quarta-feira, julho 1, 2020

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    Homens gays, precisamos estar atento à nossa masculinidade tóxica

    Que a masculinidade tóxica sempre foi um problema todos nós sabemos. O que pessoas poucas sabem é que, assim como os heterossexuais, homens gays também podem ser machistas. Porque mesmo que a gente se aproxime, muitas vezes, muito mais das mulheres do que dos homens, por empatia, identificação ou por nos sentir mais confortáveis e aceitos, o machismo é uma norma na qual somos forjados e instruídos da pior forma, e ele não é seletivo ao ser perpetuar. Afinal, recebemos valores e ideias machistas desde a infância, muito antes da descoberta da nossa sexualidade, e crescemos reproduzindo esses comportamentos depois, inclusive, de descobri-la, posto que orientação sexual não é escudo para não reproduzir determinados comportamentos. E por mais que a gente tente conhecer e entender as pautas feministas, nossa masculinidade, enquanto construção social, sempre estará presente. Não estamos imunes da masculinidade tóxica, colegas, só porque somos gays, mesmo que isso...

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    Jamiel Law/NyTimes

    Racismo estrutural no Brasil

    No Brasil, desde o dia 25 de maio do corrente ano, nunca havíamos assistido tanto as grandes emissoras de televisão se reportarem com tanta frequência ao racismo, quanto temos presenciando desde então.  O que será que as emissoras de televisão querem dizer aos telespectadores/as com tantas reportagens sobre o racismo? Não existe racismo no Brasil? O racismo no Brasil estava silenciado? O debate sobre o racismo está pautado na sociedade brasileira? O racismo está na agenda da grande imprensa? A sociedade brasileira resolveu admitir a existência do racismo e enfrentá-lo, ou tudo não passa de um jogo de cena?  Em meio ao bombardeio das reportagens, à primeira vista, a impressão que o/a telespectador/a tem é a de que não existe racismo no Brasil e os primeiros casos surgiram recentemente. Para os/as desavisados/as, desinteressados/as e desinformados/as no assunto, racismo não é coisa de negros/as, é coisa de brasileiros/as; se trata de...

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    Iluareação: Ella Byworth for Metro.co.uk

    A “tia do cafezinho” e as invisibilidades diárias do povo negro

    De acordo com o jurista Silvio Almeida, autor da obra "O que é Racismo Estrutural"geralmente quando pensamos o que é racismo imaginamos uma violência direta praticada contra uma pessoa negra, impedir que alguém em decorrência da sua cor entre em algum lugar ou seja seguida no shopping. No entanto o racismo se constitui uma normalidade racionalizada produzindo ações conscientes e inconscientes. O racismo está na superestrutura como parte da engrenagem do sistema capitalista influenciando diretamente todas as relações humanas e reproduzimos a todo momento um conjunto de padrões que nem conscientizamos se tratar de racismo como o uso dos termos "denegrir", "lista negra", "mulata"… O racismo produz uma série de comportamentos com vistas a retirar a humanidade de pessoas negras, (de forma consciente ou não) ao trata-las de maneiras coisificadas, sem identidade, sem um nome, "a tia do café" "o negão da fila, "aquele negão da borracharia" "que cabelo assim...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    O que você vê quando se vê no espelho?

    asé, saudou-me o velho ifá assim que adentrei, descalço, na tenda da cafunagem. mestre cafuna colocou o samovar no fogareiro, inclinou-se e soprou as brasas rubras. em seguida, deitou-se em seu pontiagudo catre de pregos; magro como um faquir e leve como o vento. eu me estendi na maca de bambu ao seu lado e, em silêncio ficamos, até a água fervilhar. lá fora, o sol preparava-se para descansar, espreguiçando seus longos braços em raios multicoloridos que abraçavam as nuvens. um delicioso cheiro de terra molhada invadia os alvos e diáfanos tecidos da tenda, revelando que chovia não muito longe dali. ao fim, o velho ergueu-se e, de forma reverente, despejou o líquido fervilhante nas duas xícaras, preparando a infusão; ato contínuo, exalou um fragrante aroma de raízes, ervas, folhas e flores maceradas. sentamos diante um do outro e, em lótus, meditamos a sorver o líquido tórrido. mestre cafuna trajava,...

