Tag: artigos e reflexões

    Getty Images... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/02/19/manual-para-negros-se-protegerem-de-abusos-policiais-viraliza-no-brasil.htm?cmpid=copiaecola

    Jamais os brancos pensariam situações que emergem das percepções dos negros

    Não terceirizamos as vozes negras!   “Ninguém pode me ensinar quem eu sou.” Chinua Achebe Os brancos antirracistas que me perdoem, mas eles não podem achar que a solidarização em favor dos negros autoriza a compreensão do racismo em todas as nuances. Existem questões tão profundas que somente a gente consegue explicar, e ainda assim calham situações que ficamos até confusos. Por Ricardo Alexandre Corrêa, do  Carta Campinas  Foto: Getty Images No entanto, este texto não tem a pretensão de desmerecer a importância dos brancos que seguem lutando contra a discriminação e o preconceito racial, a intenção é somente alertar sobre os limites do discurso que eles lançam mão. Mesmo que reconheçam o privilégio branco não tem como se despirem, pois o racismo está enraizado nas estruturas da sociedade, engendrando, segundo a escritora Reni Eddo-Lodge, na “ausência das consequências do racismo. Ausência de discriminação estrutural, ausência ...

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    Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida)

    A favela não venceu

    O exemplo de sucesso como mensagem de opressão Por Startup da Real, no Medium Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida) Você talvez não tenha ouvido falar de Margareth Teixeira, 17 anos. Mãe de um filho de 1 ano e 7 meses, a jovem estava na sétima série do ensino fundamental. Seu sonho de sucesso era ter uma casa própria e passar no concurso da polícia militar. Ex-moradora de Duque de Caxias, Margareth tinha medo de morar na Favela do Quarenta e Oito, em Bangu. No dia 13 do último mês, a jovem foi morta com 10 tiros de fuzil, seu filho estava no colo quando foi baleada. A criança foi ferida de raspão na cabeça e no pé. Margareth Teixeira estava indo encontrar o marido na igreja. A jovem foi mais uma das vítimas das operações da polícia militar do Rio de Janeiro que, só ...

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    arquivo pessoal

    Fé democrática

    Liberdade religiosa se fortalece com pluralismo laico, não com teocracia Por Thiago Amparo, na Folha de São Paulo Thiago Amparo (Arquivo Pessoal) Algo de bom se perdeu no discurso de Bolsonaro na ONU semana passada, quiçá inaudível dada a histeria com a qual o mandatário decidiu revestir sua fala míope. “A perseguição religiosa é um flagelo que devemos combater incansavelmente”, disse o presidente, corretamente. Num tom teocrático, citou Deus quatro vezes. Quase invariavelmente, frases de efeito são carregadas de ironia. Desde o início de seu governo, em sua cruzada anti-gênero, Bolsonaro tem se alinhado em votações nas Nações Unidas a países pouco amigáveis a cristãos, como Arábia Saudita e Paquistão. Ao viajar a Israel no começo do mandato, Bolsonaro não se importou em visitar a vizinha Belém, na Palestina, cidade onde historicamente cristãos comandam a prefeitura. Se quisermos proteger liberdades religiosas, precisamos separar o joio do ...

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    Shutterstock

    Agatha presente!, por Dora Incontri

    Quase me constranjo colocar em poesia a tragédia do extermínio que se vê hoje no Rio em particular e no Brasil em sua vastidão. Por Dora Incontri, do Espiritismo Progressista, no GGN Shutterstock Mas algo tem que ser dito. E quando a dor é muito profunda, vale chorar em verso. As palavras se retraem Para falar de Agatha, Mas precisam ser faladas Mesmo que recusem rimas, Para não enfeitar o crime. As palavras soluçam Para falar do menino No pelourinho do mercado. As palavras se rebelam, Nelas não cabe o extermínio De corpos negros e jovens De um pai com nome de Rosa Já nem mais falado se ouve Por tantos outros que caíram Depois dos 80 tiros! As palavras morrem na goela Para lembrar Marielle Aclamada pelo mundo Injustiçada aqui há uma eternidade. As palavras se quebram no verso Desencantado e avesso. Porque o Brasil ...

