal assassinato, na véspera, do negro João Alberto Freitas, por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, transformou a caminhada num protesto pacífico, com faixas e cartazes, e o policiamento acompanhando à distância, apenas para interditar ruas no trajeto. Estava acompanhando tudo pela televisão na tarde se sexta-feira, quando o âncora Márcio ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

A violência política contra parlamentares negras

Somos seis mulheres negras parlamentares. Enquanto você lê este artigo, é provável que uma de nós, ou uma de nossas companheiras, esteja sendo alvo de algum tipo de agressão. A sub-representação de mulheres negras nos espaços de poder e nos processos eleitorais tem como causa as incontáveis práticas de violência política, que se apresentam como barreiras antes mesmo de sermos candidatas e se mantêm durante processos eleitorais e após sermos eleitas. Somos intimidadas em todas as instâncias. A brutalidade a que nós somos submetidas não tem sutilezas. Vai de “piadas” infames e provocações, passando por intimidações, ataques virtuais e até ameaças graves, como a que levou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) a pedir proteção à ONU. Carregamos ainda a dor pelo assassinato atroz da vereadora Marielle Franco e o silêncio desmedido sobre quem mandou matá-la e por quê. É precisamente essa a definição de violência política: atos sistêmicos com ...

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Simony dos Anjos, de 34 anos, é candidata à Prefeitura de Osasco (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

Pesquisa mostra violência política sofrida por mulheres negras durante campanha

Simony dos Anjos, de 34 anos, é uma mulher negra e candidata à Prefeitura de Osasco, em São Paulo, pelo PSOL. Dos seis candidatos homens, Simony é a única postulante feminina e negra no município. Ela relata que, durante a campanha, sofreu ataques virtuais com mensagens LGBTfóbicas, sexistas e racistas em um grupo de Whatsapp exclusivo para trocar informações sobre a candidata. O ataque a Simony não é um caso isolado. Um levantamento feito pelo Instituto Marielle Franco com apoio da Terra de Direitos e Justiça Global contabilizou que 78% das candidatas negras relataram ter sofrido ataques virtuais no período eleitoral. De 21 a 28 de outubro, 142 mulheres negras candidatas pertencentes a 93 municípios (em 21 estados) e 16 partidos responderam a um questionário para analisar o cenário da violência política eleitoral neste ano. De acordo com o relatório, os principais autores dos ataques virtuais são grupos não identificados ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

Violência sexual intrafamiliar e aborto: Quem comete o crime, afinal?

O tema do aborto é cercado de questões que ultrapassam o direito penal, envolve aspectos médicos, filosóficos, religiosos e políticos. Além disso, é inevitável dissociar essa problemática da discriminação de gênero e do racismo. Em diversas oportunidades, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais manifestou-se neste mesmo espaço editorial a respeito do tema (Boletins n. 216 e 226), reafirmando seu compromisso com o respeito à Constituição da República, com a nítida separação entre Religião e Estado, bem como preocupação com o fundamentalismo político-religioso que entrava a discussão. O Instituto busca constantemente o diálogo interdisciplinar, promovendo mesas de debates e eventos para discutir o assunto, além de inúmeras publicações sobre o tema e o ingresso como amicus curiae na importante ADPF 442, marcando presença, inclusive, em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal. No último mês de agosto, veio ao conhecimento público a barbárie cometida contra uma menina de 10 anos no ...

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Foto: Agência Brasil

Ao menos 5 mil crianças sofreram violência doméstica durante a pandemia em SP

A cidade de São Paulo registrou ao menos 5 mil casos de violência doméstica contra crianças durante o isolamento social da pandemia do coronavírus. O número foi contabilizado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de atendimentos em unidades de saúde ou hospitais desde março. Segundo a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Maria Giannella, os casos identificados envolvem tanto agressões físicas quanto psicológicas. “A gente suspeitava que isso pudesse acontecer durante a pandemia, porque a maior parte da violência contra criança e adolescente, no Brasil, é praticada dentro da família”, afirma, em entrevista ao jornal Agora. Uma das alternativas da prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), foi a reabertura dos Centros Criança e Adolescentes (CCAs), que estavam fechados por causa da pandemia. Os centros acolhem crianças de 6 a 14 anos e que vivam em vulnerabilidade social. Os locais oferecem atividades culturais e esportivas no contraturno das escolas. ...

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O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

“... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

ONU Mulheres lança documento com Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19

Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a partir das 16h, em seu canal do YouTube, a ONU Mulheres Brasil lançará as Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19, com o objetivo de fortalecer a resposta para o enfrentamento à violência sofrida por meninas e mulheres neste período. O documento apresenta recomendações para atendimento remoto e reorganização do atendimento presencial, considerando rede de atendimento a mulheres em situação de violência e as especificidades de resposta no acolhimento às vítimas nos serviços policiais, de saúde, de abrigamento, entre outros. O evento de lançamento é realizado em parceria com a União Europeia e ocorre em celebração dos 14 anos da Lei Maria da Penha. A transmissão ao vivo no Youtube da ONU Mulheres Brasil será aberta para perguntas do público com propósito de ampliar a fortalecer as discussões acerca das políticas públicas voltadas ...

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