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    Bell Hooks/ Foto: retirado no Google imagens.

    “Amar a negritude”: a descolonização na luta antirracista

    Uma das coisas mais difíceis é você amar aquilo que você vê. Bell Hooks (2010) escreve, "a arte e a forma de amar começa na capacidade de nos conhecer e nos afirmar" (s/p). Olhar para o espelho e nos reconhecer como seres humanos incríveis é um processo que está sempre em construção. Olhar para si sem crítica e sem julgamentos é uma tarefa quase impossível em uma sociedade racista. Porém sendo "quase" significa que a capacidade de nos amar é tarefa alcançável. Amar esse corpo escuro; esses cabelos rebeldes; esse nariz largo; essa boca grande; amar a si do jeitinho que se sente mais confortável.  Repito a palavra “amar”, pois como bem aponta a autora, “o amor cura”. Não venho querendo explicar o que é o amor, cada um sabe e entende de forma diferente o significado dessa palavra, venho expressar um pouco de todo turbilhão que eu sinto/senti nesses...

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    Imagem retirada do site Lunetas

    Professor(a), a educação antirracista esta entre as suas tarefas históricas?

    Em toda minha memória escolar, dois contextos me marcaram muito: 1.:  todas as situações de racismo explícito, especialmente as chacotas ao meu cabelo. Na época eu usava muito tranças. Tão certo assim, logo quis alisá-lo. Passei guanidina, escovava, passava prancha e até ferro. Tudo isso era muito mais hostil com as meninas pretas retintas, de cabelos crespos. Alguns professores (as) sabiam e não falavam nada, era tudo muito naturalizado como “brincadeira”.  2.: Inquietações nas aulas de história. Para mim era realmente muito difícil entender a revolução francesa, seu ideal "liberdade, igualdade, fraternidade", ao mesmo tempo em que a frança escravizava pessoas negras. Eu me lembro de muitos detalhes desse aula, sentada na frente enquanto quase todos conversavam, e a professora branca não levava a sério as minhas perguntas.  As inquietações em sala se tornaram uma constante. Não se tinha internet, nem acesso a outras fontes como temos hoje. Tudo isso...

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    Qual é o papel do branco na luta antirracista?

    Esta pergunta me tem sido feita com frequência nos últimos dias, fruto da mobilização antirracista internacional resultante dos protestos pelo cruel, injusto e inaceitável assassinato de George Floyd por policiais nos EUA. De alguma maneira, tenho tentado respondê-la há mais de 30 anos, através do meu trabalho acadêmico e do meu ativismo antirracista, como uma brasileira branca. No mundo ideal sem racismo, esta não seria nem mesmo uma questão, pois a aparência e o fenótipo não teriam importância nas trajetórias individuais. No mundo em que vivemos, longe ainda deste ideal, construído sobre as bases de desigualdades raciais, discriminação e racismo, que trazem sofrimento de várias formas a grande maioria dos brasileiros, é preciso que cada um de nós se pergunte cotidianamente sobre seu papel, seja na conservação ou, principalmente, na transformação destas estruturas e práticas discriminatórias.  A persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira (que reproduz a riqueza majoritariamente branca...