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    iStockphoto

    Empatia é a habilidade mais importante que você deve ter

    Dentre todas as habilidades “praticáveis“, a empatia com certeza é a mais importante. Por Matheus de Souza , do Conti Outra iStockphoto Dentre todas as habilidades “praticáveis“, a empatia com certeza é a mais importante. Ela vai te levar a um maior sucesso profissional e pessoal, além de torná-lo mais feliz enquanto a pratica. E, não confunda empatia com simpatia. A primeira significa você fazer uma conexão emocional com alguém, enquanto a segunda está diretamente ligada a maneira como você trata uma pessoa com naturalidade. A chave para ser empático é não julgar as outras pessoas. É colocar-se no lugar do outro ao invés de apontá-lo o dedo. No geral, pessoas empáticas são menos preconceituosas. Aceitam o outro como ele é. Ok, por que praticar a empatia? Só a definição acima provavelmente já faria o mundo um lugar um pouco melhor. Mas, vamos lá! Você entenderá ...

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    arquivo pessoal

    Quanto valem os direitos

    Entre a austeridade e a defesa de direitos sem lastro econômico, mora a política Por Thiago Amparo, da Folha de São Paulo Thiago Amparo. (Foto: Arquivo Pessoal) Um debate travado no tudo ou nada. Alguns alertam que não está no momento de alterar o teto de gastos. Fazê-lo levaria a uma elevação da carga tributária ou a maiores níveis da dívida pública. Ou seja, caos econômico, segundo eles. Outros sustentam, sob a pecha de sonhadores, que o teto de gastos corrói o mínimo que a Constituição de 1988 dispõe obrigatoriamente para saúde e educação. Ou seja, ou o fim do teto de gastos ou a barbárie social. A esse coro somou-se o STF, que decidiu (com razão) suspender no último dia 11 o teto de gastos do estado de Goiás. Argumento que falta algo entre esse tudo ou nada. Falta política, em sentido genuíno. E aqui ...

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    Resiliência

    Geledés Na finta perfeita donde possa surgir tanto armada quanto queixada cavando, segue meu povo caminhando. Enviado por Neymar Ricardo Santos da Silva para o Portal Geledés Na potência da voz, do canto e do coro, segue meu povo de astúcia tranquila. Descendo o morro, favela e vila. Nunca foi só resistência, a força é grande, mas na ginga da sequência de Bimba, do jogo de baixo e jogo de cima, sai meia lua de compasso sendo ao mesmo tempo chute e esquiva em lateral. Numa luta que só é dança na aparência, segue meu povo, com coro e com canto do berimbau, feito biriba verde que enverga, mas não quebra nem a pau, mostrando que mais que resistência é um povo de resiliência. E o que é essa tal resiliência? Palavrinha estranha ao linguajar do dia-a-dia. Entretanto anuncia que na malícia do floreio, há arma ...

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    BACURAU – Da resistência de um povo invisível

    Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles Enviado por Natália Bocanera Monteiro Latorre para o Portal Geledés Minha fissura por cinema me permite agregar alguns filmes de afeto em minha vida. Filmes marcantes e poderosos que trazem a necessidade de diálogo, de reflexão, de compartilhamento de ideias, de divulgação. O desejo de compartilhar aquilo que, de tão bom, pode ter o poder de mudar e marcar a vida de outra pessoa também. É um anseio por fazer a outra pessoa sentir aquilo que você sente. O mais recente filme de afeto da lista é Bacurau. Imagem: Divulgação/Bacurau Bacurau, além de poderosíssimo, é extremamente conveniente. E talvez sua conveniência, diante do cenário político brasileiro atual, onde se busca, de forma doentia, anular o povo como povo que é, dizimar sua identidade, sua saúde, seu lazer (repare, todos os seus preciosos direitos fundamentais), é que torne o longa ...

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    AULA ABERTA NO CAMPO DO SANTANA NO DIA 30 DE MAIO, GREVE GERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO.

