sexta-feira, abril 16, 2021

LGBTQIA+

LGBTQI+ é o acrônimo para lésbicas, gays (homossexuais masculinos), bissexuais, transgêneros, travestis e intersexuais. Em uso desde os anos 1990, o termo é uma adaptação de LGB, que era utilizado para substituir o termo gay para se referir à comunidade LGBT começando no fim da década de 1980.[1] Ativistas acreditam que o termo "gay" não abrange ou não representa todos aqueles que fazem parte da comunidade. O acrônimo tornou-se popular como uma auto-designação; tem sido adotado pela maioria dos centros comunitários sobre sexualidade e gênero e em meios de comunicação nos Estados Unidos, bem como alguns outros países de anglófonos.[2][3] O termo é usado também em alguns outros países, particularmente naqueles cujos idiomas usam acrônimos, tais como Argentina, Brasil, França e Turquia. no Wikipédia

GEOVANA BEMBOM/METRÓPOLES

Dia Nacional do Orgulho Gay: afinal, temos o que comemorar?

Nesta quinta-feira (25) se comemora o Dia Nacional do Orgulho Gay. A data simboliza não apenas a visibilidade enquanto gay, mas da visibilidade LGBTQIA+ como um todo. A data tem como objetivo principal conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e mais igualitária, independente do gênero sexual. Afinal, temos o que comemorar? Ativistas respondem As conquistas são à passos lentos, mas é preciso celebrar. É possível destacar a adoção por casais homossexuais e o uso do nome social por pessoas trans ou travestis. No Brasil, o último "marco" foi em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal aprovou no dia 13 de junho a criminalização das lgbtfobia. "A gente poderia dizer que esse é um debate que está sendo melhor apresentado pela mídia, pelo próprio movimento social. Mas quando a gente diz em conteúdo para comemorarmos, ainda fica muito...

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(Reprodução/Getty Images)

“Leis para violência contra lésbica não funcionam na prática”, diz advogada

Lesbofobia, lesbocídio, estupro corretivo: esses são nomes de violências cometidas especificamente contra mulheres lésbicas, e o Brasil tem leis que protegem contra esses crimes. Mas, por falta de dados, mapeamento dessas agressões e políticas públicas, ainda é difícil fazer valer esses direitos na prática, segundo a ABMLBTI (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo). Em entrevista a Universa, Luanda Pires, advogada especialista em direitos humanos e porta-voz da ABMLBTI, explica quais são as principais ferramentas jurídicas que protegem as vítimas desse tipo de violência. Lei Maria da Penha: reconhece violência doméstica e intrafamiliar contra mulheres lésbicas (e também transexuais); ou seja, pode ser acionada em caso de agressão entre um casal de lésbicas, mas também quando o agressor é outro membro da família, como pai, primo, tio. Lei de Racismo: desde 2019, a lei reconhece também a homofobia, ou seja, criminaliza o preconceito e a violência contra pessoas LGBTQIA+. Em caso de homicídio, se...

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Fonte: Adobe

Pode a lésbica falar?

Agosto é o mês da visibilidade¹ lésbica e dois mil e vinte e um o ano de nos libertarmos das correntes que insistem em nos prender na escuridão, na subalternidade², na discrição. Pois, é lá que nos querem, escondidas, silenciosas. Eles gritam que não se importam com nossas existências, desde que a gente permaneça invisível. Tudo bem amar, desde que a sociedade não veja. Veja bem, em uma sociedade que cultua o masculino e seus desdobramentos, jamais vai aceitar tranquilamente mulheres que rejeitam tal adoração. E elas, e nós, estamos cada vez mais diferentes e atuantes. Estudando, fazendo política, ocupando espaços novos, empoderando³ outras, realizando sonhos das nossas ancestrais. Saindo das delimitações impostas pelo patriarcado.⁴ Patriarcado que vê a mulher como propriedade. Os ultraconservadores⁵, sentados em suas poltronas douradas, cravejadas de diamantes ungidos, saboreando o melhor vinho com gotas de ódio, em suas taças, delicadamente banhadas a ouro, nos desprezam....

