Resultados da pesquisa por 'ideologia'

    Foto: Álvaro Vasconcelos

    O vírus da nossa humanidade

    Seria bom que muitos dos europeus que se indignam (e com razão) por serem transformados num vírus estrangeiro por Trump encontrassem tempo para pensar nos que são reprimidos nas fronteiras da Europa, nos que veem os barcos das suas odisseias a serem destruídos nas águas que foram de Ulisses, o primeiro dos exilados. Por Álvaro Vasconcelos, do Público  O egoísmo e o ódio têm uma só pátria; a fraternidade não a tem. Lamartine Álvaro Vasconcelos (Foto: Álvaro Vasconcelos) O coronavírus é um teste à nossa humanidade. Será que, no meio da angústia de podermos ser contaminados ou de vermos os mais queridos afetados, seremos capazes de olhar para os outros como parte da mesma humanidade? E será que além de pensarmos no nosso problema, teremos tempo para nos comover com a sorte dos refugiados que vão desaparecendo das páginas dos jornais? Como não nos lembrarmos neste ...

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    Seminario Igualdad, Genero y No Discriminación

    Entrevista: A ofensiva antigênero como política de Estado

    Em entrevista à Conectas, a pesquisadora Sonia Corrêa analisa o impacto das políticas do governo Jair Bolsonaro sobre a pauta de gênero Do Conectadas Às véspera do Dia Internacional da Mulher, a pesquisadora e ativista Sonia Corrêa fala à Conectas sobre o impacto das políticas do governo Bolsonaro sobre a pauta de gênero. (foto: Luis Vera) Enquanto os movimentos feministas vêm pautando há décadas o debate sobre gênero de uma perspectiva de igualdade, da democracia e da plasticidade, forças conservadoras religiosas e seculares tem atacado esse conceito de maneira virulenta, usando como alvo o código “ideologia de gênero” . No Brasil, essa ataques que vinham ganhando corpo desde os meados dos anos 2000 ganham uma nova escala nas eleições presidenciais de 2018. Hoje a ideologia antigênero se vê traduzida em legislações e diretrizes de política pública. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, conversamos com Sonia ...

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    (Foto: Enviado por Maria do Carmo Rebouças dos Santos ao Portal Geledés)

    Amílcar Cabral: o pedagogo político-cultural das lutas anticoloniais africanas

    Mario de Andrade, combatente contra o colonialismo português em Angola, primeiro biógrafo político de Amílcar Cabral e seu companheiro de luta, vai nos lembrar que na trágica história da África revolucionária, em meio a uma débil memória de grandes revolucionários, três figuras ganham indubitável destaque: Kwame Nkrumah, o visionário que liderou a independência de Gana; Patrice Lumumba, o mártir, assassinado enquanto lutava pela independência do Congo; e Amílcar Cabral, o unificador, o líder político da teoria e da ação que conduziu a luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (ANDRADE, 2008). No 47a ano de sua morte, na coluna Amefricanidades – Apontamentos sobre o Atlântico Negro, pretendo desvelar uma pequena parte do pensamento e da ação política do principal idealizador de uma das mais bem sucedidas lutas pela independência colonial do século XX no Continente africano – Amílcar Cabral e demonstrar a potência e a contemporaneidade de suas ideias ...

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    Por um feminismo de baderna, ira e alarde

    Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores Por SOS Corpo, no Outras Palavra  Arte: Rafael Werkema/CFESS O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa ...

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    "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons

    Como combater um mundo estreito e repleto de violência

    Dossiê do Instituto Tricontinental insere o pensamento do intelectual negro Frantz Fanon na atualidade Por Nara Lacerda, do Brasil de Fato "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons Em 1961, sofrendo com os sintomas de uma leucemia em estágio terminal, o pensador, pesquisador e militante negro Frantz Fanon, ditou seu último livro Os condenados da terra, no qual faz um relato angustiante sobre as divisões sociais. Nas palavras do intelectual, o sistema colonial deixava uma herança a ser combatida “um mundo estreito, repleto de violência”. Quase 60 anos depois, o pensamento e a percepção de Fanon parecem carregar ainda mais o peso da realidade. No dossiê Frantz Fanon: o brilho do metal, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social faz uma análise sobre a atualidade das pesquisas e conclusões do intelectual. Nascido na ilha caribenha Martinica ...