    Refletir sobre o racismo a partir do yoga

    Na coluna PerifaConnection, Tainá Antonio descreve o Yoga Marginal, projeto de sua autoria Por Tainá Antonio, do Carta Capital AULA ABERTA NO CAMPO DO SANTANA NO DIA 30 DE MAIO, GREVE GERAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO. (Reprodução/Carta Capital) Yoga Marginal, para além da minha pesquisa de mestrado e um projeto pessoal que se dá no fazer coletivo, tem como intenção o resgate social e saúde coletiva nas periferias através da prática do yoga. Atualmente, a Baixada Fluminense é o território de ação do projeto, e essa escolha pode ser justificada pela invisibilização desse território dentro das pesquisas acadêmicas, das práticas integrativas em geral e por ser o meu lugar. A Baixada Fluminense com quase três milhões de habitantes é uma das maiores concentrações urbanas da América Latina e marcada pelo racismo ambiental, por um padrão comum de segregação da classe trabalhadora, e pela ausência de políticas ...

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    Foto Marta Azevedo

    O livro é um assombro

    ‘A cor púrpura’, o musical’ põe o país diante do espelho Por Flávia Oliveira, no O Globo Flávia Oliveira. (Foto: Marta Azevedo) Largos são os caminhos abertos por meio de livros. Na mesma sexta-feira — véspera do aniversário da Independência do Brasil — em que Marcelo Crivella enviou fiscais à Bienal do Rio para caçar obras (para ele) impróprias, estreou na Cidade das Artes o musical “A cor púrpura”, inspirado no romance homônimo de Alice Walker. O prefeito ressuscitou a censura; a sociedade reagiu em marcha para a festa literária (no Sete de Setembro, cem mil pessoas estiveram no Riocentro, recorde absoluto de público); o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, restabeleceu o livre trânsito de ideias. Direito ratificado, vale a pena refletir sobre até onde a literatura nos leva. E por que homens públicos a temem. Eu tinha 13 anos e cursava o antigo ginásio ...

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    Ana Branga / Agência O Globo

    Certas coisas são inexplicáveis

    Deve ser fácil explicar para uma criança quando o amigo dela morre de bala perdida. Mas o amor, não. O amor realmente é difícil de explicar Por ANA PAULA LISBOA, do O Globo  A escritora e ativista Ana Paula Lisboa Foto: Ana Branco / Agência O Globo   Pessoas inteligentes geralmente foram crianças perguntadoras, e especialmente adultos que não perderam o costume de se questionar. Quanto mais a gente se pergunta, maior o mundo fica. Continuar na busca pelas perguntas faz com que não sejamos burros e intolerantes em qualquer idade, e está aí uma função da família: ensinar a não ser burro, intolerante, racista, homofóbico. Em nota, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que cassou a liminar que proibia a prefeitura do Rio de recolher livros na Bienal do Livro, escreveu que a visão da prefeitura era de proteger crianças e adolescentes da ...

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    "Execução da punição de açoitamento", pintura do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) mostra escravo sendo castigado no Brasil no século 19

    O apartheid não escrito na sociedade brasileira

    Além de remeter à escravidão, episódio de tortura de jovem negro é representativo de padrão racista que se repete em supermercados e shoppings e da chegada incompleta do Brasil ao mundo moderno, afirmam especialistas. No Made for Minds "Execução da punição de açoitamento", pintura do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) mostra escravo sendo castigado no Brasil no século 19 O ano é 2019, e os brasileiros ainda veem alguns dos seus serem chicoteados e torturados. Muitos se perguntam por que ao assistir ao vídeo que mostra um jovem de 17 anos, negro, nu, com um pano amarrado à boca para abafar seus gritos, sofrendo açoites de um segurança de supermercado em São Paulo enquanto outro grava a cena. A tortura, como o ato foi registrado no boletim de ocorrência do 80º Distrito Policial da capital paulista, é crime no Brasil desde 1997, mas segue sendo praticada por ...