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    Apenas UM: a tokenização no mercado de trabalho

    Por várias questões que me cercam e quem se sente como eu entenderá, inicialmente é necessário fazer uma observação: este texto passeia pela superficialidade. Ele nasce a partir do contexto que estamos vivendo e das reflexões que tenho feito nas últimas semanas. Portanto, não espere questões super acadêmicas e profundas. Me permita ser superficial para falar sobre um iceberg, afinal já sabemos o perigo que se esconde por baixo das águas. Asseguro que, mesmo sob essas condições, esta leitura pode ser um gatilho para observar, repensar e agir. Vamos juntos? Inclusão e diversidade no ambiente de trabalho não são temas que começaram a ser discutidos no ano de 2020. Sabemos que o pouco conquistado até o momento vem de lutas que começaram há décadas (e por qual motivo não falarmos séculos, considerando a luta da população negra desde que chegou nas Américas?). Aqui, sinalizo o meu lugar de fala: sou...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Estátua e tabu

    no brasil, há quem defenda que as estátuas de genocidas, escravizadores e invasores de terras alheias permaneçam de pé, mesmo que elas estejam a ser arrancadas mundo afora. um tabu injustificável. me parece que estão a mitificar quem deveria ser demonizado, confundindo uma estátua com um totem; tem sua razão de ser. explico. o título dessa crônica faz uma referência ao livro seminal de freud, de 1913 (totem e tabu), mas deixo claro que os etnólogos frazer, malinowiski, boas ou mesmo o durkheim, fizeram um estudo bem mais interessante sobre a questão totêmica do que o notável fumador de charutos de viena. digo isso porque me lembro de ter lido um artigo de ricardo latcham, onde ele mostra que freud vacilou um pouco na sua interpretação sobre os totens. e concordo em parte com o etnólogo chileno. o fato é que a antropologia cultural nos descreve que um totem, elemento...

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    The Gulf Stream, 1899 - Winslow Homer ©The Metropolitan Museum of Art

    Na barriga do peixe grande

    No próximo dia 4 de setembro devemos relembrar uma data importante na história da nação brasileira: 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Quando em 1850, pressionado pelos ingleses, Euzébio de Queiróz, então ministro da justiça, promulgou a segunda lei de abolição do tráfico negreiro, o Brasil já havia recebido 4,8 milhões do total de mais de 5,3 milhões de africanos deportados como escravos para trabalharem nas minas e plantações de algodão, açúcar e café, nos serviços domésticos e nas diversas atividades urbanas. Na história do comércio de africanos escravizados e de sua repressão, os tubarões protagonizaram boa parte das narrativas que detalham a travessia atlântica. Também na pintura, artistas como: Winslow Homer e Joseph M. W. Turner representaram, realisticamente, esses vorazes predadores que seguiam os navios negreiros, do ponto de compra até o ponto de venda, ávidos por destroçarem, em fração de segundos, os corpos dos...

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    As mulheres e a choupana

    Para que você entenda a história, peço para que deixe o máximo que possas fora da roda. Se possível traga a alma da criança curiosa, daquela que não se preocupa com a lógica. Senta-se, fique de cócoras, deite-se no chão, fique à vontade. Já viste um pau de fita? A música é mais ou menos assim. Cada uma recebe os primeiros raios do sol do jeito que lhe cabe; Uma pegam a trouxa de roupa e vai a fonte; Outras esquentam a água para o café e a preparam o de comer aos seus; Algumas só a água barrenta tem para cozinhar os últimos grãos de feijão Outras se dirigem para a condução, precisam esquentar a panela dos outros Outras não chegarão a tempo de pegar seus filhos acordados seja do sono da noite ou da morte E já se preparam para um novo labor, dia aqui outro acolá Cada...