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Foto: Divulgação

Festival Bixanagô começa nesta semana com exposição inédita e shows de Tássia Reis, Rico Dalasam e outros destaques da cena preta e LGBTQIA+

Começa nesta semana a edição de 2021 do Festival Bixanagô Bixanagô - Empoderamento e Estética Negra, que chega chegando totalmente online no dia 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, e segue nos dias 25, 26 e 27. A programação é aberta com uma exposição inédita e traz shows, rodas de conversa e oficinas para todas, todos e todes. Com curadoria de Micaela Cyrino e Paulete Lindacelva, a exposição de abertura “Como quebrar uma linha”, no sábado (21), reúne um grupo de cinco artistas que se aprofundaram em suas travessias - caminhos - e inquietações, entre contextos históricos e sociais, de afetação dos corpos, das almas e a amálgama que todos esses espaços preenchem. São eles: Alexandre dos Anjos, Karolyne Kimberbeli, Mayara Amaral, Micaela Cyrino e Manauara Clandestina. “Cada um dos artistas escolhidos tem sua própria trajetória e nós, o público, precisamos acompanhar e conhecê-los para desfazer esse...

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Pequena manifestação na avenida Paulista em homenagem a Plínio, homossexual assassinado - Marina Garcia/Folhapress

Justiça adia para maio júri de acusado de matar cabeleireiro por homofobia em 2018

A Justiça de São Paulo adiou para o dia 5 de maio, às 13h, o início do júri do cozinheiro Fuvio Rodrigues de Matos, que está preso preventivamente acusado de ofender, esfaquear e matar o cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima. O crime aconteceu em 2018 e o motivo é apontado como homofobia, já que a vítima era gay e tinha 30 anos. Plínio Henrique de Almeida Lima foi morto na Paulista — Foto: Arquivo Pessoal O julgamento do réu estava marcado para a tarde desta segunda-feira (22) no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. Mas foi adiado porque, segundo o Tribunal de Justiça (TJ), o defensor público Daniel Guimarães Zveibill que faria a defesa do réu está “doente”. Não foi informada a doença. O adiamento foi determinado pela juíza Marcela Raia de Sant’Anna. “ está com Covid”, disse ao G1...

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Lucas Penteado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Homens Negros e suas sexualidades: A saída de Lucas Penteado do BBB

Hoje eu vim falar sobre BBB. E eu sei que muitos de vocês já devem estar querendo fechar a página aqui mesmo. Seja por acharem o programa, e as pessoas que o assistem, fúteis — Enxergando qualquer tentativa de estabelecer debates mais sérios sobre o que acontece na casa como um exagero — seja porque você está assistindo o programa e ficando mal com os horrores que estão sendo feitos e ditos lá dentro. Eu te entendo. Independentemente de qual dos dois grupos você esteja, eu te convido a ficar até o final do texto. Vou me esforçar para que valha seu tempo. Para quem não tem acompanhado a televisão e a internet nos últimos dias (e por isso, imagino, tenha conseguido manter pelo menos parte da sua sanidade), a vigésima primeira edição do Big Brother Brasil vem dando o que falar. Primeiro por ser a edição com maior participação...

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Emanuelle da Silva, 44, é efetiva da guarda patrimonial (Foto: RONALDO SILVEIRA)

Mercado de trabalho ainda é desafio para as transexuais

O dia 9 de setembro de 2020 foi um marco na vida de Jhenny Silva, 28. Mesmo tendo assumido sua identidade de gênero aos 12 anos, ela enfrentou por anos na pele a dor do preconceito social e, como não conseguia se inserir no mercado de trabalho, passou a atuar como faxineira e cuidadora de idosos para sobreviver, mas de forma informal. A primeira oportunidade de um emprego com carteira assinada veio somente há quatro meses, quando ela foi contratada como agente de limpeza em uma empresa terceirizada no Hospital Regional de Betim. “Já passei por algumas situações, como olhares constrangedores. Mas nunca fui humilhada ou desrespeitada no meu trabalho. Ainda não fiz qualquer tipo de transformação no meu corpo e apenas tenho características femininas, o que acho que me ajudou ter uma aceitação mais fácil na sociedade. Mas vejo que as trans que têm o corpo transformado sofrem muita...

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Roda Viva/TV Cultura

No Roda Viva, Erika Hilton comenta os ataques sofridos pelos parlamentares do PSOL

O Roda Viva desta segunda-feira (1º) recebeu a vereadora Erika Hilton, a mulher mais bem votada em todo país e a primeira transexual eleita para a Câmara Municipal de São Paulo". Ativista dos direitos humanos, Erika recentemente sofreu ataques e ameaças de um garçom. Ela chegou a registrar queixa. De acordo com o boletim, o homem chegou no gabinete da vereadora por volta das 17h, de terça-feira (26), usando uma bandeira e máscara com símbolos cristãos e "aparentemente perturbado". "O que aconteceu nos últimos dias é algo extremamente lamentável, preocupante e que acende um alerta", disse no programa. Assista abaixo ao trecho: "O que aconteceu nos últimos dias é algo extremamente lamentável, preocupante e que acende um alerta", diz @ErikakHilton sobre recentes ataques e ameaças a parlamentares trans do PSOL. #RodaViva pic.twitter.com/Dcc7ZyHzY8 — Roda Viva (@rodaviva) February 2, 2021 Negra e transvestigênere, Erika Hilton é a mulher mais bem votada...