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    Luana Génot. (Foto: Alex Cassiano/Divulgação)

    A matemática da representatividade

    É absolutamente válido colocar intencionalmente mulheres, negras, pessoas com deficiência em vagas por ser quem são, somadas às suas competências e narrativas Por Luana Génot, do O Globo Luana Génot. (Foto: Alex Cassiano/Divulgação) Tamika Ward: “Você acha que consegui este cargo só porque sou negra?”. Natalie Figueroa: “Sim. E eu, provavelmente, consegui este cargo de diretora só porque era mulher! Mas quer saber? E daí? O importante não é por que você ganha a vaga, mas o que você faz com ela!”. Esse recorte do diálogo entre a Figueroa e Ward, personagens da série “Orange is the new black”, ilustra muito do que penso sobre reparação histórica e promoção da igualdade, de maneira geral. Sou apaixonada por algumas séries. E acabo, inevitavelmente, fazendo a conexão entre o que vejo e o que vivo no meu dia a dia, durante as visitas às empresas e os treinamentos ...

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    Imagem: Geledés

    A favela sangra, conta seus mortos e ninguém está se importando

    “Minha cara autoridade, já não sei o que fazer, com tanta violência eu sinto medo de viver, pois moro na favela e sou muito desrespeitado. A tristeza e a alegria aqui caminham lado a lado. Eu faço uma oração para uma santa protetora, mas sou interrompido a tiros de metralhadora”. Por Mariana Assis, do Voz das Comunidades Há cerca de 24 anos, Cidinho e Doca, crias da Cidade de Deus, lançaram o Rap da Felicidade. Na letra, um papo reto sobre as violações de direitos negados à população favelada: a diversão que “não podemos nem pensar”, esculachos, humilhações, tiros e mais tiros. Com mais de duas décadas de estréia, a música não só continua atual como também ainda estamos “perdendo o direito de viver”. Porém, o aparato repressivo é cada vez mais sofisticado e letal. Imagem: Geledés   Estudo divulgado em agosto pela ONG Redes da ...

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    Flávia Oliveira. (Foto: Marta Azevedo)

    ‘Bacurau’ escancara o Brasil da brutalidade

    No tiroteio sem fim, ninguém pode dizer que venceu Por Flávia Oliveira, do O Globo Flávia Oliveira. (Foto: Marta Azevedo) Foi a “Relatos do front” que “Bacurau” me levou logo nas cenas iniciais. O hiper-realismo do faroeste premiado de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles remeteu ao filme de Renato Martins sobre a epidemia de violência homicida no Brasil, a partir do Rio de Janeiro, também lançado este ano. A obra de ficção imprime com vigor o que o documentário esboça, num efeito Orloff macabro. [A quem desconhece a referência, o conceito saiu de uma campanha de vodca, assinada pelo publicitário Jacques Lewkowicz, que alertava para consequências futuras de ações do presente. No anúncio, o personagem tinha uma epifania da ressaca devastadora no dia seguinte, se escolhesse mal a bebida da véspera: “Eu sou você amanhã”, ameaçava. A expressão virou senha para crises, hecatombes político-econômicas, que ...

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    Foto: Ricardo Borges/Folhapress

    Meu Beco Virou o Alvo da Segurança Pública

    “No Brasil, a cor do medo é negra!” Por Crislayne Zeferina, do Calango Notícias Foto: Ricardo Borges/Folhapress A nova era da perseguição começou quando foi assinado o novo pacto do Estado Presente no atual governo do Espírito Santo. Os becos e nossas vielas são todos os dias os alvos da má Segurança Pública que sobem nossas periferias com seus carros cercados de violência, discriminação e preconceitos a procura dos corpos pretos juvenis. A validação desta violência começou no dia 13 de abril de 2019 no bairro São Benedito, quando policiais chegaram atirando bala de borracha nos moradores do bairro. Era para ser mais uma festa de 40 anos do time da comunidade: sorrisos, afetos, churrasco, cerveja, pula-pula, pipoca, crianças e famílias reunidas, celebrando a resistência de um time de futebol que leva entretenimento, vivências, samba e união para a comunidade de São Benedito, um dos bairros ...

