Aplicativo para celular é nova arma para enfrentar violência contra mulheres no RS

O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a formar parceria para uso de um aplicativo que dará resposta mais rápida nos casos de violência doméstica. Nesta quinta-feira (17), o governador José Ivo Sartori lançou o PL 2.0, um aplicativo para smartphone concedido a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar com medida protetiva de urgência deferida pelo Judiciário. O evento ocorreu na sede da Secretaria de Segurança Pública, em Porto Alegre.

no RS. Gov

“Combater a violência contra as mulheres é uma luta de todos nós, é uma mobilização crescente na sociedade e o Estado deve dar respostas concretas, como é o caso dessa ferramenta”, disse Sartori. O governador explicou que a ação é resultado de um acordo firmado em dezembro de 2014 entre Estado, Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, Ajuris, Defensoria Pública do Estado e a ONG Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, “o aplicativo é um instrumento de acesso à rede protetiva, de baixo custo, mais uma alternativa no enfrentamento da violência doméstica”. O secretário disse que o Departamento dos Direitos Humanos da Secretaria de Segurança Pública é o órgão do governo estadual responsável por aplicar as políticas públicas para combater a violência física e psicológica contra mulheres e grupos vulneráveis. Entre as iniciativas está a expansão da Patrulha Maria da Penha que está presente em 28 municípios com 37 equipes e a ampliação da Rede Lilás, que oferece capacitação e inserção no mercado de trabalho.

O projeto piloto deste aplicativo está sendo aplicado em algumas mulheres vítimas de violência moradoras do Bairro Restinga, em Porto Alegre. Posteriormente, será estendido a todas as mulheres que sofrem de violência doméstica com medida protetiva no Rio Grande do Sul. Participaram da atividade a secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori, o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, César Faccioli, e o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Everton Oltramari, além de representantes da sociedade e do Poder Judiciário.

plp7 plp8 plp9

+ sobre o tema

O que é Interseccionalidade?

A coluna Mulheres em Movimento entrevistou Carla Akotirene, bacharela...

Empresa é investigada por assédio sexual em seleção de funcionárias

Na escolha de novas colaboradoras era necessário uma espécie...

Nome e sobrenome: a importância das intelectuais negras para a pesquisa acadêmica

Na coluna de estreia, Midiã Noelle sugere que o...

Segunda edição do evento Mulheres Digitais acontece em março

Acontece no dia 12 de março a segunda edição...

para lembrar

Sindicalista rural é assassinada com requintes de crueldade no Maranhão

Mais uma vítima do ódio de classe no país....

Mulheres, gozemos!

Recentemente li um post no Facebook que dizia: “Não...

Presidente dos Escoteiros dos EUA pede fim do banimento de líderes gays no grupo

No encontro nacional da organização em Atlanta, Robert Gates...

Encontro Marcado com Conceição Evaristo. Museu Afro Brasil .

Encontro Marcado com Conceição Evaristo. Museu Afro Brasil . Por  Monica...
spot_imgspot_img

Aborto legal: ‘80% dos estupros são contra meninas que muitas vezes nem sabem o que é gravidez’, diz obstetra

Em 2020, o ginecologista Olímpio Moraes, diretor médico da Universidade de Pernambuco, chegou ao hospital sob gritos de “assassino” porque ia interromper a gestação...

Lançamento do livro “A importância de uma lei integral de proteção às mulheres em situação de violência de gênero”

O caminho para a criação de uma lei geral que reconheça e responda a todas as formas de violência de gênero contra as mulheres...

O que está em jogo com projeto que torna homicídio aborto após 22 semanas de gestação

Um projeto de lei assinado por 32 deputados pretende equiparar qualquer aborto realizado no Brasil após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio. A regra valeria inclusive para os...
-+=