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    Pastor Henrique Vieira diz que Jesus foi honrado em desfile da Mangueira

    O pastor e ator Henrique Vieira, que representou Jesus como um mendigo no desfile da Mangueira, aprovou a decisão da tradicional agremiação carioca de levar à Sapucaí um Cristo "da gente", com rosto negro, sangue índio e corpo de mulher. Por Igor Mello, Do UOL Pastor Henrique Vieira durante o desfile da Mangueira (Foto: Reprodução/Twitter) Ao UOL, Vieira disse que a Mangueira quis trazer um Jesus similar ao da Bíblia, "do amor, dos pobres, da paz e da diversidade". "Como pastor, como ator e como discípulo de Jesus, eu vi que hoje Jesus foi honrado. Jesus é ofendido quando o povo negro é alvo de preconceito, quando uma mulher sofre violência, quando indígena corre de bala, quando o pobre é massacrado. Hoje Jesus foi celebrado com festa, com alegria, com o respeito". O pastor admitiu ter ficado emocionado por poder representar uma das versões de Cristo ...

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    Pastora Odja Barros
Imagem: Carlos Madeiro/UOL

    Usam palavra de Deus para manter a mulher submissa, diz pastora feminista

    O discurso de que a palavra de Deus coloca a mulher em posição de submissão ao homem sempre incomodou a pastora Odja Barros. "Argumentar dizendo 'É bíblico' é terrível. Impede o diálogo, é simplesmente para fechar uma postura conservadora e encerrar a conversa. Eu discuto, hoje, como especialista", diz a pastora da Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió. Por Carlos Madeiro, no Universa Pastora Odja Barros(Imagem: Carlos Madeiro/UOL) Agora doutora em Teologia, ela concluiu sua tese estudando o feminismo sob a ótica cristã e afirma: existe um uso indevido do cristianismo para manter a mulher em papel de submissão. "Usam e abusam da palavra, dizendo que é de Deus, para tentar colocar de novo as mulheres em lugar de submissão e de inferioridade", afirma a Universa. A pastora Odja prepara um livro, que deve sair em abril, com achados de sua pesquisa. A ideia é ajudar ...

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    Da estratégia de caramujo de Machado de Assis ao racismo estrutural: black money e a imprensa de resistência

    A técnica jornalística, a atitude e a escrita de Machado de Assis são reconhecidas por todos da área, mas poucos sabem de sua “estratégia de caramujo” enquanto homem negro em uma sociedade sem democracia racial. O trabalho de tipógrafo, revisor, crítico teatral e cronista nos jornais do século XIX deram a Joaquim Maria Machado de Assis segurança e tempo para exercer o que mais gostava: escrever com criticidade. No entanto, tudo isso não apaga sua origem negra (pai e avós paternos), sua negritude e sua luta antirracismo. Sendo o modo como escreve, o lugar de onde fotografa com palavras a realidade (realismo machadiano) e a escolha estratégica de vida as fontes de toda sua genialidade. Tal genialidade não é a que devemos cobrar dos nossos jornalistas atuais, porém não podemos tolerar deles, ainda mais de homens brancos, atitudes racistas como a do âncora do Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi, ...