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A ação em frente a casa de Samara Sosthenes foi testemunhada - Arquivo pessoal

Homem dispara tiro em frente a casa da covereadora Samara Sosthenes (PSOL-SP)

A covereadora Samara Sosthenes (PSOL-SP) publicou nas redes sociais que um homem em uma moto efetuou um disparo para cima na madrugada deste domingo (31) em frente a casa em que ela reside com a mãe e os irmãos. Samara Sosthenes é travesti e mora na ocupação Prestes Maia, no Centro da capital paulista. No último dia 29 ela participou de ações voltadas para o Dia Nacional da Visibilidade Trans.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Mandata Quilombo Periférico (@quilomboperiferico) Outros casos Além de Samara Sosthenes, as também parlamentares Carolina Iara e Erika Hilton, ambas pelo PSOL na capital paulista, sofreram atentados e ameaças diretas a sua integridade física nos últimos dias. Na madrugada do dia 26 de janeiro, a residência da covereadora Carolina Iara, localizada na Zona Leste de São Paulo, foi atingida por dois disparos. A bancada pessolista alegou se tratar de um crime político. Também no dia 26,...

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Imagem retirada do site NÓS MULHERES DA PERIFERIA

Mostra ‘Afetividades Ordinárias’ revela a vida de pessoas trans

No Mês da Visibilidade Trans, o fotógrafo João Bertholini expõe uma mostra de fotos com temática LGBTQIA+ que inaugurou no dia 20 de janeiro, em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade e curadoria de Neon Cunha mulher trans, que faz parte da Marcha das Mulheres Negras. Adaptada para o modo virtual, “Afetividades Ordinárias” pode ser vista em seu site-galeria um acervo de fotografias de diversas mulheres trans em cenas comuns do cotidiano e também com retratos agendados ou tirados de forma inesperada. Há também textos autobiográficos e poéticos de Neon Cunha e da atriz e escritora Ave Terrena, e ainda uma música-poema da dançarina e cantora Danna Lisboa, cedida especialmente para integrar o projeto. A ideia é distribuir mil exemplares da publicação quando a exposição física tiver lugar em momento oportuno. A curadoria é de Neon Cunha, que trás consigo uma história pessoal de descobrimento e resistência sobre...

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O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava sem lugar para morar, foi expulsa de casa por ser travesti e foi morar num abrigo, em São Paulo. Arte Claudio Duarte

Caso Ygona: Estado deve garantir o direito à vida da população trans e negra

Ygona Moura, 22 anos, influenciadora digital, travesti, negra entrou para as estatísticas da população trans e negra. À covid-19, ela não resistiu e morreu na noite de quarta-feira, 27 de janeiro. Internada há 10 dias, o agravamento do seu quadro clínico confirma dados do Ministério da Saúde: 55% dos pretos e pardos internados pelo coronavírus morrem. A notícia da partida de Ygona ocorre na semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro) e escancara um fator que ainda está longe de ser resolvido: bem-estar e saúde dessas pessoas A história de Ygona é muito mais do que seu vídeo dizendo que “iria aglomerar mesmo”, contrariando os protocolos de segurança durante a pandemia da covid-19. Sua fala viralizou nas redes sociais e promoveu uma enxurrada de posts com mensagens de ódio contra a influenciadora. O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava...

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Raquel Virgínia (Foto: Saullo Moreira / Divulgação)

“Sou uma mulher trans negra brasileira”

E gritaram-me negra! Eu já fui homem negro. Um homem negro brasileiro com gestos afeminados. Minha transição aconteceu por volta dos meus 22 anos, então posso dizer que sei o que é ser um jovem homem negro afeminado no Brasil. E minha conclusão: é muito difícil. Perseguições em supermercados e todo tipo de loja que vende produtos à disposição nas prateleiras. Mal atendimento. Grosserias e a tendência a ser subestimado quase que tempo integral em diversos ambientes. Da escola ao banco, do curso ao esporte. No meu caso, enquanto eu não abria as asas para minha transição, fui um homem muito afeminado. Me lembro do número de vezes em que fui submetida como homem a momentos de ridicularização. E gritaram-me negra! Minha transição foi caótica. Primeiro que eu não sabia que estava vivendo uma transição de gênero. Hoje, a percepção que eu tenho daquele momento, é que uma enxurrada de...

