domingo, novembro 27, 2022
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Racismo leva árbitro a suspender partida

Rentería, atacante do San Marcos, comemorou gol, e os torcedores do Iquique começaram a xingá-lo

 

No Planeta Esporte 

 

Sede da Copa América de 2015, o Chile registrou neste domingo (23) mais um caso de racismo no continente, quando ofensas contra o venezuelano Emilio Rentería levaram o árbitro a suspender o duelo entre San Marcos de Arica e Iquique.

Rentería, atacante do San Marcos, acabava de comemorar um gol marcado aos dois minutos do segundo tempo, quando os torcedores do Iquique começaram a gritar insultos racistas.

Visivelmente afetado, o atleta começou a chorar no meio do gramado, enquanto companheiros de equipes e jogadores do time adversário tentavam confortá-lo.

Apesar disso, a partida continuou até os 26 minutos, quando a torcida rival voltou a ofender o atleta, o que motivou a decisão do juiz Julio Bascuñán de suspender o jogo.

O venezuelano já havia sido vítima de racismo há duas semanas, quando foi chamado de “macaco” e “negro de merda” por torcedores do O’Higgins.

Na ocasião, o governo chileno tinha afirmado que queria “deixar um recado claro” para que atos como esse não se repitam, mas o episódio lamentável deste sábado mostra que as medidas não foram suficientes.

Os casos de racismo vêm se multiplicando no futebol sul-americano. No Brasil, houve vários incidentes nos últimos meses, o de maior repercussão envolvendo o goleiro Aranha, do Santos, ofendido por torcedores do Grêmio.

Na Argentina, o atacante Teófilo Guttiérez, maior destaque do River Plate, foi chamado de “negro de merda” por um radialista e, no Peru, o brasileiro Tinga ouviu vários gritos de “macaco”, quando jogava com o Cruzeiro contra o Real Garcilaso.

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