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    Sobre a prostituição de mulheres negras no Pós-Abolição

    Em 7 de fevereiro de 1896, com o título “Mais um crime! uma mulher assassinada”, o Jornal do Brasil noticiou em detalhes a morte da prostituta Luiza Argentina Reis.  Anteontem saiu Clara Balon em companhia de seu amante, Sabino Iglezias Peres, indo ambos ao teatro, tendo deixado em casa Argentina, em companhia de um rapaz português, ainda moço, claro, o qual lhe havia sido naquele momento apresentado por Argentina. Voltando do teatro, à (sic) uma hora da noite mais ou menos Clara entrou para o interior da casa, enquanto Sabino dirigiu-se a uma venda próxima para comprar uma garrafa de cerveja. Notando a ausência de Luiza e vendo sobre a mesa uma garrafa e dois copos, Clara foi ao quarto ocupado pela sua nova inquilina e aí encontrou-a jazendo por terra, com um ferimento que ainda gotejava sangue (...). Comunicado a polícia o ocorrido, compareceu imediatamente o dr. Carijó, 1º...

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    @ ARTSY SOLOMON/Nappy

    Eu nos quero vivos

    Quando eu era criança minha mãe me definia como curiosa, acho que foi o adjetivo que ela encontrou para descrever alguém que queria saber demais. Na verdade eu só busco encontrar um sentido nas coisas, sempre – talvez seja aí que eu fracasse, vai saber. De qualquer forma, depois de dias sem conseguir dizer nada – eu não conseguia respirar – ouvi por aí que agora George Floyd se tornou um mártir. Em 2018, aqui no Brasil, foi Marielle Três tiros na cabeça Mártir. Essa palavra fez algo vivo revirar dentro de mim. Não está certo. Por que mártires? Para que? A serviço de quem? A quem beneficia tirar o horror da morte dos nossos corpos e reduzi-los a mártires? Ser mártir justifica uma morte nossa que não tem sentido. É o puro horror daquilo que não cabe em nenhuma categorização porque não tem que caber. Tem que acabar. Eu...

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    Para você, antirracista

    Aos meus amigos… Um texto há tempos guardado, encorajado pelos acontecimentos das últimas semanas. Vivemos um momento triste e histórico, presenciando inúmeras manifestações e protestos necessários em defesa das vidas negras e contra a brutalidade policial por nós sofrida, seja no Brasil ou não. As hashtags, do movimento #blacklivesmatter e #blackouttuesday, tomaram conta das nossas redes sociais. Vejo essas participações como legítimas, mas não é só isso, sejamos consistentes e presentes! Não podemos de forma alguma deixar que essas ações se limitem ao meio digital, ou "likes". O grande combate ao preconceito é diário, é uma vigilância constante de privilégios, lugar de fala e do sistema estruturalmente racista, em seu cerne. Li ontem, um texto que acredito ser extremamente preciso que dizia – “o problema do racismo está nele ser enxergado apenas como a manifestação consciente de ódio, ele é muito maior que isso”. Verdade, como disse Abdias Nascimento, o...

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    @LEXSHOTZPANDM/Nappy

    Nasceu

    Ela nasceu assim, atrasada, recatada sem ter hora pra vir. Na hora do choro, grito. Desmedido. Na hora da euforia. Alegria. Pronto cheguei. Ela se calou, encolheu os braços, não chorou. Foi assim que vim ao mundo. Sem choro, sem grito, sem riso… Parece melancolia, dor, desrazão, mas foi assim que meus olhos viram a cor dessa imensidão. Ela me traz essas histórias. Menina roxinha, miudinha. Descabelada. Como sempre. Hoje ela canta, faz roda, ciranda. Não encontra. Perturba. Se pergunta. Recria, cria, a dor da sua cor. Diferente. Do riso ao siso. Dos cachos aos lisos. Assumiu. Sumiu. Passou. Mas ela dança, encanta. Pula no pula-pula, mulher. Fala dos seus segredos. Queria ser perfeita, enfeita, sincera. Mas dói dizer que sinto saudades, que tenho medo, que sou insegura. Segura, que sonha fantasia. Ela parece loucura, um riso que dá medo, gargalhada que mais parece um trovão. Já ouviu? Música. Só...

