sexta-feira, setembro 18, 2020

    Guest Post

    (Foto: Divulgação CONAQ)

    Quilombolas pedem ao STF que governo os proteja durante pandemia

    Lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) estão em Brasília nesta quarta-feira (09) para dar entrada em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), pede que o governo elabore um plano emergencial de enfrentamento ao novo coronavírus nos quilombos. Se os ministros aprovarem o pedido, o governo federal terá um prazo de 30 dias para traçar o plano de ação em colaboração com a CONAQ. Entre outros pedidos, a entidade solicita também a distribuição imediata de equipamentos de proteção individual, medidas de segurança alimentar e de combate ao racismo no atendimento médico a quilombolas. Com a ação, espera-se que o poder público formule políticas de saúde específicas para essas comunidades, prerrogativa que recebe o respaldo da Organização Mundial da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde. Não se trata, portanto, de um privilégio, mas de...

    Leia mais
    Arquivo Pessoal

    Quantas professoras negras você já teve na universidade?

    Quantas professoras negras eu já tive? Foi uma questão que me indaguei quando havia acabado de ser selecionada como professora substituta na Universidade Federal do Acre - Ufac, cargo este que ocupei no período de 2018 a meados de 2020. Percebi a invisibilidade de mulheres negras ocupando espaços na docência universitária, e a presença maior destas trabalhando em empresas terceirizadas nos setores de limpeza das instituições. Quanto à inserção maior de mulheres negras nos empregos terceirizados, ou de babás e empregadas domésticas, é importante  “ problematizar o porquê de tais lugares ainda serem os mais comuns ou naturais para mulheres de pertencimento étnico racial não branco (EUCLIDES, 2017, p. 44-45). A resposta para essa indagação é porque a raça é uma categoria que está presente nos modos de organização social. E não é sobre o ponto de vista biológico que falo, mas sobre uma perspectiva política, tendo haver com...

    Leia mais
    Adobe

    Falar de gordofobia é falar de discriminação e perda de direitos!

    A maioria das pessoas confundem gordofobia com pressão estética, mas, há uma grande diferença entre os dois termos. A pressão estética atinge todas as pessoas, mas principalmente as mulheres, pois estamos submetidas a um padrão de beleza socialmente imposto.  Uma pesquisa realizada pela Dove em 2019, revela que aproximadamente 70% das mulheres não se sentem representadas por imagens que veem no seu dia a dia e 96% delas não se acham bonitas. Essa pesquisa aponta como a pressão estética nos afeta, impondo um padrão de beleza inatingível.  Quando falamos de gordofobia, estamos falando sobre discriminação e sobre ser vista como doente sem nenhum exame que comprove isso. Estamos falando de exclusão social e de espaços e dos muitos olhares e atitudes que dizem e afirmam que determinados espaços não são nossos. Viver numa sociedade extremamente racista e gordofóbica me fez odiar meu corpo e cor desde a infância. Precisei me...

    Leia mais
    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Cancela, sim. Cancela geral!

    eu acho triste; aliás, acho humilhante ver intelectuais brancos se debatendo para serem ouvidos. desde que os ouçam em silêncio. mandam-me um texto de contardo caligaris. fazia tempo que eu não o lia. a última vez que li uma coisa sua, ele se jactava de sua sapiência, como quem lambe o próprio pau, e chamava a revolucionária teoria estruturalista, formulada por saussure, de uma ingenuidade, ou coisa assim. me levantei e fui tomar um café, não sem antes amassar o jornal. então… dessa vez o texto me chegou pelo zap, veja você. caligaris defendia, como um goleiro destrambelhado, uma ideia bisonha, que ele tirou sabe-se lá de onde. ele reclama do fato, delirante, de que há uma regra aí que impede quem não é negro de falar sobre negros e que quem não é gay não pode falar de gays. e o texto dele é, inteiro, ele falando sobre negros...