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    imagem divulgação

    “A Mangueira está ajudando a redimir Jesus”, diz pastora Lusmarina Garcia

    A escola de samba carioca Estação Primeira Mangueira nem desfilou e seu enredo “A Verdade Vos Fará Livre” já está causando uma grande discussão nas mídias sociais. Motivo: o carnavalesco Leandro Vieira resolveu refazer uma releitura histórica da vida de Jesus Cristo, projetando a sua volta para os morros cariocas, em um mundo apartado pela intolerância. Antes dos carros alegóricos da verde e rosa adentrarem a avenida Sapucaí, no Rio, Leandro convidou um grupo de diversos líderes religiosos para que pudessem conhecer e opinar sobre a sua versão do homem mais consagrado no Cristianismo, o Nazareno. Coube ao babalaô Ivanir dos Santos reunir o maior número possível de representantes de distintas religiões, em sua maioria cristãos, para visitar os barracões da Estação Primeira. Estiveram lá a pastora Lusmarina Garcia (teóloga luterana), o reverendo Daniel Rangel (Paróquia Anglicana de Todos os Santos), frei Tata, a reverenda Inamar Corrêa de Souza (da ...

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    Imagem retirada do site

    ‘Constranger os racistas é mais que necessário’, afirma psicólogo

    CORREIO ouviu o presidente do Conselho Regional de Psicologia sobre racismo na infância Por Clarissa Pacheco, do Correio 24 Horas O psicólogo Valter da Mata Filho (Foto: Imagem retirada do site  Correio 24 Horas) Há uma semana, as gêmeas Verena e Valentina, de apenas 3 anos, enfrentaram uma situação de racismo enquanto passaram pela estação Rodoviária do metrô de Salvador. Um segurança branco exclamou, assim que as viu: "Misericórdia! Bucha 1 e bucha 2". A expressão preconceituosa se referia ao cabelo das duas crianças. Modelos, as meninas nunca tinham vivido situações assim e a reação foi inevitável. No dia seguinte, queriam prender os cabelo, contou a mãe, Sandre Weydee. O CORREIO conversou com o psicólogo Valter da Mata Filho, presidente do Conselho Regional de Psicologia (CRP3), sobre os efeitos do racismo na infância. Confira: De que forma o racismo vivido na infância pode mudar a relação ...

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    No aquecimento para a corrida eleitoral, o útero tem superado o fígado

    Conta uma das variações dos mitos sobre Oxum que foi ela quem ensinou sobre a necessidade das mulheres participarem dos governos. No período em que orixás e homens conviviam juntos, os primeiros decidiram formar um conselho. Mas apenas os deuses estavam inseridos. As divindades femininas foram deixadas de lado. Oxum não disse nada. Apenas se recolheu aos seus interesses. Logo tudo começou a dar errado. Não tinha chuva. As mulheres deixaram de parir; as frutas sumiram, assim como as flores. Os rios deixaram de correr. O conselho foi consultar Olorum, o Deus supremo, que está inatingível para as coisas da humanidade, deixando-as para os seus filhos, os orixás. Ao ouvir tudo atentamente fez apenas uma pergunta: “Oxum não está nesse conselho?”. Os deuses olharam um para o outro e não viram alternativa a não ser ir em busca da senhora das fontes e das cachoeiras, de mananciais tão extensos, como ...

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    Foto: Duilio Pallottelli

    Fotos históricas de Malcom X com a família um dia antes de ser assassinado

    Foram poucos os fotógrafos que tiveram a sorte de registrar líderes ou celebridades poucas horas antes de sua morte. Foi assim com Annie Leibovitz, a responsável pela lendária foto de John Lennon posando nu com Yoko Ono e com Duilio Pallottelli, que fotografou Malcom X um dia antes de seu assassinato. Os registros – todos em preto e branco, mostram o militante com sua esposa Betty Shabazz e filhos durante uma reunião na sede de sua Organização de Unidade Afro-Americana, no Hotel Theresa no Harlem, em 21 de fevereiro de 1965. (Todas as fotos por Duilio Pallottelli) Nem Malcom, muito menos o fotógrafo, sabiam que no dia seguinte ele viria a ser assassinado no Audubon Ballroom. O ativista norte-americano foi um dos mais populares líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Fundou a “Afro-American Unity” em 1964 – um grupo não religioso e não sectário, criado ...

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    Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo.

