domingo, setembro 25, 2022
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Em todo o mundo, mulheres recebem 20% a menos que homensBR

Neste Dia Internacional da Igualdade Salarial, Organização Internacional do Trabalho, OIT, pede ações para solucionar discrepância; coalizão é liderada por agências da ONU e parceiros incluindo a ONU Mulheres.

Fonte: ONU

Mulheres que fazem o mesmo trabalho que homens, mas que recebem 20% a menos que eles, em média, em todo o mundo.

Este é o problema que a Organização Internacional do Trabalho, OIT, quer solucionar com base numa parceria público-privada.

Movimento liderado por agências da ONU e parceiros

O alerta é feito neste Dia Internacional da Igualdade Salarial para identificar as causas e pedir mais transparência nas medidas para equiparar salários entre os trabalhadores de ambos os sexos.

A diferença salarial entre um homem e uma mulher que fazem o mesmo trabalho tem fatores básicos como educação, jornada, habilidades e experiência (Ivar Velasquez)

A retificação desta disparidade é exigida pela Coalizão Igualdade Salarial Internacional, Epic na sigla em inglês. O movimento é liderado pela OIT, ONU Mulheres e parceiros.

Para as agências da ONU, a diferença salarial entre um homem e uma mulher que fazem o mesmo trabalho tem fatores básicos como educação, jornada, habilidades e experiência. Mas grande parte do problema se deve à discriminação baseada em gênero.

Transparência ajuda a resolver a disparidade

Além disso, as mulheres são também as mais afetadas pela pandemia de Covid-19. Em muitos casos, as perdas trabalhistas para elas ameaçam reverter décadas de avanços na direção de uma igualdade de gênero.

Um novo estudo da OIT: “Legislação sobre transparência salarial: implicações para as organizações de trabalhadores e empregados” revela que medidas de transparência salarial podem ajudar a enfrentar o fosso no pagamento de homens e mulheres e reduzir as desigualdades no mercado.

Funcionários poderão negociar melhor e empregadores terão como identificar e responder a discriminação que acaba por afetar, negativamente, suas próprias empresas e reputação.

Estudo da OIT afirma que parcerias sociais ativas são fundamentais para levar os resultados necessários e eliminar a discriminação salarial no mercado (© UNICEF/Jiro Ose)

Parcerias sociais são fundamentais

O estudo também oferece um mapeamento detalhado das legislações atuais sobre igualdade salarial em países e discute argumentos a favor e contra a medida.

O papel de organizações de empregadores e trabalhadores e conclusões sobre pesquisas online de entidades parceiras ajudam a melhor compreender formas de erradicar a desigualdade.

Muitos países oferecem informações sobre os passos que estão dando para atingir pagamento igual para homens e mulheres.

Mulheres em uma cooperativa agrícola na Zâmbia (© ILO/ Marcel Crozet)

Não existe solução universal

O estudo da OIT afirma que parcerias sociais ativas são fundamentais para levar os resultados necessários e eliminar a discriminação salarial no mercado.

A diretora da OIT para Condições de Trabalho e Igualdade, Manuela Tomei, diz que apesar de ser apenas o início do processo de transparência no pagamento de salários, muitos países estão tentando avançar ao reconhecer que não existe uma solução universal.

A saída é continuar a cooperação entre organizações, trabalhadores, empregadores em busca de uma saída que elimine a disparidade de salários entre empregados apenas por causa do sexo de cada trabalhador.

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