    Leia mais
    Imagem: Getty Images

    Educação e reflexões de uma professora na quarentena: feitos, jeitos, defeitos e efeitos

    "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire Devo dizer, a priori, que não pretendo aqui trazer dados oficiais sobre os efeitos da quarentena em qualquer perspectiva, mas dá minha opinião a partir das minhas percepções nos diálogos com as pessoas, nos acompanhamentos das famigeradas “lives”, na produção de “memes” e nos grupos de whatsapp, dentre outros. Dito isto, quero tecer meus comentários a partir de algumas provocações que tem me incomodado nestes dias de quarentena, especialmente ao que concerne à educação básica, meu lugar de fala. O que a educação tem com tudo isto? Quais os efeitos da quarentena na educação pública? Como estão nossos alunos? Como vãos os pais? O que a sociedade espera de nós? Como a sociedade ver a educação e os seus profissionais? Quem são os heróis? Quem vai consertar a sociedade depois de tudo? Como estão...

    Leia mais
    Foto Midia Ninja/Reprodução/Facebook

    Aborto legal e seguro: cada vez mais difícil no Brasil

    Recentemente, o Governo Federal, por meio da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou que iria “ajudar” uma criança capixaba de 10 anos que sofreu violência sexual durante anos, supostamente de seu tio, e ficou gravida. A mensagem da ministra, por meio de redes sociais, despertou a atenção do país ao caso, especialmente de grupos religiosos contrários ao aborto.  A avó da criança, sua representante legal, decidiu exercer o direito de realizar um aborto legal e seguro, já que este caso se enquadra em uma das circunstancias em que o aborto está permitido. Além de ser o resultado de violência sexual, a gravidez de uma criança de 10 anos, cujos órgãos reprodutivos não estão completamente desenvolvimentos, é considerada de risco. Foi notícia que durante dias a família da criança sofreu de forma reiterada acosso e pressões de grupos conservadores contrários ao aborto. Desde contatos com a avó...

    Leia mais
    Adobe

    O que eles não nos contaram?

    Eu não sei como brigar, eu só sei como continuar viva. A Cor Púrpura (1982)   Às vezes eu me pergunto o que poderia ter mudado se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, se o feminismo negro ou o debate étnico-racial tivesse chegado mais cedo em minha vida. Será que eu teria considerado algumas coisas que me ocorreram como violência?  Será que eu teria ficado calada nas vezes em que eu deveria ter gritado? Pensando comigo mesma acho que a resposta seria sim, porém “eles” não me contaram, ninguém me disse que a violência direcionada a mim eram por conta da minha cor, esta não retinta, mas que ainda recebe olhares externos, exóticos ou de não aprovação. Se “eles” tivessem me contado eu teria berrado, dilacerando a máscara do silêncio como disse Grada, mas não teria feito isso esperando que “eles” se importassem, pois sei que não se importariam...

    Leia mais
    Adobe

    “Isso fica entre nós” – Descobrindo a minha sexualidade e enquanto era assediado

    Quando sou questionado sobre o período em que “saí do armário” automaticamente sou levado aos anos que rodearam essa época, e simplesmente mergulho num passado de ingenuidade e vergonhas que me afeta até hoje de formas cruéis, abrindo feridas que eu pensava que já estavam cicatrizadas.  Nasci e morei por boa parte da minha vida no interior, sendo em fazendas ou pequenas vilas que tinha como moradores pessoas ignorantes e preconceituosas – o que não ajuda muito quando se é um adolescente negro de quinze anos que está descobrindo sua homossexualidade – que a todo momento tentam te taxar com rótulos, por exemplo; Se você não é um garoto que trata as mulheres como lixo com certeza é “viado”, ou seja, você é um completa vergonha a sua família, principalmente ao seu pai que tem expectativas de ter um filho “pegador” que vai lhe dar cinco ou seis netos. Você...