    O nazismo no governo Bolsonaro e a escalada do racismo no Brasil

    Teoricamente há uma distinção entre as ideologias de “supremacia branca” e de “superioridade branca”. Essa distinção, aliás, é essencial para distinguir a história das relações raciais no Brasil e países como a Alemanha, EUA e África do Sul. Por Silvio Almeida, do Mídia 4P Silvio  de Almeida  (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE) No Brasil, a ideia de “superioridade branca” converteu-se no final do sec. XIX no assimilacionismo. Foi uma saída genial dos intelectuais da época porque dava conta do problema das elites do pós-abolição, que era lidar com a massa de negros livres. Diante da impossibilidade de fazer como nos EUA e defender a “supremacia branca”, o Brasil – um país de negros, indígenas e mestiços – apostou na “superioridade branca”. Daí a aposta no branqueamento como forma de “civilizar” o país. A ideia de superioridade branca teve diferentes versões que vão do “assimilacionismo” (mestiçagem para eliminar o negro) ...

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    Reprodução/ Palmares.gov

    FNB: O percurso da voz da resistência negra brasileira (1933 A 1938)

    RESUMO: O presente estudo pretende fazer uma retrospectiva histórica dos percursos da FNB de 1930 a 1937, a partir da cobertura feita pelo jornal  A Voz da Raça para compreender a contribuição da mesma na História da Organização Política dos Negros no Brasil. A Frente Negra Brasileira (FNB) foi um movimento social e um partido político. Fundado em 16 de setembro de 1931 na capital paulista, objetivava a ascensão social para a comunidade negra e desenvolveu um trabalho significativo socioeducativo, cultural, de cursos de formação política além de ter sido responsável pela publicação do periódico A voz da Raça (1933-1937). Para compreendermos a dinâmica social nesse movimento, a base teórica será História Política e História e Imprensa. PALAVRAS-CHAVE: Raça; Imprensa; Resistência; Movimento Negro; Era Vargas.   ABSTRACT: The present study intends to make a historical retrospective of the FNB's paths from 1930 to 1937, from the coverage made by the ...

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    Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo.

    Não existe racismo fora de uma relação de poder, diz jurista

    Jurista Silvio Luiz de Almeida, professor da FGV, discute sobre preconceito e discriminação racial em entrevista ao UM BRASIL. Do Huffpost Brasi Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo. (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE) O racismo é mais complexo do que um ato isolado de violência, um evento único. Ele é um processo histórico e político que cria um sistema em que alguns são beneficiados, e outros, prejudicados socialmente, conforme pontua o jurista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Silvio Luiz de Almeida, em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP. “Não existe racismo que não seja estrutural. Ele é um mecanismo muito complexo que cria, de um lado, vulnerabilidade, e, de outro, poder. Não existe racismo fora de uma relação de poder. Ele depende de estruturas sociais para que a discriminação continue sendo sistêmica”, analisa. Almeida caracteriza essa estrutura como sendo constituída de ...

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    ANADOLU AGENCY VIA GETTY IMAGES
Em junho de 2019, o STF decidiu que a LGBTfobia deve ser equiparada ao crime de racismo até que o Congresso crie uma legislação específica sobre essa violência.

    O que aconteceu 6 meses após a decisão do STF que criminalizou a LGBTfobia?

    "As delegacias não estão preparadas para receber a população LGBT", afirma vítima de homofobia que teve caso registrado como "perturbação do sossego". Por Marcella Fernandes e Andréa Martinelli, do Huffpost Em junho de 2019, o STF decidiu que a LGBTfobia deve ser equiparada ao crime de racismo até que o Congresso crie uma legislação específica sobre essa violência. (Foto: Anadolu Agency via Getty Images) “A questão da homossexualidade, surgida em um momento no qual ainda não se debatia o tema pertinente à ‘ideologia de gênero’, tem assumido, em nosso País, ao longo de séculos de repressão, de intolerância e de preconceito, graves proporções que tanto afetam as pessoas em virtude de sua orientação sexual (ou, mesmo, de sua identidade de gênero), marginalizando-as, estigmatizando-as e privando-as de direitos básicos, em contexto social que lhes é claramente hostil e vulnerador do postulado da essencial dignidade do ser humano.” ...