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Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Brasil segue no topo de ranking de assassinatos de pessoas trans no mundo

O Brasil registrou 184 assassinatos de pessoas transgênero em 2020, segundo dossiê divulgado pela Associação Nacional das Travestis e Transexuais (Antra) nesta sexta-feira, 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans. O número mantém o país no topo do ranking dos relatórios de homicídios de transgêneros em todo o mundo, à frente do México e dos Estados Unidos. O mapa da violência traçado pela associação revela que São Paulo foi o estado com maior número de assassinatos, seguido por Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro – onde o aumento dos casos foi de 43% em relação a 2019. Para a secretária de articulação política da Antra, Bruna Benevides, esse cenário é reflexo da omissão do governo. “Até o momento, não houve ações específicas para enfrentar essa violência, o que nos faz acreditar que seria uma falsa simetria afirmar uma diminuição de violência de forma “espontânea” e sem investimento material,...

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PSOL disse que foram disparados dois tiros em direção à casa da covereadora Carolina Iara

Casa da covereadora Carolina Iara sofre atentado a tiros na madrugada

A casa da covereadora Carolina Iara, 28 anos, na zona leste de São Paulo, uma das representantes do mandato coletivo Bancada Feminista, eleito para a Câmara de Vereadores de São Paulo, foi atingida por pelo menos dois disparos de arma de fogo na madrugada desta terça (26). Ela chegou às 15h20 no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) para prestar depoimento. Imagens obtidas por uma câmera de segurança mostraram um veículo Palio branco, com película escura nos vidros, parado em frente da casa de Iara por aproximadamente três minutos, entre 2h07 e 2h10 (horário de Brasília). Vizinhos disseram que foi esse o horário do som dos disparos. Nas imagens, não é possível ver os ocupantes do veículo nem o momento dos disparos. O autor ou autores dos disparos atiraram por meio de uma grade no portão da casa e os disparos, afirma a vereadora, atingiram, a princípio a...

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Primeira vereadora negra eleita na Câmara de Curitiba, Carol Dartora recebeu ameaças de morte por e-mail (DIVULGAÇÃO/Imagem retirada do site El País)

Ameaças de neonazistas a vereadoras negras e trans alarmam e expõem avanço do extremismo no Brasil

Injúrias raciais, infelizmente, não são uma novidade para a professora Ana Carolina Dartora, 37 anos. Primeira vereadora negra eleita nos 327 anos da Câmara Municipal de Curitiba, e a terceira mais votada na capital paranaense nas eleições 2020, sua campanha foi permeada por ataques, sobretudo nas redes sociais. Até então, Carol Dartora ―como é conhecida a vereadora filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT)― considerava as mensagens inofensivas. Mas no início de dezembro ―logo após uma entrevista do prefeito Rafael Greca (DEM) na qual o mandatário disse discordar da existência de racismo estrutural na cidade― ela recebeu por e-mail uma mensagem a ameaçando de morte, inclusive com menção ao seu endereço residencial. No texto, o remetente chama a vereadora de “aberração”, “cabelo ninho de mafagafos”, e diz estar desempregado e com a esposa com câncer. “Eu juro que vou comprar uma pistola 9mm no Morro do Engenho e uma passagem só...

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FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES

Após ser alvo de ataques transfóbicos e racistas, Érika Hilton irá processar 50 pessoas

Érika Hilton (PSOL-SP), vereadora mulher mais votada em todo o Brasil, irá protocolar uma ação nesta quarta-feira (6) contra 50 pessoas que teriam proferido ameaças racistas, machistas e transfóbicas contra ela nas redes sociais. De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a parlamentar irá requerer que as plataformas Facebook, Twitter e Instagram entreguem os dados dos perfis para que os agressores paguem uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Na ação, os advogados reuniram postagens onde os agressores xingam a parlamentar de “raça imunda, “traveco”, “ser desprezível”, “vagabunda”, “jumenta”, além de ofensas raciais como “cabelo desse serve pra tirar ferrugem de ferro”. “Quando uma mulher negra e travesti passa a ocupar uma função pública de prestígio, ataques em redes sociais são utilizados como tática de intimidação”, destaca um trecho da ação. Érika é a primeira mulher transgênero eleita para a Câmara...