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    POLONEZ / SHUTTERSTOCK

    Parem de nos matar – por Maria Clara Machado

    Em crônica publicada em janeiro de 1915, intitulada “Não as matem”, o escritor Lima Barreto, estarrecido com o assassinato de mulheres por seus companheiros, clama pela vida delas: “Não as matem, pelo amor de Deus!”. Um século depois, percebemos, não o enfrentamento do assassinato sistemático de mulheres por homens, mas a banalização da questão. Basta uma simples pesquisa na internet com os dizeres “homem mata mulher”, “inconformado com o fim do relacionamento”, “serial killer”, e incontáveis registros desses crimes surgem na tela. Para exemplificar, cito apenas algumas dessas mortes noticiadas recentemente no Distrito Federal, a de uma mulher de 26 anos, advogada e funcionária pública, e a outra, de 50 anos, ajudante de cozinha. Elas foram mortas por assassinos confessos de mulheres, após serem abordadas em pontos de ônibus. Motivo: desejo dos assassinos de estuprá-las e não serem reconhecidos pela policia. Por Maria Clara Machado para o Portal Geledés [caption ...

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    No mercado Ricoy: tortura por barra de chocolate – por Paulo Sérgio Pinheiro

    Dentro de uma sala de um estabelecimento comercial, um adolescente, negro, nu, é mantido em pé, durante 40 minutos, recebendo chibatadas de um artefato feito com fios elétricos trançados. Depois de amordaçar e amarrar o menor, dois seguranças do supermercado Ricoy, na Vila Joaniza, sul da capital de São Paulo, chicoteiam o garoto e gritam, como os congêneres da ditadura militar, depois do golpe de estado de 1964: “Vai tomar mais uma. Nós vamos ter que te matar. Vai voltar. Você é corajoso. Caso falar algo para alguém vou te matar”. O adolescente teria sido flagrado furtando barras de chocolate. Por Paulo Sérgio Pinheiro, da Comissão ARNS Paulo Sérgio Pinheiro (Foto: Roberto Setton/Época) Tudo foi gravado com celular e vazado para pessoas da região. O delegado do 80º Distrito acredita “que o intuito desses dois criminosos seria impingir medo na comunidade que fica nas proximidades” – ...

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    Isis Vergilio em série de fotos experimentais (Foto: Christian Braga)

    Não seja um agente abusivo e tóxico em nome da empresa

    Em sua nova coluna, Isis Vergílio comenta as relações de trabalho no qual os empregados tomam as dores do empregador e agem de maneira abusiva visando lucro Por ISIS VERGÍLIO, da Marie Clarie Isis Vergilio em série de fotos experimentais (Foto: Christian Braga) Sempre que quero dizer que alguém é corporativista, uso a expressão: “Essa pessoa não tira o crachá”, em referência ao fato de que, quando ela entra em contato comigo via empresa,  representando aquela empresa, penso eu que, ganhando seu bom ou médio salário, porém, os lucros milionários de seu empregador não fazem nem cócegas em sua conta bancária. Mas é esse “ser humaninho”, o intermediador, que defende com unhas e dentes os métodos da companhia, como um daqueles cachorros adestrados, correndo atrás dos brinquedinhos, sabe?! Atendendo comandos do tipo: "Senta!", "Rola!" _até ganhar um biscoitinho. Ela se utiliza de um mecanismo de trabalho ...

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    O que o sexismo de Bolsonaro nos diz sobre submissão de primeiras-damas

    Sobraram no Brasil hashtags de apoio à francesa e textos que narram o amor romântico do casal Macron; solidariedade importa, mas outros casos virão, com presidentes e primeiras-damas, enquanto a submissão não for questionada Por Giulliana Bianconi, do Época Brigitte Macron e Melania Trump se encontram em Biarritz, na França, durante a cúpula do G7. Foto: Thomas Samson / AFP Foi uma grande polêmica na França quando o presidente Emmanuel Macron tentou instituir um cargo oficial para a esposa Brigitte Macron no seu governo, em 2017. Macron havia prometido em sua campanha que enfrentaria o nepotismo, e ao vir à tona o plano de empregar Brigitte como “primeira-dama oficial”, como ele mesmo nominava, recebeu uma enxurrada de críticas, com direito à petição online assinada por mais de 200 mil franceses que eram contra a possibilidade. O argumento do presidente era que não oferecer um cargo oficial ...

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