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    O deputado Orlando Silva (Foto: Luís Macedo/ Câmara dos Deputados)

    Orlando Silva sobre mudanças no PCdoB: “Hoje um partido comunista poderia ter um chip como símbolo”

    Em entrevista exclusiva à Fórum, o deputado, membro do comitê central do PCdoB, diz que uma possível mudança de símbolos não tem relação com as propostas ou alinhamento político. "Não está em discussão a natureza de classe do partido, mas como você aprofunda a sua identidade com o povo brasileiro" Por Julinho Bittencourt, da Revista Fórum  Em entrevista exclusiva à Fórum, o ex-ministro e deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), membro do comitê central do PCdoB, explicou que a ideia de mudar a identidade visual do partido é exclusivamente para se aproximar da realidade brasileira. Orlando afirmou que, caso ocorra, a mudança buscará apenas atualizar a simbologia do partido e se aproximar da realidade brasileira. “O que simbolizava a união dos trabalhadores do campo e da cidade, a foice e o martelo, são símbolos datados. Hoje um partido comunista poderia ter um chip como símbolo. Porque a expressão da mais-valia se dá ...

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    Reprodução/facebook

    Sérgio Camargo e a síndrome de Stephen

    As razões que levaram o governo Bolsonaro a nomear um negro racista para presidir a Fundação Cultural Palmares são muito evidentes e coerentes com o fato de elegerem a cultura como inimiga; assim como sua tentativa de reverter qualquer conquista dos descendentes daqueles que produziram a riqueza e construíram a civilização brasileira por mais de três séculos e meio. Nomeação essa que, de tão estapafúrdia, foi vetada pela Justiça e revogada pelo próprio governo. Todavia, para além da perplexidade que nos causam as declarações do jornalista Sérgio Camargo, há que se refletir acerca das razões e das condicionantes históricas, econômicas, políticas, sociológicas e psicológicas que levam ao surgimento de indivíduos com falas e comportamentos tão abomináveis.  Por Ramatis Jacino, enviado para o  Portal Geledés  Ramatis Jacino- Reprodução/facebook Foi a ficção e não a vida real que lançou luzes sobre um tipo de personagem que parece inverossímil, ...

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    É Coisa de Criança!

    Essa frase corriqueira que muitas de nós ouvimos durante a infância e segue sendo reproduzida na adolescência, na fase adulta e na velhice é a frase que utilizo para aproximar você leitora e convocá-las a refletir sobre sua infância ou complexizar as inúmeras vezes que já ouviu quando criança ou proferiu quando adulto a frase “É coisa de criança”. Por Cintia Cardoso, enviado para o Portal Geledés  Adobe Para compreender os motivos, que me faz abordar a violência contra a mulher que vão sendo estabelecidas desde a infância e partir dessa frase “É coisa de criança” é por considerar que nós mulheres somos atingidas por opressões já no início da vida. E como aponta a escritora Conceição Evaristo, a experiência é fundamental para a constituição dos sujeitos e ela se inscreve na vida e nos modos como ela se organiza das suas experiências e daquilo que ...

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    Ministro do STF, Barroso derruba lei que proibia discussões de gênero nas escolas

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, suspendeu nesta sexta-feira (13) a lei municipal de Londrina, no Paraná, que proibia debates e abordagens sobre gênero das salas de aula da cidade. Por Adriana Barreto, DA BN Justiça (Foto: Carlos Humberto/STF/Divulgação) Aprovada em 2018, a regulamento estabelecia que ficassem vedadas "adoção, divulgação, realização ou organização de políticas de ensino, currículo escolar, disciplina obrigatória, complementar ou facultativa, ou ainda atividades culturais que tendam a aplicar a ideologia de gênero e/ou o conceito de gênero". De acordo com o Globo, leis parecidas em Foz do Iguaçu e Paranaguá, também no Paraná, já haviam sido suspensas por decisão do STF. A liminar de Barroso foi após pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e determinou que o caso fosse remetido para decisão do plenário da Corte. O tema só deve ser julgado pelos onze ministros ...

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