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A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL), em retrato feito na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) Imagem: Bruno Santos/Folhapress

Érica Malunguinho: “Trans têm mais a oferecer do que apenas pautas LGBTs”

Dois anos depois de dar a Érica Malunguinho (PSOL) o título de primeira deputada transexual do país, São Paulo terá parlamentares trans também na Câmara dos Vereadores — e não uma, mas quatro de uma só vez: Érika Hilton (PSOL), Thammy Miranda (PL), Carolina Iara (parte da candidatura coletiva Bancada Feminista, do PSOL) e Samara Sosthenes (parte da candidatura coletiva Quilombo Periférico, também do PSOL). "É a continuidade de uma luta histórica antiga e nada mais justo que a gente alcance esses espaços", comemora Malunguinho, em sua condição de pioneira. Em entrevista à Universa, a deputada reconhece a importância de sua eleição, acredita que um dia a política institucional tenha "a cara da população brasileira", lembra os maiores desafios e dá um conselho para os transexuais que vão assumir o primeiro mandato em janeiro: "Continuem, sigam em frente". UNIVERSA: Como você vê o resultado dessa eleição em termos de representatividade?...

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Créditos da foto: Cena da série POSE (Reprodução)

Uma face da transfobia chamada solidão

“Uma vida só pertence à pessoa que a vive. Eis a solidão em que estamos encerrados, como em um quarto, como em um crânio, onde nossos pensamentos, por mais que viajem, sempre nos trazem de volta a nós mesmos.” A frase é de Paul Auster, escritor estadunidense. De fato, a solidão é um afeto fundamental para o funcionamento positivo da mente humana, haja vista ela nos ajudar a construir ações em benefício da sociedade. Agora, por exemplo, me encontro em completa solidão, escrevendo esse texto. Contudo, a solidão pode se tornar fonte de intenso sofrimento psíquico, quando é instituída pela sociedade: exatamente nesse ponto estão as travestis e mulheres transexuais, haja vista, tendo seus corpos objetificados e hipersexualizados, vivenciam uma das modalidades mais sutis da violência – a determinação social compulsória de que elas não merecem vivenciar relacionamentos amorosos. Há alguém disposto a assumir um relacionamento amoroso com uma travesti?...

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Patrícia Borges, colaboradora da candidata à vereadora Erika Hilton (PSOL), mostrando as marcas da mordida deixada pela agressora Imagem: Arquivo Pessoal

SP: Colaboradora de candidata trans é agredida com mordidas na Av. Paulista

Patrícia Borges, mulher trans e colaboradora da candidata à vereadora Erika Hilton (PSOL), também mulher trans, foi atacada na tarde de hoje durante panfletagem em frente ao Shopping Center 3, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao ser abordada pelos apoiadores de Hilton, uma mulher que não teve a identidade revelada se recusou a ouvir as propostas e começou a agredir Patrícia verbalmente e fisicamente, com golpes de barra de ferro e mordidas, segundo relato da colaboradora. Ela teria tido ajuda de dois outros homens — um deles seria namorado da suposta agressora. "Ela foi abordada primeiramente por outra pessoa que estava comigo e fui reforçar a importância de eleger a primeira vereadora transexual, travesti, preta, periférica, e que a gente precisava de alternância de poder", relatou Patrícia em entrevista ao UOL. "Ela me disse 'eu não vou votar em travesti' e começou a me xingar Patrícia Borges, em entrevista ao...

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(Reprodução/Getty Images)

Projeto Escola + Diversa| Chamada para Juventudes LGBTQIA+

O Escola +Diversa é um projeto desenvolvido pelo CIEDS, em parceria com o banco Itaú e a consultoria Mais Diversidade, e tem como objetivo contribuir para a criação de estratégias de combate à LGBTfobia no ambiente escolar. O projeto está abrindo uma seleção de jovens LGBTQIA+ para participarem das oficinas online que serão realizadas em novembro e dezembro de 2020. As oficinas terão como objetivo a construção do Mapa da Diversidade (uma caixa de ferramentas pedagógicas que apoiará as comunidades escolares no enfrentamento dos preconceitos e práticas discriminatórias). Se você conhece jovens LGBTQIA+ com idade entre 18 e 24 anos, que estejam estudando atualmente ou que tenham concluído o ensino médio na rede pública de educação, faça sua indicação preenchendo as informações do link abaixo. Serão selecionadas 27 jovens ao total, cada uma representando um estado brasileiro! O prazo para as indicações se encerra na próxima sexta-feira dia 06 de...

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