Tina Turner: 10 dos maiores sucessos da lenda da música

A cantora Tina Turner, que morreu nesta quarta-feira (24/05) aos 83 anos, criou muitos clássicos com sua combinação de R&B, funk, rock e pop, todos executados com sua voz distinta.

As canções traçam sua trajetória desde sua infeliz parceria com o primeiro marido, o músico Ike, até seu retorno triunfal nos anos 1980, cortesia de um grupo britânico de synth pop.

A BBC News escolheu 10 dos sucessos mais populares e amados pelos fãs da cantora.

1. River Deep, Mountain High (1966)

Tina teve sucesso com Ike na década de 1960, e uma das obras-primas da música pop surgiu seis anos depois, quando o famoso produtor Phil Spector, que produziu músicas dos Beatles, pediu para trabalhar com ela.

Embora a música tenha sido creditada à dupla, Spector não queria o Ike controlador no estúdio e Tina ficou feliz em trabalhar com outra pessoa.

Ela ficou surpresa ao descobrir que o produtor havia reunido uma orquestra e um coro para criar sua famosa textura de som.

“Eu era apenas uma garota do Tennessee que se envolveu com Ike e se tornou uma cantora”, escreveu ela em sua autobiografia. “Nunca, nunca tinha visto algo assim, exceto no cinema.”

O hit ficou em terceiro lugar entre as mais tocadas do Reino Unido, mas fracassou nos Estados Unidos. Os DJs de rádio “disseram que não era ‘negro’ o suficiente para ser R&B, ou branco o suficiente para ser ‘pop'”, disse ela.

Getty Images

2. Proud Mary (1971)

Depois que a música foi um sucesso para a banda Credence Clearwater Revival em 1969, Ike e Tina transformaram esse lento country-rock em um explosivo e épico funk.

Começando com sua sensual introdução falada antes de explodir em vocais exuberantes, esta música causou furor nos Estados Unidos. Alcançou o número quatro na parada da Billboard e ganhou um prêmio Grammy.

Quando Beyoncé prestou homenagem a Tina no Kennedy Center Honors de 2005, essa foi a música que ela escolheu para tocar. Três anos depois, a dupla se uniu para cantá-la em dueto no Grammy Awards.

3. Nutbush City Limits (1973)

“A church house, gin house/a school house, outhouse” – Tina imortalizou sua cidade natal no Tennessee na letra desse hit.

A música animada era uma memória nostálgica de sua infância turbulenta, durante a qual ela passou algum tempo colhendo algodão. “Você vai ao campo durante a semana/E faz um piquenique no Dia do Trabalho.”

Em 1976, Tina se separou de Ike após anos de abuso e violência, colocando sua carreira em risco.

4. Let’s Stay Together (1983)

Tina teve que começar de novo e se reerguer como artista solo após a separação de Ike.

O momento crucial desse retorno – que levaria a um sucesso ainda maior do que antes – veio quando ela conheceu dois membros do grupo eletro-pop inglês Heaven 17.

Martyn Ware e Glenn Gregory estavam procurando por um cantor para um álbum de versões cover para seu projeto da British Electric Foundation, e Tina estava sem contrato com uma gravadora.

Quando ela entrou no Abbey Road Studios, não havia outros músicos lá. “Onde está a banda?” ela perguntou, esperando uma orquestra ao estilo Phil Spector. Em vez disso, a música foi feita por sintetizadores.

Eles gravaram primeiro The Temptations’ Ball of Confusion, depois Let’s Stay Together, de Al Green- que se tornou seu primeiro hit no top 10 do Reino Unido em uma década.

Tina precisou recomeçar a carreira depois de se separar de Ike – Getty Images

5. What’s Love Got to Do With It (1984)

Tina consolidou seu status de estrela solo com esta música, escrita por Terry Britten e Graham Lyle, que já havia sido oferecida a Cliff Richard, Donna Summer e Bucks Fizz. Tina inicialmente também não gostou, dizendo que era “muito leve”.

Mas ela concordou em gravá-la – se pudesse fazer do jeito dela, “com força, com gravidade e emoção crua”. Funcionou.