    Leia mais
    Fabiane Albuquerque (Arquivo Pessoal)

    Nas margens do capitalismo, sentamos e choramos

    O livro é de Paulo Coelho, “Nas margens do rio Piedra, sentei e chorei”, e li tal obra na minha adolescência, embora do conteúdo não me lembre, somente do título que me marcou. E ele me veio em mente depois de uma conversa com uma brasileira aqui na França, branca, da elite paulistana, filha de empresário de São Paulo e habitante da Faria Lima. Podemos imaginar o perfil! Ela defendia a ideia de que o melhor modelo econômico, social e político é aquele estadunidense. Seus argumentos foram os seguintes:  “(..) lá, as pessoas pagam poucos impostos, o salário é alto e depende de cada um economizar e investir como quiser, arcar com os próprios gastos como saúde, educação, segurança. Depende da cabeça de cada um, depende da cabeça. Quem não tem, fica sem, e não deve esperar nada do Estado. Depende de cada um! Cada um! ” Essas palavras ressoaram...

    Leia mais
    Arte: Ademola Adesoji.

    Essa coca é fanta, e, é viada!

    “Bixistranha, loka preta da favela Quando ela tá passando todos riem da cara dela Mas, se liga macho, presta muita atenção Senta e observa a sua destruição” (Bixa Preta - Linn da Quebrada)   Depois de vários dias triste em casa, autoestima baixa por opressão estética (quem é negra, gorda, bixa e afeminada sabe), decidi me vestir, colocar um look babadeiro.  Uma camisa social laranja amarrada acima do umbigo e uma calça pantacourt azul (meu amigo me descreveu como um Aladim). Fui vestido assim, para frente de casa (moro na periferia de Porto Velho - RO) conversar com um amigo (gay branco), uma amiga (bissexual negra) e outra amiga (heterossexual branca).   Enquanto colocávamos as fofocas em dias, dois homens passaram em uma moto, e ficaram me encarando, viraram a esquina e o da garupa seguiu me encarando, eu me mantive firme, um pouco receoso, porém mantive o olhar fito nele. ...

    Leia mais
    Foto: Ignácio Ferreira/ Agência O Globo

    Para que não se deixe de cantar: Jovelina Pérola Negra e o seu samba de sorriso aberto

    Ahhhhh, o samba! Manifestação popular em forma de oração que veio dar no Brasil enquanto expressão de canto e dança para se louvar a esperança de um novo viver, de novos cotidianos livres de toda dor, sofrimento e preconceito. Expressão cultural de resistências e sobrevivências afro-brasileiras ante ao nosso racismo secular, além de memorial vivo de ancestralidades e saberes afro em uma sociedade historicamente estruturada para negar e, em último caso, destruir – física e psicologicamente – toda importância e qualquer virtude de sociabilidades negras.  Muito mais do que uma “simples” forma de canção, é uma oração que portanto visa o reconectar dos seus a algo maior do que as agruras do mundo material, possibilitando-lhes o ato de religar com as suas origens e com a sua potencialidade de sujeito transformador do mundo que o cerca, sendo Jovelina Pérola Negra, nesse sentido, uma de suas maiores vozes e intérpretes, uma...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook/Fatos Desconhecidos

    A negligência intelectual dos racistas brancos esclarecidos

    Mesmo ciente do debate sobre “cultura do cancelamento” meio vinculada à ideia de punição, e corrente, sobretudo, nas redes sociais, o mesmo não tem centralidade nesse texto. Seja para “corte ou costura”, prefiro uma elasticidade pedagógica, que pode, ou não, abrir diálogo, mas não pressupõe seu fechamento. Mas digo, de antemão, que como mulher negra me vejo na legítima e justa posição de rejeitar racistas como referências intelectuais, o que não quer dizer que eu possa fazê-lo integralmente, ou que tenha essa radicalidade como método, coisas que, dadas as circunstâncias históricas, não são nem técnica nem politicamente possíveis. Contudo, não deixa de ser notável que o racismo dos brancos esclarecidos costumar ir da arrogância preliminar à uma autofragilização mediante um antiguíssimo recurso à “animalização” de quem reage ao seu racismo explícito, porém negado. Nesse percurso, os discursos reativos à reação vão tornando-se minguados e vazios e, à semelhança do reacionarismo...

    Leia mais
    Giovana Xavier (@oniraproducoes)

    O que se ganha com o que se perde?