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    NAPPY STUDIO

    Você é negra

    A primeira vez que ouvi que eu era negra foi de uma pessoa branca, ela me disse: você é negra. A primeira vez que entendi o racismo foi quando ao abrir o portão de acesso ao prédio que eu morava uma mulher branca me parou e me tratou como uma prestadora de serviço dela, serviço esse maioritariamente ocupado por mulheres negras. Eu respondi para ela: eu não sou funcionária, eu moro aqui. Ela não soube o que responder, virou as costas pra mim e eu já subi as escadas com lágrimas nos olhos e chorei por horas. Chorar doeu muito nesse dia. Eu, por ser negra da pele clara e ter o cabelo liso escovado na época, nunca achei que passaria por isso, mas sim, eu passei, chegando em casa, com as compras na mão e a chave do apartamento localizada numa Avenida, pago com o trabalho dos meus pais...

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    @JASMINE WALLACE/Nappy

    Nosso amor preto sobreviveu aos navios negreiros: invoquemos!

    Memórias de agruras regem as poucas páginas destinadas a contar uma única versão da nossa história. Escabrosidade é a síntese que o pensamento colonial impôs sobre as nossas múltiplas trajetórias. Não nos contaram narrativas afetivas e felizes sobre o que vivemos no passado. Isso nos dá a entender que somos só dor, sofrer e laborar. Onde estão as nossas histórias de amor? Não desejamos nunca o desejo?  A teoria da procriação está para a vertente apostólica cristã. A reprodução social dos povos pretos sempre foram produto de resistência e manifestação da sacralidade dos afetos. Quem mais tem a nos ensinar sobre a fecundação do Amor reside nas profundezas das águas doces de mamãe Oxum. Ela, a deusa soberana do gestar afeto, cuidado, delicadeza e desejo.  Não nos importemos com esse amor caricato e falocêntrico que chegou, feito invasão, em nós. Não precisamos de um tratado moral para nos dizer como...

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    Eu nos quero vivos

    Quando eu era criança minha mãe me definia como curiosa, acho que foi o adjetivo que ela encontrou para descrever alguém que queria saber demais. Na verdade eu só busco encontrar um sentido nas coisas, sempre – talvez seja aí que eu fracasse, vai saber. De qualquer forma, depois de dias sem conseguir dizer nada – eu não conseguia respirar – ouvi por aí que agora George Floyd se tornou um mártir Em 2018, aqui no Brasil, foi Marielle Três tiros na cabeça Mártir. Essa palavra fez algo vivo revirar dentro de mim. Não está certo. Por que mártires? Para que? A serviço de quem? A quem beneficia tirar o horror da morte dos nossos corpos e reduzi-los a mártires? Ser mártir justifica uma morte nossa que não tem sentido. É o puro horror daquilo que não cabe em nenhuma categorização porque não tem que caber. Tem que acabar. Eu...

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    Joaquin Corbalan/Adobe

    Tocar tambor é um ato de resistência!

    No Brasil antes da invasão, já se ouvia os maracás, os sons percutidos nos troncos de madeira, as buzinas, os pés batendo forte no chão ritmando os torés dos índios, os verdadeiros donos dessa terra!  Após a invasão, ouvia-se os bumbos, as caixas de guerra, as zabumbas, os adufes, todos instrumentos de origem egípcia ou árabe que foram incorporados a Europa por conveniência.  Daí então desembarca o som do lamento, da dor, da saudade, da esperança e da alegria, pois chegam as terras brasileiras os africanos e seus tambores.  Sabemos que os escravizados não podiam trazer seus instrumentos. Mas incrivelmente eles os recriaram, transformaram, deram forma, pois sabiam que através de sua cultura haveria uma grande oportunidade de manterem vivas suas tradições, de perpetuar e cultuar suas divindades e acima de tudo, seria uma forma libertação.    Nunca foi fácil tocar os tambores, em todos os períodos da historia do Brasil...

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    (Foto: Day Rodrigues)

    Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

    Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de...

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