Sua versão sexy e desafiadora, acompanhada por um videoclipe em que ela caminhando pelas ruas de Nova York usando jeans e couro preto, deu a Turner seu único top 1 solo nos Estados Unidos, além de vencer o Grammy.

A música também deu a Tina o título de “mulher mais velha” (na época) a ganhar o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos, aos 44 anos.

6. Private Dancer (1984)

A faixa-título do álbum mais vendido de Tina foi gravada pela primeira vez pela banda britânica Dire Straits, tendo sido escrita pelo vocalista do grupo, Mark Knopfler.

Mas ele decidiu que a música não combinava com um vocal masculino. Em uma entrevista, Tina disse que não havia percebido que a música era sobre uma trabalhadora do sexo.

“Nunca precisei disso em minha vida”, escreveu ela em sua autobiografia. “Mas acho que a maioria de nós já esteve em situações em que teve que se vender, de uma forma ou de outra.”

“Quando cedi ao Ike, quando fiquei quieta para evitar uma discussão, quando fiquei com ele apesar da vontade de ir embora, era nisso que eu pensava quando cantava a música, na tristeza de fazer algo que você não quer fazer. É muito emocionante.”

A música apresenta Jeff Beck na guitarra, enquanto o clipe, filmado no Rivoli Ballroom de Londres, foi coreografado pela ex-juíza do Strictly Come Dancing, Arlene Phillips.

7. We Don’t Need Another Hero (1985)

Outra faixa escrita a por Britten e Lyle, esta música – e a própria Tina – apareceu no filme Mad Max – Além da Cúpula do Trovão, de Mel Gibson.

Uma balada clássica dos anos 80, a letra combinava com a desolação do mundo pós-apocalíptico do filme. Turner apareceu no videoclipe como sua personagem Aunty Entity, com quem ela disse que se conectou porque era “forte e resiliente”.

“Ela perdeu tanto, e então ela passou por tanto para conseguir que os homens em seu mundo a respeitassem”, disse Tina. “Eu me identifiquei com as lutas dela porque as vivi.”

A música foi outro sucesso, alcançando o segundo lugar nos Estados Unidos e ganhando uma indicação ao Grammy e um prêmio Ivor Novello.

Tina gravou um dos temas de Mad Max, a música We Don’t Need ?Another Hero – Moviestore/Shutterstock

8. The Best (1989)

Essa música foi originalmente escrita para Bonnie Tyler, mas foi apenas um pequeno sucesso para a cantora galesa, em 1988.

No ano seguinte, Tina adicionou uma força vocal extra e uma nova produção de soft rock – e tornou-se uma de suas canções mais autorais e um dos hinos que definem a década.

A música é muitas vezes erroneamente chamada de Simply The Best, uma linha de seu famoso refrão. Ela foi usada em vários comerciais ao longo dos anos, incluindo um anúncio da Pepsi com a própria Turner. A música também foi utilizada para promover a liga de rugby na Austrália.

9. Steamy Windows (1989)

Essa música também estava no álbum de Turner, Foreign Affair, de 1989, e a letra sensual da faixa de blues deixou os ouvintes com poucas dúvidas sobre do que se tratava.

Foi outra faixa empoderadora e feminista de Turner, cantando sobre assumir a liderança em um encontro sexual. A Music Week descreveu a música na época como “um número deliciosamente ousado” com “toques de guitarra travessos”.

10. GoldenEye (1995)

Uma música na trilha sonora dos filmes de James Bond é um marco para qualquer artista. Após o sucesso da cinebiografia de Tina, indicada ao Oscar em 1993, What’s Love Got to Do With It, os produtores de 007 a convidaram para a estreia de Pierce Brosnan como o agente secreto mais famoso do cinema.

O próprio tema GoldenEye foi escrito por Bono e The Edge, do U2. O vocalista deu a ela uma espécie de demo, mas ela tinha muito trabalho a fazer.

“Ele não fez uma demo adequada, alguém acabou de juntar a música”, disse Tina à BBC, em 2018. “Eu pensei: ‘como faço para montar isso’? Não estava entendendo qual era a melodia dele. Então eu criei o mais próximo do que eu achava que a melodia era. Eu tive que trabalhar muito. Eu sabia então que poderia cantar qualquer coisa que fosse colocada diante de mim”, afirmou a cantora.

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