    Nunca gostei da expressão “correr contra o tempo”. Tudo que é a priori contrário à alguma coisa soa para mim como fadado ao fracasso. Antirracismo, antimachismo, anticapitalismo… Mais do que simples termos, estas são palavras perigosas porque quando definimos a nós e a movimentos pela contrariedade, nossos olhos voltam-se mais para o combate e a destruição do que para criação de formas alternativas ao que nos oprime. No pensamento feminista negro, esta mirada para o poder da criação foi nomeada por Patricia Hill Collins “epistemologia alternativa”: uma teoria crítica social focada nos interesses e referenciais de mulheres negras como grupo que posicionado à margem das estruturas de poder constrói alternativas radicais de afirmação e liberdade. (Pausa para conflitos e risos: a ideia não era teorizar… mas sou acadêmica. Acadêmicas teorizam, está tudo bem…) Mas voltando ao Tempo, Ele agora apresenta-se na versão maiúscula, condizente com a soberania do orixá que...

    Leia mais
    Pixabay

    A branquitude, a negritude e o jornalismo investigativo – narrativas controversa

    Recentemente, muitos casos envolvendo a prática de crime em tese por membros do Poder Judiciário, da Advocacia e do Ministério Público têm invadido as redes sociais e as manchetes dos telejornais. Uma característica comum às notícias chama a atenção: os/as investigados/as ou acusados/as são todos/as brancos/as e, invariavelmente, da (proto)elite hegemônica instalada no país desde há muito, destacada pela cútis, pelo cargo e pelo patronímico que ostenta. Trata-se de mais uma evidência da racialização da sociedade brasileira, que reserva os melhores postos e condições de vida à mesma parcela de indivíduos. Evidencia, também, que o cometimento de delitos não é exclusivo da parcela mais vulnerável da sociedade, como desejado pela criminologia da reação social, mas um ato passível a qualquer ser humano, por sua própria essência. Outro dado desperta curiosidade. As notícias de supostos crimes praticados por representantes da (pseudo)elite branca brasileira têm o cuidado de tratá-los como presumidamente inocentes,...

    Leia mais
    Imagem do Livro “Espelho Espelho Meu” – Ilustrações de Leandra Gonçalves

    Meu Corpo

    Um corpo,apenas um corpo. Mas é muito mais que um corpo. Corpo humano, Corpo nu. Braços, pernas, cabeça, peitos, genitálias. Mulheres! Pela genitália me construíram mulher. Me disseram: tu és mulher! Porém me percebem, me olham, me tratam diferente. E então eu me descobri preta. E nessa descoberta me encontrei com minha história, com meu povo, minha ancestralidade, me origem. e eu grito PRETA! Antes de ser mulher, sou preta. luto todo dia para permanecer viva. amo meu corpo, meu cabelo afro, meus lábios e meus olhos. Olho no espelho e sei quem sou. Preta! Mulher Preta! sim, essa sou eu, PRETA! e a minha negritude sou eu e eu sou por ela. Negramente PRETA! ** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE...

    Leia mais
    Foto Shutterstock.com

    O pensamento social brasileiro e a cultura do esquecimento

    Brasil, um país historicamente novo, construído em base do colonialismo, escravismo e desigualdade, que deram os moldes de nossa sociedade atual. Em 520 anos de história (1500-2020), 353 deles se sustentaram no regime da escravidão, sobrando apenas 167 anos “livres” do regime escravocrata para negros e índios. Por conta disso, o pensamento social brasileiro moldou-se de acordo com ideais racistas, conservadores e patriarcais, que permeiam nossa estrutura política e econômica de maneira perversa. De acordo com a The Trans-Atlantic Slave Trade Database, um esforço internacional de catalogação de dados sobre o tráfico de escravos, nove mil viagens foram realizadas por navios negreiros ao Brasil, trazendo 4,9 milhões de africanos. Isso resulta em uma sociedade 56% autodeclarada preta ou parda, mas também em um país em que, segundo o IBGE, os negros representem os 70% entre os 10% mais pobres da população. Em um país em que 68% dos cargos gerenciais...

    Leia mais
    blank

    A pandemia, o racismo e o bode na sala¹

    amigos e amigas do trabalho, da família e da luta social Vamos nos fortalecer para vencer o mal Fazer deste limão uma limonada, superar esta empreitada, e vencer, vencer, vencer! Este samba é para você Amigo e amiga desta jornada da vida. Na jornada da vida – Aderaldo Gil “Em 15 meses foram gastos com a militarização da Maré o dobro do que se investiu na comunidade em programas sociais por 6 anos.” Renata Souza, Cria da Favela: p. 90 A pandemia, na extensão e intensidade como está se dando será um marco nas narrativas do século XXI. Poetas, artistas, filósofos proclamam mudanças significativas na concepção da existência humana, nas relações sociais, nas relações de seres humanos com a natureza, etc. Será que isso vai acontecer mesmo? Porque sempre houve desejos e anúncios de mudanças, frustradas pela força dos poderes tradicionais e por fraquezas das-dos agentes da transformação. A dúvida...

    Leia mais
    © Mario Ladeira / Trip editora

    Conceição Evaristo encerra rodas virtuais com crianças e jovens da Comunidade do Alemão, em evento virtual aberto, dia 14/9, às 16h

    Um dos maiores símbolos contemporâneos no combate à vulnerabilidade social, a escritora Conceição Evaristo encerra, no próximo dia 14/9, o projeto Rodas de Leitura, do Instituto Estação das Letras, em parceria com a Associação Nagai. Desde julho, cerca de 120 famílias do Morro do Alemão, da Favela da Malacacheta, no Rio de Janeiro, participam do projeto virtualmente, através da plataforma Zoom. Crianças sem aulas, pais que precisam se ausentar para trabalhar, residências sem conforto e que não ajudam no “fique em casa”. Os desafios antes da pandemia já eram muitos e se intensificaram ainda mais nestes meses fora da escola. E foi justamente para amenizar esta realidade que o Projeto Rodas de Leitura ofereceu encontros semanais com leitura e mediação de professores. Este último ciclo acontece com adolescentes e jovens, de 13 a 21 anos, sobre o livro Olhos D’água, de Conceição Evaristo, cujos contos - sobre vidas negras e...

    Leia mais
    Joice Santos (Arquivo Pessoal )

    O que nós temos a receber da política?

    2020 é o ano da Pandemia da Covid-19, que impactou o mundo como não tínhamos notícias neste século. 2020 também é ano eleitoral no Brasil, em que  iremos eleger prefeitos e vereadores para nossos municípios. Como vamos determinar as pessoas que vão guiar nossas cidades nesse cenário pandêmico? Responder a essa pergunta, me parece fundamental para a construção do futuro que nos espera. É nítido que fazer a gestão de uma cidade não é só construir lindas pracinhas e decorar com luzes brilhantes no Natal. A gestão precisa ser efetiva em identificar, analisar e suprir as demandas do território mediante políticas públicas eficientes e pautadas na realidade das pessoas e na construção de vidas dignas. Falo da gestão pública para estar sempre lembrando que pessoas eleitas são funcionárias do Estado e estão (ou deveriam estar) cumprindo funções de um cargo ao qual ocupam no momento, ou seja, estamos falando de...

    Leia mais
    Foto; rawpixel.com

    Gravidez na infância: quando corpos negros estão na linha da morte

    O Corpo negro franzino sequer iniciou o processo de formação, mas já está exposto há inúmeras violações de direitos, desde os seis anos de idade. A menina ainda não sabe, mas é o assunto de dez em cada dez veículos de comunicação, que alardeiam a gravidez aos dez anos. Gravidez aos 10 mata – essa foi a hashtag que mais viralizou nos últimos dias nas principais redes sociais. O corpo franzino negro sequer tem acesso às redes, sequer compreende o que são os Trending Topics, ou Assuntos do Momento – os tópicos mais falados em uma determinada rede social, durante um determinado período de tempo – mas seu corpo foi violentado, segundo denúncias, pelo próprio tio, na cidade de São Mateus, interior do Espírito Santo. Gravidez aos dez mata, mas essa premissa também é válida para corpos franzinos negros?! Grávida, a criança foi atendida no hospital de sua cidade em...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    blank
    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist